A HORA DO SHOW



Dependendo da sua idade, talvez você se lembre do dia em que Magic Johnson divulgou, em entrevista coletiva, que era portador do vírus HIV.

Foi em 1991, e eu me lembro como se fosse ontem.

À época, Johnson declarou que sua contaminação foi resultado de anos e anos de sexo desprotegido na década de 80, estilo de vida de um astro da NBA que afirmou ter “entre 300 e 500 parceiras por ano”.

Um livro recém-lançado nos Estados Unidos “ilumina” o ambiente que reinava, literalmente, no vestiário do fantástico time do Los Angeles Lakers, no período que ficou conhecido como “Showtime” (5 títulos nos anos 80).

“Jerry West: The Life and Legend of a Basketball Icon”, é mais uma biografia de um dos maiores jogadores da história da NBA, que também foi técnico e gerente geral dos Lakers. É de West, para quem não sabe, a silhueta que aparece no logotipo oficial da Liga.

No livro, o autor Roland Lazenby escreve:

“Havia uma sauna no vestiário, em que a estrela (Johnson) e outros jogadores entretinham mulheres, até mesmo após os jogos. Johnson ia para a sauna, transava, vestia um roupão e voltava para dar sua entrevista pós-jogo.”

Lazenby perguntou a West, que era executivo dos Lakers nos anos dourados, como o clube permitia um “comportamento tão questionável”. West não negou os excessos:

“Eu me importava. Eu fazia muita coisa por aqueles caras. Algumas coisas que fiz foram ridículas. Se as pessoas soubessem, ficariam indignadas. Foi um período maluco para nós.”

E você pensava que “tratamento diferenciado” era só uma dispensa do treino da manhã…



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