NOTINHAS PÓS-RODADAS (e a África do Sul é logo ali)



Finalmente! Todos os times têm 23 jogos.

A maior mexida na tabela, para qualquer direção, foi do Avaí: dois degraus para baixo.

As notas:

* Na volta de Vágner Love, o Palmeiras (2 x 1 no Grêmio Barueri: Diego Souza, Vágner Love e Leandro Castan – 23.357 pagantes no Palestra Itália) fez um segundo tempo muito melhor do que o primeiro.

* Não houve o pênalti marcado em Obina.

* A invencibilidade de quase um ano do Grêmio (1 x 1 com o Vitória: Neto Berola e Jonas – 20.901 pagantes no Olímpico) correu risco, mas foi salva pelo gol de empate, aos 41 do segundo tempo.

* Com 9 vitórias e 3 empates, o Grêmio segue como o melhor mandante do BR-09.

* Com dois gols num intervalo de dois minutos (4 e 6 do primeiro tempo), o Sport venceu (2 x 1 no Botafogo: Fabiano, Wilson e Juninho – 23.601 pagantes na Ilha do Retiro) o jogo dos ameaçados.

* O Botafogo não ganha há oito rodadas.

* Golaço de bicicleta (100%) do argentino Ariel, no empate entre Goiás e Coritiba (2 x 2: Ariel-2, Felipe e Léo Lima – 5.212 pagantes no Serra Dourada).

* O gol de falta de Felipe também foi lindo.

* Com dois gols do banco de reservas (em duas falhas do goleiro Fábio), o São Paulo conseguiu (2 x 1 no Cruzeiro: Diego Renan, Marlos e Borges – 27.953 pagantes no Mineirão) mais uma vitória fora de casa, num jogo que parecia complicado.

* A invencibilidade de seis rodadas do Cruzeiro acabou, e o time só pode reclamar dos próprios erros.

* Pouquíssimo a dizer sobre o 0 x 0 entre Atlético Paranaense e Flamengo (16.970 pagantes na Arena da Baixada), em que o momento de maior emoção foi a expulsão de Antonio Lopes.

* Cuca estreou e nada mudou na sina do Fluminense (1 x 1 com o Náutico: Conca e Carlinhos Bala – 20.887 pagantes no Maracanã), que só não cai mais na tabla porque não dá.

* O empate, combinado com a derrota do Santo André, tirou o Náutico do calabouço.

* Gols aos 42 e 47 minutos do segundo fizeram o Atlético Mineiro (2 x 1 no Santo André: Wanderley, Éder Luís e Diego Tardelli – público ND no Bruno José Daniel) vencedor, após seis rodadas.

* Tardelli não marcava um gol desde o dia 02/08, contra o Coritiba.

* Esplêndido segundo tempo do Internacional (2 x 0 no Avaí: Fabiano Eller e Magrão – 15.257 presentes na Ressacada), que, mesmo inferiorizado em campo, dominou o Avaí.

* O Inter chegou a ficar com dois a menos, e parecia que tinha cinco a mais.

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* No jogão dos líderes da Série B, o Vasco (2 x 2 com o Atlético Goianiense: Jairo, Juninho, Carlos Alberto e Elton – 18.989 pagantes no Serra Dourada) teve a virada nos pés de Carlos Alberto, que perdeu um pênalti e foi (injustamente?) expulso.

* A vantagem do Vasco para o quinto colocado é de confortáveis 7 pontos.

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A Seleção Brasileira (3 x 1 na Argentina: Luisão, Luís Fabiano-2 e Dátolo – vaga assegurada na Copa do Mundo de 2010) teve outra atuação madura num jogo importante – marca registrada do atual time – e ministrou uma clínica de como vencer fora de casa.

Só precisou de um contra-ataque (Kaká para Luís Fabiano, no 3 x 1), porque fez dois gols em jogadas de bola parada no primeiro tempo, que afundaram todos os planos da Argentina.

A Seleção é um time que não se pressiona, não se impressiona, não ouve, não vê, não se deixa atrapalhar por nada que venha de fora do campo, por isso esfriou um caldeirão onde é difícil jogar, e mais ainda, vencer.

Poderia ser um time mais brilhante? Em tese, sim. Na prática, é cada vez mais difícil, e desnecessário, criticar o grupo que Dunga vem montando desde a Copa América de 2007.

O técnico desenvolveu o saudável hábito de ver tudo acontecer como ele gostaria, nos jogos de maior repercussão. Ótimo sinal.

Em Rosario, Luisão (subsituto do indiscutível Juan) foi seguro e fez um gol. André Santos nem ligou para Messi. Luís Fabiano foi, outra vez, tudo o que se pede de um camisa nove.

E Kaká foi letal. Num jogo em que, obviamente, a bola não ficaria em seus pés pelo tempo costumeiro, ele fez o máximo de cada oportunidade. Provocou a expulsão de Mascherano (mais sobre ele em instantes), que só não aconteceu porque o árbitro Oscar Ruiz não deu ao “Jefito” o primeiro amarelo, por puxão na camisa.

Para completar, um minuto depois do gol de Dátolo (único momento psicológico pró-Argentina em todo o jogo), o passe de Kaká para LF teve a precisão – de tempo e espaço – que só os craques são capazes de gerar.

Sobre Mascherano, talvez seja exagero meu, não consigo entender seu status. Jogador destruidor, muitas vezes violento ao extremo, superestimado em todos os níveis.

Não é ruim, é comum. E deveria estar a quilômetros de distância da faixa de capitão da seleção argentina, principalmente num jogo em que Verón está em campo.

Mas talvez seja o capitão apropriado para o atual time de Maradona.



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