NOTINHAS PÓS-IMPLOSÃO NO OLÍMPICO (e uma VERGONHA PARA O FUTEBOL em Paris)



É oficial: o Palmeiras não será campeão brasileiro.

A conclusão não é (só) minha:“Sou um cara franco e posso falar para a torcida: podem esquecer o título. Para falar a verdade, já achava o título muito difícil mesmo com uma vitória aqui”, disse o capitão Marcos.

Abrindo a trigésima-sexta rodada:

* A décima-terceira vitória (2 x 0 no Palmeiras: Rafael Marques e Maxi López – 12.233 pagantes no Estádio Olímpico) do melhor mandante do BR-09 foi decretada segundos após o primeiro gol, quando Mauríco e Obina saíram na mão.

* Se você ainda não sabe: a diretoria do Palmeiras decidiu que os dois não vestirão mais a camisa do clube.

* O Palmeiras se autodestruiu (Danilo: “Nosso elenco carece de alguns jogadores que achávamos que seriam líderes. Os atletas com mais bagagem não assumiram a responsabilidade. Uns querem vencer e outros não estão nem aí.”), e até mesmo a vaga na Libertadores é uma interrogação.

* Assustador: se o Grêmio tivesse a campanha do Avaí (sétimo colocado, 18 PG fora de casa) como visitante, teria 62 pontos.

* Enquanto isso, no Maracanã…

* O Cerro Porteño vencia por 1 x 0, batia sem dó, e os gols perdidos pelo Fluminense eram um péssimo sinal.

* Parecia uma daquelas noites em que tudo o que poderia dar errado, daria. Especialmente depois que Freddy Flugger errou uma cabeçada, livre, de frente para o gol paraguaio.

* Mas o futebol é incrível porque segundos podem transformar um jogo e apagar tudo o que aconteceu. Bastou o chute do ensanguentado e enfaixado Gum entrar, e o Maracanã explodiu.

* No minuto seguinte, Alan fez o gol mais divertido do Fluminense (2 x 1 no Cerro Porteño: Cáceres, Gum e Alan – 39.497 pagantes no Maracanã) na temporada, que pode terminar melhor do que a de muita gente.

* Logo mais, a LDU (precisa vencer o River Plate-URU, no Equador) pode confirmar a revanche da decisão da Libertadores.

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Seis países se classificaram ontem, e a Copa de 2010 está completa.

O Uruguai empatou (1 x 1 com a Costa Rica: Abreu e Chacon) em casa e garantiu que todos os campeões mundiais estarão na África do Sul.

Em Zenica, Portugal ganhou da Bósnia (1 x 0: Raul Meireles) de novo e alcançou seu terceiro Mundial seguido.

Em Maribor, a Eslovênia bateu a Rússia (1 x 0: Dedic) e, pelo critério do gol fora de casa, vai disputar sua segunda Copa.

Depois de 16 anos, a Grécia está de volta. Os gregos venceram a Ucrânia (1 x 0: Salpingidis) em Donetsk.

E depois de 24 anos, a Argélia está de volta. Graças à vitória (1 x 0: Yahia) sobre o Egito no jogo-extra, no Sudão.

Deixei a França (1 x 1 com a Irlanda: Keane e Gallas) por último, pelo motivo óbvio.

O que Thierry Henry fez no lance do gol francês, no primeiro tempo da prorrogação no Stade de France, é ilegal até no basquete.

Segundos depois dos dois toques propositais com a mão na bola, todos os planetas do Sistema Solar sabiam que o gol deveria ter sido anulado.

Menos o árbitro sueco Martin Hansson, que validou o absurdo que classificou a França para a Copa.

Algo me diz que será difícil encontrar alguém que ache que “erro de arbitragem faz parte do futebol” em todo o território irlandês.

ATUALIZAÇÃO, 11h39 – Abaixo, mais uma colaboração inestimável (obrigado!) do blogonauta Fellipe Elias da Silva.

A propósito (e-mails e comentários chegando para aprofundar a discussão): tenho dúvidas sobre a punição posterior de um jogador que faz o que Henry fez. E não é porque ele é um dos meus jogadores favoritos.

Acho que o cara que tenta ludibriar a arbitragem e, consequentemente, “trapacear” num jogo de futebol, deve ser punido em campo, com cartão amarelo. Muitas vezes, como acho que foi o caso de ontem, o jogador age no reflexo.

De qualquer modo, e obviamente, respeito as opiniões contrárias.



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