ATÉ QUANDO?



No blog do meu camarada Paulo Calçade, o relato indignado de um torcedor que teve a infelicidade de estar no estádio Couto Pereira, anteontem.

É bom ver que ainda há pessoas que se relacionam com o futebol como se deve.

Porque o que temos visto é a transformação de gente aparentemente normal em idiotas, e de idiotas em assassinos.

Exemplo randômico, citado aqui apenas pela coicidência de local: nas semifinais da Copa do Brasil desse ano, a equipe da ESPN Brasil que transmitiu Coritiba x Internacional não pôde ficar na cabine para concluir o trabalho de pós-jogo ao vivo.

Valentões complexados, incapazes de perceber que a “imprensa paulista” (o jogo era entre um clube paranaense e um gaúcho, só para lembrar) nada teve a ver com a derrota do Coritiba, decidiram invadir a cabine para agredir narrador, comentarista e técnicos.

Os seguranças, obviamente inferiorizados numericamente, ajudaram a removê-los para o caminhão de transmissão, do lado de fora.

Estamos aqui falando das chamadas “sociais” do Couto Pereira, local habitado por gente que deveria saber se portar (o que não justifica o que se passa nas áreas menos nobres dos estádios brasileiros, mas ainda há uma pequena diferença). Não duvido que tenham saído dali alguns (ou muitos) marginais que quebraram salas internas do estádio do Coritiba, no domingo passado. Porque a mesma imbecilidade que leva um desqualificado a agredir alguém “em nome do clube”, o leva também a vandalizar o próprio clube.

Reforço: o exemplo é randômico. Cenas idênticas aconteceram em muitos outros lugares, ou praticamente todos. Os nomes da cidade, do clube e do estádio poderiam ser outros. Não apareçam aqui com bobagens sobre “perseguição” e “bairrismo”.

E na grande maioria dos lamentáveis e recorrentes episódios, houve condições de identificação dos bárbaros, além é claro da responsabilização dos clubes envolvidos.

O que foi feito? Como sabemos, nada.

Mas um dia, cedo ou tarde, alguém se sentirá obrigado a tomar uma providência. Se esquecerá o que aconteceu antes, e se traçará uma linha: chega, acabou.

O problema é que isso só acontecerá no dia em que muita gente morrer num estádio de futebol, como se deu em outros países.

Porque de uma morte aqui, outra ali, vivemos faz tempo.



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