SÓ PAPO?



Talvez seja só um daqueles encontros que não resolvem nada.

Mas ontem a Fifa convocou uma reunião extraordinária para tratar, entre outros assuntos, da mão esquerda de Thierry Henry. A conversa acontecerá na semana do sorteio dos grupos da Copa da África do Sul.

A maneira (sem trocadilho) como a França se classificou para a Copa de 2010, aparente e felizmente, parece não ter caído no rápido esquecimento.

Henry está sendo grelhado em todo o planeta por ter ajeitado a bola com a mão no lance do gol de Gallas (aliás, em breve ninguém lembrará que marcou o polêmico gol), até na França.

Na sexta-feira passada, o jornal Libération (agradecimentos ao leitor Felipe Leite Reis pela informação, e crédito ao blog do jornalista Mário Marcos, da RBS) estampou mãos em todas as suas páginas, para lembrar o assalto que a Irlanda sofreu no Stade de France.

Como já deixei claro aqui, não concordo com a “criminalização” de Henry. A recusa da arbitragem de futebol em evoluir é a verdadeira culpada.

Duvido que, ao levar a mão (duas vezes) à bola, a mente do francês estivesse em modo de “eu-sei-que-isso-é-errado-mas-vou-fazer-assim-mesmo-porque-precisamos-ganhar”.

O instinto do jogador de futebol é fazer o que estiver a seu alcance.

O zagueiro que, antes do escanteio, puxa o atacante pela camisa para que ele não salte para cabecear (e arrisca ter um pênalti marcado contra seu time), está agindo da mesma forma.

O centroavante que empurra o zagueiro para se desmarcar à espera de um cruzamento, também.

O cobrador de falta que ajeita a bola antes do lugar apontado pelo árbitro, para ficar mais longe da barreira, também.

O técnico que faz uma substituição (ainda que isso não seja ilegal) só para ganhar tempo no final de um jogo, também.

O jogo de futebol tem, ou deveria ter, mecanismos para punir as transgressões à regra, no momento em que elas acontecem.

Tomara que a reunião da Fifa aborde essa possibilidade.

Qualquer avanço, por menor que seja, já ajudaria bem.



  • Marcelo

    André, aproveitando o assunto “reunião da FIFA”, o Blatter não teria dito que a paradinha seria proibida a partir de 15 de novembro? Pelo jeito até agora não se decidiu nada.

  • Edouard Dardenne

    Eventos como esses, em que as falhas na arbitragem distorcem os resultados de uma partida, precisam ser sempre lembrados. O futebol é uma indústria multimilionária, que tem na Copa do Mundo seu principal evento. Deveríamos esperar, por isso, que a FIFA manifestasse um mínimo de preocupação com a credibilidade do jogo, e forçasse a adoção de medidas eficazes contra a violação da igualdade nas condições de jogo.
    A regra precisa ser sempre bem aplicada, e isso é importante para o bem do esporte.
    É claro, alguém poderá alegar que a presença da França na competição é mais interessante do que a da Irlanda. E que, por isso, não interessa à entidade que falhas assim sejam corrigidas. Mas eu não acho que seja essa a motivação do conservadorismo.
    No mais, a reunião convocada não deve mudar em nada – acho eu – o resultado do jogo. Não creio na realização de nova partida, por exemplo. Isso abriria um precedente nada agradável, em que uma falha de arbitragem acarreta a necessidade de novo jogo. Se fosse sempre assim, nenhum campeonato terminaria.
    Por tudo isso, penso que a decisão do árbitro, sobre fatos do jogo, não deve ser passível de questionamentos para além da partida. Mas é imperativo que medidas de auxílio à arbitragem sejam adotadas. Rejeitá-las não deveria ser uma opção séria, e esta opção não deveria resistir a alguns minutos de conversa séria sobre o tema.
    O futebol não é mais interessante por causa dos erros do árbitro. Nenhum sistema é atraente pelas suas falhas. E não conheço nenhum outro esporte que tenha adotado medidas desta natureza e por causa disso tenha se tornado menos atraente.
    Não quero crer que algém veja um trabalho de meses ou anos desmorornar em um lance ilegal, não assinalado, e pense: “nossa, que maravilha, é por isso que o futebol é o que é”. Um abraço.

  • Fernando SP

    Olá André,
    Imagino que Blatter só joga para a platéia. Tantos absurdos acontecendo aos “quatro cantos” do planeta redondo há tanto tempo e nada muda em relação à arbitragem. Nem um sprayzinho…
    E a Alemanha agora luta contra uma(s) rede(s) intenacional(ais) de apostadores e já avisa: sem uma ação conjunta, não há solução.
    Se colocar uma tenda, vira circo. Se trancar, vira manicômio, só que de loucos, esse Blatter não tem nada.

  • Gustavo

    André, creio que há algo mais a ser discutido: a responsabilidade dos PRÓPRIOS JOGADORES, que também devem zelar pela obediência às regras.

    A quem interessa uma arbitragem correta? Principalmente aos jogadores, oras. Mas, de uma forma geral, são liberados de qualquer responsabilidade.

    Aliás, um jogador que sabe ludibriar o árbitro, cavando uma falta por exemplo, é até elogiado por essa “habilidade”. A “mano de Dios” para muitos é mais uma prova da genialidade do Maradona…

    Enfim, não devem os atletas, destinatários das regras, procurarem obedecê-las?

  • Ricardo Pires

    André, coisa rara, mas descordo de você. Não acho que a atitude do Henry tenha sido premeditada, mas mostra sim um pouco do seu caráter como jogador. Até porque ele saiu vibrando como um herói para depois sentar-se ao lado do inconsolável zagueiro irlandês, após o jogo, e dizer que eles mereciam a vitória. Isso sem falar no seu blá, blá, blá de que pensou em se aposentar, etc. Um hipócrita desonesto. Nada mais, nada menos. Claro que não é o único no mundo do futebol…

    Acho sim que ele agiu instintivamente, mas com desonestidade. Medidas as proposções, é como se alguém empurrasse uma pessoa em cima de um carro para não ser atingido. O exemplo é fraco, mas pode servir um pouco para ilustrar o tipo de instinto do Henry.

    Empurrra, empurra na àrea e bola fora do lugar já viraram parte da cultura do futebol. Mão na bola para o companheiro marcar o gol, ainda não – assim espero.

    Mas que a FIFA vai pedir uma pizza, lá isso ela vai.

    Abs

  • Andre,
    Assim como voce, sou fissurado por esportes americanos. Assisto Futebol Americano, Beisebol, NBA, etc. La teve aquela discussão sem fim, se o tecnico do Patriots (Bill Belicheck) deveria ter forçado a tentativa de ir no 4th Down no jogo contra os Colts. Acho interessante o tanto que aqui no Brasil (e neste caso da França) atualmente o futebol virou uma eterna discussão chata sobre erros da arbitragem, mala preta, como que seria se o gol nao fosse anulado… Aqui tudo gira em torno do juiz ladrao, incopentente, de má fé, etc, etc. Neste lance que citei do jogo do Futebol Americano a discussão é muito mais saudavel, mais interessante. No caso ate houve uma pequena polemica se os Patriots conseguiram ou nao o avanço necessário para o First Down. Mas logo foi esquecido; o principal assunto da discussão foi a decisao arrojada do tecnico, o resultado do jogo, a tatica envolvida. Eu acho que isso tudo so contribui para diminuir o entusiasmo com o Futebol; enquanto que nos EUA eles conseguem manter a credibilidade de qquer esporte num nivel bem mais saudavel e atraente para quem gosta de torcer, acompanhar, vibrar.

  • Do jeito que a FIFA é, a decisão dela provavelmente será fazer com que os jogadores passem a jogar com as mãos algemadas nas costas…

  • ADILSON ALCIDES BENTO

    Prezado André,
    Falando de recursos eletrônicos em partidas de futebol, comento: O futebol tem o alcance que tem em todas as classes e todos os paises por ter regras de fácil entendimento e aplicabilidade. Num jogo de futebol precisamos do campo, bola, os jogadores e o trio de arbitragem, tá feito o jogo, acaba sendo fácil praticar. No caso de profissionalismo no Brasil por exemplo, temos jogos com 30 cameras (alguns da primeira divisão), 8 cameras (segunda divisão), 2 cameras (terceira divisão), sem cameras demais divisões, suposições claro. Mas a maioria dos jogos quase não temos condiçoes de implementar a eletrônica. Quando você opina em direção ao uso da eletrônica concordo com você, mas como seria nos casos que não temos estrutura?

    AK: Acho que é uma questão de importância. Onde o futebol é relevante e gera recursos, a televisão está presente. Nem todos os campeonatos de futebol do mundo têm comunicação entre os árbitros, bola de última geração, controle de dopagem… a eletrônica não precisa estar presente em todos os jogos do planeta. Um abraço.

  • Cruvinel

    Pra mim Henry nao errou com seu handball … foi apenas um instinto (só sabemos como agir qndo estamos diante de tais circunstâncias) como já disse em comentários anteriores!
    O q será que vem por aí da FIFA? ( já fico até com medo …regras, regras, regras… sentido-volver! Ta enchendo o saco)

  • Anna

    André, deveria instituir a arbitragem eletrônica logo. Grande abraço, Anna

  • Jonatas Pinho

    Neste caso, a eletronica não valeria nada, pois é bem capaz que escondessem a imagem que mostraria a mão do Henry na bola, já que havia interesse em classificar a França e sabe-se lá quem gerava as imagens.
    Quer um exemplo? Onde está a imagem do braço do Obina impedindo o zagueiro do Flu de chegar na bola, no lance da crucificação do Simon? A imagem era da Band e a Traffic patrocina o esporte da Band e tem interesse no Palmeiras, também. Portanto, só no Youtube, mesmo!
    O fato é que quiseram classificar a França, houve varias irregularidades no lance, no lançamento houve um impedimento, uma ameaça de toque na bola, até culminar nos dois toques do Henry antes do gol, tudo de frente para o bandeira, que não tinha ninguem na frente e não viu porque não quis (estava lá só para ver essas coisas). E os minutos de reclamação seriam e foram mais do que suficientes para uma informação “informal” que geralmente ocorre nesses casos. Só que para a mercantilista Fifa era muito mais preferível ter uma campeã França na Copa do que a retranqueira e inexpressiva Irlanda.
    Depois do fato consumado, aí vem a fase hipocrisia. A Fifa resolve discutir, para não chegar a conclusão alguma, o Henry posa de arrependido, mesmo tendo a chance de ter avisado ao arbitro que tocou a mão na bola, e a França pede desculpas, mas não pede outra partida e a Irlanda posa de indignada mas nada faz, esperando ser a favorecida numa próxima ocasião, que pode não tardar.
    E para ver como é isso, um caso da Seleção Brasileira, que voce e o PVC devem lembrar. Certa vez, na deceda de 80, o Tita chutou uma bola que passou por fora e o juiz deu gol. Os jogadores adversarios (seleção sul-americana, não lembro qual) queriam que o juiz perguntasse a ele. Ele começou a fugir do juiz, até que o mesmo, depois de muita discussão, reiniciou o jogo. Após o jogo foram até o jogador, que afirmou que fugiu do juiz porque sua religião o impedia de mentir. Aí um reporter perguntou então porque não chegou ao juiz e falou que não foi gol? Ele disse que a religião o impedia de mentir, não que o obrigava a ter que falar a verdade. É isso aí!

    AK: Você quer dizer que, se a eletrônica estivesse em ação para ajudar a arbitragem, a imagem da mão do Henry não seria mostrada? Simplesmente não haveria replay da jogada por trás do gol, só nesse lance? Desculpe, mas acho difícil de acreditar. Mesmo porque, com o sistema em uso, esconder um lance em que a defesa inteira da Irlanda reclamou insistentemente seria uma confissão de culpa. Um abraço.

  • Fernando Romano

    Sou um dos favoráveis à eletrônica no jogo, André, e concordo plenamente com o comentário do amigo Edouard. Quem perde com todos esses erros, intencionais ou não (além, obviamente, do torcedor ludibriado) é o próprio esporte. Perde o Futebol. Faz certas coisas parecerem ridículas aos olhos dos outros jogos que já estão no séc. 21. O Futebol não fica mais “legal” por causa disso. Ao contrário, fica até mais irritante. Promove o “ódio profissional” contra determinados clubes, torcidas, árbitros; a má-fé de alguns; os resultados arranjados; sendo que o verdadeiro motivo disso está na recusa da Board em modernizar o jogo.

    Mas o destaque do Adilson também há que ser levado em conta, nem todos os países do mundo tem condições de utilizarem esse recurso. Para mim, seria muito simples: basta a FIFA escolher o modo de uso do replay eletrônico, definir regras para ele, mas deixar sua implementação a cargo de cada Federação, ou seja, quem tiver condições que instale, quem não tiver que deixe como está, do jeito mais democrático possível. Obrigatório mesmo, colocaria apenas em jogos e campeonatos oficiais de seleções e os principais de clubes. Por exemplo:

    Seleções (util. obrigatória)

    Copa do Mundo (adulta, M & F, e Subs) – Eliminatórias – Copa das Confederações – Copas internacionais (Eurocopa, Copa América, etc.) – Olimpíadas.

    Clubes (util. obrigatória)

    Mundial da FIFA – Copas Internacionais (Champions, Libertadores, etc.)

    Á critério de cada Federação:

    Principais Séries (A, B, etc.) – Amistosos entre seleções (Datas FIFA)

    Já seria um começo! O número de “desastres” diminuiria a tal ponto, que todos aqueles que não teriam o recurso eletrônico iriam correndo utilizá-lo… Se quisesse, a própria FIFA poderia desenvolver ou encomendar um sistema que fosse barato o suficiente para as Federações que não tem condições de comprar a tecnologia mais moderna, por meio de contratos (fechando patrocínios com empresas para competições oficiais). Dinheiro a FIFA tem. Falta é vontade… ou será que a FIFA tem mais interesses por detrás de todo esse conservadorismo?

  • Anna

    André, e os tradicionais links da Liga? Quem manda você nos acostumar mal? 😉

  • André, você poderia explicar para mim como alguém com o braço esticado para esquerda impede alguém que ESTÁ ATRÁS DE VOCÊ de saltar em uma bola que veio na sua cabeça?Além disso, em uma imagem frontal, a que o amigo acima alega que houve infração, e arma a maior conspiração sem prova alguma (atitude muito adulta), não dá nem para saber se o zagueiro do Flu está a 2 passos do jogador do Palmeiras ou se ele está grudado no corpo do palmeirense. Ah, mas para verificar isso, teria que ver a imagem da Globo. Pois é, como o amigo acima viu a imagem da Globo e não viu o jogador do Fluminense com o braço puxando o Obina para baixo? Braço aberto em uma subida para cabeceio geralmente serve para dar equilibrio. E braço na barriga do atacante que está na sua frente, de costas para você, serve para que? Mas desafio ao amigo mostrar algum vídeo de gol de cabeça desse brasileirão que o cara suba com os braços colados ao corpo. Obina é puxado, abre os braços, e os caras alegam que o braço esticado a esquerda serviu para o jogador do Fluminense não subir de cabeça. Se o Obina não tivesse com o braço esticado, ele subiria de cabeça? Mas subir como, se o Obina praticamente nem saiu do chão para cabecear?
    É cada entendido que lemos por aí…

    AK: A minha opinião sobre o lance Obina-Simon sempre foi a mesma: briga por posição dentro da área, normal. Obina é maior, mais pesado, ficou na frente do adversário e se deu melhor. O gol não deveria ter sido anulado. Um abraço.

  • Pedro Valadares

    Sinceramente, está havendo um claro exagero com relação ao Henry. Claro que não foi algo honesto o que ele fez. Porém, o fato de ter feito não pode torná-lo um martir. Simplismente ridículo o modo como o assunto vem sendo tratado, é como se fosse a primeira vez que isso acontece.

    Obrigado por jogar um pouco de luz nesse acontecimento, André!

  • João Pedro

    André, achei GENIAL o seu comentário. O Henry, além da sua habilidade absurda, durante toda a carreira, sempre foi muito conhecido pelo jogo limpo, e pelo seu caráter e boa disciplina e comportamento. Transforma-lo em um criminoso e mau caráter, apenas por causa disso, é coisa de imprensa e pessoas sensacionalistas, e principalmente, mal perdedores (pra mim, essa perseguição aqui, é coisa de quem não aguenta a derrota do Brasil em 2006). NÃO TEM UM grande jogador da história do futebol mundial que não tenha dominado, ajeitado ou feito um gol usando a mão. INCLUSIVE o Ronaldo, que tanto endeuzam por aqui. Não é justo, esse escândalo que estão fazendo, e principalmente, os comentários sobre o caráter do Henry. Coisa de quem nunca assistiu futebol.
    Pra encerrar, concordo que é ruim pro futebol a França se classificar assim, mas poderia ser pior: a França poderia não se classificar. A única coisa pior que a Irlanda ser eliminada por um gol ilegal, é a Irlanda ir pra Copa e a França não.
    OBS: tomara que a FIFA resolva não fazer nada com relação à esse caso. Mudar a regra, talvez até com a ajuda de videos, tudo bem, mas punir a França ou o Henry, seria injusto, porque todas as seleções que estão na Copa tiveram erros de arbitragem à seu favor, e a França ja foi prejudicada pelo juíz também.

  • marco

    Concordo com você André.
    Mas por falar sobre o erro do arbitro, porque não mencionar o penalti não marcado sobre o Anelka poucos minutos antes, que teria mudado o rumo da partida.
    Caracteriza tambem um erro do arbirto, porem a desfavor da França.
    Claro que um erro não justifica o outro, mas ao analisar eles deveria se observar o jogo inteiro.
    Não digo isto por você, mas de uma forma geral.

    AK: Acho que os lances não se comparam. Um abraço.

  • Haroldo

    É…eu não acho, como vc disse, que o Henry na hora que colocou a mão na bola o fez de caso pensado…É só olhar. Ele deve ter tido menos de um segundo entre a bola quicar e subir até a mão dele. Mas tem uma coisa que ele poderia fazer. Tá, muitos (ou todos) vão dizer ” Ninguém nunca vai fazer isso…” Mas eu muitas vezes sou “ingênuo”. Era só o Henry, depois da jogada de reflexo, do gol, e das reclamações indignadas dos Irlandeses, ir até o juiz e dizer: ” Eu coloquei a mão na bola. Foi irregular”… E se a França ficasse fora da Copa, alguém pode pensar…Olha, eu não sei como os franceses olhariam para o Henry NAQUELE momento. Talvez quisessem trucidá-lo. Mas tenho certeza que ele entraria para a HISTÓRIA no mundo todo como um sujeito que fez o que era certo. E viraria um exemplo. Até mesmo na França.

    AK: Onde assino? Um abraço.

  • felipe

    c fosse na euro liga isso nao aconteceria 🙂

    espere q pelo menos os arbitros na linha de fundo fiquem .

  • Ricardo Pires

    Não houve pênalti no Anelka. Ele pula antes de qualquer contato.

    Não acho que houve conspiração nenhuma. O lance era difícil para o juiz, ainda mais naquela altura do jogo.

    A desonestidade do Henry mostra que, na pressão, o ser humano apela mesmo. Por isso citei como exemplo uma pessoa que, para defender sua própria vida (muitas vezes parece ser este o estado mental de jogadores de futebol), utiliza outra como escudo para evitar uma colisão, etc. Claro que o exemplo é absurdo, mas as reações instintivas que no final comprovam egoísmo e mal caratismo, são similares.

  • Ricardo Pires

    André, mudando de assunto: moro fora do Brasil e não acompanho muito outras equipes fora o Cruzeiro. Parece que o Pedro Ken, do Coritiba, vai ser contratado. Na sua opinião ele é um bom jogador?

    Agradeço pelo feedback.

    Abs

    AK: É. Se for contratado, é uma boa. Um abraço.

  • Marco

    Não são dois erros de fato por parte do arbitro ?

    Na sua lista acima sobre ‘O instinto do jogador de futebol é fazer o que estiver a seu alcance.’, poderia ter ascrecido ‘O goleiro que segura com a mão o pé do atacante que o driblou porque ia marcar um gol certo’.

    Foi o que aconteceu com o Anelka (http://www.youtube.com/watch?v=c5778uuGQWQ)

    Isto é pior ou melhor que ajeitar a bola com a mão antes de cruzar na aera (sem saber se ia ser gol ou não) ?

    Agora, imagimando que depois da não marcação deste penalti, a Irlanda marca e se classifica. Teria havido tanta reclamação / indignação contra a mão do goleira irlandes que derrubou o Anelka !!??

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