CAIXA-POSTAL



Aos temas da semana:

Roberto Carlos escreve: Até que ponto a “mala branca” é proibida no futebol? Vamos supor que um empresário rico e fanático resolva oferecer um ótimo incentivo financeiro para uma determinada equipe vencer o seu jogo, beneficiando assim o seu time do coração, sendo que esse incentivo é divulgado abertamente pelos meios de comunicação. Neste caso o dinheiro sendo dele, ele pode fazer o que quiser com ele?

Resposta: Um clube que oferece um prêmio a outro, para ganhar de um terceiro, também pode fazer o que bem entender com seu dinheiro. A questão não é essa. A questão é que um incentivo financeiro de fora do clube, para estimular a obtenção de um resultado que beneficiaria outro, é uma mancha na competição. Quero deixar claro que isso é tese, opinião, é como eu penso. Na prática, as coisas são bem diferentes, como sabemos.

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Igor escreve: Tenho uma dúvida sobre o caso da lesão do jogador do Flamengo Maldonado. Li que o Flamengo vai entrar com uma ação na FIFA para que a Federação Chilena pague os salários do jogador enquanto se recupera. Existe precedente nesses casos semelhantes?

Resposta: Sim. Mas o Flamengo tentará, primeiro, um acordo com os chilenos. Se não conseguir, pretende levar o caso à Fifa. Na Copa de 2006, Michael Owen rompeu os ligamentos cruzados do joelho direito jogando pela Inglaterra, e desfalcou o Newcastle por um longo período. O clube foi indenizado pela Associação de Futebol da Inglaterra, que fez seguros para esse tipo de situação. Portanto, há precedente. Ocorre que o estatuto da Fifa diz que o seguro deve ser feito pelo clube, sem especificar se para despesas médicas ou outros gastos. Há base para discussão, também.

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Daniel escreve: Estamos nos aproximando, a meu ver, da fase mais chata do futebol brasileiro. Trata-se da fase em que jornalistas começam a “distribuir” jogadores por vários e vários clubes. A boataria corre solta. Claro que nem todos os jornalistas possuem essa conduta, mas uma boa maioria, na tentativa de dar uma notícia em primeira mão, ou simplesmente tentando aparecer, tornam o noticiário esportivo uma grande chatice. Outra coisa que me chama a atenção, é a importância que os jogadores dão a seus empresários. Tomando por exemplo, o caso do Elton, do Vasco, que deu uma entrevista logo após o Vasco tornar-se campeão, dizendo: “… Eu só tenho a agradecer ao Vasco, e a minha vontade é de ficar, mas vou deixar na mãos dos meus empresários que eles sabem melhor do que eu conduzir as coisas.” O que você acha sobre tudo isso?

Reposta: Sobre os boatos de contratações, é preciso cuidado com o que se escreve e com o que se lê. Claro que há exageros, informações sem fundamento. Mas há também falha de compreensão. Se a notícia é que um clube e um atleta estão negociando, isso não significa que esse atleta esteja contratado. Se a transação não vinga, a culpa não é de quem deu a notícia. Sobre jogadores e empresários, acho que cada um trata de sua carreira da forma que acha melhor. Os jogadores que encontraram agentes nos quais confiam, e preferem deixar as coisas nas mãos deles, têm esse direito. Há aqueles que preferem tomar as decisões por conta própria, mas são minoria. É assim no mundo inteiro, e não só no futebol.

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Raphael escreve: Na semana passada, foram lançadas várias camisas de seleções, já visando a Copa de 2010. Lembrei de uma combinação bizarra de uniforme que de vez em quando volta para assustar a torcida brasileira: a camisa amarela e o calção branco. Talvez fosse pertinente a utilização de uma camisa branca, por exemplo (a usada na comemoração do centenário da FIFA ficou belíssima) nesse tipo de situação. O que você acha que faz a CBF insistir nessa combinação, no mínimo estranha?

Resposta: A necessidade de diferenciação do uniforme do adversário, obviamente. Há competições em que essa diferenciação (de meias, calções e camisas) é exigida dos participantes. A Seleção Brasileira não tem uma terceira camisa, além da amarela e da azul, portanto não existe outra possibilidade. O uniforme usado na comemoração do centenário da Fifa (também achei muito bonito) foi um caso especial.

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Mais uma vez, muito obrigado pelas mensagens. A CP volta no sábado que vem.

(e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“A raiva é mais útil do que o desespero.”

Terminator, em “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas”.



  • Rejane

    Acho que é direito dos jornalistas fazerem especulações sobre as possíveis contratações que podem ocorrer após o Campeonato Brasileiro! O Leitor deve saber diferenciar especulação da verdade!

    Eu assistir a triologia dos Exterminadores interpretado pelo Arnold Schwarzenegger! Gostei dos três filmes! Ainda não vi o quarto filme!

    André, você viu a notícia que possivelmente ocorreram manipulações em 200 jogos na Europa? Tudo para favorecer as casas de apostas e loterias!

    AK: Vi, sim. Já prenderam um monte de gente e recuperaram uma baita grana. Igualzinho aqui… um abraço.

  • Anna

    O terceiro uniforme da seleção poderia ser verde. As dúvidas foram ótimas. Quando você viaja para cobrir Barcelona e Real Madrid? Grande abraço, Anna

  • Rejane

    André, tenho certeza que na Europa os envolvidos nas manipulações dos jogos vão cumprir os 20 anos de cadeia! Já aqui no Brasil é outra história!

    Estou ansiosa com jogos desse Domingo do BR-09! Olho nas arbitragens!

  • Marcos Vinícius

    Sobre a pergunta de boatos que a imprensa,infelizmente,planta para vender jornal:
    E quando acontece o oposto?
    Vejamos:Time X está negociando com jogador Y.Isso chega até a imprensa,que noticia o fato.Imediatamente um dirigente do time X vem a público dizer que isso é boato,que o jogador Y nunca fez parte dos planos da diretoria,etc…
    É o contraponto da história.Mas o que o time ganha dizendo que não está negociando com jogador Y,apesar de estar?Geralmente a resposta é que isso “atrapalha as negociações”.Quer dizer então que a torcida saber que a diretoria está reforçando o time atrapalha as negociações?
    André,não é assim que a coisa funciona?Isso tem explicação?
    Abraço,querido.

    AK: Algumas negociações, para não dizer todas, funcionam melhor quando não há publicidade. Um abraço.

  • pitacos

    Concordo com o Raphael. É um absurdo ver a seleção brasileira jogando de calção branco e camisa amarela. Melhor seria termos um calção verde para esses momentos. Eles não percebem que descaracterizam um símbolo clássico do Brasil. Ridículo! Abaixo o calção branco da seleção!

  • Igualzinho AK? Então vão jogar novamente as partidas lá também? Ou isso só acontece no Brasil?

    Off topic: Carmelo Anthony tá jogando MUITI. E meus amigos duvidavam quando eu falava dele. Melo is a beast!

  • ronan

    Poxa, as perguntas sempre tão elaboradas… Parece até que quem as fazem é vc mesmo … rsrs

  • Raphael Couto

    Sei que é pra diferenciar do adversário (uma exigência da FIFA, que vez por outra gera bizarrices do tipo: São Paulo jogando contra o Grêmio com camisas e calções brancos e meias negras), mas essa diferenciação é realmente necessária. A dúvida que eu quis levantar foi do porque não fazem um terceiro uniforme, tipo uma camisa branca ou um calção verde, pra que fosse feita a diferenciação exigida e não ficasse aquela coisa esquisita de se ver. No meu ponto de vista, nesse caso, seria necessária uma terceira camisa (ou calção).

    Muito obrigado pela atenção!

  • Raphael, calções verdes não trariam o mesmo problema dos azuis? Tom escuro, parecido com o do adversário?

  • Raphael Couto

    Talvez, mas quando o Brasil joga contra a Argentina ou a Alemanha, por exemplo, usa os calções azuis e eles jogam com o calção negro, que é escuro também. Já vi o Brasil jogar contra o Chile e os dois de calções azuis, sendo que o que diferenciava era o fato do calção chileno ser bem mais escuro que o brasileiro.

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