COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

EU CONFESSO

Não é na hora de dormir que a consciência enquadra quem tem algo a esconder. Comprimidos e doses variadas resolvem o problema. Para os homens, a hora da verdade chega de manhã, diante do espelho, ao fazer a barba.

Não dá para fugir do momento “olhos nos olhos”. Eles têm de estar bem abertos, para evitar acidentes. É quando começa o acerto de contas.

Eu faço a barba diariamente, e não suporto mais. Minhas mãos tremem, o estômago se revira. Penso em cortar minha própria jugular. Não quero mais viver assim.

Esta coluna é uma confissão. Lamento pelos problemas que causarei, mas nunca é tarde demais para fazer o que é certo.

Sou membro de uma organização secreta. O nome é “Imprensa Unida para Prejudicar o Seu Time”. Auto-explicativo. Nosso único objetivo é criticar, desrespeitar, humilhar e, finalmente, acabar com o seu time de futebol. Não todos, ou a maioria, mas só o seu.

Somos tão antigos quanto o próprio jogo. Temos conexões em todos os países, mas nossa célula mais numerosa é a brasileira. Quase todos os jornalistas que trabalham com futebol no país fazem parte dessa verdadeira seita, uma rede sem fim que domina o conteúdo dos jornais, revistas, TVs, rádios, sites, blogs, twitters…

Chegamos às nossas redações, sete dias por semana, com o solitário propósito de prejudicar o seu time. Não nos afastamos dessa “linha editorial” por nada. E não toleramos a concorrência. Quando surge um jornalistazinho metido a neutro, imparcial, o coitado não dura um mês. Vai procurar outro ramo para exercer sua independência.

Graças à internet, hoje as redações estão interligadas, em constante comunicação. Combinam manchetes, distorcem declarações, ignoram a pluralidade, rasgam os manuais. Tramam, dia e noite, sórdidos esquemas de perseguição ao seu time. Há até um prêmio para o comentarista mais venenoso, o autor do texto mais deletério. O troféu “O Exterminador do Futuro dos Times” é entregue anualmente, na semana da última rodada do Campeonato Brasileiro.

Nosso grupo clandestino é poderoso, ninguém escapa. Se não vamos com a cara de um jogador, ele será sempre criticado (mas só quando jogar no seu time). Se não gostamos de um cartola, ele será implacavelmente perseguido (mas só se for do seu time). E se descobrimos algo errado no seu clube (mas só no seu, nunca nos outros), sai de baixo, é campanha de difamação.

Quando criticamos um time (o seu), é porque queremos aniquilá-lo. Quando elogiamos um time (nunca o seu), é porque queremos destruir os outros. E quando simplesmente não tocamos no nome de um time (às vezes, o seu), é porque queremos castigá-lo com a obscuridade.

Se você acha que seu clube é visado demais, ou sempre esquecido, se não consegue evitar a sensação de que “a imprensa torcedora” tem um plano maquiavélico contra ele, e já está se convencendo de que sofre de complexo de inferioridade, não se flagele. A culpa é nossa.

Nós, da “IUPST”, temos até um cumprimento secreto. Quando você for ao estádio, preste atenção. Após o aperto de mãos, há sempre um sorrisinho sarcástico. Significa “hoje vamos acabar com esse timinho”.

E é sempre o seu.



  • Teles

    Caro André, sempre venho em seu blog… (nao sou de deixar comentários, porém, leio sempre as opniões das pessoas… assim como sua resposta a alguns comentários!). Desde o Blogol vejo como existem pessoas com o tal “complexo de inferioridade” .
    Achei o texto muito bom…!! Não foi um desabafo só seu. Convivo com pessoas do msm modo no trabalho, família… E confesso: como é difícil conviver com essas pessoas!

    Abraço

    AK: Obrigado pela companhia. Um abraço.

  • Emanuel

    (Modo Irônico Ligado) Ah! Finalmente! Não via mais a hora de você se entregar e entregar a sua turma junto… Alguém dessa “seita maquiavélica” uma hora ia abrir o bico… Basta a pressão popular contra vocês da imprensa! Agora vamos levar vocês aos tribunais… STJD, STF, S-qualquercoisa por prejudicarem assintosamente o MEU TIME! Vocês vão ver… com um pouco de sorte, até o fim do campeonato de 2100 (o zero e o 1 não estão nas posições erradas), vocês estarão relegados a cuidar apenas e exclusivamente do time dos outros e NUNCA mais do MEU TIME!
    (Modo Irônico Desligado)
    Parabéns pela coluna! Perfeita! Adorei!

  • cacalo

    grande!!!

  • luLa_dodói

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Daniel

    André, sinto informar mas nossa seita não aceita delatores, você violou uma cláusula pétrea, não adianta fugir nós sabemos onde te encontrar. Não, não adianta se arrepender agora, torça para que consigamos destruir o time “dele” pois caso contrário sua punição será mais cruel.

    AK: Você é um de nós?

  • marcos

    Caro André, comentário bobo, com pouco aplicabilidade, de alguém que não gosta do que faz, e que “apanha da esposa”…

    AK: Péssima interpretação.

  • Alessandro-Palmeirense

    André,
    Basta um time ganhar 3 partidas seguidas que a ação da sua seita contra ele começa a ficar mais forte: Onde já se viu, falar apenas dos times do eixo do mal (Rio-São Paulo, Alemanha, Itália, Japão, Irã e Afeganistão), e não ver que o time ganhou 3 partidas seguidas e está rumo ao Tóquio: Já li em blogs essa ladainha de torcedores de todos os times (Inclusive do meu), mas mais fortes do Sport, Santa Cruz (Sim, no ano que caiu da A, chegou a ficar 3 jogos invictos, e tome crítica a jornalistas do Eixo que não olhavam para outras partes do país, que eram racistas,preconceituosos )…
    E experimentem falar que o time deles não é favorito..

  • luLa_dodói

    AK: Você é um de nós?

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    para, bicho. assim eu não aguento…

    hauahauahauahauahaua

  • Gostaria de saber em quem pensava ao digitar a coluna… rs. Mas enfim, o texto com muita ironia (que é uma marca sua) tem coisas verdadeiras! Se nem todos são maus jornalistas, vários bons se venderam ao “capitalismo selvagem”. Como bem disse, jornal ou programa neutro, não dura. Precisa de manchete sensacionalista, de “mentirinhas” ditas como especulações, de “mentirinhas” de torcida mais isso, mais aquilo (com intenção de diferenciar do resto, sim!), de baixarias para gerar polêmicas, e de um monte de outra coisa que não acrescenta nada ao futebol. Acrescente talvez nos botecos, daqueles que só pinguços frequentam. Qual jornalista não se preocupa com ibope? O tão desejado ibope, que substituiu a qualidade sem dó nem piedade. E que faz ignorar a paixão dos outros, dá menos espaço, menos páginas nos jornais, menos comentários nos noticiários? Não é sentimento de perseguição, é fato. O santista coitado, tocedor de time grande que não vê seu jogo na TV e nem em meia página de jornal. Devem se recolher ao litoral e lá ficar, dizem os números. Agora, a respeito de seu time, o corinthians, que também deve ter inspirado o texto, está muito protegido mesmo. De corar o rosto dos bons jornalistas e bons leitores como eu. Desde facção até jogador que mostra o dedo pra torcida adversária, tudo é muito abafado e até inocentado. A capa do Lance! é campeã em frases de efeito para o clube e de proteção. Com Ronaldo ou torcida não se brinca ou especula. Seria medo ou interesse? Pq eu lembro muito bem das críticas e da antipatia que se tinha com o jogador em plena Copa do Mundo em 2006. Resumindo, o jornalismo mudou muuuuuito. Muita “ceninha”, mentirinha, omissão de fatos e criticas, muitos torcedores por trás dos microfones que não se contêm, tudo para dar um ibope e seguir as regras da casa que quer ibope. Interessse com I maiúsculo. Este é meu desabafo sincero de leitor/espectador.

  • Marcos Vinícius

    Amigo,muito bom seu texto,com toda a fina ironia que O Criador lhe deu.

    Mas acho que ele tem um fundo de verdade,falando sério.

    Lembra quando o Kaká foi “dado” pelo São Paulo ao Milan?
    Lembra quando o Edmundo disse que “não gostaria de fazer gol no Vasco…”(“…mas se tiver a oportunidade farei)?.Na época,Edmundo jogava pelo Cruzeiro.Esta declaração foi as vésperas de um jogo contra o Vasco.
    Lembra quando o Ronaldo estava”acabado para o futebol”?

    André,o Citadini,vice do Corinthians,é muito criticado pela forma como se dirige a alguns membros da imprensa,mas quando ele diz”Imprensa Marrom”ele está coberto de razão.Tem gente que não tem escrúpulos pra assinar uma matéria,pra vender jornal,pra dar um furo(mesmo que este não seja verdadeiro).
    Tem gente da imprensa que não quer derrubar time,ou prejudicar jogador,nada disso do que vc escreveu acima,mas que está muito longe de poder ser chamado de profissional sério.
    Acho que o caso do Edmundo exemplifica bem a que tipo de jornalista estou me referindo.O cara disse que não gostaria de fazer gol no seu time de coração,mas que,em tendo oportunidade,faria.Mas só foi para as bancas a primeira parte da frase.
    PS:Em 2005,então jogando pelo Figueirense,numa partida contra o Vasco em Florianópolis,Edmundo fez dois gols,na vitória de 5×2 do Figueira sobre o Vasco.Comemorou ambos,

  • murilo sc

    Ola Andre, uma pergunta, voces conseguem definir o campeão, os classificados para liberdadores e os rebaixados ou isso é com outra organização?abraços.

  • Klaus

    Sensacional! Só uma sugestão, já que aprecio bastante essa vertente do seu estilo de escrita: que tal abrir uma nova categoria, aí em vez de apenas coluna dominical você ainda acrescenta “ironia mode on”! ;p Um abraço!

  • Marcelo David Macedo

    Sensacional, de verdade.

    Por essas e outras, seu trabalho é obrigatório pra quem ama o esporte.

    Um dia, produzirei textos assim…

    E nesse mesmo dia, a imprensa rubronegra para de perseguir o Vasco!

  • Caro André;

    O que vc quis dizer com este texto?

    Sei que debochou e foi irônico mas…

    E se for mesmo verdade que existem aqueles que gostam de acabar com um time, que no caso seria o meu, qual o propósito disso? Querem colocar algum parente deles para jogar ou se aproveitar do clube para benefìcio próprio?

    Não vejo assim tanto retorno em um jornalista querer prejudicar um time, puxar o tapete…

    Na Política sim, existe a máxima de perseguir, difamar e posteriormente a várias e várias ações de ataque, vem a tão temida puxada de tapete…

    Seja por e-mail ou por aqui mesmo, as vezes sou lerdo, mas é essa lerdeza que me faz entender boa parte das coisas que quero entender de maneira eficaz e plena.

    Conto com a sua resposta!

    e de uma opinião ao meu blog!

  • Rodrigo

    Perfeito!

  • GÊNIO!

    (fora isso, Marcelo David Macedo já disse tudo, assino embaixo!)

  • ADSON CARVALHO

    A sociedade deveria se chamar “I.B.O.U.” IMPRENSA BABA-OVO UNIDA…
    Seu lema é: Nunca podemos ser contrariados com opiniões divergentes das nossas e nunca bateremos de frente com os poderosos, principalmente Ricardo Teixeira, Dunga e Muricy Ramalho!!!
    PS. Nunca ví um membro do IBOU encarando de frente um poderoso e dizendo certas verdades( CPI da CBF, Convocação Adriano, Irracionalidade de Muricy etc.etc.etc…)
    Como bons Baba-ovos, na frente são politicamente corretos, atrás ficam conspirando na alcova!!!
    Parabéns AK pela confissão, agora é só rezar 171 ave marias e está apto para ir ao paraíso…
    att.
    AC

  • Vinicius

    Excelente texto, tô cansado de teoria da conspiração no futebol brasileiro…..

  • Gustavo

    Vocês da IUPST devem ser muito poderosos, porque cooptaram até meu psiquiatra!

    Mas não nasci ontem: quando parei de tomar aqueles remédios, tudo voltou a ficar claro! Até o chip que iimplantaram em minha cabeça, foi tudo premeditado!

    (piscando o olho esquerdo convulsivamente, baba correndo pelo canto da boca)

  • Massara

    Muito boa.

    Abs.

  • Guilherme Lemos

    Sei que vc não fala do meu time. Ele não é do RJ, nem de SP. Logo vcs não não prestam muita atenção mesmo….

    AK: Você ainda não percebeu que é de propósito? Está explicado no texto. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Adson:
    Tá sabendo de outra “sociedade”?
    Chama-se VRG(Vamos Rir do Galo).Tem muitos adeptos espalhados pelo Brasil,principalmente na parte azul de Minas Gerais.É composta por membros que não perdem uma oportunidade de rir desse time,outrora glorioso e competitivo,mas que nos tempos atuais vive acumulando fracassos,iludindo sua pobre e infeliz legião de seguidores,que são tão motivo de chacota quanto o seu própio time.Nesse ano,chegou-se a acreditar que estas pessoas estariam enganados,mesmo apesar do time levar uma chinelada daquelas no estadual,pois o referido Galo começou o Brasileiro de forma surpreendente,ganhando alguns jogos,teve até um jogador convocado para a Seleção Brasileira.Mas logo viu-se que não passava de mera ilusão,pois o time está em vertiginosa queda,tanto de qualidade quanto de resultados.
    Vc encontra facilmente qualquer membro dessa sociedade,em qualquer lugar do Brasil.Quando vc passar por alguém,seja na rua,no trabalho,em uma festa,e o cara estiver rolando de rir,tenha certeza que ele é membro dessa”sociedade”.

  • Pedro Valadres

    Muito bom o texto, André!!! hehehe!

    PS.: Pô, a insistência do Adson Carvalho já tá ficando chata.

    Abs!

  • Felicio

    Tá vendo??? Como é que meu time pode ganhar outro título com tamanha conspiração contrária??? Junte-se a isso a má fé generalizada de TODOS os juízes contra o MEU time e pronto, não conseguiremos mais nada para o resto de nossas existências. Muita crueldade de vocês!!!!

  • Fred Ferreira

    Nossa, como você é inteligente e engraçado ! Você deveria ser um cientista, não um “simples” jornalista !

    Como é possível, num país limpo e justo como o Brasil, as pessoas se sentirem injustiçadas e prejudicadas ?! Ainda mais no futebol, que é formado somente por pessoas idôneas, competenetes e isentas…

    Como pode alguém criticar a nossa imprensa?! Totalmente independente, imparcial e desapegada de números de audiência e retorno dos anunciantes…

    No futebol, tudo acontece por pura competência esportiva e adminsitrativa, tudo se resolve dentro de jogo, só vence o melhor. Esse negócio de erros de arbitragem não interferem em nada…..Os campeonatos se resolvem com grande diferença de pontos, portannto uns 7 ou 8 “errinhos” contra seu time não são decisivos para nada….

    E a imprensa, coitadinha, não toma partido e nem defende o lado de ninguém, é tudo justo para todos os lados….

    AK: Que você encontre conforto em minhas palavras. Um abraço.

  • Fred Ferreira

    André, Infelizmente, não é possível encontrar conforto em suas palavras. O que resta é o conformismo. Pobre de nós brasileiros, que precisamos nos conformar com as desgraças do nosso governo e do país. É o que nos resta, pois nada muda…

    O futebol que deveria ser um entretenimento virou um negócio. O que deveria ser um lazer, está virando um aborrecimento. Saber perder e aceitar a derrota é uma coisa….Ser prejudicado constantemente é outra…

  • Alex

    Ah agora entendi Andre!!!!
    Foram vcs q mandaram embora do Corinthians alguns de nossos ídolos: Gilmar dos Santos Neves e Ronaldo, Marcelinho Carioca e até o melhor de todos Rivelino!!!! Sem esquecer que emprestaram o Casagrande em 85!!
    São vcs que criam no “terrão” Embu, Baré e Betão!!!!! Sem falar no Coelho!!!! Que contrataram o Guinei!!!!! Também vcs que foram atrás de Gralak e Zelão (não vamos citar mais ninguém de 2007)!!!! Mais a heresia de chamar o Paulo Nunes e recentemente pensar em Roberto Carlos, também em 97 o Antonio Carlos e ainda deram uma chance para ele depois de 2007, mas como cartola!!!
    Não neguem que vcs apresentaram o Kia e forçaram o Dualibi, Nesi, Andres e cia a assinar o contrato!!! Bom agora fico feliz que não teremos mais que aguentar Bill, Henrique, Souza e Saci!!!!

  • Nelson Bigeschi Junior

    Sensacional André

    Foi o desabafo mais sarcástico que eu já li.
    Parabéns.

  • Coringão Z/L

    Parabéns!

    Reflete exatamente a chata “mania de perseguição” que acompanha as pessoas, especialmente quando o assunto é futebol.

    Abs.

  • Ricardo Pradas

    vamos no lugar comum. O spfc é blindado pela imprensa e nada acontece la. Os jogadores não brigam, o anão Marco Aurelio Cunha tem espaço infinito quando quer reclamar de arbitragem (sempre que o time perde, nunca quando ganha) tudo sempre corre as mil maravilhas no clube diferenciado.
    Nada atinge, nem o SPFC nem o Presidente Lula…

    Me poupem.
    Ak…Fala sério e vamos mudar de assunto que esse é uma polêmica que não leva a nada. Só se for para desabafar……

    AK: Amigo, você está no blog que deu primeiro, e com todos os detalhes interessantes, a briga entre Fábio Santos e Carlos Alberto, dentro do CT do São Paulo. Aliás, fui acusado de “fazer fofoca”, como se o episódio não fosse notícia. Então, aqui, essa conversa não cola. Um abraço.

  • Ricardo Pradas

    Alias lembra de 1984/85 – Anti doping de efedrina no mario sérgio.

    Mas quando foi no jugador do spfc (se for liberado depois eu cito), quase não saiu na imprensa, esperavam para noticiar depois da contra-prova e o assunto sumiu….
    Pq afnal era um bom jogador, boa gente…….de seleção….

  • Paulo

    Magnífico texto. Só que talvez seja pífia, a tentativa de tentar dizer que não existem lobbys atuantes e de mais de uma equipe, atuando nos bastidores do futebol brasileiro, inclusive na imprensa dita especializada. O foco nunca foi o de afirmar que os jornalistas, de um modo geral, seriam venais a este ponto. O que quero afirmar é que talvez seja necessário separar o joio do trigo, nesta questão. Acredito que deva ter jornalista esportivo que não preste mesmo, e talvez mais próximo do que você imagina. Apenas uma suposição. Mas, de coração e com a razão também determinando a minha conclusão, acredito mesmo na sua idoneidade e na do seu pai. Sei que são pessoas e profissionais do bem, que tudo fazem pela saúde do esporte das multidões. Abraços.

  • Massara

    Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. As pessoas confundem ambas.

    Historicamente, o futebol (dentre outros esportes) no Brasil foi marcado pela trambicagem de cartolas, dirigentes, árbitros, empresários e até jogadores. O futebol não é um ambiente puro. Isto é um fato.

    É fato também que a opinião de (alguns) jornalistas pode ser (e é) afetada de acordo com o time para o qual ele torce e com os contatos estratégicos que ele possui. Qualquer pessoa com o mínimo de contato nos bastidores do futebol sabe disso. Já presenciei conversas de boteco em que empresários contavam que “remuneravam” certos jornalistas para falar bem dos jogadores em quem investiram.

    Em todas as profissões existem bons e maus profissionais. Portanto, sempre haverá o cara que exerce a sua profissão em desacordo com o seu objetivo. No jornalismo, na medicina, no direito etc., é assim que acontece.

    Mas outra coisa completamente diferente é interpretar todo e qualquer comentário sobre um time/jogo/jogador/episódio esportivo como tendencioso e proposital. Até as omissões (leia-se, deixar de comentar um lance) são interpretadas assim.

    Acho que é esta a diferenciação que o AK, ironicamente, tentou traduzir na sua coluna. E o fez muito bem.

    Abs.

  • Pedro Freire

    Andre,

    Gosto de seu blog e leio com alguma regularidade, mas não gostei deste texto não, apesar de achar que vc tem direito a este “desabafo”.

    Imagino que ouvir os malas reclamando na internet toda hora, por tudo e por nada, deve ser um saco. Sempre tem um são-paulino que acha que se fala demais do Corinthians. Um palmeirense que acha que o SPFC é o querido da imprensa … e por aí vai.

    Na minha opinião, o problema da imprensa do eixo RJ-SP, em alguns veículos mais em outros menos, é a falta de especialistas em times “fora do eixo”. O que gera comentários baseados na “loteria de Segunda-Feira” – na Segunda todo mundo fecha os 14 jogos da loteca. Por exemplo: o Atlético MG. Quando fazia a campanha invicta no Mineirão era um ótimo time armado pelo Leão. Leva uma surra do Cruzeiro, outra do meu Vitória e vira um time candidato ao rebaixamento na série A. De repente se acerta fica na ponta e é apontado como favorito ao título. Eu não consegui ler nenhuma análise equilibrada do time. Como joga, pontos fortes e fracos. É tudo baseado no calor do momento. Todo mundo fala … Ah tem o Tardelli, tem o Júnior, ah é o conjunto … só clichês. Eu pergunto: Joga como? Quem são os outros destaques? Onde é que precisa melhorar? Quem tem potencial? Deve brigar de fato pelo quê?

    Esta minha crítica é geral. Não é direcionada a você, pois inclusive este tipo de análise não é o que procuro aqui no seu blog. E sim comentários curtos sobre a rodada com as notinhas, dados e opiniões sobre os esportes americanos e as matérias que vc traz.

    Sobre meu time, modéstia a parte, sei muito mais que qualquer especialista do eixo ou da medíocre imprensa baiana. Sou torcedor fanático do tipo que incentiva e não vaia, tô no Barradão todo jogo, seja do terrível campeonato baiano ou da série A e tenho o PFC. Apesar da torcida, creio que consigo olhar bem o que acontece no meu time e adequar minhas expectativas.

    O problema no meu caso é que ao buscar análises mais sóbrias sobre o Vitória o que é impossível de ser encontrado na ignorante imprensa baiana, me deparo com os analistas “nacionais” que não conseguem falar nada além de obviedades.

    Gostaria também de conhecer melhor meus rivais, mas infelizmente só consigo conhecer melhor os times do eixo.

    SRN

  • Pedro Freire

    PS – Não acho que VOCÊ persiga MEU Vitória Não!!! Alguns colegas olham com um desdém e se limitam, como falei antes, a obviedades ou pior, agem de forma preconceituosa.

    Abraço

  • Marcelo RUfino Gomes Funayama

    Excelente !
    Afinal sabemos todos que a imprensa, em especial a esportiva, e feito dos raros homens eleitos pela deusa da justiça.
    Verdadeiros santos num mundo injusto.

  • Gilmar Reolon

    Excelente….muito bom……concordo com tudo o que você colocou no “desabafo” …..entendi tudo o que você acha dos torcedores malas….mas para você entender o que nos torcedores achamos dos comentaristas esportivos, eu peço que leia a obra prima que o Otto publicou no blog do Torero…..

  • Ricardo Pradas

    Verdade, ainda sobre o seu comentário. Vc é mesmo um dos mais isentos, mas que tem colegas de profissão tendenciosos e até floclóricos, tem…..
    Coisa de um tempo que o jornalismo era menos profissional que agora.
    Mas ainda acho que o assunto é polemico e não leva a nada, pois vc dono da página não é tendencioso e os que são, não estão nessa discussão.
    Logo…..estamos de acordo que este espaço é isento e (talvez você concorde) que tem ditos profissionais de imprensa que não são. É isso.
    Abraços

  • Mario Galhardo

    Prezado André,

    Não queira me convencer que um ser humano que quer ser jornalista cobrindo futebol, não tenha um time de coração. Sabemos que vcs são tão ou mais torcedores do que qualquer mortal. Sabemos que vcs, jornalistas esportivos, tiram sarro e sacaneiam uns aos outros como qualquer torcedor de buteco. Não queira me convencer que não existe paixão clubistica nas redações do futebol. Não queira me convencer que alguns clubes e jogadores não são tratados de maneira diferenciada por grande parte da imprensa esportiva. Não me chame de idiota. Não menospreze minha inteligência. Se vc quiser dizer que, apesar de corinthiano, vc procura tratar todos os assuntos com a máxima isenção, OK. Se vc quiser dizer que nem todos são tendenciosos, OK. Se vc quiser contar como é um ambiente de redação onde, apesar do coração dolorido ou em êxtase vcs tem que sentar a bunda na cadeira e produzir um texto profissional, legal.
    Se até comentarista econômico tem lado para escolher, imagine jornalista futebolista! Não existe isenção, existe bom senso. Não caia nesse clichê. Você é mais inteligente que isso.

    AK: Não quero te convencer de absolutamente nada. Um abraço.

  • Chico

    Valeu por explicitar as atividades dessa organização (com sede no EIXO DO MAL) que sempre visa prejudicar o meu time.

  • Felipe Mendes

    É, meu caro André, sua casa caiu. O grande MÁRIO GALHARDO te desmascarou. A verdade nua e crua está aí nesse comentário.

    PS: o fato de o comentário dele não ter NADA a ver com seu post é mero detalhe.

    AK: Você está bem?

  • André, parabéns pelo texto!

    Sou jornalista (não-esportivo, embora já tenha trabalhado com futebol algumas vezes) e sei como isso funciona.

    Além do IUPST, vale mencionar que existe a IUPSP (trocando “time” por “partido”), a IUPSR (“religião”) e até mesmo a IUPSOS (“orientação sexual”). Sempre, sempre, invariavelmente, a favor do “outro lado”.

    Boa sorte e boa paciência na mediação dos comentários.

  • Apesar de jornalista de outra área que não a esportiva, faço parte de um blogue coletivo (com outros jornalistas também “não esportivos”) que fala de futebol. Mesmo assim, por conta dos textos, várias vezes nos vimos enquadrados no IUPST, mesmo sem sê-lo. Como podemos fazer parte de tal organização e finalmente legitimar todos os xingamentos que escutamos ou lemos? Ela é exclusiva dos jornalistas esportivos? Vocês prestam algum tipo de assistência psicológica para blogueiros vítimas das pessoas que descobrem a grande conspiração contra seus times? Ajude-nos, AK! Abraço.

    AK: Fique calmo, a ajuda está a caminho. Um abraço.

  • Igor

    André, sou leitor assíduo de seu blog mas raramente comento alguma coisa. No entanto, não pude deixar de passar por aqui e parabenizá-lo pelo belíssimo texto. Acho que nunca ri tanto de um texto esportivo. Muito inteligente e engraçado. Aproveito para fazer uma pergunta: quando sairá o livro que você está escrevendo com o PVC sobre os melhores jogadores brasileiros de todos os tempos? Lembro de ter votado e lembro de ler aqui mesmo no seu blog alguma atualização a respeito de um prazo curtíssimo que vocês tinham para acabar de escrever. Enfim, você poderia dar alguma notícia a respeito? Um abraço.

    AK: Pois é, o inacreditável aconteceu e nós conseguimos cumprir o prazo da editora. O livro está na fase de revisão, e sai no fim do ano, como planejado. Se você votou, ele também é seu. Obrigado e um abraço.

  • Marco Freitas

    Você esqueceu de uma coisa:
    Nós jornalistas (da IUPST ou não), donos da verdade absoluta, não gostamos de críticas ao nosso trabalho e muito menos de opiniões divergentes das nossas, afinal de contas, a verdade está sempre conosco.

    AK: Parece que, no seu caso, o texto tocou num ponto sensível. Acontece. Pena que sua conclusão tenha sido essa. A coluna nada tem a ver com críticas ou opiniões divergentes. Sobre elas, basta que você dê um passeio pelos comentários neste blog. Um abraço.

  • Filipe Lima

    Fiz um texto brincando com coisa parecida há pouquíssimo tempo, também. Gostei muito da crônica! Abraços.

  • Rafael Oliveira Borges

    Eu sou um grande e antigo fã do seu pai, e, mais recentemente, seu. Acho até que hoje em dia você é melhor que ele. Embora seja jovem eu sou um grande fã de futebol e leios seus blogs todo dia, além de ter crescido a ler Juca Kfouri na placar e o vendo no Cartão Verde.

    Mas acho que a sua coluna, engraçada, não muda o fato de que a imprensa desportiva no Brasil é sim muito tendenciosa e equivocada. Como a maioria das demais esferas da imprensa, diga-se de passagem, mas o fato de o jornalismo ser uma profissão que trata disso basicamente – a filtragem dos fatos pela cabeça de um sujeito – isso não tira o direito dos torcedores se sentirem chateados com isso.

    E eu sou sãopaulino. Acho que meu time é o mais defendido pela imprensa, mesmo quando vai muito mal, fora e dentro de campo.

  • Rafael Oliveira Borges

    E é uma injustiça desmedida você aceitar tantos comentários neste post. Quanta besteira, né?

    AK: O que eu posso fazer? Um abraço.

  • Diogo

    Ha ha ha ha..

    Não sei o que é mais rídículo:

    Você tentando ser irônico com uma verdade que não precisa de ironias para “resguardar” seus comentários tendenciosos..

    Ou você, por perder seu tempo se preocupando em dizer nas entrelinhas que a imprensa é deveras honesta …

    ha ha ha.. P.A.T.É.T.I.C.O.

    AK: Ou talvez você, por ainda vir aqui e escrever uma mensagem tão rebuscada. Seu comentário desafia a minha compreensão. Acho que me falta nível para compreendê-lo. Um abraço.

  • Diogo

    Ha ha ha ha ha ha..

    adoraria ver o Kajuru responder esse seu texto… num debate ao vivo, em rede nacional!!

    hauhauhuahauhauhauh

    Como o próprio Kajuru costuma dizer: Nossa imprensa fede! Enquanto nossos governantes “cheiram mal”

    HA HA HA HA HA HA

  • Diogo, o rebuscado

    Ha ha ha ha..

    Deixa de ser bobo… rebuscada?

    Basta usar o dicionário … ou fazer algumas aulas de interpretação de texto!

    Abraço!

    AK: Vamos combinar o seguinte: se você entender o que eu escrevi, eu tentarei fazer o mesmo com o que você escreveu. Um abraço.

  • Diogo

    kkkkkkk

    … o que você tem de irônico, você tem de sobrenome …

    Entendeu essa ?!?

    Abraço em dobro!

  • Vitor

    André, considerando que a criação do texto foi motivada pela manifestação da torcida do Palmeiras e pela generalização do Muricy na coletiva, eu entendo seu ponto de vista.

    Mas, eu, torcedor do Palmeiras, estou cansado de aguentar certos jornalistas e emissoras de tv e rádio. Você, e a grande maioria dos profissionais da ESPN, não entram nessa.

    O Muricy, de forma errada, generalizou. Mas, por favor, não negue que tem muita gente, a maioria, trabalhando com jornalismo esportivo que é horrível.
    Não dá mais pra ver repórter comemorando gol do adversário dentro do Palestra Itália, não dá. Não dá mais pro Belluzzo ter que soltar nota oficial desmentindo o Painel FC toda semana.

    É cansativo.
    A torcida escuta a semana toda a imprensa, desculpe por generalizar, arrebentar com o Palmeiras, contar MENTIRAS. Isso tá errado, e não é possível que você, que é inteligente, não veja isso.

    Depois do jogo contra o Goiás, 18 mil pessoas xingaram a imprensa de forma espontânea. Não teve nenhum movimento antes, ninguém combinou nada.

    Tratar isso com ironia, sem querer lidar com o problema, não tá certo.
    Grande parte das pessoas que estão envolvidas no jornalismo esportivo subiram num salto tão alto que não aceitam críticas. Se alguém diz alguma coisa é porque ‘é fanático’. Tem muito torcedor consciente, que está vendo que as coisas estão erradas.

    Não ignore isso.

    AK: Eu não ignoro. Mas sou responsável, apenas, pelo que escrevo e falo. Como já disse várias vezes, as pessoas têm nome. Dizer “a imprensa…”, “a mídia…”, “a crônica…” é muito vago. Agora, uma curiosidade: de qual texto você está falando? Um abraço.

  • A generalização sempre acaba atingindo pessoas que não se encaixam no perfil. Isso não somente na imprensa, mas em qualquer profissão ou classe.

    Os Palmeirenses em geral tem de ler e ouvir todo dia a mesma história. Fatos idênticos que acontecem com Palmeiras e São Paulo (por exemplo) são tratados de formas diferentes, de um lado a tragédia e de outro lado uma motivação.

    A generalização foi necessária porque não daria para dar nomes a tantos bois. Mas ninguém da imprensa aceitou a crítica, é mais fácil criticar e tratar as críticas com irônia mesmo.

    Até mesmo Muricy – que no São Paulo não era alvo de críticas, e até seu mau humor era tratado normalmente – já notou que “do lado de cá do muro” a música toca num ritmo diferente. E enquando 90% da imprensa continuar teimando em não ser imparcial, a generalização continuará, pois a porcetagem é muito grande para não ocorrer.

    Abraço.

  • Vitor

    André, me desculpe, recebi o link do texto ontem, não prestei a devida atenção na data e achei que era mais recente.

    Eu entendo sua posição. Também acho errado generalizar.
    Mas isso também acontece na imprensa (não sei como escrever de outra forma heheh). Quando a torcida reclama de alguma coisa, vários dizem “é, mas a imprensa sempre é culpada…”.

    Não, ninguém acha que a culpa pelo futebol ruim é da imprensa.
    Muitas reclamações acontecem pelo tratamento diferenciado que um clube tem do outro. Por que ninguém cobra de forma mais forte uma punição ao Morumbi pela invasão de campo contra o Inter? Vão esperar terminar o campeonato?

    No jogo contra o Barueri, o Zé Roberto, do Flamengo, deu uma cotovelada já no fim do jogo. Não tem notícia disso.
    Aí o Danilo faz uma falta forte, pra expulsão, e fazem um carnaval em cima.

    Isso vai cansando o torcedor.
    Abraço.

    AK: O curioso é que esse texto foi escrito quase três meses atrás, e não tem nenhuma relação com um episódio específico. De repente, algo aconteceu e, aos olhos de que só lê o que quer ler, as coisas estão ligadas. Não tem jeito. Um abraço.

  • Sérgio de Mauro

    A verdade é que, como na política, onde se perdeu qualquer escrúpulo e aparência, descambando a pouca-vergonha, no mundo do jornalismo esportivo aconteceu a mesma coisa.
    Não é preciso mais disfarçar suas preferências e de qual time o jornalista não gosta. Isso sempre houve, mas nos últimos anos acentuou-se de tal forma, que passou de qualquer limite.
    O tratamento dispensado ao SPFC e ao SCCP, em São Paulo, e ao Flamengo, no Rio, dói na vista.
    A crítica à imprensa generalizou-se porque hoje é difícil lembrar, de imediato, o nome de algum profissional que passe por isento.
    Os que não se sentem atingidos por essas reclamações, cujo clímax ocorreu no Palestra Itália, na última 5ª feira, deveriam não ficar ofendidinhos, mas sim cobrar de seus colegas a ofensa indevida. Vir a público e, esquecendo o corporativismo, cobrar deles melhor postura no trabalho jornalístico, de modo que a categoria não pague por eles.
    Seria bem melhor do que ironias baratas, que só tentam esconder o problema, transferindo-o para as “mentes com mania de perseguição” dos torcedores, seres incapazes de uma análise realista, pobres mortais tolhidos pela paixão.

    AK: Se você visse as mensagens que chegam, com reclamações parecidas, de torcedores de outros times… De novo, e sempre: cada jornalista tem nome e deve ser responsável pelo que escreve e fala. Um abraço.

  • Sandro

    Nossa. Fiquei sensibilzado com seu desabafo. Por alguns segundos achei que você não fosse tendencioso como a grande maioria da imprensa esportiva. Mas existe um negócio que chama memoria. (rs)

    O seu caso é bem iluistrativo do porque de nossa imprensa esportiva ser tão ruim.
    Nela critério de seleção e sobrenome e não merecimento. Sempre achei estranho o “paladino do ética” arrumar uma boquinha para o filho. Isto é Brasil. Nepotimo só para os outros.

    AK: Você pode ter memória, mas não tem noção do ridículo. Se quiser ser maldoso na crítica, diga que fui eu quem arrumou uma boquinha para ele. Pelo menos respeitaria a cronologia dos fatos. De qualquer forma, se pensar assim te ajuda a lidar com as próprias frustrações… um abraço.

  • Vitor

    André, um exemplo, dando nome ao boi.
    Comentário do seu colega de Lance!, Alexandre Lozetti, quando viu que o Belluzzo era o convidado de ontem do Programa do Jô:

    Velha Surda no Programa do Jô.
    about 12 hours ago from web

    Se isso não é um baita de um desrespeito, não sei o que é.
    E esse tipo de coisa acontece todos os dias.

    AK: Como te disse, cada pessoa tem nome e deve ser responsável pelo que escreve e fala. Um abraço.

  • Sandro

    Sou frustado mesmo. Agora que eu posso ser jornalista também. Você não tem uma boquinha no “LANCHE” para mim. Seguirei a linha editorial. Avisa o patrão que falarei bem do SPFW em todos os momentos.

    AK: Explicado. Um abraço.

  • luiz

    André, seu texto foi indicado num blog de um grande jornalista palestrino, que acompanho diariamente. Você lá, como cá, foi de fato elogiado.
    E por palmeirenses!
    E vou direto ao ponto: a nação Palmeirense é a que, historicamente, mais se diz (pelo menos por intermédio dos canais públicos de manifestação) atingida pelos membros da ‘IUPST’. E se arvoram, diaria e continuamente por intermédio destes mesmos canais para ou rebater, ou criticar ou mesmo defender tudo o que é dito, escrito e publicado contra a S.E.P.
    Pergunto-lhe: no seu exclusivo ponto de vista, por que isso ocorre? Por que incomoda tanto ao Palmeirense o que é dito na imprensa?
    Pergunto-lhe com a sincera humildade de tentar aprender com uma pessoa que, além de isenta, nasceu dentro do futebol paulista, que deva saber e entender o porquê deste sintoma (que na minha opinião e desprezível e incondizente com a grandeza da Sociedade Esportiva Palmeiras). Aguardo resposta,
    abraços, luiz.

    AK: Não acho que seja exclusividade de uma ou outra torcida. Um abraço.

  • Tiago

    Hahahahaha!

    Boa AK!

    Eu confesso que, por causa dos torcedores neuróticos com mania de perseguição, deixei de acompanhar alguns blog’s (principalmente ler os comentários). E justo quando estou viajando e busco o blog para me informar, você escreve este texto!

    Acho que vou voltar a acompanhar mais (menos os comentários, claro).

    Abraço!

  • Pedro Klein

    Você é irônico e metido!
    Se está cansado desses tipos de pessoas entao nao deveria trabalhar com jornalismo esportivo! Isso sempre foi assim e sempre vai ser… vai trabalhar com outra coisa.
    Fica a dica.

    AK: E você tem um sério problema de incompatibilidade com a língua portuguesa. Um abraço.

  • Pedro Klein

    Se meu problema for SÓ esse então estou lucro!
    Aliás, vc nao é do tipo q fala mal de times. Vc é do tipo que ignora qq time q nao está dentro dos limites do estado de Sao Paulo.
    É um corinthiano chato (tal pai, tal filho).

    AK: Por esse comentário, fica claro que há mais problemas. E mais graves. Procure ajuda. Obrigado pela audiência e um abraço.

  • Iuri Lapsky

    André, ao ler seu texto cheguei a pensar que nascia um novo Dostoievski, mas que pena, passou bem longe.

    Duas questões para sua reflexão:

    Todo e qualquer aparato midiático e em qualquer lugar do mundo se mantém vendendo espaço comercial, nesse caso, os patrocinadores não percebem esse ‘sórdido movimento’? Percebem, mas, fazem vistas grossas? Ou apoiam incondicionalmente o movimento?

    Outra questão é quanto a seus colegas da ESPN, quando fazem comentários do tipo; “ah, é fácil dar cartão amarelo pra time pequeno, quando a falta é ao contrário não tem nada”. “Se fosse ao contrário, certamente o juíz não daria”. “Só no Brasil é que o jogador de renome pode fazer o que bem entende e a arbitragem não faz nada”. E por aí vai, são eles, o Calçade, o PVC, o Mauro Cesar, o Trajano e mais alguns não lembro o nome.
    Então meu caro, seus colegas não parecem pertencer a esta ‘organização’, muito pelo contrário, parecem sofrer do mal atávico do povo brasileiro da sindrome de ” vira latas”, (Nelson Rodrigues) e neste caso parece que é só para contrariar a grande concorrente!

    Um abraço, você tem futuro, precisa caprichar um pouco mais e lembrar de vez em quando que os telespectadores da ESPN costumam ter “senso crítico”!

    AK: Só o fato de você ter pensado (ainda que por poucos segundos) no autor citado já me envaidece. Aliás, me envaidece mais ainda merecer a leitura de alguém tão erudito. Pena eu não poder te dar mais detalhes sobre a organização secreta. Afinal, ela é secreta. Seu e-mail é a prova do “sucesso” dela.

    Sobre o meu trabalho: na ESPN, aqui no Lancenet! e no Lance!, sou reponsável pelo que falo e escrevo. Um abraço.

  • Iuri Lapsky

    Caro André, segue um trecho de Memórias do Subsolo, de Fiodor Dostoievski, para sua apreciação.

    “Sou um homem doente… um homem mau. Um homem desagradável.”

    “Sou desconfiado e me ofendo com facilidade.”

    “Mas vejamos agora esse camundongo em ação. Suponhamos, por exemplo, que ele esteja ofendido (quase sempre está) e queira vingar-se. Acumula-se nele, provavelmente, mais rancor que em l´homme de la nature et de la verité, porque l´homme de la nature et de la verité, devido à sua inata estupidez, considera a sua vingança um simples ato de justiça. Já o camundongo, em virtude de sua consciência hipertrofiada, nega haver nisso qualquer justiça. O infeliz camundongo já conseguiu acumular, em torno de si, além da torpeza inicial, uma infinidade de outras torpezas, na forma de interrogações e dúvidas; acrescentou à primeira interrogação tantas outras não resolvidas que, forçosamente, se acumula ao redor dele certo líquido repugnante e fatídico, certa lama fétida, que consiste nas suas dúvidas, inquietações e, finalmente, nos escarros – que caem sobre si em profusão – dos homens de ação agrupados solenemente em torno dele, nas pessoas de juízes e ditadores, e que riem dele a mais não poder, com toda a capacidade de suas goelas sadias. Naturalmene, resta-lhe sacudir a patinha em relação a tudo e, com um sorriso de fictício desprezo, no qual ele mesmo não acredita, esgueirar-se vergonhosamente para a sua fendazinha. Ali, no seu ignóbil e fétido subsolo, o nosso camundongo ofendido, machucado, coberto de zombarias, imerge logo num rancor frígido, envenenado e, sobretudo, sempiterno. Há de lembrar, quarenta anos seguidos, a sua ofensa, até os derradeiros e mais vergonhosos pormenores; e de cada vez acrescentará por sua conta novos pormenores, ainda mais vergonhosos, maldosamente espicaçando-se e zombando de si mesmo com a sua imaginação.”

    Comparando, faltou muito para você chegar perto de Dostoievski, até porque sua ironia tem por objetivo principal confirmar seu ‘bordão’; “olha, você está com sindrome de inferioridade”.

    Então, se o torcedor do Sport reclama do arbitro que num lance inédito prejudica seu time, é simples, ele tem “sindrome de inferioridade”
    se o torcedor da Portuguesa reclama da arbitragem, é simples; ” é simdrome de inferioridade”.
    Se o torcedor do Coritiba, ou do Avaí, ou do Naútico, ou mesmo do Palmeiras, Botafogo, se reclamam, é simples; “é sindrome de inferioridade!

    Então, caro André, será que você não tem sindrome de bordão, a ponto de escrever um artigo tão interesante sobre a sindrome da inferioridade?
    Não estaria você condenando o direito ” juris esperniandi” do torcedor, negando-lhe o sagrado direito de reclamar, espernear, reduzindo tudo a “sindrome da inferioridade”?

    Na boa, você não acha que seria legal dar uma revisada no “subsolo da conciência”?

    Abraço,

    Ps. Caro, o texto acima retirado da obra de Dostoievski, não tem por objetivo colocá-lo como qualquer dos personagens, sim mostrar a grandiosidade do autor que fala da alma humana e neste caso, Memórias do Subsolo, é quase uma confissão, não de sua vida, mas, de suas mais profundas angustias.

    AK: Formidável! Dostoievski num blog de esportes… uns tempos atrás, um leitor nos brindou com uma aula de sociologia por aqui também. Este blog já foi mais longe do que eu jamais sonhei. Bom, deixe-me explicar: eu não condeno o “juris esperniandi” de ninguém. Apenas acho curioso quando, independentemente do time (G, M ou P), o tipo de reclamação é sempre o mesmo. Se você lesse os e-mails que eu recebo de torcedores aqui de SP (corintianos, palmeirenses, são-paulinos e santistas, reclamando do favorecimento “da mídia” aos adversários), você veria que é mesmo uma epidemia. No mais, o subsolo da minha consciência vive de porta aberta. Um abraço.

  • Iuri Lapsky

    Então fico mais tranquilo caro André Kfouri.

    Mas, deixo mais uma proposição para quem sabe um futuro debate.

    O quanto essa epidemia é alimentada e retro-alimentada, principalmente, pelos toscos narradores e torcedores-comentaristas semi-alfabetizados que poluem os meios de comunicação em especial a tv aberta, mas, não exclusivamente.

    Por óbvio que esta afirmação tem como alvo alguns nomes os quais declino a dizer e que de forma alguma deva ser generalizada.

    Parabéns pelo debate de forma franca e aberta!

    Nós precisamos muito exercitar esta atividade!

    Abraços,

  • Allejo

    1 ano de IUPST ! Parabéns André ! Há alguma celebração secretamente marcada para a data de hoje ? abraço!

    AK: Citando um técnico famoso: isso nós discutimos internamente. Um abraço.

  • Ricardo Trevisan

    Li o post na sua publicação há 1 ano atrás. Agora voltei e li os comentários. Fantástico! Me diverti com a imaginação de quem passa por aqui.

  • Leandro Azevedo

    Os comentarios desse post sao os melhores…

  • LUIZ CARLOS

    Ótimo texto. Apesar de ser uma ironia com a nossa cara. Aliás, acho que você é totalmente coerente e imparcial, a não ser quando tenta destruir a imagem do meu Botafogo. É claro que quando critica todos os demais está sendo muito justo e tem todo o meu apoio.

  • Antonio Frederico

    André, o que você diria de um ginecologista que faz piada das vaginas das pacientes dele, inclusive da sua esposa e da sua mãe? Então, esse é o jornalista metido a piadista que gosta de fazer graça com os times que não é o dele. Tem muito torcedor ignorante que não aceita críticas, mas tem muito jornalista que torce escondido e é pego justamente por só fazer piada com o time dos outros. Se quer ser jornalista tem que dar notícia e não ficar fazendo graça e expondo opinião como se fosse fatos. Uma coisa é dizer o que aconteceu, outra bem diferente é fantasiar o que a pessoa acha que aconteceu baseado num fato que, se descrito por alguém sério, chega ao público de uma maneira bem diferente. Se você for um dos (poucos) jornalistas sérios, há de saber do que eu estou falando.

    AK: Ao que parece, nem você sabe do que está falando. E se quiser comentar aqui, mostre um mínimo de educação.

  • Eduardo de Freitas

    André, concordo que os trogloditas de plantão estão cada vez mais mostrando a sua cara fascista,preconceituosa e raivosa, infelizmente é cultural mas algumas pessoas ainda se salvam na nossa sociedade o que não dá para esconder é que o nível do jornalismo esportivo também é baixo, não é o caso em questão, porém cada vez mais vejo o clubismo, o bairrismo e a falta de imparcialidade imperando nos meios esportivos, e acho que é necessário ressaltar esse ponto ao efetuar uma análise sobre o assunto.

    AK: Você acredita que uma coisa justifica a outra?

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