NOTINHAS PÓS-RODADAS (e um pesadelo repetido na Inglaterra)



Começando pelo clássico na Vila Belmiro:

* Compreendo que o cara que aplica os dribles e faz os gols seja mais festejado (e não acho que isso tem de mudar), mas não devem faltar palmas para o cara que faz a coisa toda funcionar. Ontem, no Santos (2 x 1 no Corinthians: Neymar, André e Dentinho – 9.029 pagantes), esse cara foi Marquinhos.

* Os times que enfrentam o Santos em 2010 descobrem que não adianta mais tentar intimidar Neymar. O menino cresceu.

* Uma terceira nota, porque é proibido não falar de arbitragem: José Henrique de Carvalho teve uma atuação com duplo (e até triplo) critério, o que, infelizmente, não o diferencia de seus colegas de apito. Exagerou na expulsão de Roberto Carlos, porque inventou o primeiro cartão amarelo. Decidiu o jogo? De jeito nenhum. Os problemas do Corinthians na Vila foram maiores do que o árbitro.

* Não havia estádio melhor para a estreia de Fernandinho no São Paulo (5 x 1 no Monte Azul: Léo Lima, Fernandinho-4 e Lopes – 4.362 pagantes) do que a Arena Barueri, casa dele no ano passado.

* Mas quatro gols em meio tempo? Não acontecerá de novo. Incrível.

* Quase debaixo d’água, Antônio Carlos perdeu (Rio Claro 1 x 0: Osni – 5.307 pagantes no Schmidtão) a primeira como técnico do Palmeiras, e precisará fazer uma campanha de campeão para chegar às semifinais.

* Até o vestiário do Palmeiras foi inundado, o que gerou um pedido de desculpas de César Sampaio, ídolo palmeirense que administra o Rio Claro.

* Saudade antecipada. É o que sabemos que vamos sentir quando gostamos muito do que estamos sentindo. Assim o torcedor do Fluminense (5 x 1 no Friburguense: Fred, Wellington SIlva, Everton, Conca, Wallace e André Lima – público ND) saiu do Maracanã, por causa de um menino de 17 anos.

* Mas, pelo menos, Wellington Silva jogará um Campeonato Brasileiro (da Série A) inteiro pelo Fluminense.

* Vencer não é tudo. Que o diga o Vasco, que ganhou (2 x 1 no Volta Redonda: Philippe Coutinho, Elton e Adriano – 986 pagantes em São Januário) na estreia da Taça Rio, mas não vai bem das pernas.

* Vagner Mancini está sofrendo o que a falta de títulos produz num clube grande.

* O Flamengo só precisou jogar bola no segundo tempo para golear (4 x 1: Vagner Love-2, Laio e Vinícius Pacheco-2 – 1.489 pagantes no Raulino de Oliveira) o Macaé.

* Linda tabela entre Love e Ramon, no terceiro gol.

* A torcida do Botafogo (3 x 1 no Americano: Marcelo Cordeiro, Leandro Gomes e Caio-2 – público ND no Godofredo Cruz) pediu Caio, ele entrou e fez logo dois gols.

* Papai Joel já pensa em escalá-lo como titular.

* Este mundo é de Obina, e nós apenas vivemos nele. Mais três, na goleada do Atlético Mineiro (5 x 2 : Obina-3, Muriqui, Marcelo Régis, Paulo Roberto e Carlos Alberto – 9.985 pagantes no Parque do Sabiá) sobre o Uberlândia.

* Oito gols de Obina em dois jogos, doze do Atlético.

* Enquanto isso, a escalação genérica do Cruzeiro (1 x 0 no Ituiutaba: Fabinho – 1.800 pagantes no estádio da Fazendinha) precisou de quase todos os minutos do jogo para vencer. O gol saiu aos 45 minutos do segundo tempo.

* Líder de um campeonato que classifica oito times para a fase final, parece-me que o Cruzeiro vai chegar.

* O dirigente colorado Fernando Carvalho foi ao estádio Olímpico entregar ao Grêmio (1 x 0 no Novo Hamburgo: Ferdinando – 34.313 pagantes) a taça que leva seu nome. Obviamente, escolheu uma cor neutra: o branco.

* Será que, com uma taça nas mãos, o técnico Paulo Silas terá tranquilidade para trabalhar?

* Na volta ao Couto Pereira, o Coritiba (4 x 1 no Nacional: Ariel, Kim, Renatinho e Bill-2 – 5.127 pagantes) teve torcida contra, mas não a do Nacional.

* A uniformizada que provocou a interdição do estádio foi vaiada pelos torcedores comuns, e não comemorou os gols do time. Que beleza.

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Se você ainda não viu o lance de mais uma fratura exposta de um jogador do Arsenal, pode clicar no link.

A imagem é menos perturbadora do que a de Eduardo da Silva, exatos dois anos atrás.

E assim como não vi maldade na entrada de Martin Taylor no brasileiro-croata, também não acho que o zagueiro Ryan Shawcross foi para quebrar Aaron Ramsey.

Nos dois casos, houve muita força, muito atraso e pouca preocupação com o que poderia acontecer.

Irresponsabilidade, sim.

E o que mais me impressionou no lance de sábado foi a reação dos jogadores do Arsenal, ao verem a repetição de um pesadelo.



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