NILMARAVILHA, NÓS GOSTAMOS DE VOCÊ



Nilmar é um jogador interessante.

Só um louco pode contestar seu talento, a habilidade com os dois pés, o senso de colocação.

É a frequência das aparições de suas qualidades (e a ausência delas em momentos decisivos) que intriga.

Dizem que Nilmar voltou da Copa da Confederações desanimado pelo que considerou uma chance perdida de se credenciar para a Copa do Mundo.

Se ele realmente se sentiu assim, deve estar mais confiante após sua atuação (Brasil 4 x 2 Chile: Nilmar-3, Júlio Baptista, Suazo-2 – 30.370 pagantes no Estádio de Pituaçu) em Salvador.

Sim, novamente, quem não se convence pelo futebol dele dirá que o jogo nada valia para o Brasil, que NIlmar jogou sem pressão…

O fato é que ele precisa repetir demonstrações como a de ontem. Capacidade, é evidente que não falta.

Nilmar tem de ser o cara do gol de empate num jogo difícil, o cara do gol do desempate num jogo importante, o cara do gol da vitória numa partida que o time dele precisa ganhar.

Tem de ser o cara que vimos ontem à noite.

O palpite aqui é que ele estará no avião.

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Em Assunção, o Paraguai (1 x 0 na Argentina: Valdez) fez sua parte e se garantiu na Copa do Mundo.

Maradona fez aquele biquinho ao ouvir o apito final do árbitro brasileiro Sálvio Spínola, que (corretamente) expulsou Juan Verón no segundo tempo.

A Argentina está perdida, e em pânico.

Futurologia: eles chegarão à última rodada precisando empatar com o Uruguai (em Montevidéu) para ficar em quarto lugar.

Gigantesco risco.

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Na Europa, duas vagas garantidas:

Espanha (3 x 0 na Estônia, em Mérida: Fábregas, Cazorla e Mata)

Inglaterra (5 x 1 na Croácia, em Londres: Lampard-2, Gerrard-2, Eduardo da Silva e Rooney)

A Itália venceu a Bulgária (2 x 0, em Turim: Grosso e Iaquinta, dois belos gols) e está a um empate do Mundial.

ATUALIZAÇÃO, 14h42 – Mais um sinal do caos em que a Argentina se encontra: o jogo contra o Peru, no dia 10/10, será em Buenos Aires, no Monumental de Nuñez.

Ou seja, o Gigante de Arroyito não serve mais.

A decisão pode ser resultado da seguinte, e perigosa, conclusão: para ganhar do Peru (lanterna das eliminatórias, com 10 pontos), o jogo pode ser em qualquer lugar.

Eu também acho que, de algum jeito, a Argentina ganhará. Mas quem, hoje, pode garantir?

Por isso o raciocínio de colocar o adversário num ambiente em que a pressão da torcida será maior é muito mais lógico, agora, do que antes do jogo contra o Brasil.

Mesmo porque foi exatamente em Rosário que aconteceu o polêmico 6 x 0 na Copa de 1978.



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