OS PISTOLEIROS DO GOL (e a chuva em Miami)



Para celebrar as últimas horas de férias (ainda tenho quase um dia inteiro para “aproveitar”), assisti aos “gols do Fantástico” ontem, via Globo Internacional.

Tadeu Schmidt destacou, com a devida crítica por falta de criatividade (gentileza do Tadeu), as comemorações “bélicas” de Diego Tardelli, Jorge Henrique e Alecsandro.

Como já deixei claro neste post, em outubro do ano passado, é uma pena que o momento mais alegre do futebol ainda seja relacionado a esse tipo de gesto.

E é ridículo que um jogador de futebol não possa tirar a camisa para comemorar um gol, mas seja liberado para imitar um pistoleiro.

Aos chatos: não, os jogadores citados (e todos os outros que fazem a mesma coisa) não têm culpa pela violência que impera nas ruas brasileiras. Sim, a banalização do tema está todos os dias na TV, nos cinemas. Sim, a intenção deles é 100% “bem humorada”.

Só acho que poderiam dar um bom exemplo.

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Em outras notícias, chove em Miami (não como em São Paulo, felizmente) desde ontem à noite.

Amanhã acontece o “Media Day”, evento que abre a programação oficial do Super Bowl XLIV.

Por uma hora, todos os jogadores de Indianapolis Colts e New Orleans Saints estarão à disposição de centenas de jornalistas (incluindo as “repórteres” das TVs mexicanas, com perguntas sempre interessantes) do mundo inteiro, no gramado do Sun Life Stadium.

Nas coberturas anteriores que fizemos do SB, sempre começamos a trabalhar na quarta-feira, ou seja, nunca estivemos no “Media Day”.

Por isso estou aqui imaginando qual será o plano B dos organizadores, se não parar de chover.

A meteorologia, quase uma religião nos EUA, diz que vai parar. Tomara.

A bola oval será o assunto por aqui entre amanhã e domingo. Na ESPN Brasil, reportagens especiais durante toda a semana.

O Super Bowl XLIV (com “Abre o Jogo” AO VIVO, a partir das 20 horas de Brasília), transmitido do estádio, irá ao ar na ESPN.



  • Leandro Azevedo

    Andre,

    Ja que esta em Miami, vai uma dica culinaria se ja nao tiver passado por la… O Flanigan’s tem a melhor “ribs” de Miami e se duvidar de muitos lugares nos USA, nao deixe de passar por la, mas tenho quase certeza que essa dica vc ja deve ter recebido antes hehe

    Quanto ao Super Bowl, o fator crucial desse jogo vai ser quanto a participacao ou nao do Freeney (e se jogar o quanto efetivo pode ser). Ele em campo exige que o Saints coloque um jogador extra no seu lado pra ajudar na contensao, o que significa um a menos pra receber passes do Brees.

    Abraco

    AK: Obrigado pela dica. Um abraço.

  • Jamil Sousa

    Prezado AK,
    Não concordo com as críticas em relação às comemorações dos “pistoleiros”. Exponho meu ponto de vista: quando um jogador é goleador, nós torcedores, o chamamos de matador. Quando se destaca com seus gols, a TV o chama de artilheiro. Quando apresenta um chute potente, os radialistam chamam de bomba, tiro ou canhão. Mas, quando o jogador faz o gesto, chovem críticas. Não é controverso?

    AK: Pode parecer, mas não é. Os termos que você citou fazem parte das conversas sobre futebol desde sempre. Quando você ouve ou lê a palavra “artilheiro”, você pensa num militar? Um abraço.

  • Massara

    AK,

    Bem vindo de volta. Curta o resto das férias.

    Quando ouço ou leio a palavra “artilheiro”, não penso em um militar. Mas quando ouço ou leio a palavra “matador”, penso em um bandido.

    E costumo chamar os goleadores mundo a fora de “matadores”, muito embora eu não seja adepto da violência, muito menos da armada.

    Neste particular discordamos. Porque, na minha opinião, o mal exemplo não é a brincadeira em si, mas a interpretação equivocada que se dá à brincadeira.

    Enfim, opiniões divergentes, mas respeito a sua.

    Abs.

    AK: Tenho certeza de que você, seja qual for sua interpretação, não será estimulado de forma negativa por qualquer comemoração. O problema está na influência sobre quem não consegue interpretá-la. Um abraço.

  • Stelio Nunes

    Artilheiro está relacionado com artilharia,que nos leva imediatamente a pensar em canhões, armas de fogo em geral.O gesto significa que o goleador está ´´matando´´ o adversário no placar,nada mais do que isto.O polìticamente correto esconde a realidade.

    AK: Quando ouço/leio “artilheiro”, penso em gols. Mas só posso falar por mim. Um abraço.

  • José Baudaier

    Concordo com o Jamil, o futebol, é quase uma analogia de guerra. Cada “exercito” tem seus homens com o mesmo uniforme lutam pelo controle da bola, os atacantes são os artilheiros e matadores com tiros e canhões. Os zagueiros impedem o avanço deles, alguns são parades, muros ou muralhas tentando matar a jogada.

    Os gestos de tiros são só uma continuação. O Usian Bolt faz gesto de arco e flecha e ninguém fala nada, e sinceramente não vejo diferença.

    AK: Não concordo com a analogia, não vejo assim. O gesto do Bolt é outra conversa. Não vejo ninguém ser assaltado nas ruas por alguém usando arco e flecha. Um abraço.

  • Paulo

    André: Quando um jornalista humilha um clube e uma grande torcida, com um comentário jocozo mal colocado, ele também não acaba incitando uma espécie de violência? Em tempo: minha geração brincava com cartucheira e revolveres de imitação. Não tenho um só colega, assassino, maloqueiro, ladrão ou espancador de mulheres… Infelizmente, o mundo dos jogadores de futebol geralmente cultuados pela mídia, está repleta destes exemplos. Abraços e seja bem-vindo. Precisamos sempre dos seus comentários pra lá de inteligentes! E viva o seu Timão no ano do centenário! Saravá São Jorge!

  • Anna

    André, tomara que pare de chover. Será um maravilhoso Superbowl! Obrigada, Anna

  • Fabricio Cirelli

    André, boa tarde.

    Me perdi na parte do “incluindo as “repórteres” das TVs mexicanas, com perguntas sempre interessantes”… quem seriam as repórteres e quais perguntas interessantes?

    Desculpe a falta de familiariadade com os bastidores do Super Bowl.

    Abraço,
    FC

    AK: Elas são famosas pelos trajes e pelo pouco interesse no aspecto esportivo do evento. Um abraço.

  • Suruhito

    André, entendo o seu ponto de vista na palavra “artilheiro”. Mas se vc pegar uma conversa pelo meio, e ouvir “… fulano é um tremendo matador!”; diga-me, vc que trabalha e respira esporte pode até pensar em um grande atacante, mas e demais pessoas? Artilheiro está sim ligado a parte militar, mas foi associada ao jogadores pelo “aportuguesamento” da palavra “shoot” (“tiro” – como vc, fluente na lingua da terra da Rainha sabe) para “chute”, que aqui tambem tornou-se equivalente a outro termo, “kick”. Acredito que realmente deva haver mudança, mais esta deve vir sempre da parte mais culta para a parte menos culta, ou seja, da Impressa para o Povão. Que tal apresentar uma matéria sobre os termos usados em outros países e tentarem usar o minímo possivel os termos “matador” e “artilheiro” antes de apenas exigirem que os jogadores sejam politicamente corretos??
    Abraços a vc e o Jucão!!

  • José Eduardo Freitas

    Enquanto chamarem jogadores de artilheiros, de matadores ou coisa assim, não ha nada demais em imitar um bom faroeste. Faz parte da brincadeira.
    Assim como faz parte da brincadeira, o Usain Bolt dar flechadas.
    A propósito, é meio hipocrita a mesma Globo do Fantastico (que por vezes também apela), colocar revolveres a torto e a direito nos personagens de novelas, mesmo as que passam em horários assistidos por crianças e exibir filmes que mostram violencia armada, mesmo a tarde.
    Assim como é hipocrita criticar jogador que da tiros e ao mesmo tempo fazer apologia de filmes violentos onde os personagens quase que só atiram o tempo inteiro.
    Mas ventos que ventam lá, não ventam cá.
    Ou se deixa os meninos comemoraerm em paz, ou que sejam coerentes e só falem de flores.

    AK: Concordo (e isso está escrito) com a banalização da violência na TV. Ótimo que você saiba diferenciar a brincadeira da apologia. Mas nem todo mundo é capaz disso. Um abraço.

  • Arthur

    O Superbowl vai ser decidido por uma pessoa: Pey Manning. Esse ai joga uma barbaridade e, se tiver inspirado, nao tem time no mundo que pare ele.
    Freeney faz falta, mas quem nao tem Bob Saunders desdo inicio da temporada nao tem o que se preocupar, com Saturday, Brackett e Bethea o time ta mais que bem servido na defesa. André, ja que você está por ai poderia dizer se o preço das camisas oficiais dos dois times aumento? Ultima vez que eu vi no site custaval algo em torno de 200 dolares!!!

  • Ronaldo

    Prezado André, antes das malfadadas criticas, deveria conhecer a história de cada comemoração. O nome Tardelli, aqui em BH, nas narraçoes dos gols deste fantastico artilheiro (ISSO MESMO, ARTILHEIRO) é assim dito: TA TA TA TA TA TA TA TARDELLI … (mais ou menos assim), imitando uma metralhadora. E ele incorporou muito bem este joguete de palavra.
    Artilheiro, matador, ta ta ta ta ta ta ta tardelli…
    Por isso enojo essa imprensa bairrista

    AK: Eu não só conheço a história da comemoração, como ela está presente no post do ano passado (é só clicar, ler e, claro, entender). Mas creio que não seja muito difícil compreender que não estamos tratando aqui do motivo da comemoração. Pena que seu aparente complexo de inferioridade prejudique sua compreensão do que está escrito. Um abraço.

  • Ronaldo

    Um jogador pode soltar uma BOMBA, um PETARDO, pode ser um ARTILHEIRO, o campo de futebol pode ser um CAMPO DE BATALHAS, um jogador pode ser MATADOR e um clássico pode ser uma GUERRA.
    Isso tudo é permitido quando a imprensa usa essas palavras.
    O que não pode é um jogador como Tardelli, que aqui em BH todos associam seu nome a um som de metralhadora (TATATATATATATARDELLI) por ser um MATADOR nato, um ARTILHEIRO, que na BATALHA CAMPAL é impiedoso com os seus adversários.

    O PROBLEMA ESTÁ EM QUEM USA AS PALAVRAS E OS GESTOU OU NA FALTA DE ASSUNTO OU MATÉRIA DA MIDIA?

    Favor nao utilizar algumas das expressoes utilizadas no futebol, como Artilheiro, matador, bomba, guerra, batalhas, pq assim vc estará estragando com o nosso mundo (seguindo o seu raciocínio)

    AK: O problema está na cabeça de quem não consegue diferenciar uma coisa da outra. Um abraço.

  • Custodio Neto

    AK

    lembrei do seu post imediatamente e o consultei inclusive…

    áquela época tinha ficado claro sua posição, coerente aliás.

    apenas um adendo: a mesma rede mostrou, logo após, determinadas pessoas, em determinado reality show, fazendo bubissa rsrsrsrsrs …

    será que isto tb ñ é um exemplo ruim?

    ah, em tempo: se vc ñ viu, me refiro ao fato de ficarem cantando músicas em karaokês escondidos debaixo do edredom …

    kkkkkk

    grande
    abraço

    AK: Tá cheio de exemplo ruim. Não haveria espaço para citar todos. Um abraço.

  • Pedro Valadares

    André, eu concordo plenamente com você! Como diz o Mauro Cezar Pereira, gol é pra comemorar extravasando, subindo na arquibancada junto com a torcida!

    Uma pergunta: vai ter “diz que fui por aí” de novo? O primeiro foi show de bola!

    Abração e boa semana de trabalho!

    AK: Vai, sim. Um abraço.

  • Rejane

    Também acho ridículo essas comemorações de pistoleiros prefiro as que o jogador tira a camisa mas esse tipo de comemoração é proíbida!

    André, boa sorte na cobertura do Super Bowl! O programa The Book On The Table de sexta-feira vai ser direito de Miami né?

    AK: Sim, o programa será gravado aqui em Miami. Obrigado e um abraço.

  • bruno fillipy

    Sobre o tardelli é bem simples
    é uma comemoraçao pra massa atleticana entender e que se reportes antes de falarem algo procura saber o motivo entederiam facilmente

    a maior radio de minas itatiaia que narra os jogos do galo tem um reporte chamado ”caixa”
    esse reporte em todo gol do ”Dom Diego”como o msm o chama
    na hora de grita gol fala
    ”RATATAAA RATATAAAA RATAATAAAA TARDELLLIII NELESSS GOLLLLLLLL”
    a massa atleticana adotou esse grito tanto que muitas vezes o canta no mineiraum
    entaum é muito simples
    o tardelli adotou essa comemoraçao em homenagem a torcida atleticana e ao narrador que comemora assim
    tem ate video no youtube com gols do tardelli e essa comemoraçao

    foda jornalistas criticarem uma coisa sem procura saber o signifido da msm

    AK: O mal informado é aqui é você. Leia o post original, do ano passado, essa explicação está lá. Não estamos falando sobre o motivo da comemoração. Um abraço.

  • ram_fla_br

    Acho que e um mero preconceito politicamente correto. Em um pais em que o presidente so fala de futebol e cachaca, sem se importar com conhecimento, para que ficar criticando quem comemora o gol imitando uma pistola? O que e o certo? Quem assiste a isso e vai matar alguem e um idiota, que merece ser punido. Senao daqui a pouco iremos tambem ditar o que pode e o que nao pode ser escrito, afinal qualquer opiniao pode levar alguem a cometer um ato louco…

    Nao podemos impor censura por causa do comportamento de 0.001% da populacao. Pelo contrario, sistema judiciario, e a policia estao ai justamente para enquadrar quem abusa da liberdade de expressao para violar a lei.

    Senao, daqui a pouco, iremos na paranoia socialista politicamente correta, e ai, qual sera a proxima vitima? Afinal, falar mal do bolsa familia tambem e diretamente prejudicial aos beneficiairos….

    AK: Sua imaginação foi muito longe. A conversa é mais simples. Um abraço.

  • Rafael

    Muito numa boa, isso é muito hipocresia, desde pequenininho até hoje(já se vão mais e 30 anos) eu escuto seus companheiros narrando gol falando que o jogador “fuzilou” a meta defendia pelo goleiro. Isso só lembrando um termo, fora os outros já citados e tantos outros que nem foram mencionados. Afinal isso sempre fez parte do mundo e da linguagem o futebol. E sempre hove guerra, tráfico, assassinatos e outras tantas barbáridades que não vale nem apena citar. Não vai ser um atacante comemorando como “artilheiro” que vai fazer as criancas que tem adoracão por ele virarem bandidos, pelo contrário vao é querer fazer gol…

    AK: “Um artilheiro que comemora seus gols simulando tiros não está formando bandidos. Está só jogando a favor da banalização do que não deve ser banalizado.” É a última frase do post que escrevi no ano passado. Um abraço.

  • CARLOS

    OK. OLHA EU VOU DESTOAR DOS EUS COLEGAS CORINHIANOS, MAS SE ASSIM O FAÇO É PQ VEJO MEU TIMÃO CAMINHANDO PARA UM ANO SEM TÍTULOS. PARA MIM, NESTE DOMINGO, O COVARDE FOI O TIMÃO. SINCERAMENTE, TEMOS QUE ADMITIR QUE JOGAR COM APENAS UM JOGADOR A MENOS É DIFÍCIL, MAS NUNCA, DIGO NUNCA, DIFÍCIL O BASTANTE PARA SE ABDICAR TOTALMENTE DO ATAQUE. AFINAL, O ADVERSÁRIO NÃO ERA NENHUM REAL MADRI OU BARCELONA. ERA UM PALMEIRAS DECADENTE, CAMBAELENTE E SEM PADRÃO ALGUM DE JOGO E SEM NENHUM JOGADOR QUE MEREÇA RESPEITO OU IMPONHA MEDO. GENTE, PELO AMOR DE DEUS, JOGAR COM UM JOGADOR A MENOS CONTRA UM TIME QUE NÃO ENTRA EM SUA DEFESA, SOMENTE ALÇA BOLAS, NÃO É TÃO DIFICIL ASSIM. E DIGO MAIS, SE O TIMÃO QUER GANHAR UMA LIBERTADORES TEM QUE JOGAR BOLA E SE ACOSTUMAR A JOGAR COM JOGADOR A MENOS. AGORA PENSEM, SE O TIMÃO SOFREU PARA ATACAR UM TIME TÃO FRACO COMO O PALMEIRAS, COMO IRÁ ATACAR UM TIME COMO FLAMENGO, INTER ETC? OUTRA COISA QUE ME INCOMODA É O FUTEBOLZINHO DO RC. NÃO TA JOGANDO NADA…NADA….E O PIOR DE TUDO: NÃO TEMOS RESERVA PARA ELE. AGORA PERGUNTO: SE É NA LIBERTA QUE O RC É EXPULSO, COMO FICAMOS? QUEM COLOCAMOS EM TEU LUGAR? E OUTRO PROBLEMA, O RONALDO…TEMOS QUE TER UM RESERVA PARA O CARA E NÃO TEMOS….OLHA SÓ O DODÔ AÍ TIMÃO..CONTRATA O CARA…PRECISAMOS DE ALGUEM ASSIM.. E TEM MAIS: O MANO MENEZES, O QUE TA TREINANDO ALI? SÓ DEFESA? MEU DEUS O PORCO SE LANÇAVA AO ATAQUE E NÃO TINHAMOS UM CONTRA ATAQUE SEQUER ARMADO…PEGÁVAMOS A BOLA E PERDÍAMOS LOGO EM SEGUIDA E LÁ VINHA O PALMEIRAS NOS SUFOCAR…CARA, SERÁ QUE SOMENTE EU PENSEI EM COLOCAR UM JOGADOR QUE QUANDO PEGASSE A BOLA PARTISSE PARA CIMA DA DEFESA DO PALMEIRAS PARA ASSUSTAR ELES? SE COLOCASSE O DEFEDRICO OU O DENTINHO JOGANDO ABERTO, OS DOIS PARTIRIAM PARA CIMA DO PALMEIRAS E ISSO INTIMIDARIA ELES E DIMINUIRIA A PRESSÃO UM POUCO…SINTO MUITO, MAS O TIMÃO JOGA ERRADO. NÃO DÁ PARA TER SOMENTE JOGADORES ARMANDO E DEIXAR O RONALDO ISOALDO NA FRENTE. TEMOS QUE TER UM JOGADOR QUE PARTA PARA CIMA DO ADVERSÁRIO, QUE CARREGUE A BOLA EM DIREÇÃO AO GOL. E TEMOS DOIS ASSIM: DEFEDERICO E DENTINHO. NÃO VOU CITAR O MORAIS PQ EMOBRA TENHA TAIS CARACTERISTICAS ESTÁ JOGANDO MUITO MAL. SINCERAMENTE SE O TIME FOR ESCALADO COM TCHECO, DANILO YARLEI SOMENTE VAMOS TOCAR A BOLA DE LADO. PRECISAMOS DE UM JOGADOR QUE ENCARE O ADVERSÁRIO, VÁ PARA O DRIBLE. POR FAVOR, MANO, MUDE ESSE ESQUEMA AÍ. E POR FIM, TEM GENTE QUE VAI FICAR BRAVO, MAS O PALMEIRAS ERA TÃO RUIM QUE CHUTOU TODAS AS BOLAS EM CIMA DO FELIPE. PARABÉNS AO NOSSO GOLEIRO PELA BOA COLOCAÇÃO, MAS VAMOS PARAR DE ENCHER A BOLA DELE, PQ OS CHUTES FORAM TODOS AO SEU ALCANCE. PRECISAMOS MUDAR PARA GANHAR ALGO ESTE ANO. PRECISAMOS INTIMIDAR NOSSOS ADVERSÁRIOS E NÃO NOS AMOITARMOS NA DEFESA PELA AUSÊNCIA DE UM SIMPLES ALTERAL ESQUERDO QUE, DIGA-SE DE PASSAGEM JÁ TNHA DAO UMA FURADA E UMA ESPIRRADA DE TACO ANTES DE SER EXPULSO. TENHO MINHAS DÚVIDAS SE A CONTRATAÇÃO DESSE CARA FOI BOM NEGÓCIO. TA MAIS PARA MARKETING. UM RESERVA URGENTE PARA RC E RONALDO. PRECISAMOS URGENTE

    AK: Acho que a sua tecla “caps lock” ficou presa… um abraço.

  • Andrei Lima

    Olá André! Também não gosto deste tipo de comemoração, é muito melhor mesmo ver o jogador tirando a camisa, subindo no alambrado e tudo o mais…

    Mas desde do momento que vi o gol do Jorge Henrique (antes mesmo da observação precisa do Tadeu) estive pensando: quem cunhou a citação “matador” para os goleadores?? Ou foi um jogador que se alto intitulou matador ou foi algum jornalista há muito tempo atrás (desde que me entendo por gente escuto esta expressão!)

    De qqer forma, apesar de não gostar deste tipo de comemoração, não acho que eles estão banalizando a violência… Apenas estão comemorando de uma forma esdruxula, e fazendo jus ao titulo que receberam anos atrás…

    Abraços!

  • Vinicius Lemos

    Parabens pelo Post.

    E vai dar Colts.

  • alessandro

    AK, primeiro bom retorno… e que retorno, hein?! logo na cobertura do SB…
    Apesar do foco que o SB merece, acho importante você, o Everaldo e o PA comentarem mais um recorde do agora lendário Kobe Bryant…. A eleição dos 10 ou 15 maiores jogadores de todos os tempos tem que ser revista e ele tem que entrar nessa lista com certeza.

    abraços,

  • alessandro

    AK, sobre as comemorações realmente são de mal gosto e sem sentido. Existem tantas outras formas mais simples e bonitas de comemoração…. Quem acha que é normal ou não tem problema está fora do juizo. Algumas comemorações da NFL são muito legais…. Que tal mandar um DVD para os clubes e os caras pegarem o exemplo?
    abraços,

  • Adriano

    André,

    A própria ESPN tem uma promoção para o jogo entre o Real Madrid e o Barcelona e chama esta promoção de batalha. E se a preocupação é sobre quem não consegue interpretá-la, talvez esta associação de um jogo a uma batalha, leve as pessoas a irem a um jogo pensando em violência? A minha visão é que não, mas pela sua interpretação, seria um incentivo.Como disse um amigo anteriormente “Mas ventos que ventam lá, não ventam cá.”
    A propósito apesar de discordar do seu ponto de vista, sempre leio o seu blog. Muito por ser um dos poucos que aceita debater as opiniões.

  • João

    Aos malas de plantão:

    “Só acho que poderiam dar um bom exemplo”

    Leiam por favor apenas essa frase do A.K. Não é difícil entender…

    Às vezes parece que os jogadores não tem idéia da dimensão de seus atos e bons exemplos seriam seguidos por muitas crianças e até alguns adultos que comentam aqui no blog sem entender o que está escrito.

    Abraço,

  • André, parabéns pelas férias! Espero que possa aproveitar a cobertura do SB. Pelo que li do seu post e das respostas em diversos comentários, na minha opnião, o problema não está no ato do jogador ao comemorar o gol, mas é muito mais complexo: está diretamente ligado ao repertório daquele que assiste a partida. Pois do contrário cairíamos na vala comum, acreditando que filmes policiais ou jogos de video game são responsáveis pela apologia ao crime.

  • Erico

    Ah, André, desculpa, mas acho que chato é você. Desde que a bola é redonda que centroavante é chamado de “matador”. E a palavra “artilharia”, vem de onde?
    Não acho que haja mau exemplo algum nisso. Vejo falta de bom humor. Chatice muita. Bem-vindo de volta.

    AK: O linguajar está incorporado ao futebol. Um abraço.

  • Gustavo Carvalho

    André, por que o Pato não foi inscrito pra as oitavas da Liga dos Campeões?
    Abração

    AK: Lesão. Um abraço.

  • Ricardo Inocencio

    Compreendo totalmente o seu ponto de vista e concordo plenamente.

    Claro que cada um comemora do jeito que achar melhor, até tirando a camisa, isso é problema do jogador, se ele for expulso ele já sabe a regra, não pode afirmar que “foi sem querer”, porque ninguém tira a camisa “sem querer”….

    Eu sou partidário da criatividade…como bom corinthiano adorava as comemorações do Viola ali pelos anos de 92,93,94,95….eram muito criativas (trenzinho, comemorava no orelhão do Pacaembu, sentava no gramado) e também do Túlio Maravilha que já pescou peixe, tocou viola…enfim, eu penso que o gol deve ser comemorado à vontade, mas “atirar”, por mais que os adjetivos ajudem (artilheiro, amtador, bomba, canhão, tiro, fuzilou) é muito sem graça.

    Abração André e domingo estarei ligadaço na ESPN só curtindo o SB com você, o Everaldo e o PA….Wow !!!

  • Cruvinel

    AK, ouvir dizer que vai ter show do The Who no SB (q invejaa de vcs)!!!
    Você curte a banda? Parece fazer teu estilo já que tu gosta de rock…
    Nao curto NFL mas gosto é das apresentaçoes musicais! Tirando o Justin (eca) e a irmã bizarra (eca²) do M. Jackson alguns anos atras!
    O site da espn sobre o Super Bowl XLIV tá demais (msm nao entendo bulufas sobre NFL)!

  • Fred Ferreira

    André,

    Quer dizer que os chatos são as pessoas que consideram uma tremenda besteira as críticas contra as comemorações dos artilheiros ?

    Será que os jornalistas deveriam ser proibidos ou criticados por usar a palavra artilheiro ou matador ?

    Chato é quem fica querendo usar o futebol pra dar lição de bons costumes….

    AK: Chato é quem não tenta entender o que está escrito. E não estamos falando de bons costumes. Um abraço.

  • Gustavo

    André, concordo que as comemorações de alguns jogadores são péssimos exemplos.

    Mas acho hipocrisia criticar jovens jogadores de futebol por não darem exemplo se gente muito mais influente que eles incentiva a violência nos estádios.

    Por exemplo, a imprensa não se incomoda muito – exceto alguns corajosos – com as propagandas publicitárias de cerveja, esse combustível da violência. Há aquela cervejaria que associa os bebedores a “guerreiros”. Eis algo infinitamente mais nocivo que a comemoração do Tardelli.

    Os jornalistas também não se melindram com os incentivos à violência vindos dos próprios pares. “Batalha do Morumbi”, “Kléber gladiador”, “Edmundo matador”… “cruel, muito cruel o fulano”… “sicrano humilhou beltrano”… são inúmeras as expressões inapropriadas cunhadas por seus colegas, vc sabe.

    Tadeu Schmidt se escandaliza com o incentivo à violência? Criticar um jogador é tão fácil quanto inócuo. Se ele realmente se incomoda com a violência, pode começar questionando outros jornalistas e a Brahma.

    Eu sei, quando se fala em patrocinador, a conversa muda. Que mal tem uma cervejinha? Mal é o Tardelli vir com aquele ta-ta-ta-ta que até meu sobrinho faz, brincando de polícia e ladrão.

    Obrigado pelo espaço que vc dá para seus leitores se expressarem. Abraço.

  • leonardo atleticano

    André, acho que o futebol está caminhando para a chatisse total, jogador não pode brincar, uma mínima provocação já é motivo de ódio, palavras e gestos tem que ser analizados a fundo ou tudo vira guerra. Meus Deus, quanta falata de alegria, o mal prevalece pois damos a ele cada vez mais valor, mais espaço, falamos de violência, assassinato, crime, ódio, preconceito e ninguem se lembra dos gols, vc se recorda que o início de tudo foram os gols? Ou vc só se lembra das armas?

  • Anna

    Quando você começa a entrar ao vivo ou com matérias? Amanhã?

  • Rejane

    O jogador André Dias foi vendido para Lazio! Será que o esquema tático do São Paulo irá ser prejudicado com essa venda? Só sei que vou sentir falta do André Dias!

  • Anna

    Rejane, vc torce pro Bota no Rio e pro Sao Paulo em SP? 😉 Em SP, eu gosto do Palmeiras! Abraço pra vc, Anna

  • Marcelo Coelho

    Desculpe André, discordo de você.

    Você não gosta de comemorações descontraídas, não gosta da dança do Créu, não gosta de cerveja em estádio, não gosta de geral, não gosta de palavrão, não gosta de jogador provocando torcida adversária.

    Com todo respeito, acho que você deveria cobrir sempre Super Bowl, NFL, Grand Slam, NBA… Futebol parece ser popular demais para você.

    A menos é claro, que se instale “apito eletrônico” e o futebol fique mais informatizado.

    Abraço, bom trabalho aí em Miami

    AK: Correções: nada tenho contra a descontração, cerveja no estádio (tem no mundo inteiro, mas já vimos porque ela não pode ser vendida em estádios brasileiros) e geral. O resto que você citou, não gosto mesmo. Continuarei cobrindo Super Bowl, NFL, Grand Slam, NBA e muito futebol (no Brasil e fora), é meu trabalho e minha paixão. O que não tem nada a ver com o que é ou não é popular. Um abraço.

  • Erico

    André, e o que dizer da promoção da ESPN, “A batalha”?

    AK: Terminologia, como “artilheiro”, “matador”. Coisas diferentes. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    O politicamente correto está dominando o futebol.
    A cada dia que passa o futebol fica mais chato.
    Já tem juiz marcando falta em jogador que dribla muito.

    Garrincha hoje não jogaria, driblava muito.
    Dadá Maravilha não jogaria, provocava a torcida adversária.
    Pelé pegaria dois anos de gancho pela cotovelada na copa de 70.
    Nilton Santos outros dois por dar dois passinhos à frente depois de penalty na Copa de 62.

    Já tiraram a geral dos estádios, as torcidas só cantam músicas politicamente corretas, palavrão não pode, funk é feio, cerveja é coisa de bandido…

    Que tal a FIFA padronizar a comemoração dos gols? Um aperto de mão do capitão da equipe é suficiente. Mais do que isso pode incitar a violência!

    AK: “as torcidas só cantam músicas politicamente corretas”. Uau. Um abraço.

  • Allan

    André admiro seu trabalho mas, nessa questão das comemorações não concordo com você.

    A comunicação das pessoas se dá de diversas maneiras escrita, visual, auditiva… Então se falamos, lemos ou ouvimos sobre guerras, batalhas e afins, seríamos levados pelo instinto primitivo de matar…

    Tudo bem temos a capacidade de distinguir as coisas. O que eu acho que é a grande parte da população brasileira. E as pessoas que são levadas ao crime não é por causa de um filme, uma comemoração de um gol, etc, e sim pela condições econômicas que vivem e pela ineficiência da família e do estado em matéria de educação.

    A digníssima rede Globo, faz tantas outras banalizações nas suas novelas e vem cobrar da sociedade algo que ela não faz o que é uma hipocrisia.
    Para começar o apresentador cobra criatividade dos jogadores e na edição das três jogadas a imagem colocada por eles foi a mesma.

    Desculpe pelo livro….rsrsrs mas acho que consegui expor meu ponto de vista!!

    Parabéns, e domingo é Super Bowl na cabeça…

  • Marcelo Coelho

    As torcidas mudaram muito o que cantam no Maracanã nos últimos anos.
    A torcida do Flamengo trocou seus tradicionais cantos de guerra por músicas baseadas em Mamonas Assassinas, musiquinha do Ayrton Senna e outras.

    O já tradicional “O meu Mengão eu gosto de você…” não é mais cantado.
    O bélico “P%$@, car345o, vai tomar no .., quem manda nessa p&¨%* é a torcida do Urubu.” também não.

    Mas em vez de argumentar você prefere ironizar meu comentário.
    Sem problemas, a casa a sua! O bom convidado sabe a hora de ir embora.

    AK: Não ironizei, apenas revelei meu espanto com uma afirmação desconectada da realidade. Assim como as últimas, sobre os cantos da torcida do Flamengo. O drama é um pouco exagerado. Um abraço.

    Boa sorte no seu trabalho.

    Saudações

  • Marcelo Coelho

    André,

    Hipérbole: ou auxese é a figura de linguagem que incide quando há demasia propositada num conceito expressa, de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma idéia aumentada do autêntico.

    Para mim hipérbole, para você “o drama é um pouco exagerado”.

    É lógico que você já sabe isso. Como também deve ter percebido que uma minoria dos seus leitores concorda com você sobre as comemorações.

    Abraço

    AK: Cara, como você já deve ter percebido também, não tenho o intuito de escrever algo com que as pessoas concordem. Meu papel aqui, entre outras coisas, é dar minha opinião. Um abraço.

  • Fred Ferreira

    Hoje saiu publicado na Folha que “O Finnazi matou a invencibilidade do Corinthians”. Será que foi por isso que balearam os torcedores da Ponte….

    AK: De repente há quem tenha dificuldades para discernir uma coisa da outra…

  • Leandro

    Voce eh da msm turminha q o Mauro Cesar Pereira…
    NADA tah bom!

    AK: Você leu UM post e tirou essa conclusão?

  • Leandro

    Nao, eu leio seu blog e a do Mauro ja faz algum tempo!
    Da turma do limão!

  • Manuel

    Finalmente, depois de anos de batalha, a bem-intencionada imprensa finalmente venceu a queda-de-braços com os artilheiros que costumavam comemorar seus gols simulando matadores, com dedos indicadores a servir de pistolas imaginárias.

    Os carrascos de zagueiros, ídolos-mor de suas respectivas torcidas, precisavam, mais que ninguém, dar o exemplo. Afinal, o público é incapaz de distinguir.

    Toda a gramática futebolística teve que ser reavaliada. O jogador que mais gols fizesse em um campeonato, por razões óbvias, não mais poderia ser chamado de artilheiro. Goleador era mais adequado aos novos tempos. A famosa partida que levou o Grêmio de volta à primeira divisão do Brasileiro, nunca mais pode ser chamada de “A Batalha dos Aflitos”, nome por demais belicista. Até o fechamento desta edição, não havia consenso sobre o novo epíteto a ser utilizado para designar a famigerada partida. Outro ponto que dividiu os jornalistas, foi a denominação de xerife para zagueiros. Os defensores da alcunha diziam que, ao contrario dos matadores, os xerifes prezavam pela lei, acima de tudo. Eles seriam o exemplo que estavam procurando. Mas o argumento da ala mais radical acabou vencendo esta guerra: se não há matadores, artilheiros e vilões a serem combatidos, a presença do xerife era completamente desnecessária. O influenciável público agradeceu.

    Foi a consagradora vitória dos bons modos contra a apologia ao crime. Animados com a repercussão do feito, jornalistas viram ali a semente para outras guerras a serem deflagradas. O paint ball, com suas bazucas de tintas, foram o próximo alvo. Afinal, ninguém quer viver em uma sociedade em que pessoas procuram diversão atirando umas nas outras. Hoje são balas de tinta, amanhã você já sabe. Em seguida, os jogos de computador foram proibidos. Segundo os detratores do games, as armas virtuais eram a porta de entrada para as Uzi e AR-15 de verdade.

    Quentin Tarantino foi declarado inimigo público número do 1 da sociedade. Toda a filmografia de Sérgio Leone foi queimada em praça pública, para deleite dos bons moços. Tropa de Elite, Cidade de Deus e todos os outros filmes-favela-violência da Retomada do Cinema Brasileiro foram jogados no Rio Tietê, sem direito a apelação ou bote salva vidas. O Poderoso Chefão, até então considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, foi proibido em todos os confins do planeta. Passou a ser mercadoria valorizada, no cada vez mais crescente mercado negro de produtos censurados.

    Os jornalistas, regozijados com o tiro certeiro, ministravam palestras para atacantes de todo o mundo, com as possíveis comemorações em caso de gol: ajoelhar no gramado e apontar para os céus, ok; ninar um bebê imaginário no colo, proibido – em respeito às mulheres estéreis que nunca poderiam desfrutar do gesto; coreografia de passos de dança, permitido; dar um soco no ar, como o Rei do Futebol fazia, era, obviamente, terminantemente proibido; e por aí a boiada ia sendo tocada.

    Sem sombras de dúvida, o mundo passou a ser um lugar melhor para se viver.

    P.S.: Admirei a estratégia de chamar de “chatos” os que pudessem vir a criticar a sua opinião. Desqualificar de antemão o oponente em um discurso é uma estratégia assaz eficiente.

    AK: A maioria dos comentários deste post discorda de mim. Eles não são os chatos. Os chatos são aqueles que não entendem o que está escrito e formulam tratados que comprovam a falta de compreensão. Um abraço.

  • Manuel

    Mais uma vez você está atacando o autor do discurso e não o próprio discurso.
    Não é uma estratégia nova, você há de convir. Schopenhauer já havia descrito este estratagema em seu “Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão”.
    E, na minha modesta opinião, a falta de compreensão está do outro lado do blog. Afinal, se você parte do pressuposto que uma comemoração bélica poderia influenciar o público – na minha opinião, um tremendo exagero – porque não posso levar este mesmo raciocínio para outros campos da sociedade?
    Outro dia implicaram com um comercial da Brahma, porque chamava os torcedores de guerreiros, fazendo analogia entre uma partida de futebol e uma batalha. Se um jornalista chega a acreditar que, influenciado por um comercial ou por uma comemoração, um indivíduo resolve sair apagando geral pelo caminho, o errado sou eu mesmo.
    Um efusivo abraço.

    AK: Amigo, não há debate a ser vencido. Sugiro a repetição da leitura do post. Um abraço.

  • Daniel Libanio

    Concordo com o Manuel, belo texto.
    O politicamente correto mata a ousadia e a espontaneidade do futebol. Se antes a gente tinha Romário, Renato Gaúcho e Túlio, que promoviam o esporte e o espetáculo, hoje em dia a gente se depara com jogadores robôs, que passam pela lavagem cerebral da assessoria de imprensa. Respondem as mesmas bobagens sempre, comemoram louvando ao Senhor, etc etc… Esses sim são os chatos.

    Saudades do Viola comemorando os gols de forma bem-humorada e provocativa. Isso é futebol.

    Será que o Roberto Dinamite seria barrado no time do Kfouri?

    AK: Estamos falando de coisas diferentes. Sua pergunta está respondida nos outros comentários. Um abraço.

  • Manuel

    Outro ótimo argumento: “releia o post, seu ignorante incapaz de compreender o básico”. Afinal, se eu não concordo com você, o erro só pode ser devido ao meu mau letramento.
    E viva o jornalismo!

    AK: As aspas são responsabilidade sua. Um abraço.

  • Manuel

    “Eu não te chamei de idiota. Se a carapuça serviu…”
    Definitivamente, seus argumentos são irrefutáveis.

    AK: Que bom que estamos nos entendendo. Um abraço.

  • Manuel

    Vixe, acho que você vai ter que desafiar o Torero para um duelo.

    JOSÉ ROBERTO TORERO

    Bangue-bangue em Paulistão City

    O maior duelo foi entre Jack Tricolor, sempre com arsenal bem respeitável, e Billy, the Fish, cheio de armas novas

    O CREPÚSCULO manchava as poças d’água de vermelho e as deixavam iguais às poças de sangue. Só os sábios mosquitos é que percebiam a diferença, voando apenas sobre as segundas.
    O sangue começou a correr quando o intrépido Tim Timão acabou com o simpático Sir Tom Zinho, o caubói caipira. Foram quatro tiros perfeitos, alguns saídos de revólveres que havia muito tempo não disparavam uma bala certeira. Os irmãos River, Clear e White, mais uma vez tombaram juntos.
    Clear, em seu próprio rancho, foi alvejado por Kid West. White, também em sua casa, levou uma saraivada de quatro tiros de Saint Andrew, o padre caubói.
    A cauguel Myra Sun foi vencida por Caetano Bill, um sujeito que conhece como poucos o ABC dos duelos. Já sua amiga Kelly Inguiça perdeu para Big Green, que teve a ajuda de um certo abade.
    Black Bridge continua incomodando os caubóis mais famosos.
    Dessa vez passou por Joe Joaquim. E graças à sua velha e eficiente garrucha Finazzi, um pouco enferrujada, mas ainda com poder de fogo. O vice-líder Boot Fire acabou com Mogi Boy e continua impressionando. Curiosamente, Boot não possui uma arma principal, mas vários pequenos revólveres. E a tática vem dando certo.
    Porém o principal duelo deste fim de semana foi entre Jack Tricolor e Billy, the Fish. O segundo está cheio de armas novas. O primeiro tem sempre um arsenal respeitável.
    O duelo começou sob um calor tão escaldante que os urubus se abanavam com folhas de cactos. Billy mostrava calma e aos poucos acuava Jack, mas o caubói que se veste com três cores contra-atacava com perigo. O tiro certeiro poderia sair de qualquer um dos dois valentes, mas eis que, quando faltavam sete minutos para que os caubóis fossem dar água aos cavalos, Billy, the Fish, recebeu o direito de dar um tiro à queima-roupa em Jack (eu achei que Jack não cometeu a infração).
    Então Billy pegou sua arma mais jovem, uma Colt Neymar, e fez a mira. Ao ver o cano apontado para ele, Jack saltou como um gato. Mas o dedo de Billy parou no meio do caminho. Aí, com Jack caído e indefeso, deu o tiro de misericórdia.
    Jack, porém, tem sete vidas. Tomou uma boa dose de uísque e voltou para a segunda parte do duelo querendo vingança. Billy ficou meio atordoado com aquele ataque e resolveu usar sua principal arma: um rifle da marca Little Robin. Ele fez muito sucesso há alguns anos e foi comprada por uns caubóis ricaços.
    Mas, fora das mãos de Billy, the Fish, nunca mostrou a mesma velocidade, a mesma pontaria.
    Só que nem o mítico rifle impediu que Jack acertasse o corpo de Billy.
    Os dois oponentes sangravam, mas continuavam seus disparos. Agora era Jack quem imprensava Billy, e Billy quem recorria a contra-ataques. Num deles, o caubói alvinegro, de costas para Jack, colocou seu rifle no ombro, olhou pelo espelho do saloon e disparou. O colete RC de Jack Tricolor não adiantou de nada.
    Vendo o rival caído, Billy, the Fish, pegou seus Little Robin e Colt Neymar, lustrou-os na manga da camisa e guardou-os. Depois empinou seu cavalo e partiu na direção do pôr do sol, em busca de novas vitórias.

  • Marcelo Coelho

    Grande Manuel,

    Escreveu bem rapaz. A onda do politicamente correto, está matando o futebol.
    Na Paraíba um juiz já proibiu o palavrão nos estádios.

    http://oglobo.globo.com/blogs/bolademeia/posts/2010/02/09/em-patos-proibido-falar-palavrao-nos-jogos-do-paraibano-264749.asp

    Só falta exigir agora traje esporte fino.
    Para o deleite do André.

    Abraço a todos

    AK: Ué, voltou? A internet é mesmo viciante… Só não coloque palavras no meu teclado, que não fica bem. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Por que não voltaria?
    Tem muita gente que escreve bem por aqui, você inclusive.
    Que palavras coloquei no seu teclado?
    Você que disse que não gosta de palavrão, já começaram a proibir.
    Recomendo que releia os meus posts.

    Abraço

    AK: Jamais escrevi algo criticando palavrões no futebol. Um abraço.

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