CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Aureliano escreve: Tem um são-paulino em meu serviço (metido a historiador) que me disse que somente a partir de 1990 os exames antidoping foram adotados na Libertadores, o que explicaria a queda no “rendimento” de uruguaios e argentinos. Procede esta informação?

Resposta: Sim. Antes disso, os clubes que exigiam controle de dopagem em seus jogos na Libertadores tinham de pagar pelo serviço. Não se pode afirmar que essa seja a principal razão da queda no desempenho de qualquer time, porque não há como provar isso. Mas há inúmeros relatos de uso indiscriminado de substâncias estimulantes, em times argentinos e uruguaios, antes da implantação do antidoping na Copa Libertadores.

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André escreve: O Eto’o foi um dos principais goleadores do Barça nas ultimas temporadas, e eu não
entendia o porquê dessa vontade de se “livrar” dele. Mas depois me lembrei do Bojan, que é espanhol e das categorias de base do clube. Você acha que foi uma manobra para dar mais oportunidades ao garoto e quem sabe transformá-lo num “Raul catalão”?

Resposta: Pode ser. Mas acho que a principal questão foi o fim do “prazo de validade” do relacionamento entre Eto’o e o clube, e a chance de contratar um cara como Ibrahimovic.

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Joaquim escreve: Fred se lesionou e mostrou realmente que sua contratação foi um desastre (até agora, pelo menos). Adriano vive com atrasos, partidas apagadas e outros problemas extra-campo. Ronaldo é o único que tem realmente, jogado bem. Acha que se Fred e Adriano viessem para São Paulo a situação deles seria diferente? Afinal, dizem que no Rio de Janeiro os jogadores indisciplinados entram no “auge” da carreira.

Resposta: Não necessariamente. Tudo depende de ambiente, comando, regras. Quando Adriano esteve no São Paulo, houve alguns episódios em que ele se afastou um pouco do comportamento que se espera de um profissional. Mas se a análise ficar restrita ao número de jogos e gols (28,17), a passagem dele pelo clube foi bem-sucedida. Depende também do que foi acordado entre clube e jogador. Em todo caso de indisciplina, o clube também tem sua cota de (ir)responsabilidade.

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Gabriel escreveu na semana passada: Vários sulamericanos já foram campeões da Champions (nos últimos anos é difícil um time grande europeu não ter um sulamericano), mas e o contrário? Quantos jogadores europeus já ganharam a Libertadores?

Resposta: Pesquisei todos os campeões, e não encontrei nenhum europeu. Ainda não aconteceu.

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Muito obrigado pelas mensagens. A CP volta na semana que vem.

(e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

” – Você está dizendo que o presidente pode fazer algo ilegal?

– Estou dizendo que quando o presidente faz alguma coisa, isso significa que não é ilegal.”

Diálogo entre David Frost e Richard Nixon, em “Frost/Nixon”.



  • Anna

    O assunto doping/anti-doping é muito interessante. Não sabia disso na Libertadores. Penso em usar esse tema na minha monografia mas fazendo um levantamento de todas as Olimpiadas até Pequim-2008. É minha primeira opção! Se o Assaf puder ser meu orientador pq ele ainda não orienta monografia. 😉

  • Leonardo Lopes

    Foi você mesmo que pesquisou, ou usou o DataPVC?!

    Abraço.

  • Gabriel

    Não aconteceu (jogador europeu campeão da Libertadores) , e acho que vai demorar pra acontecer.

    Abraço

  • Leonardo

    O Veles de 94 tinha um turco no time, e a turquia (uma parte) pertence a Europa, de uma olhada pra mim por favor e verifique se eu não estou errado, o cara era turco mesmo? Era o unico atacante do time do velez no jogo de volta no morumbi.

    AK: “El Turco” Asad é argentino. Um abraço.

  • Thiago Mariz

    Filmaço! Um dos diálogos mais sensacionais a que já assisti.

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