CAIXA-POSTAL



Aos temas da semana:

João Paulo (entre muitos) escreve: André, sobre o projeto de lei da Câmara dos Vereadores de São Paulo (que determina que jogos de futebol na cidade não podem acabar depois das 23h15): você acredita que será aprovado e nós não teremos mais que aguentar esses horários?

Resposta: Não, não acredito que a lei será aprovada pelo prefeito de São Paulo. Mas gostaria de ampliar a conversa: qual é a grande diferença, para o torcedor que vai ao estádio, entre um jogo que termina às 23h45 e um jogo que termina às 23h15? Alguém pode argumentar que o metrô fecha por volta da meia-noite, e que portanto há uma diferença considerável. Ok, mas e no caso de um jogo que vai para prorrogação ou pênaltis? E no caso de uma final de campeonato, em que o torcedor quer ficar no estádio para comemorar, ver a taça, etc? Para ficar claro: sou contra o futebol às 22 horas. Mas não consigo acreditar num projeto que se declara defensor de quem vai ao estádio, mas não resolve o problema de quem vai ao estádio. Sabe qual é o único objetivo que seria atingido com a aprovação (e aplicação, claro) da lei? Mexer com a grade da TV Globo. Para mim, isso é estranho. Se a proposta fosse de que os jogos precisam começar, no máximo, até às 20h30, seria outra conversa.

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Mário escreve: Os times Mexicanos disputam a Libertadores e a Liga dos Campeões da CONCACAF. Mas para estes clubes qual torneio é mais importante?

Resposta: A Liga dos Campeões da Concacaf. Simplesmente porque ela classifica seu campeão para o Mundial de Clubes da Fifa. Na Libertadores, os times mexicanos são convidados. Eles podem ganhar o título, mas não vão ao Mundial se o conquistarem. É como alguém te convidar para uma festa, mas te avisar que você não pode comer nem beber.

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Haroldo escreve: Tenho ouvido nas últimas transmissões da Liga dos Campeões o risco que a Itália passa de perder uma vaga direta dessa competição (de 4 para 3 times) para a Alemanha (que passaria de 3 para 4 times). Isso porque os times italianos têm ido mal nos últimos anos, ao contrário dos Alemães. Mas afinal, como é essa “fórmula” que define as vagas diretas e indiretas por país?

Resposta: O balanço das vagas para cada país na Liga dos Campeões tem como critério um ranking anual feito pela Uefa. Esse ranking leva em conta o desempenho dos clubes na própria Liga dos Campeões e na Liga Europa (antiga Copa da Uefa). A queda dos times italianos e a ascensão dos alemães podem resultar na alteração.

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Vinicius escreve: Como são-paulino tenho acompanhado a “novela” sobre o projeto do Morumbi para a Copa 2014. A princípio envaidecido com a possibilidade da escolha do time para qual torço, tenho ficado cada vez mais decepcionado com o desenrolar da história a ponto de achar que os dirigentes do São Paulo deveriam retirar a candidatura do Morumbi e dizer à FIFA: “Obrigado, por nada!”. A questão é: será que vale mesmo a pena passar por toda essa “humilhação” para que o estádio sedie jogos da Copa? Tirando o evento em si e a possibilidade de se vangloriar para outras torcidas locais, qual seria o verdadeiro retorno para o clube em sediar jogos da copa? Moderno ou não (e tenho plena consciência de que não é) o Morumbi é a grande arena para eventos – não só futebolísticos – de São Paulo. Será que a modernização do estádio só se justifica para a realização da Copa? Gostaria de saber sua opnião.

Resposta: A Copa de 2014 é a oportunidade do São Paulo (e de todos os outros clubes que pretendem ver seus estádios envolvidos) de reformar seu estádio e se posicionar melhor para usá-lo de todas as maneiras que forem economicamente interessantes. Por isso o clube resiste nessa briga política que envolve a Fifa, a CBF, a FPF, o governo e a prefeitura de São Paulo. Briga que ainda terá novos rounds.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens.

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“Do fundo de suas almas, e cada gota de sangue de seus corpos, deixem tudo naquele campo até o apito final. E se vocês fizerem isso, se vocês fizerem isso, nós não podemos perder. Podemos estar atrás no placar quando o jogo terminar, mas se vocês jogarem assim, não poderemos ser derrotados.”

Jack Lengyel, em “Somos Marshall”.



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