ES LA VERDAD…



Um jornalista argentino, camarada meu, está seriamente preocupado com sua seleção nacional.

Ele acha que a Argentina, de um jeito ou de outro, acabará se classificando para a Copa do Mundo. O problema é o que acontecerá lá.

Quando Maradona foi levado ao comando do time, a aposta era na relação entre os jogadores e a camisa da seleção.

Mas mesmo saindo da boca de Diego, quanto tempo duraria o discurso, puro e simples, de que é preciso vestir “a camisa”, sentir “a camisa”, dar a vida “pela camisa”?

Hoje se vê que durou pouco. E se nota que é preciso mais.

A Argentina já percebeu que Maradona não é um técnico de futebol. Quando muito, é um motivador de jogadores, cujo prazo de validade está acabando.

Ou já acabou. Fala-se que o presidente da AFA, Julio Grondona, tem mandado recados que dizem que se a Argentina for ao Mundial, Maradona não será o treinador. E os jogadores ficam em óbvia dúvida: se a vaga for conquistada, como será possível tirá-lo?

Ninguém entendeu a decisão de enfrentar o Brasil em Rosário, onde a torcida obviamente empurraria o time para a frente, em vez de jogar em Buenos Aires, onde a Argentina raramente perde. Um ponto contra o Brasil estaria bom.

Fala-se, também, que os jogadores não só perceberam as dificuldades táticas de Maradona, como já trabalham por conta própria. No intervalo do jogo em Rosário, quem orientou os companheiros sobre posicionamento foi Juan Verón.

Meu amigo argentino disse: “imagine como fica a cabeça do Messi, que recebe orientações táticas de Guardiola no Barcelona. Ou de Zanetti, que ouve Mourinho. Aí eles chegam na seleção…”

Foi quando eu comentei: pois é, teoricamente, os mesmos questionamentos poderiam ser feitos com relação aos jogadores brasileiros. Daniel Alves joga no Barcelona, Lucio e Maicon jogam na Inter…

“Mas o Brasil claramente tem um time, e Dunga sabe o que está fazendo”, ele respondeu.

Inegável.



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