E NÃO CHOVEU…



O plano B da organização do Super Bowl para o “Media Day” só poderia ser um: encontrar um local coberto para as entrevistas.

Não choveu na manhã desta terça-feira em Miami, mas ninguém quis correr o risco. O Dia da Mídia foi transferido para um salão no gigantesco andar dos camarotes do Sun Life Stadium.

A mudança não comprometeu o caráter circense do que pretende ser uma sessão de entrevistas sobre o SB. Uma TV mexicana mandou uma modelo vestida de vaqueira para falar com os jogadores dos Colts, e outra vestida de santinha para falar com os jogadores dos Saints.

Provavelmente uma explosão de criatividade.

Havia também dois caras com roupa de padre, e figuras estranhas variadas.

A impressão que dá é que há cada vez mais gente que só quer fazer “brincadeiras”, porque há cada vez mais gente que só quer ver “brincadeiras”. Resultado da transformação de atletas em celebridades, e da chamada “indústria do entretenimento”.

Esperamos que o fã de esportes (você está ai?) permaneça interessado em… esportes.

O Super Bowl XLIV será o décimo realizado em Miami, um recorde. O estádio que hoje se chama Sun Life Stadium (inaugurado em 1987, já teve outros seis nomes), receberá o jogo pela quinta vez.

O privilégio vem do céu. Enquanto a maior parte do país sofre com o frio e a neve, a região sul da Florida oferece clima agradável. Isto é, quando não está chovendo.

A chance de chuva no domingo é de 20%. Se cair água, o Indianapolis Colts (quarto SB, os quatro em Miami) não reclamará. Foi nesse mesmo estádio, três anos atrás, que Peyton Manning levou o time ao título, vencendo o Chicago Bears no único SB molhado da História.

Digamos que os jogadores do New Orleans Saints também não estão com olhos grudados no canal da previsão do tempo. Talvez não haja um time mais capaz de lidar com a água, depois de tudo o que aconteceu por causa do furacão Katrina, em 2005.

Os Saints estão em seu primeiro SB, com a sensação de que as coisas não acontecem por acaso. Parecem ser os “favoritos sentimentais” dos americanos, que sempre escolhem um lado nesse jogo que não se restringe a duas torcidas.

Numa nota pessoal, estou me transformando em setorista dos Colts. Será a quarta vez que porei meus pés nesse estádio (ok, aí vão os nomes: Joe Robbie Stadium, Pro Player Park, Pro Player Stadium, Dolphins Stadium, Dolphin Stadium e Land Shark Stadium), para ver o mesmo time.

Em 2000, de férias e sentados na última fila do último andar, minha mulher e eu vimos uma vitória do Miami Dolphins sobre os Colts, na prorrogação. A localização podia ser melhor, mas valeu o ingresso.

Em 2007, trabalhei em meu primeiro SB, em que os Colts ganharam dos Bears.

No ano passado, cobri um Monday Night Football: Dolphins x Colts.

Agora, de novo.

Talvez eu peça um emprego a eles…



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