ESTÔNIA 0 X 1 BRASIL



No amistoso data-Fifa em Tallin, o campeão da Copa das Confederações enfrentou a quinta colocada do grupo B das Eliminatórias Européias.

Numa chave que tem seis times, a Estônia só supera a Albânia.

Não entremos na “estratégia de escolha” de adversários para os amistosos da Seleção Brasileira. Mas quando a diferença de nível é tão grande, o custo/benefício (não estou falando das cotas…) fica perigoso.

Exceção feita a Kleberson, o Brasil começou o jogo com um time que poderia ser titular contra a Argentina, no dia 5 de setembro. Se a única forma de preparar a Seleção, hoje em dia, é reuni-la uma vez por mês, não há sentido em não colocar os caras para jogar.

Aí o time estoniano, que parecia grosso apenas na técnica, mostrou-se igual nos modos. O que tinha jeito de ingenuidade, virou maldade.

Para o Brasil, era um treino antes de um clássico. Para a Estônia, era o “jogo do milênio”.

Kleberson sofreu uma luxação no ombro direito (segundo Runco, deve ser operado) num lance comum, azar.

Mas Kaká e Daniel Alves escaparam de duas mordidas feias.

Felipe Melo pegou, e poderia ter quebrado, um estoniano chamado Puri.

Como evitar? Se em qualquer “soçaite da firma” vigora a lei da reciprocidade, por que jogos entre seleções seriam diferentes?

Em jogada que mostrou a ruindade da defesa da Estônia, Luis Fabiano fez 1 x 0, e o Brasil não se importou em ganhar pelo mínimo.

Não perde há 17 jogos, e ainda bem que não perdeu mais ninguém.



  • Edouard Dardenne

    Eu costumava dar mais atenção aos jogos da seleção. Não sei se, no começo, era coisa de criança (nasci em 1982), mas eu fazia todo o possível para não perder um jogo sequer. Claro que o cotidiano facilitava, mas ainda assim se percebe que o espírito era diferente. Não disputar as eliminatórias para a Copa de 1998 foi terrível, porque aprovitávamos as datas Fifa para disputar partidas imperdíveis (porque o time da CBF não podia mesmo perder) contra selecionados de pouca ou nenhuma expressão mundial.
    Depois, quanto aos eventos estranhos de 1998, não sou dos que acha que o jogo foi vendido, mas aquele time não empolgava senão pelo simples fato de estar disputando uma Copa do Mundo. A forma como perdemos a final foi bizonha. Como foi bizonha a forma como perdemos a Copa de 2006, com aquela preparação super profissional. E eu perdi a vontade de acompanhar. Me surpreendi, porém, vibrando com a virada sobre o time dos EUA na Copa das Confederações este ano, bem como, com as boas atuações do time do Dunga contra a Argentina. Acho que se tivéssemos ganho a final de maneira tranquila, não teria sido tão instigante. Coisa de Corintiano. E o resultado é que eu pensei que estivesse voltando a gostar do time Canarinho. Qual o que… Brasil e Estônia? 100 anos de futebol naquele país? Parece ainda mais evidente que a mudança precisa ser no comando das coisas, e não nos jogadores ou técnicos envolvidos. Quem invoca pra si o melhor futebol do mundo precisa querer se colocar à prova contra os melhores. É isso. Um abraço.

  • Anna

    Confesso que nao sabia que Tallin era capital da Estonia apesar de adorar decorar capitais no mundo. Não vi o jogo mas já soube pelo seu informativo blog que a vitória foi magra…Suas notas resumiram bem a partida, como se a tivéssemos visto… Espero que Kleberson se recupere logo. E Romario jogando no Mequinha? Qual sua opinião a respeito? 😉 Adorei a notícia! Pena que não dei o furo, gostaria muito de ter feito isso.

  • Renato Mello

    André, o que achou da estreia do Tardelli? Particularmente, creio que esteve entre os melhores, criando oportunidades, fazendo boas tabelas (inclusive colocando Júlio Baptista na cara do gol para que este chutasse por cima),se posicionando bem… teve uma tabela dele com Nilmar que foi linda… para um atacante que chegou ao GALO no início do ano desacreditado por grande parte da mídia e que atualmente é o artilheiro do Brasil com 32 gols em 38 jogos pelo GALO; e que era considerado com “prazo de validade”, se mostrou à altura da seleção e totalmente recuperado em sua opinião, ou não?
    Grande abraço, sou seu fã.
    Renato Mello 😉

  • leonardo atleticano

    André, esse jogo pode entrar na conta dos jogos sem derrota, mas tinha que ser excluído das vitórias, treino fraco e sem motivação não conta.

  • Teobaldo

    Bem, o Kleberson voltará lesionado. A CBF arcará com o prejuízo ou o mesmo será repassado ao Flamengo? No caso de uma contusão, não deveria haver dois seguros, um em nome do clube e outro em nome do jogador?

  • ADSON CARVALHO

    Que falta que o Tardelli fez ontem no Mineirão…

  • Ricardo Pires

    Os caras da Estônia bateram barbaridade. Achei normal alguns jogadores da Seleçao também acabarem se exaltando. Ninguém tem sangue de barata!

    André, mais uma vez gostei muito do Felipe Melo. Joga sério, chega junto e passa muito bem a bola, em curta e longa distância. Além disso costuma fazer seus golzinhos e sempre importantes. Me lembro que jah admirava seu futebol quando ele jogava no Cruzeiro, em 2003, no ano da Triplice Coroa. Foi dele o segundo gol contra o Santos no Mineirao, na vitoria que selou a arrancada rumo ao inédito titulo Brasileiro. Alias, aquele time tinha mais dois hoje titulares da Seleçao: Maicon e Luizao. Bons tempos…

    O Mortadelli até que entrou com personalidade mas nao acho que seja jogador de Seleçao. Tem atacantes melhores que ele atuando no Brasil. Kléber é um, Dagoberto é outro. Isso sem mencionar Ronaldo e Adriano, que ainda nao estao 100%.

    Serah que um deles vai pra Copa?

    Abs

  • Felipe

    O Kaká também fez uma falta por trás desleal.

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