CAIXA-POSTAL



Perdão pelo horário.

É que eu quis aproveitar um sábado verdadeiramente de folga.

Aos temas da semana:

Desney escreve: Constantemente vejo a divulgação do ranking da FIFA sobre os clubes e seleções. Saberia me explicar qual o critério para pontuação?

Resposta: Sim. O ranking de seleções da Fifa leva em conta os jogos dos últimos quatro anos. Amistosos valem menos do que jogos de competições, jogos mais antigos valem menos do que jogos mais recentes, a força do adversário (uma fórmula é usada para determiná-la) importa e, claro, os resultados. No site da Fifa, em quatro línguas, você encontra uma explicação detalhada sobre o ranking.

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Rodrigo (entre vários) escreve: Sou torcedor do São Paulo e essa semana muito se tem falado sobre a perseguição de uma torcida organizada do São Paulo ao Richarlyson, inclusive cantando músicas com conteúdo homofóbico. Minha pergunta é: em vários países times estão sendo punidos por condutas racistas de seus torcedores; não caberia o mesmo aos times cujo os torcedores entoam cantos homofóbicos?

Resposta: Caberia, se a estrutura do futebol estivesse realmente preocupada com todos os tipos de preconceito. Mas ela só finge estar. O primeiro a se posicionar contra esse absurdo deveria ser o São Paulo. Escrevi sobre o assunto hoje no Lance!. A coluna estará aqui amanhã.

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Wagner escreve: Acho um erro a realização da Copa no Brasil, e agora que admitiram que será usado dinheiro público, ficou pior ainda. Mas muito tem sido dito do uso de dinheiro do BNDES para um clube como o São Paulo reformar seu estádio, que é particular, e por isso pergunto: o negócio, se for fechado, não será um empréstimo? O clube não terá que dar garantias e quitar o financiamento? Não é pior usar o dinheiro do BNDES para construir ou reformar estádios públicos, cujo financiamento será pago com dinheiro das prefeituras e Estados, e que depois da Copa muito provavelmente serão arrendados a clubes, como foi o Engenhão? Até onde estou sendo ingênuo e outros estão sendo hipócritas?

Resposta: Essa questão é técnica e ética. O papel do BNDES é, basicamente, fomentar o setor industrial, agrícola e de serviços. O banco nunca emprestou dinheiro para clubes de futebol (ou outras instituições sem fins lucrativos) e, se algum dia o fizer, terá de mudar suas próprias regras. Aí, e no fato de se abrir aos pedidos de qualquer outra entidade esportiva, é que está o ponto principal da conversa: a finalidade do BNDES. Sobre o São Paulo, já houve uma reunião, na qual o clube apresentou uma estimativa de receitas do estádio como garantia para um possível financiamento. O banco rejeitou a oferta, e ainda impôs condições (especialmente altas taxas de juros) que o São Paulo considerou inadequadas.

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Jeferson (tenho de confessar: talvez seja meu e-mail favorito desde que a CP existe) escreve: Muito me admira você usar este espaço para falar mal de jogadores, treinadores e dos clubes do nosso futebol. Já imaginou se eles não existissem? O futebol é que paga o seu salário…

Resposta: Meu Deus… eu ainda não tinha percebido isso.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens. Até o sábado que vem.

(e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Às vezes é mais fácil viver a mentira”

Carl Hanratty, em “Prenda-me Se For Capaz”.



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