NOTINHAS PÓS-RODADA (e um gol bizarro na Inglaterra)



(problemas técnicos impediram a atualização deste blog mais cedo. As Notinhas estão aí, atrasadíssimas. E com as devidas desculpas)

O Atlético Mineiro, novo vice-líder, foi o grande vencedor da rodada.

O Flamengo vem que vem.

E o Cruzeiro também.

As notas da trigésima jornada do BR-09:

* Os ex-são-paulinos Ricardinho e Diego Tardelli precisaram de menos de um minuto para produzir a sexta vitória (1 x 0 no São Paulo: Tardelli – 25.497 pagantes no Morumbi) fora de casa do Atlético Mineiro.

* O São Paulo (1V, 3E e 2D nas últimas seis rodadas) não perdia em seu estádio desde a primeira rodada do BR-08 (Grêmio, que era dirigido por Celso Roth).

* Pouco a dizer sobre o 0 x 0 entre Grêmio Barueri e Santos (3.688 pagantes na Arena Barueri), além de que os dois só se diferenciam nos gols-pró (49 a 43 para o Barueri).

* O Avaí ganhou (2 x 1 no Goiás: Leandro Euzébio, Léo Gago e Marquinhos – 7.680 pagantes na Ressacada) de virada, após uma derrota e três empates seguidos.

* O Goiás não vence (1E e 3D) em outubro.

* Quando Petkovic voltou à Gávea, em maio, a “leitura geral” era de que se tratava apenas de um acerto financeiro. Cinco meses depois, ele brilha no ataque do Flamengo (2 x 0 no Palmeiras: Petkovic-2 – 26.462 pagantes no Palestra Itália) ao topo da tabela.

* O líder não vence há 3 rodadas, e incrivelmente ainda tem 4 pontos de vantagem.

* Na rodada pré-clássico para os dois times, o Grêmio recebeu o Coritiba e fez (2 x 0: Souza e Perea – 13.341 pagantes no Olímpico) o que faz em casa.

* No domingo que vem tem Gre-Nal e Atle-Tiba.

* O Sport venceu (2 x 0 no Corinthians: Arce e Wilson – 21.143 pagantes na Ilha do Retiro) o primeiro de seis jogos em Recife, cruciais para a sobrevivência na Série A. Um deles será nos Aflitos.

* Neste momento, o Corinthians é um time com dupla personalidade no BR-09.

* O Fluminense foi buscar o empate (2 x 2 com o Internacional: Alecsandro, Gum-2 e Marquinhos – 28.138 pagantes no Maracanã), mas está de volta à lanterna isolada do campeonato.

* Se o Internacional cumprisse a meta de vencer os últimos 3 jogos, teria 53 pontos. Um a menos do que o lider. E uma vitória a mais.

* Acho que é seguro dizer que o Atlético Paranaense (3 x 0 no Santo André: Paulo Baier, Marcel-contra e Mracinho – 16.840 pagantes na Arena da Baixada) não cai mais.

* Pelo Atlético, só Marcinho (8) fez mais gols do que Paulo Baier (7).

* A melhor campanha do segundo turno somou a terceira vitória (Cruzeiro 1 x 0 Botafogo: Thiago Ribeiro – 28.504 pagantes no Mineirão) seguida, e está a 4 pontos da área-vip da tabela.

* O lance do impedimento mal marcado de Jobson, pouco antes do gol do Cruzeiro, era aparentemente fácil para o auxiliar.

* Roger perdeu um pênalti, mas o Vitória virou (3 x 1: Bruno Mineiro, Leandrão-2 e Jackson – 11.801 pagantes no Barradão) para cima do Náutico.

* O resultado completou a rodada de vitórias de todos os rubro-negros da Série A.

______

Imagine se isso acontece no Campeonato Brasileiro…



  • Anna

    Esse gol foi bizarro mesmo, mas creio que a partida possa ser anulada. Petkovic fez dois golaços e se Diego Souza não reagir, poderá ser o craque do Brasileirão ou o Bola de Ouro da Revista Placar…Ainda acredito no título do Palmeiras, porém o Flamengo tem chance de disputar o título se o Verdão bobear. Fiquei preocupada com Soares do Cruzeiro. O choque com o jogador do Botafogo foi horrível. Ele teve lesão cervical mesmo? Era isso.

    AK: Por sorte, ele só teve fraturas na mão. Mas o susto foi grande. Um abraço.

  • MARCELO SILVA CARVALHO

    André, não sei se você concorda, mas o Correa e o Ricardinho, além é claro do Tardelli, são os grandes nomes do galo nesta reta final. Os dois do meio campo deram uma qualidade no toque de bola e lançamentos nesta equipe do galo, além do fato de cadenciarem o jogo quando preciso, impressionantes. Olha, não é querer ser ufanista não, mas esse time do galo dá pinta de querer algo mais além da Libertadores. Mesmo porque, vencer uma equipe como a do São Paulo, após perder um clássico regional, não é para qualquer time, na minha opinião. O que você acha? E parabéns pelos comentários coerentes e sensatos. Como o do pai.

  • leonardo atleticano

    André, se o campeonato manter essa toada, a poucas rodadas do fim, clube candidato à título pode perder até a libertadores, impressionante esse campeonato. Meu Galo, jogou fora muitas oportunidades, teve um mês absolutamente desastroso e está à quatro do lider, a coisa vai pegar, se jogar até o fim como jogou sábado, não me preocupo em perder a vaga à libertadores e sonharei com o título. Tudo muito embolado, a única coisa que vc pode ter certeza que vai acontecer após a rodada, é a falta de humildade e arrogância do sr Murici, não sei como vcs aguentam, eu já tinha mandado a P.Q.P., o salário de vcs deve ser muito bom mesmo.

  • ita

    “”O Atlético Mineiro, novo vice-líder, foi o grande vencedor da rodada.”” Eu q ja critiquei tanto aqui tenho q dar a mao a palmatoria e parabenizá-lo por ser o único a afirmar o obvio, enquanto a imprensa esta oriçada com o IBOPE do flamengo.

  • Edouard Dardenne

    O critério de desempate que se segue ao nº de vitórias não é o saldo de gols? E, em sendo, não é isto que diferencia, a rigor, Santos e Barueri? O time da Grande SP tem saldo melhor do que o da Baixada. Um abraço.

    AK: Na sequência da tabela: PTS, J, V, E, D, GP, GC, SG. O primeiro número que diferencia a campanha dos dois é o de gols marcados. Nos critérios de desempate, claro, depois do número de vitórias vem o saldo de gols. Um abraço.

  • André,

    o segundo gol do Fla, no jogo de ontem contra o Palmeiras, você
    creditou ao Ronaldo Angelim, ao contrário do restante da imprensa, que
    alega gol olímpico de Petkovic. Vc confirma essa informação pq, sei
    lá, confirmou na súmula ou apenas uma confusão??

    Parabéns pelo seu excelente blog e seus sempre excelentes e
    bem-humorados textos.

    Daniel Farinha

    PS: Sobre o gol que o Liverpool tomou:
    Se quem tomasse o gol fosse…
    …o Atlético Mineiro, diriam que o árbitro era o Wright.
    …o Botafogo, chororô na certa.
    …a Portuguesa, iria ser confirmado o gol.
    …o São Paulo, perseguição da imprensa.
    …o Flamengo, favorecimento da CBF.
    …Grêmio, Internacional ou Cruzeiro, seria bairrismo do eixo Rio-SP.
    …o Fluminense, culpa da briga entre diretoria e patrocinador.
    …algum time dirigido pelo W(V)anderlei(Y) Luxemburgo, ele ia matar o árbitro.
    …algum time dirigido pelo Muricy Ramalho, ele ia matar a imprensa…

    AK: Na ficha que eu consultei, logo que o jogo acabou, aparecia o gol dado para o Angelim. Não sei se por erro de quem fez. Depois mudou, e eu não vi. Falha minha. Um abraço.

  • Paulo Sérgio de Barros Junior

    André, não me lembro exatamente da última derrota do tricolor paulista em seu estádio pelo Brasileirão, mas essa sua informação está um pouco equivocada, e lhe explico o porquê: O São Paulo perdeu em seus domínios para o Grêmio de Celso Roth na primeira rodada do primeiro turno de 2008, e não do segundo turno. Assim sendo, acredito que o tricolor tenha perdido em casa depois desse jogo, visto que fez um primeiro turno meio cambaleante ano passado, vindo a ficar invicto após a derrota para o Grêmio, no Olímpico, na primeira rodada do segundo turno. Se ainda assim a última derrota tricolor foi para o Grêmio em casa no primeiro turno do ano passado, fica a lembrança apenas que esta não ocorreu no returno. Um abraço e continue assim, pois tenho muito gosto em ler teu blog, além de vontade de criar o meu próprio, para escrever colunas sobre futebol.

    AK: Confusão minha, já corrigida. A última derrota do São Paulo em seu estádio, pelo Campeonato Brasileiro, foi mesmo para o Grêmio, na estreia em 2008. Um abraço.

  • Cruvinel

    O juiz devia ter anulado esse gol do campeonato inglês…. nada a ver validar um gol desse jeito rsrsrs

    ps.: De um flamenguista mais do que feliz!

    Vovô Pet tá jogando muito! VAMOS MENGÃO!

  • Anna

    André, esse jogo do Denver e do San Diego na NFL tem a imagem tão bonita, tão nítida, que parece que tenho Espn HD, mas eu não tenho! E acabei de ver um touchdown ao trocar de canal pois acompanhava o Linha de Passe. A NFL é demais! Abraço, Anna

  • Por que nenhuma equipe parece querer ser campeã brasileira? Ou pelo menos não parece querer jogar para tal?
    Incrível a sequência de maus resultados de todos os times da parte de cima da tabela. Acho que eles ficam brincando de “toma que a taça é sua. – não, é sua. – não, pode ficar, faço questão”.

  • Massara

    Se isso acontece no campeonato brasileiro, o STJD suspenderia o garoto da bola vermelha por 120 a 360 dias.

    Rs…

    Abs.

  • Pedro Valadares

    hehehehe! Excelente o comentário do Daniel Farinha. O meu Timão é time que parece estar jogando pelada de fim de semana. Se o adversário entra na onda, o Timão até ganha, mas se joga mais sério e determinado, o Timão vira presa fácil,fácil!

  • kappen

    tô ligado que teus posts atrasam de vez em quando porque a IUPST precisa aprová-los.

    se aquele gol fosse no gre-nal, o trio de arbitragem não sairia vivo…

  • Hey André!

    Eu ainda não havia visto o lance, mas sabe o que eu acho que o árbitro interpretou? Que a bola bateu no pé do defensor do Liverpool, e não no balão. Por isso ele validou o gol.

    Abraço!

  • Jovaneli

    André, como você viu aquele caminhão chamado “New Orleans Saints” que passou por cima do NY Giants? Eu gostei. Acho que o Saints está muito forte. Bater assim no Giants não é para qualquer time. Já sonho com superbowl. Exagero meu? Abraço.

    AK: SB? Não sei… mas você está certo sobre o nível de um time que ganha assim do NYG. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, ainda em relação ao “gol do balão”, no Campeonato Inglês. Ontem, no Linha de Passe, ao assistir às imagens em câmera lenta, ficou claro que a bola entrou direto; o zagueiro é que chutou o balão. Assim sendo, o que diz a regra? Haja vista que a bola entrou direto no gol, sem resvalar no balão, o gol é valido? Ou tendo em conta que o zagueiro, ao chutar o balão, desviou a atenção do goleiro, o gol deveria ter sido anulado? E se a bola tivesse batido mesmo no balão e entrado no gol?

    AK: A Premier League considera que o gol deveria ter sido anulado. O árbitro foi punido, vai apitar na segunda divisão. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, (ainda sobre o tal gol bizarro) mas e o que diz a regra? Vc chegou a pesquisar?

    AK: Sim. Não há nada nas regras, especificamente sobre episódios como esse. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, então injustiças com o árbitro não acontecem somente cá nos trópicos… E, para não deixar de chamar o debate, esse é um típico caso que a arbitragem eletrônica não resolveria. A gente ia assistir, saber o que aconteceu e o juiz ainda assim poderia decidir discricionariamente… Se as regras são omissas, resta-nos a interpretação. Interpretação que, no mais das vezes, não pode ser mudada nem com imagens de TV.

    AK: Discordo. E não acho que houve injustiça com o árbitro. Tinha um objeto estranho no campo, que interferiu num lance de gol. O caso seria resolvido pela eletrônica, pois o “trio eletrônico”, na cabine, veria o que aconteceu e tomaria a decisão correta. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, por que a decisão correta seria anular o gol? A meu ver, se não há nada estabelecido nas regras, a decisão fica por conta da interpretação do árbitro. E, portanto, ele poderia tanto ter anulado o gol como tê-lo validado. Foi exatamente por isso que te consultei quanto à existência de dispositivo legal sobre tal situação. Se nas regras constasse que o gol deve ser anulado quando houver objeto estranho no campo que interfira no lance, eu seria o primeiro a condenar o árbitro. Estou me amparando exclusivamente na informação que vc me passou sobre as regras.

    AK: Os árbitros são orientados a paralisar o jogo quando há uma presença estranha no campo. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Como o caso seria resolvido pela eletrônica se isso não está previsto na regra? Inventariam a regra na hora?
    André, às vezes você parece deslumbrado com esse troço de eletrônica no futebol. Esquece isso rapaz, o futebol tem um milhão de coisas mais importantes do que isso.
    Abraço

    AK: Há muitas coisas no futebol que não são contempladas com um texto específico na regra, mas em orientações para a arbitragem. Alguns especialistas já se manifestaram sobre esse caso, como já escrevi aqui: quando há presenças estranhas no gramado, seja um torcedor que invadiu ou um objeto que entrou no campo, o jogo deve ser paralisado pelo árbitro e reiniciado com bola ao chão. Portanto, a Premier League considera que o árbitro do jogo errou por validar o gol. Ok?
    Agora, a eletrônica: apenas respondi ao questionamento do Leonardo, falando, obviamente, de uma situação hipotética. Se houvesse o apito eletrônico neste jogo, o futebol teria a ganhar porque os árbitros com acesso às imagens teriam melhores condições de tomar uma decisão e auxiliar o árbitro em campo. Só que há uma “pegadinha” nessa história: o juiz teria declarado que a bola do jogo não bateu no balão, e sim num jogador da defesa. Portanto, ainda que houvesse um objeto estranho na área, a bola não desviou nele. Pessoalmente, não acho que esse argumento vale, porque um balão vermelho perto do gol evidentemente está interferindo no lance (e, lembremos, há a orientação para interromper a jogada). Mas é outra questão que a eletrônica ajudaria a esclarecer. Marcelo, não pretendo te convencer de nada, nem pretendo que você concorde comigo. Pensamos de forma diferente sobre esse assunto, e não há problema nenhum nisso. Não sei de onde você tirou essa história de deslumbre. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, agora vc esclareceu melhor ao acrescentar que há orientação – acredito que mundial – para paralisação (sei do cacófato…) da partida quando há presenças estranhas em campo. A partir daí posso, talvez, concordar com a punição do árbitro por não ter anulado o gol. De todo modo, permanecemos, amistosamente, em lados opostos no que diz respeito a muitos aspectos da ‘arbitragem eletrônica’. A idéia de chamar o debate se deu porque acho que, a partir das polêmicas, podemos construir novos e mais aperfeiçoados pensamentos. É meio que aquela idéia da dialética de Engels. Às vezes, realmente as pessoas confundem isso com uma inimizade pessoal, como se fosse obrigatório haver rancor nas divergências. O que é uma bobagem, como vc mesmo dissei aí em cima!

  • Marcelo Coelho

    André,

    Parece deslumbre porque você fala disso como se fosse a coisa mais importante do futebol. Eu acho que existem um milhão de coisas mais importantes. Posso enumerá-las se você quiser!

    Quando ao gol, se eu fosse o árbitro teria paralisado o lance assim que visse o “discreto” balão vermelho na área. É evidente que ele interferiu na jogada, mesmo que a bola não batesse nele. Em que a eletrônica seria útil? Na minha opinião: Nada. Você disse que o caso seria resolvido pela eletrônica. Ora, se um árbitro precisa de auxílio para saber que um balão daquele tamanho atrapalha a jogada, não apita nem a pelada do meu condomínio.

    Não quero usar o seu blog para ser chato, você tem meu e-mail e pode me escrever se eu for inconveniente. Só gosto de discutir educada e democraticamente quanto ao que divergimos radicalmente. Escrever só para elogiar acrescentaria muito pouco ao blog.

    Grande abraço, obrigado pelo espaço

    AK: A eletrônica só entrou nessa conversa por causa da pergunta do Leonardo, que copio abaixo:

    ______

    André, então injustiças com o árbitro não acontecem somente cá nos trópicos… E, para não deixar de chamar o debate, esse é um típico caso que a arbitragem eletrônica não resolveria. A gente ia assistir, saber o que aconteceu e o juiz ainda assim poderia decidir discricionariamente… Se as regras são omissas, resta-nos a interpretação. Interpretação que, no mais das vezes, não pode ser mudada nem com imagens de TV.

    AK: Discordo. E não acho que houve injustiça com o árbitro. Tinha um objeto estranho no campo, que interferiu num lance de gol. O caso seria resolvido pela eletrônica, pois o “trio eletrônico”, na cabine, veria o que aconteceu e tomaria a decisão correta. Um abraço.

    ______

    Meu ponto não vale apenas para essa situação, e sim para todas em que o árbitro precisar de auxílio para dirimir uma dúvida.

    Independentemente da opinião, comentários como o seu são sempre bem-vindos. Só não entendi a parte do deslumbre.

    Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    André,

    Acho que é deslumbre porque você escreve do auxílio eletrônico como se fosse a panacéia dos males da arbitragem. Você mesmo escreveu:”… o “trio eletrônico”, na cabine, veria o que aconteceu e tomaria a decisão correta”. Ora bolas, um balão daquele tamanho precisa de eletrônica? De replay? Se o árbitro não o viu, óculos nele! E quem garante que eles tomariam a decisão correta?

    Toda rodada temos lances vistos por replay e discutidos ad nauseum sem conclusão!

    Concordo com o comentário do Leonardo: “Interpretação que, no mais das vezes, não pode ser mudada nem com imagens de TV”.

    Um abraço, do seu leitor que adora eletrônicos, mas fora das quatro linhas.

    AK: Como assim “Se o árbitro não o viu, óculos nele!”?? O gol foi ilegal, o jogo teve um resultado que não deveria ter. “Óculos nele” não resolve o problema deste jogo. E isso é inadmissível no futebol de hoje, porque existe tecnologia para evitar que aconteça. Simplesmente inadmissível.

    “E quem garante que eles tomariam a decisão correta?” Ué, você não viu, pela TV, que o balão interferiu no lance? Você não tomaria “a decisão correta”? É aí que discordamos, Marcelo. Você afirma que a tecnologia “não resolveria todos os problemas de erros de arbitragem”. Pois bem, nada é capaz de resolver todos os problemas de erros de arbitragem. Mas é inegável que a TV esclarece a gigantesca maioria dos lances duvidosos. E os esclarece em questão de 20 segundos, como foi o caso desse jogo na Inglaterra. Você, em casa, não precisou de dois replays para ter certeza de que o lance deveria ter sido paralisado. Árbitros numa cabine do estádio, vendo o que você viu, chegariam à mesma conclusão.

    O argumento de que “a tecnologia não estaria disponível em todos os jogos de futebol do planeta”, a meu ver, é tão frágil quanto o que diz que “o erro humano faz parte do futebol, o torna romântico”. A tecnologia estaria disponível em todos os jogos de futebol onde se tomou a decisão de usá-la, porque não se aceita que erros de arbitragens, corrigíveis num instante, decidam jogos e campeonatos.

    A tecnologia precisa ser utilizada para auxiliar a arbitragem no futebol. Situações como a do fim de semana, na liga mais valorizada do mundo, são ridículas.

    Essa é a minha opinião, e é bem diferente de deslumbre. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    O imenso balão vermelho na grama verde do campo de jogo era visível em qualquer lugar do estádio. Ninguém precisou de replay para ver que ele entrou em campo e prejudicou a jogada. Um árbitro que precisa de ajuda para anular um lance como aquele não pode apitar jogos de futebol, nem amador.

    Nesse caso especificamente a eletrônica era absolutamente dispensável.

    Cresci assistindo futebol no Maracanã, no Campo do Estrela e gosto dele assim, exatamente como é. O argumento de que ele é igual no momento inteiro é frágil para você. Para mim ele é a essência do esporte, simples de entender, fácil de jogar e de reproduzir em qualquer lugar. Por isso Gana é campeã mundial de Futebol, por isso Camarões já fez sucesso em Copa do Mundo. Por isso se joga futebol na Tailândia, na Grécia e no Usbequistão, sempre do mesmo jeito.

    Para quem gosta do show da NBA, NFL, US Open e outras pirotecnias bacanas o futebol deve ser mesmo um esporte popularesco demais.

    O futebol é simples demais, fácil demais, popular demais, não muda nunca, é sempre a mesma coisa. E isso é sensacional!

    Sou contra a eletrônica, sinto falta dos geraldinos com radinhos de pilha no Maracanã, de cerveja nos estádios. Mas a tendência é de substituir o futebol pelo show, trocaram o geraldino por cherleaders, as arquibancadas pelos camarotes, trocaram os dribles do Garrincha por jogadores-modelos como Beckham e Cristiano Ronaldo, jogos às 10 de noite, ou ao meio dia. Já tem até juiz apitando falta de jogador que dribla muito. Tudo para agradar à TV, ao show.

    Em breve teremos a eletrônica nos estádios, claro. E os erros de arbitragem vão continuar, mas com muito mais glamour.

    Grande abraço, novamente agradeço o espaço.

    PS: temos quase a mesma idade, não sou um velho nostálgico e rabugento.

    AK: Sobre o PS: nunca o imaginei assim. Obrigado e um abraço.

  • Leonardo Pires

    Nesse caso, André, acho que o Marcelo Coelho apreendeu melhor o substrato do meu comentário. Pra mim, o árbitro viu o balão e decidiu, voluntariamente, validar o gol. O árbitro não precisaria de auxílio para sanar dúvida simplesmente porque ela não existiu. Daí porque o meu primeiro comentário que deu seguimento a tudo que discutimos até agora. Pela regra, o árbitro deve, obrigatoriamente, anular o gol? Vc me disse que não. Há, entretanto, tb de acordo com resposta que vc forneceu, orientação para que o jogo seja paralisado quando há objeto estranho em campo. Daí pergunto: orientação de quem? É somente uma orientação ou uma ordem? Isso porque se é uma mera orientação a que o árbitro pode ou não seguir, o trio de árbitros da cabine não poderia mudar a decisão do árbitro de campo. É decisão que cabe a ele, não consta na regra, não é lei. O juiz tem livre arbítrio para decidir. Bastaria ele dizer: “eu vi o balão, ele pode ter interferido na jogada, mas não há norma que determine a anulação do gol porque um objeto estranho interferiu no lance”. Vc pode até achar a lei esdrúxula ou omissa, mas ainda assim é a lei. Por esse motivo permaneço afirmando que a arbitragem eletrônica, nesse, como em muitos outros casos, não resolveria o problema. Desse modo, seguimos em lados opostos nessa questão.

    AK: Eu te respondi que não há “nada específico” na regra. Porém, a regra número 5 trata desse tipo de situação, de forma geral:

    “Law 5 – The Referee

    The Authority of the Referee

    Powers and Duties

    • stops, suspends or abandons the match because of outside interference of any kind”

    “Paralisa, suspende ou abandona o jogo por causa de interferência externa de qualquer tipo”.

    Quando falo em orientação, é do International Board. Os árbitros devem paralisar uma jogada que sofre interferência de um objeto estranho. Portanto não se trata de algo opcional. O que aconteceu na Inglaterra foi um erro absurdo, de um árbitro que simplesmente não aplicou a regra. Após o jogo, ele declarou que validou o gol porque a bola (do jogo) não desviou no balão, e sim um jogador do Liverpool. Na verdade, as duas coisas aconteceram. E mesmo que a bola não tivesse desviado, um balão vermelho dentro da área, durante uma jogada na área, obviamente é uma interferência. A declaração do juiz foi a única saída que ele encontrou para que não ficasse evidente que ele desconhecia a regra. Quando digo que o “trio eletrônico” resolveria o problema, é porque ele corrigiria o erro do árbitro em campo. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    André, o debate é interessante. Eu ainda continuo sendo contra a tal “arbitragem eletrônica”, assim como sei que vc continua a favor dela. É certo que em alguns casos (poucos a meu sentir) esse sistema poderia ajudar, mas eu não fui convencido de sua conveniência no futebol. O trecho da regra que vc citou me parece meramente descrição dos poderes que o árbitro possui. É dizer, ele tem autoridade para “paralisar, suspender ou abandonar (?) o jogo por causa de interferência externa”. Não que ele seja obrigado a fazê-lo. De todo modo, é sempre bom debater com bons argumentadores. E, como diria vc, um abraço.

    AK: Leonardo, independentemente do tema da nossa boa conversa, a jogada deveria ter sido paralisada. É obrigação do árbitro. Um abraço.

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