UM CERTO CAPITÃO ROGÉRIO



(Que Érico Veríssimo, onde ele estiver, jamais saiba do que fiz com sua obra…)

Se Rogério Ceni é o líder do seu time, está fora de combate há quatro meses, e está pronto para voltar, o que você faz?

Obviamente, manda o rouperio buscar a camisa dele, e escreve o nome na papeleta.

Parece uma decisão óbvia, não? Daquelas que não exigem dois segundos de reflexão.

Mas talvez não seja.

E como é para isso (entre outras coisas) que estamos aqui, não há mal nenhum em refletir sobre o retorno do ícone são-paulino, marcado para esta noite no Morumbi.

A princípio, escalá-lo hoje contra o Fluminense é realmente o melhor a fazer:

a) O São Paulo com Rogério é mais forte do que com Dênis, ou Bosco.

b) O jogo é em casa, campo e ambiente que Rogério conhece de olhos fechados, com apoio irrestrito da arquibancada.

c) O adversário está em péssimo momento.

Há, ainda, mais motivos:

d) O próximo jogo é contra o Atlético Paranaense, na Arena, onde o São Paulo tradicionalmente tem dificuldades.

e) Depois do Atlético, tem clássico contra o Palmeiras.

Portanto, o raciocínio é evidente: se o jogo de hoje não é o ideal, qual será?

O blog compreende essas razões, e não necessariamente discorda. Apenas tem uma consideração.

Jogadores de futebol, após longos períodos sem jogar, precisam de ritmo. Goleiros não são diferentes, e ainda têm de lidar com o “tempo de bola”.

Sim, Rogério vem treinando com bola há semanas. Mas, como ele mesmo e outros já disseram muitas vezes, nada é capaz de reproduzir o jogo.

E antes que você diga “por isso mesmo, ele precisa voltar a jogar o quanto antes, para recuperar o ritmo”, eu pediria a você que olhasse a escalação da defesa são-paulina para logo mais.

Rodrigo. Richarlyson. André Dias.

O primeiro nome não é o de um jovem das categorias de base, chamado ao time de cima por conta das ausências dos titulares.

É o Rodrigo que não joga desde o final de abril, quando teve embolia pulmonar.

Rodrigo também voltará ao time hoje, antes da data prevista.

Serão, portanto, dois jogadores, do mesmo setor, retornando ao futebol no mesmo jogo.

Exagero? Pode ser, pode não ser.

O jogo responderá.

______

PS – ainda sobre o assunto, e muito mais importante do que qualquer outra coisa: boa volta a Rogério e Rodrigo, que os últimos meses fiquem definitivamente no passado.



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