E DEU POTRO



Meu novo horário de trabalho me permitiu acompanhar vários jogos do US Open 2009.

Vi quase toda a campanha de Roger Federer, e não o vi jogar tanto quanto no início da final contra Juan Martin Del Potro.

Até o argentino devolver a quebra no segundo set, Federer estava em completo, e magistral, controle.

Del Potro errava direita atrás de direita, não conseguia ameaçar o saque do suíço, era presa fácil para o que muitos classificam como o maior tenista de todos os tempos.

Federer caminhava para o sexto título seguido em Nova York, numa quadra em que ele não perdia um jogo desde 2003 (David Nalbandian, oitavas-de-final – 3/6, 7/6, 6/4, 6/3).

Mas o que é legal em jogos de cinco sets, é a chance de ver tenistas se transformando. A vitória no tie-break do segundo set (ele jamais venceu um jogo no qual tenha perdido os dois primeiros sets) fez aparecer um novo Del Potro na quadra.

E um novo Federer. Um Federer que sentiu na pele o que viu acontecer, do outro lado da rede, tantas e tantas vezes. Para quem não acha que o tênis (em seu nível mais alto) é um esporte essencialmente mental, a implosão (duplas faltas, palavrão…) do suíço é um argumento incontestável.

Além do impressionante ganho de confiança, turbinado pelo reencontro com sua direita, Del Potro – 3/6, 7/6 (7/5), 4/6, 7/6 (7/4) e 6/2 – conquistou o estádio Arthur Ashe. Difícil segurar.

Uma vitória surpreendente e histórica por vários ângulos. Se você sonha em ganhar um Grand Slam, o sonho fica melhor ainda se você deixa o melhores pelo caminho. Delpo bateu Nadal e Federer no mesmo torneio. Feito raro.

Roger Federer derrotado na final do US Open, é outra imagem que não veremos muitas vezes.

Se é que veremos de novo.



  • Anna

    Belo post. Del Potro me fez lembrar Guga de certa forma. O mais legal nesse espaço é a diversidade de temas sempre bem abordados.

  • leonardo atleticano

    Potro ou zebra?

  • Marcel Souza

    Mais uma prova de como os “hermanos” estão bem acima da gente em todos os esportes, menos a seleção nacional de futebol, e talvez no volei. Mas até aí, nenhuma novidade, certo?

  • Hey André!

    O título poderia ter sido “El Coice Del Potro”… hehehe

    Abraço!

  • Chico

    Horrível foi o apresentador dos prêmios, alegando falta de tempo, tentar impedir o campeão de discursar em sua lingua natal, para na sequência anunciar um patrocinador!! Tremenda falta de respeito com a conquista do argentino que insistiu e conseguiu discursar para seus compatriotas. São essas coisas que nos fazem entender por que tanta gente tem raiva de americano.

  • TEOBALDO

    O Brasil é o país da chuteira e a Argentina o país do tênis… tudo bem, eu admito, essa foi horrível. Saudações.

  • Willian Ifanger

    André, pesquisa aí se o Del Potro treinava dando raquetada em bunda de vaca, pra ver se ela atravessava por cima da cerca…….a direita dele, as vezes, era de uma violência assustadora.

    E incrível como os argentinos transformaram Flushing Meadows numa Bomboneira.

  • Murilo Mori

    Belo título do post! Aqui em Brasília há uns 4 anos na academia em que jogava squash ouvi falar pela primeira vez do Del Potro. Ele faria a final de uma etapa do circuito sul-americano juvenil contra o brasiliense Raoni, “promessa” brasileira. Ganhou o Del Potro em jogo até que mais disputado do que prometia. Hoje Del Potro é campeão do US Open, batendo o melhor de todos os tempos, já o Raoni deve estar dando aula em algum clube…

  • Ricardo Inocencio

    É como eu sempre digo aqui André : que privilégio nós temos de ver esses acontecimentos.

    Foi um jogaço, e depois de mais de 30 anos outro argentino voltou a vencer o US Open (viva Guillermo Vilas !!!, ah sim, e a Sabatini também já ganhou no feminino).

    Del Potro foi fenomenal em sua campanha, a virada pra cima do Cilic nas quartas, o triplo 6-2 no Nadal e a virada pra cima do Federer foram incríveis…vitória justa, merecida e olho nesse garoto…só 20 anos !!!

    Parabéns pelo post, está excelente.

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