COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

APITO MUDO

Há um debate, aparentemente eterno, na NBA, a respeito do comportamento dos árbitros nos segundos finais de jogos com placar apertado.

De um lado, a corrente que acredita que, na hora h, são os jogadores – e não os juízes – que devem decidir quem ganha e quem perde. Muitos árbitros são adeptos, o que explica o silêncio dos apitos nas últimas jogadas, e a necessidade de faltas verdadeiramente escandalosas para que o jogo seja paralisado por lances livres decisivos.

Como os quatrocentos e cinquenta e sete replays mostram um jogo que só vê quem está em casa, as faltas não marcadas reforçam a ideia de que os juízes simplesmente param de trabalhar a partir de um determinado momento, e o basquete se transforma numa versão mais bem feita dos “Gigantes do Ringue”. Mais: a regra não-escrita libera os jogadores para elevar o nível de contato físico, inerente ao jogo, a uma categoria perigosa. Eles sabem que, se não houver fratura, não será falta. E aí, o que não deveria ser tolerado, passa a ser normal.

É da natureza humana – o que não quer dizer que está certo – que um árbitro faça o possível para evitar o crachá de “responsável pelo resultado”. É ruim para a consciência, para o ego, para a carreira. E mesmo que seja um método arriscado (se haverá um perdedor, haverá reclamações), é tão amplamente aceito na Liga, que técnicos e jogadores o antecipam a cada jogo disputado até o final.

Claro que há quem abomine tal atitude. São os que adotam a linha “falta é falta”, dos dois lados da quadra, e a qualquer momento do jogo. Sem dúvida, é a maneira mais correta de ver as coisas, a simples aplicação do que está escrito no livro de regras. Só que, se fosse assim tão simples, não haveria discussão sobre arbitragem.

A conversa vale para o futebol. E diante do que temos visto, não seria ruim se nossos apitadores seguissem o exemplo de seus colegas do basquete americano, com uma sutil diferença no método. Nas quadras, a falta que decide jogos é a que produz lances livres. Nos gramados, é a que produz pênaltis. A partir de um determinado momento (sugestão: quarenta minutos do segundo termpo), pênaltis só deveriam ser marcados se fossem flagrantes. Sim, a medida aumentaria o número de pênaltis legítimos não apitados, o que não é bom. Mas, principalmente, diminuiria a ocorrência do que é muito pior: partidas decididas por faltas inventadas, quando o erro do árbitro é fatal, porque o jogo não se recupera mais.

Quer um exemplo? (atenção talebãs do futebol: é só um exemplo. Nada tenho, e nem poderia, contra o time citado) A vitória do Coritiba sobre o Palmeiras, quarta-feira, no Couto Pereira.

O árbitro Péricles Cortez já tinha prejudicado o time da casa ao expulsar Leandro Donizete, para compensar o (correto) vermelho para Pierre. Aumentou o prejuízo do Coritiba, ao não dar pênalti num toque de mão de Marcão. Aos 46 minutos do segundo tempo, estragou sua atuação – e o jogo – de vez, ao criar um pênalti de Marcão em Thiago Gentil.

Um erro não justifica outro. Quando mexe no placar, é ainda mais grave. Juízes não foram feitos para isso.



  • Anna

    Sua coluna como sempre pertinente, perfeita. O que o árbitro de Botafogo e Corinthians errou, beirou uma pantomima, foi um absurdo: gol de mão, penalti inventado pra compensar(e quase manda voltar a cobranaç por causa do bandeira), destempero dos jogadores que ele nao soube controlar, Dentinho fazendo o chororo para irritar mais ainda os jogadores do Botafogo. se não me engano esse senhor se chama alicio pena. Patético! Devia ficar na geladeira! Isso tudo vai render a semana inteira… Grande abraço, Anna

  • Jovaneli

    André, qual a diferença entre partidas decididas por faltas inventadas e jogos decididos por faltas (de verdade; não aquelas “faltinhas à brasileira”) não marcadas?
    Eu até compreendo a sua intenção. De fato, está muito chato essa avalanche de “faltinhas à brasileira” decidindo as partidas. Mas, a meu ver, o problema é durante o jogo todo. O critério daqui é diferente do restante do mundo. Esse é o ponto.
    E quando falo em “critério daqui” refiro-me aos torneios nacionais e estaduais. Estranhamente, quando os apitadores brasileiros trabalham em jogos da Libertadores ou Sulamericana, eles deixam de apitar as “faltinhas à brasileira”.

  • Paulo

    Infelizmente André, os árbitros de futebol parecem condicionados a tentar sempre, “compensar” os seus erros. Mas depois que a “máfia da arbitragem” de 2005, não foi sequer processada ou punida, acredito que o futebol, nestes tempos em que se tornou mais um negócio do que um esporte, ainda vai sofrer muito por causa da “incompetência” dos juízes. O “esquema” continua a existir, para quem tiver força política para utilizá-lo. Talvez o apito eletrônico seja a única solução. No fim de semana que vêm, tem o tal do Choque Rei lá no Teatro Morumbi. Lá o Palmeiras não consegue ganhar mais. Não deixam, nem se o Time do Parque Antártica jogar bem. O São Paulo FC é “competente” dentro e fora dos gramados e já teve até gol com a mão validado (em jogo de Paulistão) e penalti inexistente marcado (em jogo de Libertadores)… Não vai dar nem para empatar… É a real força de “Jason”… Ainda bem que mesmo conseguindo os três pontos, O Tricolor de Todos os Lobbys não conseguirá superar o Alviverde, porque perdeu neste domingo para o Furacão. Uma pena mesmo… Que tal se o Palmeiras entrasse com o time B e deixasse a garotada pegar experiência? Assim, o “jogo de cena” que iremos assistir não custará tão caro… Abraços.

  • Daniel

    Uma pena a coluna dominical versar sobre NBA, nada sobre o mundial de atletismo e a participação pífia do Brasil no nosso mais bem sucedido esporte olímpico. Nesse blog houve comentários mordazes sobre a medalha do Cielo não ser “nossa”, afirmações de que “ele não pertence a nossa natação”, mas vimos “aqueles que pertencem” participando de várias finais e quebrando recordes sul-americanos mostrando que nossa natação não é um esporte de um nome só, nem isso se pode apreciar em Berlim.

    AK: Qual é o propósito do seu comentário?

  • Anna

    O nome do árbitro que ainda deu um penalti em jorge henrique que nao houve e arilson bispo e nao alicio pena. 😉 Foi mal. Ai vc confere por favor se é esse mesmo o nome dele.

  • Eu só acho que os árbitros deveriam apitar o que deve ser apitado, justamente o que eles não têm feito.

  • Marcos Vinícius

    Tenho certeza que vc escreveu este texto antes de Corinthians3x3Botafogo.Se tem este crachá de reponsável pelo resultado,o dê ao árbitro de referido jogo.Ah,vc reclamou pacas,fez um comentário bairrista,quando disse que achava estranho o Palmeiras ter sido prejudicado nos minutos finais,no jogo contra o Coritiba.Li um monte de posts no seu blog achando o mesmo que eu.E agora?o Juiz arranjou um pênalti pro Corinthians.Prejudicou o Botafogo.Acho que isso vai dar outro dvd.Sei não,mas,dadas as circunstâncias(digo isso devido o investimento maciço do Corinthians em contratações),poderemos ter uma reprise do Brasileiro de 2005,com outro bode expiatório no lugar do Edilson.Base para isso é o precedente da semi da Copa Do Brasil,aquele penalti escandaloso do Chicão no Élton,que o Gaciba disse que “não viu…”Só ele.

    AK: Amigo, antes de escrever “bairrista”, informe-se sobre o termo e leia com atenção o que está escrito. Leia, também, no post sobre o jogo, o que escrevi a respeito de Inter X Corinthians. Um abraço.
    Saudações Vascainas!

  • Marcos Vinícius

    Quando disse que seu comentário foi bairrista,quis dizer que era tendenciso a um time de determinada região.Pode chamar de regionalista,se quiser.Agora,vc desviar o foco do comentário para o significado da palavra não chega a ser,digamos,coerente com o proposto,que é futebol.

    Saudações Vascainas.

    AK: Você não sabe o que é bairrismo. E não leu a coluna. Um abraço.

  • Sylvia Nagashima

    André,
    O nome correto do jogador expulso do Coritiba é Leandro DONIZETE. Diga-se de passagem um baita jogador, conhecido por sua garra na nossa torcida por LEÃO Donizete.
    PS: Vc tem acompanhado o show da torcida coxa branca antes no inicio das partidas? O nosso Green Hell?
    Abs.

  • Rodrigo

    Marcos Vinícius, parece que teve um gol de mão no jogo, e não foi do Corinthians…

  • Marco

    André, só uma correção, o expulso foi Leandro Donizete, Leandro Domigues é do Vitória.
    Um abraço

  • O Comentario acima foi impertinente ao extremo , já que no jogo de ida da semi-final no maraca , teve um penalti nao dado ao Corinthians . Comentários parciais geralmente nao sao dignos de debate….

    O Corinthians caiu 2 posições ..o cara ja ta falando de 2005 .

    AK: Pois é… fora que o tema da coluna é outro. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Vi seu comentário sobre InterxCorinthians.Desde quando evidenciar o óbvio é ser imparcial?O que vc comentou sobre os erros de arbitragem foi o que todo mundo viu.Até a parcialidade tem seu limite.Postei aqui,certa vez,que achava seu blog imparcial.Mas iso foi antes de começar o Brasileiro.

    AK: Mas pelo jeito você não leu a coluna. Ela trata de um pênalti, inexistente, marcado aos 46 minutos do segundo tempo, que decidiu o jogo. O que isso tem a ver com Corinthians x Botafogo? Teve alguma situação parecida? O pênalti no Jorge Henrique, mal marcado, foi aos 34 minutos. A coluna, que você não leu, trata de um tipo de erro de arbitragem do qual o jogo não tem como se recuperar. O jogo do Pacaembu foi recuperado pelo gol de Lucio Flavio (e não vou nem tocar no gol de mão…). Percebe como eu estou falando de uma coisa, e você, de outra? Seu problema com um determinado time de São Paulo não é culpa minha… um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Vc levanta um comentário sobre erros de arbitragem,fatos ocorridos tanto em CoritibaxPalmeiras quanto em InterxCorinthians.Aí vc me diz que os ocorridos nada tem a ver um com o outro.Faz mesmo diferença se ele ocorreu a 1 minuto do primeiro tempo ou aos 48 do segundo?Li a coluna.O que vc levantou foram erros de arbitragem ocorridos nos minutos finais das partidas.

    Acho que,se o ocorrido com o Palmeiras fosse com outro time,sua indgnação não seria a mesma.

    Imparcialidade?Dá licença…

    AK: Ponto 1: não estou indignado. Ponto 2: o que você “acha” é produto da sua incompreensão do que está escrito. O que é impressionante, porque o texto não poderia ser mais claro. Um abraço.

  • Olá André!

    Discordo do seu ponto de vista. Faço parte do pessoal que acha que falta é falta. E, por isso, acho mais certo implantar o “apito eletrônico” (que você defende e descreve tão bem – e que tem a minha concordância), do que seguir esse “código” de marcar só o que é escandaloso.

    Sobre o pênalti, continuo defendendo que ele houve, sim. Burrice do Marcão. QUALQUER juiz marca falta nesse tipo de lance, pelo simples fato do zagueiro colocar as mãos no atacante.

    Aliás, ontem teve um lance IGUAL no CAP x SPFC, onde o Baier se apóia no Miranda, e zagueiro são-paulino, rapidamente, coloca e tira a mão no meia. O juizão deu falta para Atlético (e, se não me engano, amarelou o Miranda).

    Pois é, zagueiros não são conhecidos por serem inteligentes…

    Ass.: um cara que joga de zagueiro. 😛

    Abraço!

  • Marcos Vinícius

    Tá bom,querido.INcompreensão com M encerra o assunto.

    Grande abraço.Apesar de discordar de vc,continuo gostando muito do seu blog.

    AK: Obrigado pela atenção. Um abraço.

  • Marcos Vinícius

    Ah,corrigiu.Parabéns e até a próxima.

    P.S:Sei que vc,pessoa esclarecida e inteligente que é,não digitou propositalmente.
    Mas eu não ia perder a oportunidade!

    AK: Como disse, obrigado pela atenção. Até a próxima. Um abraço.

  • Ricardo H

    Me desculpe, mas discordo totalmente. Você não acha com isso os árbritros estariam somente admitindo seu total despreparo e incapacidade? Isso não seria uma prova explícita de que a arbitragem (ao menos a brasileira, como no exemplo citado) é fraquíssima, fazendo com que os árbitros “se livrassem” da responsabilidade?
    E aproveitando o gancho, sua opinião seria a mesma se fossem utilizados os recursos eletrônicos?
    Abraço!

    AK: Bom… antes de mais nada, eu sou totalmente a favor dos recursos eletrônicos. Talvez você não conheça minha opinião, já revelada aqui muitas vezes (tenho até uma proposta sobre o assunto). E sobre a incapacidade e o despreparo dos nossos árbitros, é um quadro que está mais do que evidente. Um abraço.

  • Edouard Dardenne

    AK, justamente por achar que o jogo deve ser decidido pelos jogadores e não pela arbitragem é que eu entendo equivocada essa postura em relação às infrações de jogo no final das partidas. E é por isso também que eu sou favorável ao uso da arbitragem eletrônica. Mas a minha opinião vai mais no sentido de entender que o critério não deve ser diferente de acordo com o momento de jogo.
    Acho inadequado deixar de aplicar cartão amarelo para jogador que já havia sido advertido apenas para não expulsá-lo; acho inadequado deixar de marcar um pênalti em jogada que, se ocorrida no meio-de-campo, teria sido paralisada; e acho inadequado deixar de marcar, aos 48 do 2º tempo, um pênalti que seria assinalado nos primeiros 10 minutos de jogo.
    Enquanto as leis do jogo não permitirem essa distinção entre o que ocorre nos primeiros 10 minutos e nos últimos 5, não acho que caiba ao árbitro definir.
    Eu concordo quando você diz que essa forma(falta é falta) é a correta de se ver as coisas. Mas friamente, acho que o árbitro que muda o critério de acordo com o momento do jogo tem mais responsabilidade sobre o resultado do que aquele que apita do mesmo modo o jogo todo.
    Eu, porém, reconheço que as coisas jamais serão como eu esperava que fossem.
    No mais, na final da Copa do Brasil de 2008, o Acosta foi ou não (não importa para o argumento) derrubado na área do Sport. O árbitro não assinalou falta. Os Corintianos e alguns comentaristas se lembram disso. Mas o fato é bem menos lembrado e comentado do que se tivesse sido marcado pênalti.
    Por outro lado, o jogo entre Goiás e Inter, na última rodada do brasileiro de 2007, ficou marcado porque o árbitro mandou voltar duas vezes uma cobrança de pênalti, o que, indiretamente, prejudicou (com ou sem razão, não importa para o argumento) o Corinthians. Nenhum jogo da NBA teria um lance livre recobrado 2x por invasão do garrafão na disputa pelo rebote. Teria? Então, tem razão o árbitro de SCCP x Sport ou o de Goiás x Inter?
    Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Recursos eletrônicos não são a solução para arbitragens ruins.
    Não vão poder ser instalados em todos os estádios.
    Vão paralisar os jogos, mas não as discussões.
    São sujeitos a erros.
    De vez em quando aparece uma panacéia. Já foi o campeonato com pontos corridos, agora é a adequação ao calendário europeu (as pessoas esquecem que no verão faz calor no Brasil).
    Mas que dá assunto, isso dá.
    Abraço, parabéns pelo Blog.

    AK: Quando falo em recursos eletrônicos, estou falando de televisão. Todos os jogos realmente importantes têm. E que seja o chip, ou qualquer outra invenção… estarão presentes nos campeonatos onde o investimento é maior. O futebol nunca foi, não é, e nunca será igual em todos os lugares. Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Desculpe André, uma das graças do futebo é saber que ele é igual no mundo todo. Já assisti jogos na Alemanha, Espanha, Itália e por todo o Brasil. O campo é igual, as regras são as mesmas, a bola é igual. Muda o estádio.
    E que jogo é mais importante que o outro? O que tem mais dinheiro? O que passa na Globo?
    Os jogos do ASA vão ter chip na bola, e trezentas câmeras de tira-teima? E na copa do Brasil, jogo em Rondonópolis vai ter chip? Ou só o jogo de volta em São Paulo.
    Os erros vão continuar, a eletrônica resolve muito pouco. Ex-árbitros gastam horas analisando erros dos colegas atuantes e não chegam a conclusão nehuma.
    E outra, depois aparece outra câmera e desmente as oficiais. Como no penalty do Júnior Baiano na copa de 98. O que fazer? Voltar o jogo? Pelas câmeras da Fifa aquele lance não foi penalty! E aí?
    O futebol tem milhares de problemas mais importantes do que colocar chip em bola ou 300 câmeras para tira-teima. Isso é para o tênis.
    Abraços discordantes e respeitos

    AK: Os jogadores não são iguais, os salários não são iguais, a quantidade de público não é igual, as cotas de TV não são iguais, a repercussão não é igual, o investimento que está em jogo não é igual. Hoje mesmo, cada campeonato tem os recursos que pode ter. Que sirva de estímulo. Na Copa do Brasil não há jogo sem TV. E são raríssimos os lances em que ainda restam dúvidas. Se, por azar, nem mesmo pela TV for possível chegar a uma conclusão, estaremos exatamente como… hoje. Que mal há? Um abraço.

  • Alexandre

    O Jovaneli foi direto ao ponto: estamos de saco cheio destas “faltinhas à brasileira”.
    Tomemos como exemplo o Corinthians3x3Botafogo. A validação do gol de mão do jogador botafoguense poderia ter acontecido em qualquer parte do mundo, o árbitro simplesmente não viu direito o lance, erro gravíssimo, mas erro comum.
    Já as “faltas” que originaram os dois últimos gols do Corinthians, estas só poderiam ter sido marcadas por um árbitro brasileiro, já que só por aqui se considera “falta” um toquinho que não derrubaria nem um idoso gripado, como aquele do último pênalti marcado para o Corinthians.
    Quando é que os árbitros e grande parte da imprensa brasileira vão se dar conta que o futebol é um esporte de contato?!
    Antigamente pelo menos o jogador precisava de um certo talento teatral para o “diving”, mas hoje em dia chega a ser patético: o defensor toca no atacante, depois de uns dois ou três segundos o tico e o teco conversam entre si, o malandrão então resolve se jogar, desaba como se tivesse tomado um tiro de escopeta, e o tapado do árbitro marca a “falta”. Aí ficam os comentaristas da TV discutindo uns cinco minutos sobre o lance: “Veja lá Galvão como o mindinho direito do zagueiro toca na nádega esquerda do atacante, será que desequilibrou ou não desequilibrou?”.

  • Marcelo Coelho

    André, desculpe, mas o jogo é o mesmo. Mesmo campo, mesma bola, mesmas regras, mesmas condições a todos. Por isso o Gabiru derrotou o Barcelona, a LDU o Fluminense, o ASA eliminou o Palmeiras e por aí vaí.
    Salários diferentes, jogadores diferentes, estádios diferentes, mas o mesmo jogo.
    A copa na África não é menos importante do que na Alemanha, mesmo tendo estádios muito piores. O Japão tem os estádios mais modernos do mundo e o futebol jogado lá é pior que a nossa série C.
    Futebol com chip e 300 câmeras não resolve os problemas de arbitragem e ainda vai criar um monte de novos problemas.
    Talvez criando um novo esporte, com outro nome, talvez até sem público isso seja bacana. Para o futebol eu discordo.
    Pegue o gol do Adriano pelo SPFC contra o Corinthians ano passado por exemplo. Foi de cabeça ou de mão? Vamos parar o jogo por quantos minutos para decidir? Esse gol foi discutido exaustivamente, coloque em discussão novamente, não tem solução.
    Erros de arbitragem são ruins, mas o futebol tem milhares de problemas para serem resolvidos antes disso!
    O que você acha pior arbitragem ou jogo as 10 da noite por exemplo?
    Abraço, agradeço as respostas. Brigam as ideias, isso é bacana.
    Marcelo

  • João

    Andre,

    Excelente coluna. Mas eu acho que a regra não-escrita deveria ser aplicada durante o jogo inteiro. Todo penalti, não importa em qual momento do cronometro, só deve ser marcado quando for de absoluta certeza. O Mauro Cezar é um crítico extremo dos penaltis cretinos e cavados pelos jogadores brasileiros. Criou-se um vicio aqui que encostou é penalti. São vários os exemplos. Um bom exemplo de boas arbitragens são do futebol ingles. Lá para ser penalti o cara tem que rachar o outro ao meio.

    Abraço,

    Joao

  • Willian Ifanger

    Esse deve ter sido o post que você mais discutiu (no sentido de interagir) com a galera.

    Mas ruim mesmo é quando o centro das atenções se volta pra esse povo que só deveria cumprir as Regras do jogo.

MaisRecentes

Feliz Natal



Continue Lendo

Mudar o meio



Continue Lendo

“O PF dos caras”



Continue Lendo