QUESTIONÁRIO AMARELO



“Fechada” para a Copa, nenhuma seleção está.

Mas em relação ao Brasil, dá para dizer que o avião está com os motores ligados, os últimos passageiros se acomodam em suas poltronas, e as comissárias distribuem balas e jornais.

Só que o comandante ainda não determinou o “check de portas”, e o uso de telefones celulares ainda é permitido.

É aí que reside o perigo para uns, e a oportunidade para outros.

Quatro perguntas sem reposta:

1 – Quem será o reserva de Luís Fabiano?

Assim como a 1 e a 10, a camisa 9 da Seleção tem dono indiscutível. Luís Fabiano não é apenas o artilheiro da “administração Dunga”, com 19 gols. É um dos poucos jogadores que mantiveram um alto nível de atuação pelo Brasil. E mesmo quando faltaram gols ao atacante, não faltou luta. Luís Fabiano fez por merecer sua titularidade na Copa, independentemente do nome ou do currículo de postulantes ao seu lugar. Só uma queda monumental de desempenho até lá, poderia tirá-lo do time.

O reserva? Se a Copa começasse amanhã, Adriano seria o nome. Mas só começa em junho de 2010.

2 – Robinho corre risco?

Robinho não joga bem faz tempo. A atuação fraca contra a Argentina talvez tenha chamado mais atenção do que as outras, porque o time todo foi bem e o jogo foi colocado num microscópio, por razões óbvias. Mas desde o jogo contra o Chile (especialmente o primeiro tempo), em Santiago, que ele não produz o que pode. Na Copa das Confederações, viveu de curtos lampejos, como nos contra-ataques que decidiram a partida contra a Itália. No time, ele pode correr algum risco, se não recuperar a forma. Mas no grupo que irá à Copa, duvido. Uma das principais atribuições de Dunga, ao ser chamado a comandar o Brasil, era construir um ambiente em que os jogadores gostassem uns dos outros, e, acima de tudo, gostassem de jogar pela Seleção. Esse processo, que começou na Copa América de 2007, é uma via de duas mãoes entre o técnico e os convocados. Robinho foi parte importante do embrião, na Venezuela, e estará na África do Sul. A saída rápida, com ele e Kaká, é uma das características do time.

3 – Quem será o reserva de Kaká?

Em tese, seria Diego, hoje na Juventus. Lembre-se de que ele também estava no time campeão da última Copa América. Era titular e perdeu o lugar, na campanha em que o Brasil chegou a ter o meio de campo formado por Mineiro, Josué, Elano e Júlio Baptista. A verdade é que Diego ainda não foi, pela Seleção, o jogador que a torcida do Werder Bremen adorava, e que tem impressionado os italianos. Verdade, também, que se ele continuar assim, não haverá como deixar de chamá-lo. Enquanto isso, Diego Souza merece ser observado pelo que tem mostrado no BR-09. O meia do Palmeiras tem sido um jogador constantemente perigoso. Júlio Baptista (que substituirá Kaká logo mais contra o Chile, e certamente estará na Copa) é uma improvisação.

4 – Quem será o lateral-esquerdo titular?

Essa é a “pergunta de um milhão de dólares” da Seleção Brasileira. A posição que foi propriedade de Roberto Carlos por muitos anos, hoje está alugada. Foram vários inquilinos, mas nenhum tomou conta do imóvel. A questão é tão aberta que até um lateral-direito, Daniel Alves, já jogou (e bem, mas por pouco tempo) por ali. Mas parece que André Santos, o lateral com o menor número de convocações entre os testados, está aproveitando uma chance que pode ser definitiva. Voltando ao raciocínio “se a Copa começasse amanhã”, a 6 seria dele. Quem mais tem chance? Fábio Aurélio, voltando de lesão no joelho ao Liverpool. Não faria mal se Dunga o chamasse, até para ter opções.



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