CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Jorge escreve: Com essa zona que está a tabela do brasileirão, devido aos jogos adiantados ou atrasados, fiquei com uma dúvida; até onde eu sei, o jogador que acumula seu terceiro cartão amarelo fica suspenso para a “próxima” rodada. Mas vamos supôr a seguinte situação: o jogador X levou um cartão amarelo na primeira rodada, e outro cartão amarelo no jogo da segunda rodada. O campeonato vai em frente e ele não leva mais nenhum cartão. Quer dizer, até hoje, porque no jogo “desta tarde” (ok, ainda estamos no exemplo), jogo que seu time está disputando atrasado (pois a partida é válida pela 5ª rodada, mas estamos “atualmente” na 19ª rodada), ele levou um cartão amarelo, seu terceiro no campeonato. A questão é: por ser um jogo da 5ª rodada, ele não deveria cumprir suspensão na 6ª rodada? Mas como cumprir, se a 6ª rodada já foi realizada? A próxima rodada é a 20… Há alguma alteração no regulamente nesse sentido?

Resposta: Não há alteração, porque não é necessário. O artigo 55 do “Regulamento Geral das Competições” de futebol no Brasil, diz que “Perde a condição de jogo para a partida oficial subsequente do mesmo campeonato ou torneio, o atleta advertido pelo árbitro a cada série de três advertências com cartões amarelos, independentemente da seqüência das partidas previstas na tabela da competição”. Portanto, quem leva o terceiro cartão num jogo, fica fora do jogo seguinte, independentemente do número da rodada. Não fosse assim, precisaríamos da máquina do tempo.

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Marcelo escreve: Não sei se você já percebeu, mas todos os times da Premier League têm a parte de trás da camisa padronizada. O formato dos nomes e números dos jogadores são todos iguais, independentemente da marca de material esportivo de cada equipe. Sabe o motivo disso?

Resposta: Sim, regra. O item 9 da seção F do regulamento da Premier League diz o seguinte: “The size, style, colour and design of shirt numbers, lettering and the logo of the League appearing on a Player’s shirt or shorts and the material from which such numbers, lettering and logo are made shall be determined by the Board from time to time”. Traduzindo: a Liga determina o tamanho, o estilo, a cor e o design dos números e das letras que aparecem nas camisas e nos calções.

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Thiago escreve: Saiu a convocação da seleção sub-20 para o mundial da categoria. Você não acha que, por ser uma seleção de base, deveria se ter um pouco mais de bom senso na convocação? E tentar equalizar as coisas para chamar o menor número de jogadores que já são protagonistas em seus clubes? Porque não se adota o critério do bom senso, visando não prejudicar tanto os clubes?

Resposta: O Mundial Sub-20 é a Copa do Mundo da categoria, não há competição mais importante. Mesmo em se tratando de uma seleção de base, é preciso tratá-la com a máxima seriedade, até para gabaritar a formação desses jogadores, numa competição internacional desse nível. Acho mais grave quando os times brasileiros que estão decidindo Copa Libertadores/do Brasil, perdem seus melhores jogadores para a Copa das Confederações, por causa do nosso calendário.

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Moacyr escreve: O Brasil acaba de se classificar para o mundial (de basquete de 2010, em Istambul), de um modo bem menos sofrido que o passado recente. Na sua opinião, será que já podemos sonhar com a próxima olimpíada, e, por que não, com uma medalha?

Resposta: Sonhar, como diz o outro, não custa. Mas muita coisa precisa acontecer para que a seleção masculina volte a pisar numa quadra olímpica. A sequência do trabalho atual, por exemplo, deveria ser prioridade para a CBB. O contrato do técnico espanhol Moncho Monsalve termina amanhã, e não se sabe se ele continuará. A vaga para o Mundial, em si, apesar de obviamente importante, não é algo assim tão espetacular. O Brasil jamais deixou de disputar um Mundial de basquete. Aos Jogos Olímpicos, não vamos desde 1996.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Quando éramos crianças, só queríamos ser policiais.”

Ray Tierney, em “Força Policial”.



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