COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

CONFIRA COMIGO NO REPLAY…

Aconteceu um fato bizarro no futebol, na semana passada. Não, não estou falando da palhaçada na segunda divisão no Maranhão, em que uma explosão ofensiva produziu nove gols em nove minutos. Falo do lance que ficou conhecido mundialmente como o “gol do balão”, num jogo do Campeonato Inglês.

Para quem não viu: Sunderland e Liverpool empatavam em 0 x 0, quando uma grande bola vermelha, dessas usadas em promoções, apareceu na área do time da terra dos Beatles. Num ataque do Sunderland, a bola (do jogo) foi cruzada da direita, desviou e sobrou para o atacante Darren Bent bater. Ao tentar cortar o chute, o lateral Glen Johnson esticou a perna direita e deu um bico no balão. Quase no mesmo instante, o chute de Bent desviou naquele “corpo estranho” e enganou o goleiro do Liverpool. O balão passou à direita de Pepe Reina e saiu pela linha de fundo. A bola passou à esquerda e só parou na rede. Gol do Sunderland, único do jogo, confirmado pelo árbitro Mike Jones, apesar do que diz a regra do futebol.

No dia seguinte, a Liga Inglesa puniu Jones com um convite a apitar jogos da segunda divisão pelo futuro próximo. Ele não paralisou um lance que sofreu interferência de um objeto estranho ao jogo.

É impossível descobrir o que se passou no cérebro do referido apitador. De acordo com os jornais ingleses, ele teria declarado que a bola não desviou no balão. O argumento não colou por dois motivos: 1) desviou, sim senhor; e 2) isso é o equivalente ao motorista, detido por dirigir embriagado, dizer ao policial que não atropelou ninguém.

O fato é que o jogo terminou com um resultado ilegal, o Sunderland somou três pontos que não deveria somar. Está feito, não tem volta. E não estamos tratando aqui de um jogo da segunda divisão do… (não completarei para não ser acusado de regionalismo), e sim da Premier League, a mais rica e glamurosa Liga nacional do mundo. Ridículo, não?

Mas isso não é o pior. O pior é saber que essa piada poderia ter sido evitada. O que é verdadeiramente bizarro nesse caso é que, no momento em que o gol aconteceu, a única pessoa no planeta Terra (o Campeonato Inglês é visto em 202 países) que não percebeu o absurdo foi a única que deveria, o senhor Mike Jones. Em questão de segundos, o replay da televisão mostrou a história do futebol se desenrolando diante de nossos olhos. A maioria dos telespectadores deve ter se perguntado: o cara vai validar esse gol? Sério? Pois validou.

E não há nada que se possa fazer para corrigir tamanha barbaridade. Ou melhor, claro que há. É só usar a tecnologia que existe atualmente, capaz de dissecar e esclarecer a gigantesca (deixe-me repetir: GIGANTESCA) maioria dos lances de um jogo de futebol.

Sei que estou pregando no deserto. Não viveremos para ver esse dia. Enquanto se fala no tal chip na bola (que não será aprovado por questões de confiabilidade e custo) não se pensa, por exemplo, na simples revisão das jogadas de gol. Pela TV, durante a comemoração, o jogo nem seria paralisado.

Não, o legal é o gol do balão.



  • Anna

    Esse gol do balão foi uma palhaçada, no mesmo nível da farsa do menino do balão que mobilizou toda a CNN. Ainda bem que não fiquei apreensiva com a história. Foi a semana do balão, sem dúvida. O jogo deveria ser anulado e não só o juiz punido. Bom domingo, Anna

  • José A. Matelli

    Exatamente, André, legal é o gol de balão! Um gol típico de churrasco (parafraseando o Prof. Belluzzo) na mais rica e glamurosa liga do mundo. De resto, um jogo que seria apenas mais um entra não para a história, mas para o folclore do futebol. Acho isso sensacional, uma espécie de lembrete do ridículo pelo absurdo que é esse teatro da vida, que nos faz rir e nos sentir um pouquinho mais humanos. Ao contrário de você, acho que sim, viveremos para ver a tecnologia decidindo lances duvidosos e escabrosos, e lamentarei muito por esse dia.

  • Marcos Vinícius

    Cara,discordo de vc.Só pra variar.

    Certa feita,em sua caixa postal,um leitor chamado apmotos te fez uma pergunta sobre a bola recuada pelo jogador do Náutico para o seu goleiro no jogo contra o Inter,no Beira Rio.O jogador recuou(mal) a bola para seu goleiro,que não conseguiu chuta-la na primeiro instante,então correu atrás dela e,com a mão,em cima da linha,a desviou para o lado.Vc respondeu ao rapaz que deveria ser marcado tiro livre indireto,batido da linha da pequena área.Assim diz a regra.Mas o juiz deixou o jogo correr,o Inter venceu por 3×1,e não se falou mais do assunto.

    Mas o que isso tem a ver com o jogo entre Sunderland e Liverpool?

    Nos dois jogos os árbitros tiveram interpretação equivocada.Errou o árbitro inglês e errou o árbitro brasileiro.Se o Inter tivesse empatado a partida,ou perdido por um gol de diferença,haveria um estardalhaço sobre o assunto,o árbitro iria para a geladeira,os colorados entrariam com uma representação contra o mesmo na CBF,no Conselho de Arbitragem,tudo aquilo que a gente está acostumado a ver.

    Em ambos os casos NÃO CABE O USO DO RECURSO ELETRÔNICO.O QUE VALE É A INTERPRETAÇÃO DO ÁRBITRO!O árbitro inglês só disse que não viu a bola bater no balão pq já estava feito o mal,ele,depois do ocorrido,teve noção da besteira que tinha feito,não tinha como corrigir aquilo,e ele precisava de uma desculpa.Eu vi,você viu,até o Steve Wonder viu!O árbitro dizer que não viu não colou.Nem pra mim,nem pra vc,nem pra quem manda na arbitragem daquele país.

    A decisão do árbitro,equivocada ou não,é soberana em uma partida.É ele quem decide se foi ou não falta,se o jogador teve a intenção ou não de recuar a bola,se o jogo deveria ou não ser parasilado,e reiniciado com bola ao chão,como diz a regra.
    Errou o Sr.Mike Jones.Eu sempre digo que os árbitros europeus são muito melhores que os nossos,mas eles também erram.
    Se a bola com chip não for aprovada(uma pena,torci para que fosse),então nada mais vai mudar em termos de uso de recursos eletrônicos.Para bem dos amantes do futebol.Pode discordar,mas eu acho quer isso é bom.
    Regras podem mudar.Antigamente não havia substituições,uma vitória valia dois pontos.Mais remotamente,nem números nas camisas eram usados.
    Mas isso não se trata de regra.Se trata de recurso extra campo.É vc usar de algo que está alheio a partida,que não envolve nenhum dos relacionados,nem por parte dos times,nem dos que trabalham na partida(árbitros,bandeiras,delegado do jogo,etc…).

    Tem gente vai concordar com vc.Tem gente vai concordar comigo.E isso vai continuar sendo motivo pra debate durante muitos e muitos anos…!

    AK: Minha resposta à pergunta que você mencionou:

    Resposta: Não vi esse lance, mas pela sua descrição, o árbitro deveria ter marcado falta. Se não há dúvida sobre a intenção de recuar a bola, e o goleiro a toca com a mão, é tiro livre indireto. O problema dessa regra é que, como outras, ela depende da interpretação do juiz. Se a falta fosse marcada, ela seria cobrada da risca da pequena área, com a barreira em cima da linha do gol.

    ______

    Portanto, nesse caso, a interpretação do árbitro entra na história para determinar se o zagueiro teve a intenção de recuar a bola. Se ele errou o recuo ou não, não importa. Se há intenção, o goleiro não pode tocar na bola com as mãos. De novo, não vi o lance. Como funcionaria o “trio eletrônico” nesse caso? Ele corrigiria a marcação do árbitro, se percebesse que o erro aconteceu. Basicamente, todo o lance em que a imagem mostra um erro do árbitro é um lance corrigível pela arbitragem eletrônica.

    Agora, o que houve na Inglaterra não foi “interpretação” errada, foi desconhecimento da regra. Um caso claríssimo, cristalino, evidente, de que a arbitragem eletrônica é necessária. E que seria eficiente para impedir um resultado final absolutamente errado.

    No futebol, é verdade, a decisão do árbitro é soberana. Não acho que isso deve mudar. Só acho que a decisão deve ser correta, sempre que for possível. O “trio eletrônico”, na maneira que eu enxergo as coisas, também seria formado por árbitros. A função dele é colaborar.

    Um abraço.

  • BASILIO77

    Cara, pra mim não ficou claro o que diz a regra sobre o “corpo estranho”…
    O erro do arbitro foi NÃO ter interrompido o jogo quando o viu o balão dentro das 4 linhas e assim evitado a confusão?
    E se o balão tivesse “tirado” a bola do caminho do gol e assim evitado um gol?
    Ajuda aí.
    Abraço.

    AK: Vamos lá: “corpo estranho” é tudo o que não faz parte do jogo (por isso gol de juiz vale, porque ele faz parte). O árbitro deve determinar quando há interferência do tal corpo estranho na jogada, e paralisar o jogo. O erro do árbitro foi não paralisar o jogo quando viu que ele estava dentro da área, durante uma jogada na área. Dessa forma, com gol ou sem gol, ele teria cumprido a regra.

    Só para completar: há uma outra orientação do IB, sobre momentos em que há uma segunda bola (do jogo) dentro do campo. O árbitro só precisa paralisar a jogada se essa segunda bola causar interferência. Por exemplo, se estiver longe do lance, basta pedir que alguém a chute para fora do campo. Por quê? Para evitar que bolas sejam arremessadas para dentro do gramado de propósito, para que um determinado time ganhe tempo. O IB age, sempre, para evitar que o jogo pare. Esse é um dos grandes obstáculos para a arbitragem eletrônica. Espero ter ajudado. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Amigo,o que disse aqui algumas vezes,repito:
    Na minha opnião,a decisão do árbitro,equivocada ou não,é soberana.Se forem usados os recursos eletrônicos,a decisão do cara não vai ser mais soberana.Soberana vai ser a decisão que vier da cabine.No caso do jogo do Inter,por exemplo:Ele manda o jogo seguir,mas o “trio eletrônico” diz que não,que ele tá errado e que tinha que ser feito assim,assim e assado.Também acho que a decisão do homem de preto deve ser a correta,sempre,e não só “quando possível”.Ele está ali para não errar.Mas erra.É homem,por isso erra.Caberia,talvez,ao bandeirinha levantar sua bandeira e avisar ao árbitro o que diz a regra.

    Não acho que o que tenha ocorrido na Inglaterra tenha sido desconhecimento da regra.Pode ser má interpretação,ou até mesmo má uso da mesma.Ele viu,só não soube o que fazer no momento,então,na dúvida,mandou seguir.Caberia ao assistente,repito,avisa-lo sobre o que deveria ser feito.

    Sobre sua resposta a BASILIO77.
    Apenas esclarecer:IB(International Board).São os caras que estabelecem as regras do futebol no mundo inteiro.Uma espécie de comissão de notáveis,que determina a mudança ou não de algumas regras quando são levantadas.

    Grande abraço,querido.

  • pitacos

    Fiquei curioso para saber qual foi a palhaçada da Segunda Divisão do Maranhão. E ela resultou em 9 gols em 9 minutos! Esse é um fato digno de nota, apesar de ser na segunda divisão de um, imagino, semiamador campeonato estadual. E também não deve ter tido tv, o que dificulta. Mas o que de fato ocorreu no Maranhão? abraço

    AK: http://blogs.lancenet.com.br/andrekfouri/2009/10/16/abaixo-a-retranca-viva-o-viana/

    Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André “Luiz”, estou vendo que a chamada para o debate realmente funcionou! No caso de que estamos tratando, haja vista sua peremptória afirmação de que o árbitro deveria ter paralisado a jogada, realmente não é caso de interpretação. Pra ser sincero, ainda tenho dúvidas em relação a isso. E tb não vi a bola bater no balão, só vi o zagueiro chutá-lo (o que não desqualifica a interferência no lance por um objeto estranho). Penso, entretanto, que o Marcos Vinícius fez algumas observações pertinentes. Eu tb acho q o árbitro viu e não quis parar o lance – ou por desconhecimento da regra ou por interpretação equivocada (baseando-me nas informações que vc me passou). Mas para que servem os bandeirinhas? Por que o auxiliar não apontou a irregularidade? Daí te pergunto: se ambos – bandeirinha e auxiliar -“erraram”, o q nos garante que o trio eletrônico não validaria a marcação? Sei que, no caso em espécie, é difícil acreditar em tal hipótese, mas estou querendo alertar para lances duvidosos para os quais nem os juízes da cabine, com todo o auxílio de imagens de vídeo, seriam capazes de apontar uma solução unânime. Portanto, acredito que é muita mudança e investimento para pouca efetividade. Acho que restariam muitos lances não solucionados, motivo pelo qual não vislumbro muita utilidade no “apito eletrônico”.

  • Ricardo Pires

    O futebol ainda sofre muito com a falta de visao da FIFA e orgaos afiliados. A autoridade e responsabilidade dadas a um arbitro e seus assistentes, sem auxilio de outras ferramentas, como a tecnologia, instiga erros e injustiças. Episodios bizarros como o gol de balao, pênaltis nao marcados, cotoveladas nao vistas, etc, mancham a imagem do esporte mais popular e fascinante do mundo.

    Agora, André, deixo aqui uma pergunta conspiratoria? Nao seria exatamente esse poder dado aos arbitros que permite os poderosos do futebol manipular as coisas da maneira que melhor lhes convém – por exemplo, corrompendo os juizes para favorecer times e forçar resultados? Talvez esse tipo de canalhice, jah vista no Brasil e na Europa, chegue tao alto quanto a FIFA. Afinal, a quantidade de dinheiro envolvida, por exemplo, nas bancas de aposta da Premiere League nao é brincadeira. Tem muita gente ficando milionaria as custas do futebol.

    Abraços

  • Anna

    André, aquele seu título “Doze segundos” da coluna da semana passada, você tirou do filme “Moscou contra 007 “com o melhor agente James Bond, Sean Connery? Acabei de assistir ao filme e essa expressão é citada e lembrei. tinha que reparar essa falha minha. Gosto de Daniel Craig e de Pierce Brosnan mas depois do eterno Sean Connery, o que melhor soube atuar como o verdadeiro 007. O filme é soberbo! Se não viu, veja. E atente para o grand finale, onde ele termina. Dica: a cidade mais bonita da Itália.

  • rodrigo

    andre, uma pergunta.
    porque as ligas nao adotam a tecnologia (video ref como se diz no rugby)?
    porque elas precisam da “autorizacao” da fifa?
    que se f…. a fifa!
    adotem logo o video ref e provem o quanto da certo.

  • Marcelo

    André, sou a favor da arbritagem eletronica, mas acho que entendi o que o MV quis dizer no comentario acima. Se a regra dà margem à interpretaçao, como a arbitragem eletronica faria quando a interpretaçao dela for contra a do arbitro? Imagino que o juiz teria soberania, mas a tal da “interpretaçao” “atrapalha” o futebol, se assim podemos dizer. Como foi o caso do passo à frente do RC no penalty contra o Pet. A regra deveria ser mais precisa e diminuir a interpretaçao, nao é mesmo? Ou é impossivel? Sei la! So sei que da muita margem à discussoes, e isso deixa muita gente injuriada.

  • Luiz Fernando Paes

    a grande diferença é que o futebol é dinâmico, diferente do tênis e da NFL, a bola não praticamente não para ..

    e de lances super interpretativos que são as faltas, podem começar jogadas de gol, ou por uma falta não dada no ataque, ou por uma falta dada que não foi e sai o gol …

    cada lance é interpretativo … vários lances de faltas e pênaltis tem gente que acha que foi e tem gente que acha que não foi … quanto mais gente tiver que decidir isso pior, ficaria mais com cara de armação …

  • Kyoscaum

    Sinceramente, nem me importo com campeonato inglês.

    Mas já demoraram, e muito, pra colocarem câmeras nos jogos.

    Só não quer isso quem ganha com manipulação de resultados.

  • Luiz Fernando Paes

    acho que o que deveria ser feito é como a NBA fez agora nessa temporada ..

    colocaram vídeos de várias jogadas dizendo se foi falta ou não, o que marcar, com muitos exemplos de jogadas com contato …

    isso deveria acontecer em cada federação .. uma baita aula .. sei lá .. pega um vídeo com 20 jogadas de pênalti ou não, só com a câmera normal da tv, sem replay, de jogos no exterior, ou jogos não tão transmitidos por aqui, ou mais antigos, para que os árbitros pudessem eles individualmente analisarem se foi ou não .. e marcassem tipo num teste .. e aí a federação diz o que ela considera ou não …

    com muitos exemplos, a tendência é aprimorar algumas idéias de como é pênalti ou não .. assim com o jogador Fernando do Santo André disse que não sofreu pênalti e muitos disseram que foi pênalti do Miranda …

    é uma questão de ver vários e enteder a maneira que é ou não pênalti, o jeito do zagueiro chegar, se pegou na bola, se o puxão foi a ponto de derrubar ou não, o contato ..

    o Arnaldo fala que a regra é clara mas não é .. tem tudo um jeito de ver a jogada …

    abs

  • Diogo Moraes

    André, sou super a favor de usar arbitragem eletrônica. Porém para esse gol do balão eu não vejo utilidade. Juro que não entendi…
    Abraço.

    AK: O que você não entendeu? Um abraço.

  • BASILIO77

    Valeu pelo esclarecimento.
    Abraço.

  • Diogo Moraes

    André, é como você escreveu na coluna: “A maioria dos telespectadores deve ter se perguntado: o cara vai validar esse gol? Sério? Pois validou.
    “. É como um outro colega comentou acima ele com certeza viu a bola batendo mas fala que não porque a besteira tava feita.

    A minha dúvida é:Esse cara conhece a regra? Eu suponho que não.

    Eu reli a coluna e agora entendi seu ponto. Você acha que ele ia ver o lance de novo pela tv (telão ou qualquer coisa do gênero) e anular porque veria que a bola bateu no corpo estranho? Não acho. Acho não aplicável esse caso. O que poderia acontecer é na hora que ele tivesse vendo alguém avisasse da regra que ele não conhecia. Sei lá. O que acha?

    Boa noite.
    Um abraço,

    Diogo Moraes.

    AK: O erro do árbitro seria corrigido por um segundo trio de arbitragem, que ficaria numa cabine do estádio, em comunicação com ele. E a questão não é se a bola bateu no balão ou não. É o balão estar lá, interferindo no lance. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Discordo de você, e muito.
    Abraço

    AK: E eu não sei? Outro.

  • Diogo Moraes

    André,

    Se a questão não é ver se a bola bateu no balão ou não, pra mim perde a função você dizer algo sobre arbitragem eletrônica. Ou dá pra provar que arbitragem eletrônica resolve tudo no futebol? Inclusive não saber a regra!
    Desculpe, posso parecer estar sendo chato (e sou!) mas eu realmente não consigo entender. E insisto, ele não sabia a regra. Só isso isto explica esse erro. Nunca saberemos.
    Obrigado.

    Um Abraço.

    AK: Que diferença faz se ele sabia a regra ou não? Ele errou. A questão da eletrônica é identificar um lance irregular, e corrigir a arbitragem. Tentarei ser mais claro: imagine que há um segundo trio de arbitragem na cabine do estádio, vendo o jogo com monitores de TV, e acesso a replays de todos os ângulos.

    O lance do “gol do balão” se desenrola, e o juiz nada marca. Esse segundo trio de arbitragem, que chamo de “trio eletrônico”, percebe o erro e chama o juiz no rádio:

    – Companheiro, havia um balão vermelho dentro da área. A bola bateu no balão. O gol foi irregular.

    – Mas… (o que o árbitro diz pouco importa, certo?)

    – Não tem “mas”, meu chefe, o lance deveria ter sido paralisado.

    E o erro é corrigido.

    Ok, agora?

    Um abraço.

  • Diogo Moraes

    André,

    Ok. Agora uma hipótese absurda: Ninguém sabia da regra! Se ninguém sabe faz completa diferença. Como vão marcar algo se nem sabem que isto existe.

    Mas entendi. Obrigado.

    Abraço.

    AK: Como você mesmo disse, hipótese absurda. Um abraço.

  • Ram

    Andre, eu assisti a varios videos do gol. Nao esta claro nao que a bola “desviou” sua rota pelo choque com o balao. Pela massa da bola, e pela transferencia de momento, o balao pode ser movido pela bola, mas nao o contrario necessariamente. (A mudanca de direcao e proporcional a divisao do momento pela massa). Mas certamente, o goleiro parece se confundir com o balao saindo pela sua direita. Repare com atencao.

    Acho que e um pouco demais punir o juiz por conta deste gol… Ali no calor do momento, em que voce visualiza so a bola (mesmo no video), voce nao ve que o balao sai do outro lado. E meio estranho, porque o balao sai instantaneamente quase.

    Um arbitro atras do gol, como querem fazer na Champions, resolve este problema com certeza.

    AK: Os replays que mostram o lance de frente para o gol e por trás da rede evidenciam que a bola desviou no balão. Mas, uma vez mais, a questão não é essa. O simples fato de o balão estar ali já obriga o árbitro a paralisar a jogada. A única explicação para o erro é o juiz não ter visto o balão, o que, francamente, é difícil de acreditar. Um abraço.

  • Heitor

    Pergunta referente à expulsao do RC ontem: se o juiz iria expulsa-lo, porque esperou que ele se recuperasse, fazendo assim se passar cerca de 5 minutos de jogo? Nao pode dar cartao ao cara deitado? Se o cara seria expulso era soh retira-lo de maca logo na sequencia do lance. Num ta parecendo que o juiz ficou pensando durante esse tempo e depois decidiu expulsa-lo?

    AK: O árbitro não pode mostrar cartão para um jogador caído. Um abraço.

  • rafael

    André, troca o fato (gol do balao ->gol de mao), os times (sunderland -> paraná clube, liverpool -> ceará – claro!) e o campeonato (premier league -> brasileirao serie B) e vc podia ter escrito feito esse post ha pelo menos 1 mês…heheheheh

    abraços!

  • Paulo

    Coitado do Simon. É ruim demais! Deu falta no lance do gol do Hernanes que não foi e depois expulsou o Rogério em outro lance infeliz! Tá lascado… Sálvio Spínola e Wagner Tardelli já foram vetados pelo Tricolor do Morumbi, time mais forte em termos de lobby extra campo do futebol Mundial. É o único clube com força para afastar juízes. Deve pegar um bom gancho e depois volta bonzinho, doutrinado… Do jeito que o Juvenal gosta!

  • Marcelo Coelho

    Um árbitro atrás de cada gol.

    Isso é muito mais factível do que usar replay. O replay faz a discussão se eternizar. Resolve quase nada.

    Árbitro que não sabe a regra não pode apitar! Saber interpretar a regra faz toda a diferença. Eu teria paralisado o lance assim que visse o balão vermelho interferindo na jogada. Isso independente do replay me mostrar se a bola bateu no bolão ou não.

    Como você pode ver André, estamos discutindo esse lance há alguns dias, sem conclusão. A decisão tomada pelos três da cabine refrigerada, com TV de plasma, digital, full HD e 3D, seria contestada do mesmo jeito.

    Abraço

    AK: Desculpe, mas não há nenhuma dúvida sobre o que aconteceu. Não estamos discutindo o lance, e sim o que fazer com ele. Um abraço.

  • Emerson

    André,

    Entendo que para se utilizar o recurso do replay pela TV, o 4º árbitro (que estará assistindo à TV) deverá ter autoridade igual (ou superior) ao 1º árbitro porque ele terá que chamar a atenção do árbitro principal após o apito, e este deverá rever a sua decisão.

    Isto é impensável pois os árbitros são seres superiores, infalíveis, que dão entrevistas em jornais, rádios, e quando se aposentam vão trabalhar em programas esportivos. São praticamente astros globais, quando deveriam ser apenas figurantes do espetáculo, assim como é em outros esportes. Você se lembra quando foi a última vez que viu uma entrevista de um árbitro de basquete discutindo um lance duvidoso?

    Eles nunca admitem que suas decisões sejam questionadas, até mesmo depois do replay nítido da TV. Só Freud explica o ego destes árbitros.

    abs
    Emerson

    AK: Na minha maneira de pensar, o sistema não seria assim. Seria um trio de arbitragem vendo o jogo na cabine pela TV, com comunicação por rádio com o juiz em campo. Por que três? Porque três cabeças decidem melhor do que uma, e não haveria o tal “conflito de vaidades” que você teme. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Para o seu leitor Ram, por exemplo, o lance não está claro. E ele disse que assistiu a vários vídeos do lance.

    Saudações.

    AK: Que ele, também, me desculpe. E, pela milésima vez, não importa se a bola bateu no balão. Um abraço.

  • Paulo

    Vamô ganhá Mengô! Vamô ganhá Mengô! Vamô ganhá Mengô! Vamô ganhá Mengô! Contra o hepta sãopaulino, contra o penta palmeirense… Contra o Inter que não teve força de bastidores nem para enfrentar o Timão do Lula… Contra a Galinha Mineira… Adriano, Andrade, Bruno (que o Corinthians desprezou) Pelo Rio 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016! Pela Cidade Maravilhosa! Contra o Lobby do Time do Morumbi que sempre “veta” e pede afastamento de árbitros de seus jogos e “consegue”… Flamengo, Flamengo, Flamengo, Flamengo, Flamengo, Flamengo (6 vezes campeão brasileiro de futebol) Olha o hexa chegando! Na garra, na raça, na competência… E contra o poder do dinheiro paulista!
    A festa da MAIOR TORCIDA DO BRASIL!

  • leonardo atleticano

    André, creio que o problema é vc criar uma regra que não seja utilizada em grande parte dos jogos. Ácho que uma regra tem que ser para 100% dos jogos, no caso de arbitragem eletrônica, apenas os jogos com transmissão haveria essa possibilidade, pequenos campeonatos, pequenos jogos, teriam uma regra diferente dos grandes jogos, acho que descaracteriza o esporte. Embora acho a idéia certa, é triste ver um jogo decidido em uma falha, mas creio que as regras devem abranger a todos. Acho que se limitarmos o impedimento a apenas à grande área e colocarmos mai um juiz atrás do gol, já eliminaremos boa parte dos enganos.

  • Pedro Valadares

    A IB é totalmente hipócrita! Ou agora vai dizer que os árbitros da final da copa da Alemanha viram o Zidane dar uma cabeçada no Materazzi?! A arbitragem eletrônica não vai atrasar os jogos. É só ver o caso da NFL. E mais como ficou evidente no caso Zidane-Materazzi, ela já foi testada, e com sucesso!

    Abs!

  • Heitor

    AK disse: “O árbitro não pode mostrar cartão para um jogador caído.” E se ele ficasse 80 minutos caido o arbitro esperaria? E se fosse uma lesao grave? A minha pergunta foi: Nao seria mais apropriado retira-lo de campo ao invés de esperar 5 minutos ele se levantar e depois expulsa-lo?

    AK: Você já viu um jogador caído por 80 minutos? Se fosse uma lesão grave e o jogador precisasse ser retirado do campo, ele levaria o amarelo depois. Em caso de atendimentos mais rápidos, o árbitro precisa esperar o jogador se levantar. Um abraço.

  • Heitor

    Você nao respondeu minha pergunta. Eu acredito que o jogador possa sim levar o cartao caso se lesione e/ou tenha que ser substituido, vou pesquisar sobre o assunto. Nao é possivel que regra “obrigue” o jogador a ficar de pé pra levar um cartao vermelho. E nao faz nenhum sentido o arbitro ter de esperar um jogador se levantar (nem que seja o goleiro) para poder dar-lhe o cartao vermelho. Isso atrasa o jogo. Agora no caso de ontem, por conta do contexto o RC se sentiu perseguido pelo arbitro e o Santos se sentiu lesado quanto aos minutos extras que foram de apenas tres, sendo que o lance da expulsao demorou mais de 5. Ou a regra nao é clara ou o Simon agiu de ma fé (decidiu expulsa-lo por outra razao que nao seja a falta), o que vc acha meu caro André?
    abraço

    AK: A regra não obriga o jogador a ficar em pé. Mas é o procedimento normal dos árbitros, acontece em quase todos os jogos. Se faz sentido? Depende da opinião. Acho que o Simon teve tempo para decidir o que fazer, mas decidiu errado. Um abraço.

  • Heitor

    Ta certo André.
    Dei uma pesquisada no site da FIFA:
    “once the referee has decided to issue a card to a player who is injured and
    has to leave the field of play for treatment, the referee must issue the card
    before the player leaves the field of play
    Exceptions to this ruling are to be made only when:
    • a goalkeeper is injured”
    Portanto o arbitro deve esperar o atendimento no caso do goleiro, e a regra nao faz diferença entre cartao amarelo e vermelho. Entao se o Rogério ficasse mais tempo para ser atendido (porque nao 80 minutos?) o arbitro deveria esperar. E caso ele fosse substituido, levaria cartao antes de deixar o gramado (mesmo que de maca sem ficar de pé). Na minha opiniao, se a decisao de expulsa-lo foi tomada no momento da colisao, ao ver que o goleiro lesionado necessitaria de atendimento médico o arbitro ja poderia solicitar a retirada pela maca, assim sendo o jogo nao se retardaria. Isso sim faz sentido (concorda comigo, vai?). Portanto, neste quesito o Simon aplicou a lei da FIFA corretamente, porém infelizmente errou ao expulsar o RC (como também disse o comentarista de arbitragem da globo), pois chegavam 3 jogadores do SPFC no lance o que nao implicaria em lance de gol.

  • Marcelo Coelho

    Para você não achar que eu discordo de tudo.

    O lance do balão mágico também é claro, para mim. Gol ilegal, independente da bola ter ou não tocado no balão, interferiu e prejudicou o goleiro.

    Concordamos na primeira!

    Ah, eu acho que o Senado Federal é o lugar ideal para o Vanderlei Luxemburgo no momento. Lá estão seus companheiros ideais. Concorda com isso também?

    Saudações

  • FRED

    VCS JORNALISTAS SÃO INCRIVEIS.

    NUMA COPA QUALQUER, CRUCIFICARAM O ARBITRO Q DEU PENALTI DE JUNIOR BAIANO NUM JOGADOR DA DINAMARCA SE NAO ME ENGANO.
    DEPOIS UMA REDE DE TV MOSTROU A FALTA.
    NO CASO DO BALAO HA UMA IMAGEM Q DA IMPRESSÃO Q A BOLA DESVIA NO PE DO JOGADOR ADVERSARIO, Q PODERIA SER A VISAO DO ARBITRO.
    PORTANTO, NAO CRITIQUE!

    AK: Você é que é incrível. Vou usar caixa alta, como você: NÃO INTERESSA SE A BOLA DESVIOU OU NÃO NO BALÃO. SÓ O FATO DE O BALÃO ESTAR DENTRO DA ÁREA É SUFICIENTE PARA PARALISAR O LANCE. O ÁRBITRO ERROU. Uma outra coisa: procure saber quem foi o jornalista que afirmou que tinha sido pênalti do Júnior Baiano no Tore Flo (Brasil x Noruega, Copa de 1998), e levou pedrada até a imagem aparecer. Um abraço.

  • FRED

    KKKKKKKKKKK

    QUER DIZER SE TIVER UM PASSARINHO NA AREA ANULA O GOL

    HAHAHAHAHHAHAHAHA

    MENOS MENOS!

    AK: Fixação por passarinhos? Interessante. Vou te explicar como funciona: na regra do futebol, quando algo que não faz parte do jogo interfere numa jogada, essa jogada deve ser paralisada. Pegou? Um abraço.

  • Anna

    Se não me engano, o jornalista que viu a falta do Junior Baiano em Tore Flo é paulista, tem ascendência libanesa e o nome começa com a letra A. 😉

  • FRED

    PEGUEI.

    LOGO, SE O JUIZ VIU Q A BOLA NAO PEGOU NO BALAO, NAO HOUVE INTERFERENCIA.
    PEGOU?

    AK: Jesus… isso é o que você acha. Talvez você não se importe em estar absolutamente errado. A Liga puniu o árbitro por não cumprir a regra. Mas você pode pensar o que quiser. Um abraço.

  • FRED

    RSRS
    ANDREZINHO NAO FIQUE BRAVO.
    A LIGA PUNIU SIM. E DAI? VOLTAREMOS A TER UM NOVO JOGO? O LIVERPOOL RECEBERA ALGUM PONTO?
    A QUESTÃO É: O ARBITRO VIU OU NÃO A BOLA BATER NO BALÃO???
    NÃO TEMOS, AINDA, JUIZ ELETRONICO, PORTANTO…
    ABS!

    AK: Não, a questão não é essa. Pela última vez, amiguinho: não importa se a bola bateu ou não bateu no balão. Numa jogada na área, com um balão dentro da área, a interferência está clara. Se você não compreendeu isso ainda, provavelmente nunca compreenderá. Um abraço.

  • FRED

    Ah, não importa?
    Então ta.
    Se a bola não bateu no balão, qual a interferencia?
    Interferiu no que?

    AK: Como eu disse, foi a última vez. Talvez alguém aí te ajude. Um abraço.

  • FRED

    É, vc é o sr da razão. hehehehehe!

  • Marcelo Coelho

    FRED,

    Só o fato do balão estar na área já é o suficiente para tirar a atenção do goleiro e invalidar a jogada.Pelo menos é o que eu faria se fosse o árbitro. Se você prestar atenção no lance vai ver que o goleiro olha para o bolão, não para a bola oficial. Isso é um reflexo natural.

    Acho que se um passarinho pousasse na cabeça do goleiro e fizesse cocô nos seus dois olhos cegando-o momentaneamente também invalidaria a jogada. Um urubu fazendo ninho na bandeira de córner do outro lado do campo não invalidaria a jogada. Não sei o que diz a regra, é uma questão de bom senso.

    E por favor não pense que estou puxando o saco do André porque eu normalmente discordo mais do que concordo com ele. Neste ponto por exemplo acho que não precisaria de auxílio externo nenhum para ver o balão, menos ainda para saber se a bola bateu nele ou não, isso é irrelevante.

    Só estou tentando te ajudar a entender, não precisa concordar.
    Grande abraço

  • David

    Um dos problemas causados pela crônica falta de educação do brasileiro é questionar uma mudança porque ela não vai resolver TODOS os problemas. Se alguém propõe uma medida que vai diminuir 30% dos acidentes, não serve, porque não vai acabar com TODOS eles. Legalizar as drogas não serve porque só vai ajudar aqui e ali, não vai resolver TODOS os problemas. E ai ficamos sem fazer nada, esperando o messias que vai resolver tudo num passe de mágica.

    O André já disse várias vezes que o Apito Eletrônico não vai acabar com a fome no mundo e curar a gripe suína, mas pode ajudar a decidir da forma correta um bom número dos lances polêmicos (eu diria 9 de cada 10). E naqueles que não ajudar? Bem, também não vai atrapalhar, teremos a mesma situação que temos hoje. Mas sobrar um lance polêmico não pode. Ou resolve tudo, ou não serve pra nada.

  • Leonardo Pires

    Ô David, não sei de onde vc tirou essa estatística sua aí. De todo modo, a questão não é resolver todos os problemas ou sanar todas as dúvidas. O fato é o investimento/custo em relação aos benefícios auferidos. Eu, como já disse acima, e discordando frontalmente desses números por vc apontados, acho que o “apito eletrônico” vai deixar uma enorme qtde de lances ainda duvidosos. Daí porque não acredito na sua efetividade. E só para sanar uma possível ambiguidade num comentário meu acima, quero dizer que o caso não é de interpretação da jogada, mas de interpretação da norma. O André tem afirmado que a regra determina a paralisação do lance quando há interferência externa (ainda que quando perguntei isso inicialmente a ele não me tenha sido fornecido tal esclarecimento de maneira tão firme). Eu, primeiramente, pensei que seria possível o árbitro ter dito não existir regra obrigando a paralisação quando houvesse objeto estranho que interfira na jogada (como não há quando o objeto faz parte do jogo). Pelos posts do André, não foi essa a justificativa do juiz. Apesar da extensa conversa tida com o blogueiro em outro post, permaneço contrário ao “apito eletrônico”. Mas posso, quiçá um dia, “evoluir”.

    AK: Leonardo, por favor veja minha resposta ao próximo comentário do Marcelo. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Concordo com o Leonardo Pires, muito custo, muita confusão e pouca efetividade, os erros vão continuar.
    E honestamente, David, resolver 90% das dúvidas? Acho impossível? Será que o Michael Jordan tinha isso de aproveitamento em lances livres?
    Saudações

    AK: Custo? Não creio. Qualquer jogo que se preze, hoje, está na TV. Arrumar uma cabine para o “trio eletrônico” não deve ser tão complicado. Nem pagar mais três diárias.

    Confusão? O contato por rádio entre a cabine e o árbtiro em campo me parece simples. Atualmente, temos comunicação entre o juiz e seus auxilares, funciona bem.

    Efetividade? Essa é a parte que, para mim, é mais evidente. Em quantos jogos que vemos pela TV acontece um lance que a imagem não é conclusiva? Ao mesmo tempo, quantos erros da arbitragem a TV “esclarece” nesses jogos? Em minha opinião, a troca é muuuuuuuuuuuuuito vantajosa.

    Se, a cada jogo, houver um (o que é raro) lance que nem o “trio eletrônico” resolve, para quatro (o que é frequente) erros do árbitro corrigidos pelas imagens, estaríamos bem melhor.

    Um abraço.

  • Heitor

    André, aproveitando o assunto, como funciona a arbritagem eletronica no futebol americano? (iria pra caixa postal essa se nao fosse baseada no assunto ja tao discutido acima)

    AK: Os árbitros têm acesso ao replay. E os técnicos podem “desafiar” marcações que consideram duvidosas. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, a conversa está mesmo boa! Quando digo investimento/custo, refiro-me a tudo que envolverá a mudança para adaptação ao “apito eletrônico”. Daí porque a confusão mencionada pelo Marcelo Coelho faz parte do contexto. Sinceramente, não acredito que podemos resumir os cálculos a 3 diárias de árbitros e a locação de uma cabine. A mim me parece que a equipe envolvida para lidar com a paralisação de um jogo de futebol (por 30 segundos que seja) repetidamente (temos os desafios dos times envolvidos e a intromissão do trio eletrônico) terá que, necessariamente ser reforçada. Infelizmente, André, estamos no Brasil (e não vejam nisso nenhum sentimento de cachorro vira-lata, é só a expressão da nossa realidade) e até o policiamento precisaria ser reforçado. Imagine aquela massa, envolvida por sentimentos quase inexplicáveis, vendo uma falta a favor do seu time tranformar-se em lance contra ele! Imagine a posterior anulação de um gol marcado porque o bandeirinha (ou o trio) enxergara impedimento (pra entender o q estou dizendo, tem que conhecer a proposta do André). Eu fico imaginando o tumulto em que ia se transformar uma partida. Tudo isso, para mim, André, está incluído naquilo que eu chamei de investimento/custo (não se trata só de custo financeiro, mas digo de maneira geral). E, para não deixar de chamar o debate (lá vem…), o lance do Rogério no último San-São não me parece que seria sanado pela arbitragem eletrônica. Eu, por exemplo, vi os lances várias vezes e continuo achando que o Simon acertou. Vc, André, pelo que observei dos seus comentários, acha que ele errou. E vem a “santíssima trindade” dar o seu parecer. Se ela disser que o Simon acertou, vc se convencerá? A torcida se convencerá? Os analistas/especialistas se convencerão? Será que não vão se iniciar comentários indicando corporativismo? Acredito que, ao fim e ao cabo, chegar-se-ia à conclusão de que é muito barulho por nada…

    AK: Sobre o lance na Vila: qualquer que seja a decisão tomada por três árbitros, após a revisão da jogada, será uma decisão mais qualificada do que a minha ou a sua. E teremos de conviver com ela, porque ali não haverá ninguém “dando palpite”. Em todos os jogos, temos de conviver com decisões do árbitro em campo (num segundo, e sem replay), muitas vezes erradas. E se, em nossa suposição, a cabine do “trio eletrônico” precisar de segurança reforçada, que assim seja. É o que acontece com o vestiário do trio de arbitragem em todos os jogos. Eu compreendo perfeitamente, na posição de quem é contra a arbitragem eletrônica, a preferência por manter “a pureza do jogo”. Entendo que a transformação que aconteceria seja algo que incomode a muitos. Mas enquanto estivermos falando sobre o que funcionará e/ou não funcionará, acho que precisamos de mais informações reais. E acho que vale a pena tentar. Um abraço.

  • FRED

    Marcelo Coelho,

    Vc pode discordar de mim sempre. Não sou o sr da razão.
    A questão é: o juiz viu que a bola bate no balão ou não? Ha uma imagem de teve que quem olha tem a impressão q a bola bateu na chuteira do defensor do Liverpool. Poderia ser essa a visão do juiz?
    Vc diz q em qquer hipotese o balão atrapalharia. Ha jogo q vc quase não ve o gramado, so papel picado ou papel higienico, objetos alheios ao esporte, e nem por isso ha invalidação de lances. O balão desviou a bola ou a bola desviou o balão (questão de fisica)?
    Agora, dizer que o goleiro olhou o balão é muito. O goleiro estava ligado na bola, desde o começo da jogada, que foi do lado contrario ao que estava o balão.
    Abs.

  • David

    Digamos que não seja 9 em 10. Digamos que seja 3 em 10. Pra mim já valeria a pena tornar o futebol 33,3% mais justo. E o Santos teria sido campeão em 95.

    Para os que questionam os custos, vou jogar outra estimativa: o salário de um mês do vigésimo jogador mais bem pago cobre todas as despesas extras com apito eletrônico de todos os jogos das três principais ligas.

    Marcelo, o aproveitamento do Michael Jordan em lances livres, na carreira, foi 83,5%. Meu aproveitamento como amador era uns 60%. Baixo, mas melhor que o do Shaquille O’Neal :).

  • Marcelo Coelho

    Fred,

    Continuo achando irrelevante o fato de a bola ter batido ou não no bolão, ele atrapalhou a jogada tirando a atenção do goleiro. Para ilustrar melhor imagine você no gol, e a Luana Piovani passando nua na grande área…

    Quanto aos gramados cheios de papel higiênico, fosse eu o árbitro mandaria tirar tudo antes de começar o jogo. Ou jogar com bola amarela como se faz quando está nevando.

    Acho que no futebol o bom senso do árbitro é mais importante do que o replay.

    Essa discussão de “apito eletrônico” termina em breve. Antes de 2098.

    André,

    eu acho que tem muito jogo que se preza que não passa na TV!

    Abraço e paz para o dois, espero ter ajudado alguma coisa

  • Leonardo Pires

    Será que termina mesmo antes de 2098?! Brincadeiras à parte, são 2 posições válidas, cada uma com seus bons argumentos. E a paz continua vigorando! E o David parece que não compreendeu bem o que eu quero dizer quando menciono custos. É obvio que digo tb da parte financeira, mas refiro-me, também, a todos os desmembramentos que virão. Usando as palavras do Marcelo, “muita confusão e pouca efetividade”, fora os argumentos com que o próprio André nos municiou em resposta aí em cima. Ah, e não poderia deixar de dizer que os três árbitros biônicos não seriam mais do que palpiteiros oficiais… O que eu tenho afirmado está distribuído por aí nos comentários que fiz. Se vale a pena tentar, não sei. Pode ser que sim. Tenho postado as minhas sensações, que me indicam que não vai funcionar. Um dos grandes méritos aqui do blog do André é permitir e incentivar a participação interativa (e inteligente) de blogueiros e blogonautas (essa palavra é mesmo horrível!). Eu já disse isso aqui anteriormente e o André sabe disso, divergir não nos põe obrigatoriamente como adversários rancorosos. Debater, racionalmente, como o dono do blog aqui se propõe fazer (e o faz com categoria), só pode nos fazer evoluir.

    AK: É isso. Obrigado pela companhia. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    David,

    Perder de 83,5% para 60% para o Michael Jordan é bem razoável.

    Agora, em 95, se fosse preciso o Túlio faria mais dois. Um deles de mão, que nenhum replay pegaria.

    Vou lançar um partido contra o apito eletrônico, pela volta dos geraldinos e da cerveja nos estádios, e ainda proibindo jogos às 10 da noite.

    Será que alguém me acompanha?

    Abraço

    AK: A parte dos jogos às 22h vai ser difícil. Parece que houve um acordo: a TV para de falar em mata-mata, a CBF para de falar em mudança de horário. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    Marcelo, tô contigo. Mas eu apoiaria jogos aos sábados às 21h.

  • David

    Marcelo, o único ponto que eu apoiaria no programa do seu partido é a questão do horário dos jogos. É a prova de que as mulheres mandam nos homens: o futebol ter que esperar a novela acabar pra começar.

    O engraçado é que esse assunto é ponto pacífico: todo mundo concorda que os horários são absurdos e só prejudicam o futebol. Com exceção, é claro, da Globo, que é a única com poder de ditar as regras.

  • Marcelo Coelho

    David,

    Ou tudo ou nada! Apoio parcial nao aceito.
    Por enquanto acho que so o Leonardo Pires fechou comigo, certo?

    So para esclarecer, eu nao bebo em estadio, mas nao vejo problema em quem bebe. Na Europa bebe-se no estadio, e muito. Baderneiro, bebado ou nao vai em cana.

    De qualquer maneira ja somos dois, eu e o Leonardo Pires.
    Jogo no sabado as 21h ta valendo.

    Abraco

    PS: estou viajando, nao trouxe os acentos!

  • Leonardo Pires

    Marcelo, topo! Vamo cair pra dentro!

    Em tempo: eu bebo em estádio (bastante). Quero dizer, bebia, né…? No entanto, não faço baderna, arruaça nem aporrinho a vida dos outros. E tem sempre o ‘ do dia’ pra levar a galera de carro em segurança de volta pra casa.

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