NOTINHAS PÓS-RODADAS (e o fim de semana em Queens)



(perdão pelo horário adiantado. Dia complicado)

O Grêmio venceu a primeira fora de casa, e deu o maior salto (2 andares) para cima.

Para baixo, que se mexeu mais (3) foi o Avaí.

Mas quem comemora a rodada é o São Paulo.

As notas:

* O São Paulo (2 x 0 no Avaí: Dagoberto e Hugo – 29.496 pagantes no Morumbi) já está em distância de ataque ao topo da tabela, graças à obediência ao sistema que é responsável pela recuperação no campeonato.

* No jogo contra o Avaí, os dois gols anulados deveriam valer. O impedimento (milimétrico) de Émerson é difícil até para a TV. O de Borges simplesmente não existiu, pois a bola tocou na defesa.

* Golaço de Adriano, o primeiro da vitória do Flamengo (3 x 0: Adriano-2 e Zé Roberto – 26.995 pagantes no Maracanã) sobre o Sport.

* No segundo gol, deu a impressão de que a defesa do Sport deixaria Petkovic entrar com bola e tudo.

* Em tarde de Gilberto no Beira-Rio, o Cruzeiro (3 x 2 no Internacional: Alecsandro, Gilberto-2, Andrezinho e Thiago Ribeiro – 38.350 pagantes) impediu o o Colorado de ser líder do campeonato.

* Há quem se recuse a chamar gol de falta de golaço. Eu não. Andrezinho fez um.

* Apesar da derrota para o Vitória (3 x 2: Uelliton, Robert-2, Neto Berola e Derlei – público ND no Barradão), o Palmeiras lidera e é o time que menos perdeu (4) no BR-09.

* Estranho o terceiro gol do Vitória. Ramon ia fazendo um gol olímpico, sem ter batido o escanteio (do lado direito, e de pé direito) de três dedos. O vento deve ter dado um susto em Marcos.

* Que bola de Corrêa para o golaço de Diego Tardelli, o segundo do Atlético Mineiro na virada (2 x 1: Alex Mineiro, Renteria e Tardelli – 33.597 pagantes no Mineirão) sobre o Atlético Paranaense.

* Quantos jogadores teriam medo de bater de primeira e mandar a bola para fora do estádio?

* No primeiro de dois jogos seguidos na Vila Belmiro, o Santos fez o suficiente para bater (1 x 0: Germano – 7.790 pagantes) o Santo André.

* Cada vitória sem Paulo Henrique (na seleção sub-20) deve ser ainda mais comemorada.

* Vítor fez o gol mais bonito da rodada, mas o Goiás perdeu (3 x 1 para o Grêmio Barueri: Márcio Careca, Vítor, Thiago Humberto e Basílio – 2.276 pagantes na Arena Barueri) o lugar no G-4.

* O Goías não vence há quatro rodadas.

* Após 24 rodadas, o Grêmio deixou de ser um time caseiro. Venceu (2 x 0 no Náutico: Souza e Jonas – 16.473 pagantes nos Aflitos) o primeiro jogo como visitante.

* Fora do Olímpico, o aproveitamento do Grêmio é de gélidos 16,6%.

* A atuação do goleiro Jefferson foi das poucas coisas boas no empate (0 x 0 – 18.368 pagantes no Engenhão) entre Botafogo e Fluminense.

* O Botafogo é o time que mais empatou (12) no campeonato. O Fluminense é o que mais perdeu (14).

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* Bonito passe de Philippe Coutinho para Robinho fazer o gol da vitória (2 x 1 no Paraná: Elton, Welington Silva e Robinho – 9.614 pagantes em São Januário) que devolveu ao Vasco a ponta da Série B.

* Que ninguém queira crucificar o menino de 17 anos, pela expulsão que fez o Vasco sofrer um pouco no final.

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(Se você não se interessa por tênis, não prossiga)

Momentos incríveis no US Open no fim de semana.

Começando com a maneira surpreendente como terminou a semifinal feminina entre Kim Clijsters e Serena Williams.

Foot fault e depois penalização com um ponto, no match-point, foi a primeira vez que eu vi.

Recuperando: Clijsters venceu o primeiro set (6/4) e ganhava o segundo por 6/5. Serena servia com 15/30, errou o primeiro saque e ouviu a júiza de linha gritar que ela tinha pisado na linha.

Dupla falta: 15/40. E Serena entrou em órbita.

“Eu juro por Deus que eu vou pegar essa %$*#@ dessa bolinha e enfiar na %$*#@ da sua garganta!!”, gritou para a juíza, com sangue nos olhos.

A júiza de linha puniu a americana por “conduta antidesportiva”. Foi sua segunda violação no jogo (a primeira tinha acontecido no fim do primeiro set, por “abuso de equipamento” – Serena destruiu sua raquete), o que significou um ponto para sua adversária e, porque era match-point, o fim do jogo.

Bizarro. Estamos falando de uma semifinal de Grand Slam.

Algumas considerações:

1 – Sim, Serena fez foot fault. A marcação da juíza de linha, à luz da regra, foi correta.

2 – Sim, Serena falou muuuuuito mais do que seria suficiente para lhe garantir uma penalização. O termo em inglês que começa com “f”, geralmente não é tolerado pelos árbitros. Serena Williams usou o “f” duas vezes, e em alto tom.

3 – (Apesar dela ter se desculpado publicamente hoje) Não dá para culpá-la. Foot fault é das marcações mais raras no jogo de tênis. Uma tecnicalidade que só é apontada nos casos mais grosseiros, em que o tenista literalmente invade a quadra ao sacar. Serena não tinha ouvido um foot fault em seus jogos em toda a temporada, até chegar ao US Open. Aí, quando ela sacava a dois pontos da derrota na semifinal, a juíza resolveu ler o livro de regras.

4 – E há um outro detalhe: por causa de seu estilo de sacar, Serena comete foot fault várias vezes em todos os jogos. E mesmo assim, a falta nunca é apontada. Os árbitros relevam a falha, como se dissessem “é assim que ela saca, não é tão absurdo”. E a vida segue. Até que, nos últimos pontos de uma semifinal de Grand Slam…

5 – Mas o fato é que se Serena não tivesse amassado sua raquete num momento anterior de fúria, ela não teria perdido o jogo dessa forma.

6 – Mas, provavelmente, teria perdido o jogo de qualquer outra.

7 – Em todo caso, ainda bem que tudo isso aconteceu com uma tenista americana, num torneio em seu país. Se fosse no mesmo jogo, mas com a belga…

——

Para encerrar, a melhor jogada da carreira de Roger Federer, segundo ele mesmo.



  • Anna

    Serena mereceu ser punida. Foi deselegante com a juíza. Essa jogada de Federer foi simplesmente fantástica e olha que acompanho tênis desde a época de Boris Becker, Ivan Lendl, Steffi Graf, Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni e outros craques… Roger vai levar o sétimo título do único grand slam que falta a Rafael Nadal… E Flushing Meadows é qualquer coisa de bonito!

  • Edouard Dardenne

    A marcação da infração de saque da S.Williams está para o tênis assim como a marcação do pênalti duvidoso, e decisivo, em final de jogo está para o futebol. E você já deu a sua opinião sobre isso, mostrando coerência. Mas tal como no caso futebolístico, a regra deve prevalecer. Se ela pisou na linha ao sacar, a infração precisa ser assinalada. E se o encargo para quem sofre duas advertências é a perda de um ponto, que assim seja. No mais, se ela costuma cometer o foot fault, mas os juízes de linha nao assinalam, este é outro problema…
    Eu entendo e respeito a sua opinião sobre o assunto, e até vejo uma pequena dose de razão (é pelo bem do espetáculo) mas sou um tanto ‘legalista’ nessas discussões.
    Um abraço.

    AK: Sobre a regra, não há discussão. Permita-me, apenas, uma outra maneira de comparar o que houve em NY com o futebol. Não é o pênalti duvidoso, e decisivo, no final de um jogo. É uma falta em dois lances, dentro da área, marcada porque o árbitro ouviu um jogador da defesa gritar “deixa!”, numa tentativa de enganar os atacantes. Tudo isso aos 44 minutos do segundo tempo, de uma semifinal de Copa do Mundo. Um abraço.

  • André,
    não lembro em que torneio foi, mas vi outro fim de jogo melancólico entre Venus e Serena há algum tempo. Match-point pra uma delas (acho que a Venus) e a outra manda uma bola funda, milimetricamente fora. Desafio feito, bola fora e fim de jogo.

  • O Guga era campeão em fazer foot fault. Lembro de vários jogos em que era marcado, principalmente no primeiro saque. Nunca entendi o por que de só ele ser punido com isso.

    Aí percebi no sábado, hahaha.

    A jogada do Federer foi coisa de encerrar o US Open e o Del Potro entrar na quadra para entregar a taça. Nada mais é possível.

  • Edouard Dardenne

    Haha, ok, eu aceito a sua comparação como mais apropriada. Eu quis apenas enfatizar que sua opinião está embasada no mesmo princípio que motiva sua forma de pensar quanto ao futebol, de que você falou há alguns dias.
    Ainda assim, pra mim, regra é regra.
    Aproveitando o gancho, sobre essa discussão, eu me lembro de duas passagens claras, embora não consiga dizer ao certo quando ocorreram. Eu acompanhei alguma coisa dos seis títulos do ‘repeat tripeat’ do Chicago, na NBA. Dois lances envolvendo a arbitragem me marcaram mais do que placares e resultados pontuais de alguns jogos. Primeiro, eu me lembro de ver ser assinalada uma andada do MJ, e mais, de como isso ‘assustou’ o narrador da ESPN. Ele informou que o árbitro assinalou a infração com o mesmo ar de espanto de quem comenta F1 e viu a Force India na pole position em Spa. E o outro lance foi uma falta técnica assinalada contra o CBarkley. Na captação de áudio, deu pra pegar o CB falando para o árbitro qualquer coisa do tipo “ele fez a falta! ok, ok, eu sei que ele é o Michael Jordan, mas essas coisas você tem que marcar!”. MJ converteu o lance livre.
    Um abraço.

  • João Paulo

    André, sou cruzeirense, mas tenho que falar que não concordo com você em relação ao gol mais bonito da rodada. Que pintura o gol de Tardelli! Não pela finalização em si, mas sim pelo lançamento de Correa, a la Toninho Cerezo ou Gerson… Esse aí deu gosto de ver…

  • João

    Sobre a jogada do Federer… O mais legal do vídeo é a reação do Djokovic, o cara saiu dando risada ! Assim como qualquer pessoa que assiste ao lance.

    Abraço,

  • Leonardo Pires

    André, não vou comentar nada sobre o post, não. Só que não posso deixar de me dizer surpreso com um cara pedindo desculpas por postar algo em determinado horário num blog q é seu… Determinadas atitudes, por pequenas q pareçam, fazem de alguém uma grande pessoa, que merece respeito não só pelo sua competência profissional, mas, antes, pelo caráter generoso que ostenta…

  • felipe

    biazarro o jogo da serena mesmo, ele perdeu a cabeca com o jogo da belga, que nao entendeu nada qd serena foi comprimenta-la pela vitoria…

    mais a passada do federrer o djokovic pensou, na hora q a camera focaliza ele, : hes the best what can i do ? life sux isnt ?
    hauehuahe foi uma das expressoes faciais que fala mais que qualquer palavra

  • Marcelo Coelho

    Falta é falta. No tênis ou no futebol.
    Se um jogador de tênis, ou de futebol comete mil faltas e só a milésima primeira é marcada quer dizer que os árbitros erraram mil vezes, e não uma.
    Assim como na vida, regras devem ser seguidas do primeiro ao último minuto. A tolerância com “pequenas faltas” ou “pequenos delitos”, na minha humílima opinião é imperdoável.
    Abraço e parabéns pelo blog.

  • Rodrigo (odabeb)

    Acho a falta da Serena mais comparável às “adiantadas” dos goleiros nos pênaltis (isso quando os juízes mandam voltar a cobrança). Aí sim acho uma comparação cabível.

    AK, além do lance histórico do Federer, teve aquele em que o Djokovic se abaixou após defender três bolas incríveis, mas na quarta ele sabia que não teria o que fazer. Foi das coisas mais engraçadas (e legais) que vi nos últimos tempos.

    E, pra encerrar: sou só eu ou você também tem a impressão de ver a história acontecer quando assiste jogos envolvendo Nadal, Federer e Djokovic (este, menos). Qualquer jogo entre eles tem tido um tom épico. Fazia tempo que não via uma sequencia tão boa de jogos históricos (pelo menos para mim).

    []s

  • Leandro_GOIÁS ESPORTE CLUBE!

    Pow, que lasqueira que esta o meu Goias nessas ultimas rodadas…. espero a recuperação do verdão (e que voltemos ao G-4) !

    E que go-la-ço do Tardelli, diga-se de passagem!

    ____

    Parabens pelo aniversario… fiquei sabendo hj no SC ! hehehehe
    Felicidades

  • Massara

    André,

    A respeito do Tardeli: momentos depois do golaço ele não teve medo de pegar outra bola de primeira e, dessa vez, quase a mandou para fora do estádio.

    A respeito da Serena: sim, explica. Mas não justifica.

    A respeito do Federer: não é que eu tenha gostado da jogada. Eu simplesmente estou me perguntando se ela é fisicamente possível.

    Abs.

  • Rejane

    Depois dessa jogada Fantástica o Federer merece ganhar mais um título do US Open…pena que o adversário dele não é o Nadal!

  • Willian Ifanger

    – É…..o Tricolor ficou pertinho agora (acho que nunca usei tanto o botão swap do meu controle remoto pra ficar secando os dois jogos…..hehehe….aliás, dois grandes jogos). Mas ainda não vejo o time pronto pra ser (hepta/tetra) campeão. Tá faltando alguma coisa. Espero que achem…..hehehe.

    – O gol do Tardelli foi um golaço….daqueles de fazer o cara no estádio explodir como a bola que explodiu. Golaço.

    – Pior mesmo foi a cara de perdida da Kim Clijsters……mas a Serena passou dos limites da esportividade.

    – E não que eu não ache a jogada do Federer espetacular, mas outros já fizeram também (tudo bem que não deveriam ter sido numa semifinal de Grand Slam, no quase match point). Mas pra mim a jogada mais bonita do jogo e uma das mais bonitas que eu já vi no tênis, foi uma hora que o Djokovic subiu à rede e ficou rebatendo os smashs do Federer à queima roupa, até não aguentar mais de dor nas mãos.

  • Klaus

    Sobre a semifinal feminina, faltou serenidade em todo o contexto do joh!

  • Klaus

    Sobre a semifinal feminina, faltou serenidade em todo o contexto do jogo! Um abraço!

  • Fred Kronemberger

    Vento deu susto em Marcos? HAHAHA! Por que não admitem que ele também erra, e bastante aliás. É pelo menos um frango por mês.

    AK: Curioso o seu raciocínio. Você conhece algum goleiro que não erra? Alguém disse que o Marcos não erra? Ele falhou no primeiro gol, por exemplo. Mas no terceiro, acho que não. Um abraço.

  • Anna

    André, seria o sexto título do Federer a não ser que um milagre o traga de volta ao quinto set.(eu escrevi erradamente sétimo). Poderia me corrigir pois escrevi errado e voce sabe mais que eu… Ouvi o Juca falar no Linha o certo agora…

  • Rafael Melo

    André, pensando sobre o lance da Serena lembrei de um comentário seu sobre uma “regra informal” da NBA, segundo a qual os árbitros tentam não interferir na partida nos dois minutos finais para que “os jogadores decidam o jogo”. Fiquei imaginando se num momento como esse, em uma partida de mata-mata, um juiz apitasse os constantemente esquecidos três segundos no garrafão. Acho que causaria um “burburinho” semelhante ao que vimos nos EUA.

  • Christian Suelzle

    André:

    Parabéns pelo seu aniversário. Muita saúde, paz e alegrias. Sou “fanzaço” do seu blog desde os tempos de IG.

    Grande abraço.

    AK: Obrigado pela mensagem. Um abraço.

  • Perruso

    Por favor, André, comente a derrota do Federer hoje!

    AK: Está lá. Um abraço.

  • Marcos A F SANTOS

    Caro André, a Champions vai começar hoje, não vai dar seus palpites pra primeira rodada? Vi na ESPN que você aposta que o Real levanta a taça, eu aposto no Chelsea, e se o sorteio ajudar, a final será entre Chelsea x Liverpool. Um abraço.

    AK: Os palpites para a fase de grupos estarão no ar logo mais. Um abraço.

  • Paulo

    Há quem interessa o São Paulo campeão novamente? Ao Internacional de Porto Alegre (grande prejudicado pelas arbitragens no ano), com certeza, não e ao Palmeiras (terceira ou quarta força de São Paulo no quesito de lobby político), também não. Alardeiam que o São Paulo é o elenco mais forte do país, só que curiosamente, se analisarem, também é o time menos prejudicado pelos chamados erros de arbitragem. Não dá para ajudar um time do nível do Botafogo RJ concordam?
    A máfia dos juízes que beneficiou o Timão do Lula em 2005, não foi julgada e em 2009 voltou a agir a favor do time do Bando de Loucos. O São Paulo, não fala nada sobre isso, porque no ano passado e também no anterior, se beneficou com os lamentáveis “erros” de arbitragem… Lamentáveis porque “hoje o jogo é mais rápido” e “a TV prejudica a imagem dos juízes”. Tadinho dos árbitros que ganham tão mal. E assim a vida passa e todo mundo acha graça… (Será que não existe um acordo de “cavalheiros” entre eles?) Por “Todo mundo”, entenda-se a torcida do time bambi mais afrescalhado do mundo e a do time mais utilizado politicamente do Brasil… A massa de desfavorecidos (bando de loucos) que elegeu o Lula e que sempre apoia que meios justifiquem sempre os fins no tal do Todo Poderoso Timão! É outra expressão do famoso jeitinho… Abre o olho, Brasil do estelionato da bola! Só para lembrar… No ano passado, o Tricolor de Todos os Lobbys tirou uma diferença espantosa de seus rivais diretos, só que até a última rodada, o torneio estava em aberto. O Grêmio ganhou o seu jogo e o São Paulo também, só que com um gol impedido de Borges… E ficou por isso mesmo… Abraços.

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