COLUNAS DOMINICAIS



Sim, duas.

Além da de sempre, hoje está aqui a do PVC, sobre a emboscada aos pontos corridos.

Bom domingo.

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(publicada ontem, no Lance!)

ESPELHO, ESPELHO MEU

Ninguém (deixe-me repetir: ninguém) é bonito ao olhar-se no espelho, logo pela manhã. Tenho certeza de que você sabe disso. Mas, como dizem os médicos, a qualidade do sono tem um papel decisivo na imagem refletida diante do olhar, ainda embaçado, de seres humanos recém-despertos.

Sabe aquele rosto inchado, muitas vezes marcado pela posição do travesseiro, resultado de uma longa e tranquila viagem pelo território de Morfeu? É Dunga.

E a cara maltratada pelo pouco descanso, os olhos avermelhados querendo se fechar, a cabeça que lateja implorando por um tempo no piloto automático? Maradona (por favor, sem absolutamente nenhuma conotação maldosa).

Enquanto a Seleção Brasileira olha para os dois últimos jogos das Eliminatórias apenas como compromissos formais (apesar da visita de hoje às alturas bolivianas) com a tabela, a Argentina enfrenta uma crise de hipertensão nacional.

Há uns quinze dias encontrei um jornalista argentino, meu camarada. Ele acha que a Celeste y Blanca irá à Copa de 2010, mesmo com o alto risco de repescagem. O problema é o que acontecerá na África do Sul. A Argentina já percebeu que o experimento com Maradona deu errado, que o segundo maior jogador de futebol da história da humanidade não conseguiu se transformar num técnico. O imortal Diego é um motivador que pode estar no final de seu prazo de validade. Quanto tempo duraria o discurso de que “é preciso morrer pela camisa”?

Pelo visto, pouco. E é curioso que, lá, reclame-se tanto da relação dos jogadores com “a camisa”, quanto aqui. Sempre achamos que fosse um problema só nosso… mas, enfim, é preciso mais. E Maradona não tem como oferecer mais. Os jogadores já descobriram que precisam se virar. Tanto que, de acordo com a imprensa argentina, não foi a voz do técnico a mais ouvida no vestiário de Rosário, no intervalo da derrota para o Brasil. Foi a de Juan Verón, com orientações sobre posicionamento.

Os problemas também vêm de cima, com os recados de Julio Grondona, chefão da AFA, de que se a Argentina for ao Mundial, Maradona não será o técnico. Parece loucura, pois como será possível tirá-lo do cargo, com a vaga nas mãos?

Talvez o sinal mais claro de que o professor Maradona está perdido seja o número de jogadores convocados: 78 para 13 jogos. Dunga, só como comparação, chamou 81 para 50 jogos. Meu camarada argentino está certo quando diz que “o Brasil claramente tem um time, e Dunga sabe o que está fazendo”.

O momento mais interessante de nossa conversa veio quando ele disse “imagine a cabeça de Messi, que recebe orientações táticas de Guardiola no Barcelona. Ou de Zanetti, que ouve Mourinho. Aí eles chegam na seleção…”. Ponderei que, lá atrás, os mesmos questionamentos poderiam ter sido feitos com relação aos brasileiros que jogam nesses clubes e na Seleção. Ele respondeu que os resultados provam que não. É verdade.

Para Maradona, os resultados definitivos serão os de hoje, em Buenos Aires, e quarta-feira, em Montevidéu. Enquanto isso, Dunga conta os carneirinhos.

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(publicada hoje, na Folha de S. Paulo)

PAULO VINICIUS COELHO

Que negócio é esse?


Nem tudo o que é bom para o futebol brasileiro é necessariamente bom para a televisão, e vice-versa


TERÇA-FEIRA passada, dia 6, Marcelo de Campos Pinto participou de um dos seminários da MaxiMídia, em São Paulo. Trata-se, você sabe, do diretor da Globo Esportes, sempre disposto a mudar o Brasileirão de pontos corridos e voltar ao modelo dos mata- -matas. Mas o assunto em pauta no seminário era Copa de 2014. Da mesa, além do diretor global, participavam J. Hawilla, proprietário de retransmissoras da Rede Globo no interior paulista, Paulo Saad, representante da TV Bandeirantes, e Júlio Casares, ex-diretor de marketing do São Paulo, pela TV Record.

No meio do painel, Marcelo de Campos Pinto colocou um assunto em pauta, do nada.
“Futebol não é entretenimento. É negócio. E, por isso, precisamos tomar muito cuidado com o atual formato do Brasileirão. Estamos largando dinheiro na mesa”, declarou, referindo-se a quantias supostamente desperdiçadas.

Imediatamente, Júlio Casares retrucou. Disse que o diretor da Globo quer discutir um modelo consolidado. Ouviu a tréplica: “Você acha que esse modelo funciona porque o São Paulo é tricampeão”.
J. Hawilla, concessionário da Globo, e Paulo Saad, da Band, parceira global nas transmissões do Brasileirão, apoiaram Campos Pinto.

Na véspera, segunda, o diretor da Globo participou de reunião no Clube dos 13 e de novo tentou emplacar os mata-matas. O Painel FC, nesta Folha, já deixou claro que o lobby pelo fim dos pontos corridos tenta se fortalecer. Na segunda, os dirigentes ouviram divididos o discurso global. Há os que gostariam de voltar aos mata-matas. Especialmente os que não se aproximaram da luta pela taça nos últimos seis anos. Mas, de modo geral, a ideia não foi bem recebida. “Hoje, há maioria, entre os dirigentes de clubes, pela continuidade dos pontos corridos”, diz o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo.

A Globo quer mais do que o fim dos pontos corridos. Quer a diminuição dos Estaduais e o fim da Copa Sul-Americana, ou pelo menos a exclusão dos maiores clubes do país do torneio. Como a CBF já divulgou o calendário de 2010, não há hipótese de mudança no ano que vem. Mas haverá novas batalhas até 2011. Uma delas: o C13 comprometeu-se a encomendar pesquisa para entender o que o consumidor final, o torcedor, julga dos pontos corridos e dos mata-matas.

“Precisamos ouvir nossos patrocinadores, porque, se colocarmos tudo na mesa, eles pagam mais do que a Globo”, diz Belluzzo. O presidente alviverde é favorável ao debate. Ao debate, não à imposição. Se o argumento da Globo prega “futebol é negócio”, é necessário entender de que negócio se está falando. Se o negócio é o futebol, os clubes melhoraram suas receitas com bilheteria e seus contratos de patrocínio na era dos pontos corridos. Também acabaram com o risco da eliminação em novembro -eram dois meses sem atividade, pagando salário e 13º aos atletas.

O que é bom negócio para o futebol não é necessariamente bom para a TV, e vice-versa. Por isso, se é a Globo quem faz força para os mata-matas voltarem, a pergunta é: ela pensa no bem do futebol ou da TV?

Afinal, que negócio é esse?



  • Fábio

    É muito fácil resolver isso. É só fazer como na Europa. Dois campeonatos nacionais paralelos (na Inglaterra são três). Um em turno e returno com pontos corridos que seria o verdadeiro Campeonato Brasileiro e o outro a Copa do Brasil, no sistema de mata-mata, do início ao fim, encerrando-se os dois campeonatos em novembro (de acordo com o calendário atual), podendo incluir ainda os clubes brasileiros que participam da Libertadores, pois a mesma já terá se encerrado.

    AK: Também acho que a Copa do Brasil contempla o mata-mata, e o BR com pontos corridos é o melhor formato para descobrirmos qual é o melhor time do país. Um abraço.

  • Anna

    Pensa só na TV. O sistema de pontos corridos é um sucesso e já provou isso por vários campeonatos. Quanto à coluna do Lance! bem pertinente depois do jogo heroico e sobrenatural de ontem envolvendo a seleção argentina. Aconteceu de tudo no Monumental de Nuñes, uma partida de muita emoção. Quero ver a Argentina na Copa e o jogo de quarta, promete! Bom domingo e bom feriado, Anna

  • David

    Bem, só nos resta torcer a favor do bom senso e contra a Globo. Mudar a forma do Brasileiro agora, que desde 2006 mantém o mesmo formato com o mesmo número de clubes, sendo a maior sequência com uma mesma fórmula na história, seria o equivalente a interromper o ciclo de democracia que se iniciou na década de 80 com um golpe de estado. Um retrocesso que desanimaria quem é otimista em relação ao Brasil.

  • Alex Manga

    Concordo com o professor Belluzzo. O diálogo deve acontecer. A tv é parte importante da receita dos clubes e deve ser ouvida. O peso da Globo é imenso. Até porque muitos clubes recorrem a ela em momentos de aperto financeiro. Adiantam desta maneira cotas do próximo campeonato. Mas ela não pode simplesmente bater o pé e dizer que tem que mudar, ou melhor, voltar ao modelo anterior.
    Eu sou contra o modelo de mata-mata. Ele é válido em Libertadores, na Champions ou na Copa do Brasil. Campeonatos nacionais devem ser por ponto corrido. Se até o (meu) Flamengo, o clube que mais deve e notoriamento o mais desorganizado do Brasil, conseguiu melhorar seu desempenho e vem brigando por Libertadores e, ocasionalmente, pela liderança outros também podem.
    E será que a Globo tem explorado de maneira adequada o campeonato ou só quer ganhar $$$ de maneira mais fácil?

    AK: Onde assino? Um abraço.

  • Roberto

    Nem é preciso indagar se a Globo está preocupada com os clubes ou com o $$ envolvido. A resposta é muito clara.
    Tá na hora é dos clubes se organizarem e sentarem pra negociar cotas de patrocínio mais altas, ou simplesmente mudam a emissora que as paga. Tenho certeza que com essa gana da Record de querer ser a 1ª em tudo, ela pagaria mais do que paga atualmente a Globo pela transmissão dos jogos, e em horários que seriam mais justos tanto para jogadores quanto para expectadores.
    Esse assunto ainda vai render muito..

  • Os formatos como estão hoje no Brasil estão bem consolidados. O problema é na Conmebol, que os campeonatos são desequilibrados. A Sul-Americana não devia ter trocentos brasileiros, nem Boca e River com vaga vitalícia, mas somente 4 desses 2 países e 2 do resto e acabou, buscando uma similaridade à Liga Europa (antiga Uefa), enquanto que a Libertadores é o máximo torneio. Sobre o texto em si, as informações trazidas pelo PVC, bem como sua defesa dos pontos-corridos, embasado em dados jornalísticocs, é um primor. Fantástico. Saudações.

  • Marcelo Durão

    Após anos e anos penando, vendo grandes times, aí posso com toda certeza incluir o meu querido Galo, serem eliminados ou perdendo títulos em apenas um jogo; vendo arbitragens prá lá de suspeitas nos tirarem o sonho do título em apenas um jogo, ou mesmo o time jogando mal apenas em um jogo e perder o título, temos de 2003 prá cá visto que na maioria absoluta das vezes (acredito que a exceto por 2005 e alguns jogos em 2008) os vencedores foram os melhores. Até nosso maior rival, o Cruzeiro, mereceu dentro de campo vencer o campeonato do início ao fim.
    O que me pergunto é: por quê o campeonato não foi vendido p/ a Record, que quis comprar há pouco tempo e me parece pagando até mais do que a Globo? Será que a “Vênus Platinada” está com receio de que os clubes se fortaleçam (através de patrocínios, programas sócio-torcedor, bilheterias, etc.) e percam esta dependência atual? Pelo que eu saiba praticamente todos os clubes antecipam receitas com ela, logicamente efetuando “módicos” descontos…
    Gostaria, como torcedor fanático que me considero, que tenha uma corrente forte por parte dos “Homens de Bem” que lidam com o futebol: NÃO Á VOLTA DOS MATA-MATAS.
    Que os clubes se fortaleçam, busquem sempre variadas fontes de receitas e que um dia cortem este terrível “cordão umbilical” que os liga à Globo, que, por exemplo, marca jogos p/ as 22:00h, exige sempre a transmissão de jogos dos clubes de SP e RJ (acho até que as torcidas dos grandes clubes tipo Fla e Cor são até pequenas, tamanha imposição histórica das transmissões de jogos, especificamente desses clubes) e muda data e hora dos jogos a seu bel prazer.
    Ia me esquecendo, está ótimo ver a cara de grande parte da grande mídia de SP e RJ, reconheço que meu Atlético Mineiro (o legítimo) esteve mal durante muito tempo, mas preparem-se, pois o GIGANTE DE MINAS ACORDOU. Quase não têm falado sobre nosso time, vamos mineiramente comendo pelas beiradas, e quem sabe não buscamos (quero dizer mesmo, bicamos) o título deste ano? Apesar do que “só mesmo um desastre tira o título do Palmeiras”…
    Qualquer afirmação ainda e prematuro p/ o desfecho final deste campeonato.
    Felicidades, e, por favor, empunha a bandeira pela manutenção do campeonato por pontos corridos.

  • Leonardo Pires

    Peraí. Esse post merece maior reflexão e debate aprofundamento. Essas opiniões apressadas e superficiais carecem de embasamento. Tá parecendo, até, que vai chover “granito” novamente… A coluna do PVC traz ambiguidades (ou, no mínimo, obscuridades) que nem os nós que ele tenta nos dar com os números guardados naquela magnífica caixola são capazes de desmentir (ou clarear). Afinal, futebol é ou não “negócio”? E se o é, de que tipo se trata? O Beluzzo mesmo, de acordo com a coluna, afirmou ser necessário ouvir primeiramente os patrocinadores… De certo modo, contudo, a Globo está, ao menos por um lado, a favor do que vc, André, e mtos jornalistas defendem: diminuição ou fim dos estaduais. Coisa que, relembre-se, o Zé Trajano repudia veementemente. E essa questão de clube pagando salário de jogadores mesmo quando já desclassificado do Brasileiro, não cola. Há de existir planejamento administrativo e financeiro pra isso! Eu já disse aqui o que penso: pra mim, pontos corridos no início e mata-mata a partir das quartas.

  • Érico

    Defendo o modelo do campeão do turno contra o do returno. Se um terceiro time não for campeão de nenhum, mas fizer mais pontos na soma dos turnos, faz-se um triangular. Se alguém levar os dois, é campeão.
    Discordo da tese de que os pontos corridos premiam o melhor. Premiam o mais regular, que é um tipo de competência que pode ser exigida. Não a única. Ser time de chegada, com capacidade de decidir, também é um tipo de competência.

    AK: É um tipo de competência que só vale num formato que não premia o mais competente, por mais tempo. Não é o sistema certo para eleger o melhor time de um país. Na minha opinião, claro. Um abraço.

  • Dennis

    André, mesmo sendo fora do assunto do post, não dá para deixar de comentar a coluna do Tostão hoje na folha; um cara que abre mão publicamente de 400 mil reais tem que ser f….., ou não?

    AK: Tem. E é. Bem lembrado. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    André,por favor,me responda a uma pergunta:

    O presidente da CBF admitiu,a poucos meses,que o calendário brasileiro poderia se adequear ao europeu,pois assim os clubes não ficariam desfigurados no meio da mais importante competição nacional.Poderia.

    Como está escrito acima,a CBF já divulgou o calendário para 2010.Presumo eu que nos moldes atuais.

    Esse assunto,equiparação do nosso calendário com o europeu,ainda está em voga?Existe a real possibilidade que isso aconteça?E se isso acontecer,os clubes brasileiros vão realmente se beneficiar com isso?

  • BASILIO77

    Questão de gosto. Apenas isso.
    Após 7 edições, vemos prós e contras no modelo atual, assim como era no modelo com finais.
    Voltar a discutir enumerando esses pontos, é perda de tempo ou tentativa de fazer parecer que existe “segundas intenções” por trás das opiniões contrárias.
    Sou mais o mata-mata.
    Com alguns ajustes que tentem minimizar os problemas, acho a melhor opção.
    Abraço.

  • Leonardo Dias

    O debate deve ocorrer, a decisão deve ser democrática. Infelizmente, como boa parte das negociatas, há a tendência do lado mais forte impor suas condições.

    Esportivamente, os pontos-corridos premiam o melhor. Acho que nem a Globo discute mais isso.

    Uma grande questão do nosso futebol encontra-se na (des)união dos clubes.

    Clubes que não entenderam, ou não querem entender, que, juntos e organizados, são mais fortes que CBF ou qualquer emissora de tv.

    No entanto, enquando cada um só olha para o próprio umbigo, pede cotas adiantadas, colocam-se na mão da Globo.

  • Gustavo

    Bom, minha vez de opinar. O Brasileiro por pontos corridos mostrou ser viável, principalmente aos clubes coadjuvantes, pois estes, no antigo sistema de mata-mata, eram eliminados na primeira fase e ficavam pelo menos um mês parados antes do término da temporada. Agora todo mundo joga até a última rodada. Esse é o melhor formato para a principal competição do país. Ela tem que ocupar a maior porção do calendário (8 a 9 meses) na temporada, independente da adaptação à Europa (a qual discordo, mas isso fica para um próximo post).
    Os estaduais têm que diminuir urgentemente. São campeonatos com valor mais histórico que financeiro (são utilizados, na prática, como pré-temporada). Deveriam ser no máximo 10 datas para se conhecer o campeão, e não as atuais 23, que tomam 4 meses do ano. Uma sugestão de formato seria, por exemplo, os 20 clubes pequenos disputarem a primeira fase (turno único com pontos corridos). Juntavam os 4 primeiros dessa etapa com os 4 grandes do estado (no caso citado, SP, mas esse número pode variar de acordo com a UF), divide em 2 grupos de 6 clubes, turno, returno, os dois primeiros fazem semifinais e em seguida as finais. Tudo isso consumiria 10 datas e no máximo 2 meses do calendário.
    A Sul-americana tem que ir para o primeiro semestre, ser disputada ao mesmo tempo que a Libertadores, a exempo do que ocorre com a Champions League e a Liga Europa, uma vez que a equipe que está em um torneio fica automaticamente de fora do outro. Aí a Copa do Brasil aconteceria no segundo semestre, inclusive com a participação das equipes que disputaram a Libertadores na primeira metade do ano. Aí o campeonato voltaria a ser de primeira linha, já que no formato atual não entram os melhores times da temporada anterior.
    Por ora é tudo.

  • Marcos Vinícius

    Grato.Muito esclarecedora sua resposta.

    AK: ?

  • Marcos Vinícius

    Pois é.???

    Se vc bem reparou,fiz uma pergunta acima sobre a adequação do nosso calendário,em se falando de futebol,ao europeu.

    Grato pela resposta.Muito esclarecedora.

    AK: Eu tinha algum prazo para respondê-la? Acho que não, mas aí vai: a adequação do calendário ainda é um tema, mas não acontecerá no ano que vem. Sim, na minha opinião, o futebol brasileiro teria muito a ganhar. Somos o único lugar (onde o futebol é importante) em que a temporada acontece na contra-mão do mundo. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Olha,de fato,prazo não tinha,mas vc respondeu a segunda antes da primeira.

    Sugere que talvez vc não tenha visto a primeira.

    Nada demais.mas a pergunta,até então,tinha ficado sem resposta.

  • Gustavo

    Voltei! Gostaria de fazer um adendo, que não depende do tipo de campeonato brasileiro a ser disputado: PASSOU DA HORA DE PARAR A RODADA QUANDO A SELEÇÃO JOGA. Ou, pelo menos, adiar as partidas dos times que cedem jogadores à CBF. Afinal, quantas vezes tivemos janelas no meio de semana? Se a Copa Suruga fez o Inter adiar seus jogos, por que a seleção não?

  • Bahia

    Assunto tenso, mas o debate é válido!
    Estou ao lado da GLOBO nesse assunto, por vários motivos. A Globo tem todo o direito de tentar vender o que, na visão dela, é o melhor produto. É inegável que o “mata-mata” aumenta a audiência e dá maior retorno $$ à empresa de TV.
    Os clubes alegam que ficarão sem dinheiro de patrocínio em função do tempo de inatividade. Porém, a GLOBO não deixa de ser uma fonte de recursos. A empresa tb poderia deixar de pagar tanto $$, pois o modelo atual não dá o retorno que ela deseja. Aí eu pergunto: O que os clubes fariam??
    O Flamengo, durante a Era dos pontos corridos, “perdeu” a Nike e a Petrobrás. Perdeu por causa da má administração e não por causa do modelo de campeonato. Não é o regulamento que determina a arrecadação ou garante receitas até o fim do ano.
    Em todo caso, basta incluir no contrato com a Globo o pagamento de um “seguro eliminação precoce”, que obrigaria a Globo a pagar um valor proporcional ao contrato que cada clube eliminado possuir com seus patrocinadores.
    Pensando do ponto de vista esportivo, não vejo o vencedor do campeonato atual como um verdadeiro campeão. Na minha opinião, um CAMPEÃO deve possuir organização e planejamento, mas também deve ter poder de decisão, superar momentos ruins em um “jogo valendo taça”. Deve ter a regularidade de uma faze corrida, mas também deve ter força pra superar a sequencia de etapas de tiro curto.
    Ninguém lembra do São Paulo que foi lider isolado no ano em que o santos de Robinho e Diego foi campeão. Alguém contesta o título e a qualidade de campeão daquele santos, que se classificou entre os últimos e depois passou por cima de todo mundo??
    Também tá pra chegar alguém que vai me convencer que os pontos corridos “forçam” os cluber a melhorar a infra-estrutura, pois sem isso não vão ganhar nada.
    Meu Flamengo não é campeão brasileiro há 17 anos e até agora ninguém melhorou nada lá.

  • Fabrício Kitazono de Carvalho

    Com todo o respeito para:
    Bahia, BASILIO77, Érico, Leonardo Pires, e todos os que defendem a volta do mata-mata:
    Primeiro ponto: o CAMPEONATO Brasileiro é e sempre deveria ser por pontos corridos…é assim no mundo todo, premia o melhor, mais organizado, etc…e tem muito mais emoção, só nesta rodada que passou foram mais de 5 jogos valendo muita coisa…
    Segundo ponto: pra quem gosta de mata-mata (eu gosto!), a solução mais correta e viável é fortalecer a COPA do Brasil, com os participantes da Libertadores, tb como acontece na Europa, com as Copas da Espanha, Itália…..
    É isso…

  • Fabrício Kitazono de Carvalho

    Ainda:
    Acho que sim, a discussão é válida, democrática, legal, etc…mas querer voltar pra aquela bagunça que eram os campeonatos nacionais de antigamente, com regulamentos sendo mudados ano a ano, etc, só por “gosto pessoal” ou por mais dinheiro da TV me parece forçar um pouco a barra….o campeonato brasileiro do jeito que está nunca foi tão bom, e as médias crescentes de público estão aí para provar, além do que a cada ano existem mais candidatos a título, mais clubes competitivos, etc…..
    Iria ser muito triste acabar com tudo isso agora….
    Vamos deixar claro uma coisa:
    Campeonato é uma coisa, Copa é outra, ok???

  • BASILIO77

    Fabricio, se não for “só por gosto pessoal” ou dos torcedores…como queira, o que definiria o modelo de disputa?
    “Por definição”, lembrando meu tempo de ginasio, a forma de disputa deve ser essa ou aquela? Claro que a discussão é válida, e se fosse possível uma pesquisa entre os torcedores…
    A “turma dos pontos corridos” parece que passou na loja que vende a verdade e a comprou pra uso particular…rsrsrsrsrsrsrsrs….
    Repito, todos os modelos tem prós e contras. Não há vantagem absoluta para nenhum dos lados. Ficar aqui enumerando prós e contras é perda de tempo, todo torcedor JÁ tem sua opinião formada após 7 anos de experiência no atual modelo.
    Não há necessidade de uma “turma” tentar convencer a outra, com todo respeito.
    Abraço.

  • felipe

    como alguem da midia tema a pachorra de de falar: “Você acha que esse modelo funciona porque o São Paulo é tricampeão”. isso mostra claramente o sentimento de ciume do sujeito. se o time dele fosse o tricampeao garanto q ele nao soltaria uma frase dessa.

    entao mais uma vez isso demonstra o “bairrismo” da emissora (que esta loca pra ver o flamengo campeao pra poder receber a taca das bolinhas), que tenta cada vez controlar o futebol e fazer dele soh mais um programa de cartas marcadas no domingo a tarde.

    c eu fosse o julio teria me retirado do debate apos essa frase, no minimo estupida, e imaginar que essa pessoa, q disse essa frase, eh executivo do maior grupo televisivo do brasi. c vc contar pra estrangeiro ele acha q eh piada.

    juro por deus. que se voltar os pontos corridos nao se assisti mais futebol na minha casa. esse retrocesso eh fruto de inveja, ciume e medo de o time da globo (eh ele mesmo o FLAMENGO) nao seja mais campeao. pq do jeito q vamos teremos 5-7 times q realmente brigarao por titulos nos proximos anos e nenhum do rio esta incluso.

    o triste mesmo eh saber q essa situacao nao mudara…

  • Fabrício Kitazono de Carvalho

    Basilio77,
    com certeza a opinião de todos é válida! E a discussão sadia também! Eu queria só que você soubesse que eu não acho pontos corridos melhor que mata-mata, ou vice-versa. Só acho que Campeonato é uma coisa, Copa é outra. O problema é que a Copa do Brasil é que está desvalorizada!
    Eu acho que deveria acontecer isso, valorizar a Copa do Brasil, com todos os participantes da Libertadores, no formato de COPA, e a manutenção do CAMPEONATO Brasileiro, na forma tradicional do mundo todo! Pontos corridos!!!

    Abraço
    Fabrício

  • BASILIO77

    Amigo, a tradição no Brasil é de finais.
    Talvez a única coisa que fazemos bem “por natureza” é jogar futebol. Chegamos no topo assim.
    Pontos corridos por “gosto”, tudo bem…até concordo que o gosto de parte dos torcedores seja atendido…mas pontos corridos porque é assim na Europa…me desculpe, se alguém tem que seguir alguém em termos de futebol são eles.
    Só tem os melhores campeonatos pela força da grana.

    Atribuir a organização administrativa dos clubes à forma de disputa de um campeonato é uma falácia.
    Em minha opinião, o pontos corridos premia o organizado DENTRO de campo. A equipe com melhor sistema coletivo de jogo e melhor preparo físico. Fora de campo, a bagunça pode rolar solta.

    Outro argumento falso é dizer que a Copa do Brasil JÁ é um mata-mata, e que esse torneio já deveria satisfazer o gosto de quem gosta de finais.
    Não é bem assim. SEMPRE tivemos campeonatos brasileiros com finais, sem que TODO o campeonato fosse em fase eliminatórias.

    Na verdade, o que boa parte da torcida quer é um MISTO DOS DOIS SISTEMAS. Fase classificatória por pontos corridos e uma parte com finais.
    É isso.
    Acabei debatendo, coisa que não queria…rsrsrsrsrsrsrs…
    Abraço.

  • Almir Moura

    Marcelo de Campos Pinto, diretor da Globo Esportes:

    “Futebol não é entretenimento. É negócio. E, por isso, precisamos tomar muito cuidado com o atual formato do Brasileirão. Estamos largando dinheiro na mesa”.

    Que a turma do business me perdoe, mas tratar futebol APENAS como negócio não está com nada.

    Fazendo uso de algumas pobres e desarranjadas metáforas, enxergar o esporte bretão desta forma é o mesmo que o olhar para um filho (apesar de todas as dificuldades, existe algo mais perfeito no mundo que um filho?) apenas com 2500% de razão(?) e menos 213 kelvin, ou quase nada de emoção.

    É pensar apenas nos gastos com o pimpolhinho e não ver quão maravilhoso e incrível ele é.

    É visualizar num jantar especial com os familiares (com a amada ou com os amigos) apenas o preço da conta e não contemplar a nostalgia do momento.

    É estar cego, mesmo predispondo da melhor das visões.

    Business são business, mas e o entertainment – a cereja do bolo (e da bola) – onde é que fica?

    Abraços,

  • Edson Forao

    Achei pertinente o segundo comentário do Gustavo. Digo mais: acho que o campeonato deveria ser paralisado toda vez que tiver jogo oficial da seleção. Na Europa é assim, aqui, também deveria ser.
    Estamos na fase decisiva do campeonato e, principalmente, Palmeiras e Atlético foram prejudicados pela ausência de seus principais jogadores.
    Abrçs.

  • Alex Figueiredo

    Marcelo de Campos Pinto, diretor da Globo Esportes:

    “Futebol não é entretenimento. É negócio. E, por isso, precisamos tomar muito cuidado com o atual formato do Brasileirão. Estamos largando dinheiro na mesa”.

    É por causa de declaracoes como essa que deixei de ir a estadios de futebol e desconfio muito qdo ha erros grosseiros de arbitragem, favorecimento a alguns clubes ,etc. Com 44 anos de vida aprendi que em gente que pensa dessa forma nao posso confiar em hipotese alguma.
    Ao meu ver GLOBO=Cancer desse país.

  • Ram

    Mata-mata favorece clubes menos profissionais. Mas a principal observacao e que ja temos 3 torneios com mata-mata: os estaduais, a Copa do Brasil e a Libertadores. Noves fora, a recopa. Para que fazer o mesmo com o Brasileirao?

    Do jeito que esta, alguns clubes se reconstruiram, e foram bem na Libertadores. Os outros clubes, como o meu Flamengo, que se profissionalizem…

    A unica sugestao e alinhar o calendario brasileiro com o europeu. Assim jogadores nao saem no meio do campeonato, como aconteceu nos ultimos 4 anos.

  • Fabrício Kitazono de Carvalho

    Basilio77…desisto…

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