CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Roberto Carlos escreve: Técnicos, jogadores e dirigentes vivem reclamando dos erros das arbitragens, porém a ação deles sempre foi da boca para fora. Poderiam se engajar de uma forma mais eficiente exigindo, por exemplo, a profissionalização dos árbitros e melhores condições de treinamentos, etc. Será que eles não tomam esta atitude por achar ser um mau necessário, se não houver mais esses erros dos árbitros, eles não teriam para quem desviar os motivos das derrotas (o que virou rotineiro), e a pressão da torcida e da imprensa seria somente sobre eles?

Resposta: Não vejo assim. O que é curioso, e escrevi sobre isso no Lance! de hoje, é a memória seletiva da maioria dos treinadores e dirigentes, quando se fala em erro de arbitragem. Nunca vi um time beneficiado criticar a atuação de um juiz. Mas quando o erro é contra, sai de baixo. A arbitragem de futebol, no mundo, é um estranho caso de “rejeição da modernidade”, talvez a única atividade profissional que se recusa a evoluir. A arbitragem de futebol, no Brasil, não é profissional, trabalha sob a supervisão de uma comissão que não é independente, e usa as imagens da TV para punir juízes. Não há solução à vista.

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Leonardo escreve: O que voce achou da decisão de um tribunal (a Corte Arbitral do Esporte) ter dado ao Chelsea o direito de receber 17 milhoes de euros do (Adrian, jogador romeno) Mutu? Voce acha que ele vai ter que pagar mesmo? Voce achou justo?

Resposta: Essa é, talvez, a decisão esportiva mais polêmica de que se tem notícia. O valor da multa é o maior da História. Recuperando: Mutu se transferiu do Parma para o Chelsea, em 2003, por 15 milhões de libras. No ano seguinte, em meio a desentendimentos com o técnico português José Mourinho, o atacante tomou uma suspensão de sete meses por uso de cocaína. Mutu nunca mais jogou pelo Chelsea. Enquanto ainda estava suspenso, assinou contrato com a Juventus, e depois foi para a Fiorentina, clube que defende atualmente. O Chelsea foi à Fifa por quebra de contrato e, em 2008, a entidade decidiu que Mutu deveria pagar 12 milhões de euros ao clube londrino. Após o recurso de Mutu, o caso chegou à CAS, que manteve a multa (agora corrigida para 17 mi de euros). Em tese, Mutu terá de pagar uma soma sobre a qual ele não teve nenhum poder de decisão. Foram os clubes envolvidos que chegaram ao valor da negociação. Se vai pagar? Ele diz que não tem condições, e está tentando negociar. Seu advogado afirma que levará o caso para a Justiça Comum.

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Gustavo: Qual a real importância da Copa Davis no mundo do tênis? Fala-se em primeira divisão, rebaixamento do país, mas os atletas parecem verdadeiramente interessados na carreira e ranking individuais, confere?

Resposta: Depende. Do jogador, do momento, da situação. Os espanhóis, por exemplo, dão muito valor à competição. Os suecos também. Os EUA vivem de fases, com jogadores às vezes desinteressados. A Davis interfere na temporada de um tenista, é uma competição coletiva num esporte essencialmente individual. Mas nenhum torneio de tênis proporciona jogos épicos como as batalhas que vemos na Davis.

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Marcelo escreve: André, um amigo meu italiano me perguntou porque o Diego não joga na Seleção Brasileira. O que eu respondo pra ele?

Resposta: Que a pergunta deve ser feita para o professor Dunga, que já convocou o Diego muitas vezes para a Seleção. Mas você pode adiantar que, se o Diego continuar jogando essa bola na Juventus, ele estará na Copa do Mundo.

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Muito obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Você não é um animal, Logan.”

Kayla, em “X-Men Origens: Wolverine”.



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