CAIXA-POSTAL



No momento em que escrevo, o clássico milanês está 3 x 0 para a Inter, no intervalo. O primeiro e o segundo gols foram brasileiros (Thiago Motta e Maicon), produtos de belas jogadas.

O Milan tem um jogador a menos, e corre sério risco de um sacode histórico. Leonardo em apuros.

Aos assuntos da semana:

Roberto escreve: Lembra de uma história antiga de que o intervalo mínimo entre duas partidas, por alguma determinação legal, é de 66 horas? E que, vira e mexe, é relembrada por alguns clubes para adiar jogos e/ou tumultuar campeonatos? Pois não é que o Heber R. Lopes apitou (muito mal, por sinal) Brasiliense X Vasco na terça feira e Botafogo X Cruzeiro na quinta (além disso, é razoável supor que ele tenha apitado alguma coisa no domingo…)? Se convencionou-se dizer que um atleta profissional não tem preparo e/ou condições e/ou resistência para jogar esses jogos, o que dizer dos bancários, mecânicos, contadores, advogados e quetais, geralmente mais velhos, travestidos como apitadores? Pode isso?

Resposta: Se pode ou não pode, falta-me conhecimento técnico para responder. Mas, definitivamente, está acontecendo. Héber Roberto Lopes (que, no domingo passado, apitou Goiás x Santos) é a “bola da vez” do apito brasileiro. Antes, era o Simon, que apitava quase todo dia. O arbitragem brasileira está passando por um momento dramático. Não temos um grande árbitro, e os que estão aparecendo, em jogos da Série A, claramente não tem nível para o atuar no nosso campeonato mais importante. O resultado é que um cara como o Héber, que pelo menos é experiente, é escalado como se fosse o único juiz disponível. Agora, sobre o preparo físico, não esqueça que há um teste pelo qual os árbitros devem passar. Ana Paula, a juiza-top model, não consegue fazer metade. Quem está apitando deve, em tese, ter provado que tem condições.

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Marcelo escreve: Sem entrar no mérito se a camisa do Corinthians (com tantos patrocinadores) ficou bonita ou feia, e sem entrar no mérito das necessidades financeiras e de marketing, a visibilidade que o clube prometeu aos seus patrocinadores não contraria norma da FIFA que determina que os atletas coloquem as camisas para dentro do calção? Aliás, existe referida regra?

Resposta: Não, nunca existiu. Essa determinação não está no texto da regra, ou nas orientações que os árbiros recebem da Fifa. Alguns, por iniciativa própria, costumam pedir aos jogadores que iniciem as partidas com a camisa para dentro do calção. Seria uma vergonha se um clube vendesse espaço em seu uniforme, de forma a contrariar a regra. E, francamente, árbitros que se preocupam com esse tipo de coisa não estão fazendo seu trabalho direito.

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Marcelo escreve: André, pergunta difícil. Agora com o sorteio da UCL a gente fica aguçado, então muito curioso eu pergunto: se um torcedor (bem rico, imagino) deseje assistir a final da Champions, onde, por quanto e com qual antecedência ele pode comprar o ingresso de maneira oficial (sites de leilão nao contam)? Imagino que embora o preço deva ser salgado nao haja tanta oferta, pois a procura é grande. Creio ainda que vendas são realizadas antes mesmo de conhecermos os finalistas, embora tenha escutado que uma parte é reservada aos fiéis torcedores. Você pode contribuir com essas curiosas informaçoes?

Resposta: Sim, posso repassar as informações oficiais. Ingressos para jogos da UCL são vendidos pelos clubes, mandantes e visitantes, envolvidos. Ingressos para a final da UCL são vendidos pela Uefa, três meses antes do jogo. Os ingressos para a última decisão, em Roma, começaram a ser disponibilizados em fevereiro.

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Marco Aurélio escreve: Convocar Sandro (volante do Internacional), que está sendo pretendido pelo Tottenham, não foi um ato arriscado? Dá pra notar neste caso, e em muitos outros assim que já ocorreram, que a Seleção Brasileira é realmente um grande balcão de negócios.

Resposta: Não dá para afirmar isso, porque seria colocar em dúvida a honestidade de pessoas que, até hoje, não nos deram motivo para tanto. Acho até que outros casos, de jogadores sobre os quais não havia notícia de interesse estrangeiro, que foram convocados e imediatamente negociados, são mais curiosos. Sandro é tratado pelo Inter como uma jóia, e, pelo que ouvi, não é só o Tottenham que já cresceu o olho. Aliás, a demora para convocá-lo faz supor que a CBF tentou liberar algum “estrangeiro” para o lugar de Josué, e não teve sucesso.

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Muito obrigado pelas mensagens, e até a semana que vem.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Me chame de idiota mais uma vez.”

John Hancock, em “Hancock”.



  • ADRIANO

    NESTE SÁBADO O S.C. INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE FOI CAMPEÃO DO 3º TORNEIO DI TORINO SUB-20 AO BATER O OLYMPIACOS DA GRÉCIA POR 4X0, MARINHO DO INTER FOI O GOLEADOR DO TORNEIO COM 5 GOLS.

  • Edouard Dardenne

    Com relação à existência de regra sobre a camisa por dentro do calção: não há mesmo, nas leis do jogo, norma específica sobre a apresentação dos uniformes. A prática vem do tempo em que o calção era ‘short’, bem curto mesmo, e as camisas, mais compridas. Assim, acabavam cobrindo o calção, violando, idiretamente, as regras do jogo. Enfim, colocar as camisas por dentro do ‘short’ era a forma de assegurar a identificação completa do uniforme. Um abraço.

  • Roberto

    André, em relação a convocação do Sandro, nem todos os jornalistas do país sabem (e por isso cairam de pau em cima do Dunga), mas esse menino no Rio Grande é uma unanimidade, que desconstrói jogadas com a mesma facilidade de um Pierre por exemplo. E digo isso mesmo sendo gremista doente.
    Por isso prefiro acreditar que tenha sido por méritos técnicos e não financeiros que o Dunga o tenha convocado.
    Abraço

  • Mauricio

    André, considerando que o papel da CBF, entre outras coisas, é fazer com que o futebol brasileiro (eu considero como futebol brasileiro não apenas a liga brasileira, mas a seleção e os jogadores que jogam fora do país também) seja forte, ajudar a colocar jogadores nas principais ligas do mundo em oportunidades pontuais não seria uma atitude coerente?

    Abraços.

    AK: O papel da CBF deveria ser cuidar da Seleção Brasileira. As competições de futebol do Brasil deveriam ser responsabilidade dos clubes. Como não é assim, e a CBF organiza os campeonatos, o papel dela deveria ser fortalecer o futebol brasileiro, criando condições para que nossos melhores jogadores ficassem aqui. Um abraço.

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