CAIXA-POSTAL



É óbvio que está chovendo no meu fim-de-semana de folga.

Por que eu esperaria algo diferente?

Aos temas da semana:

Denis escreve: esses dias eu estava asistindo a Record e no meio de um programa eles lembraram que as Olimpíadas de 2012 terão transmissão exclusiva. Como será que a Globo vai se portar? Será que eles farão como eles fazem com todo tipo de evento que não é coberto pela Globo? Simplesmente ignorar! Assim como fazem com a Champions League, por exemplo? Não deve ser frustrante para um jornalista ou um editor apaixonado por esporte trabalhar num lugar como esse e não poder, nem ao menos, fazer um simples comentário sobre eventos não cobertos? Qual sua opinião?

Resposta: Até 2012, muita coisa vai acontecer. Os direitos de transmissão da Olimpíada, para TV aberta no Brasil, realmente são exclusivos da Record. Mas isso não significa que não haja possibilidade de negociação. Conceitualmente, também questiono essa estratégia de fingir que certas coisas não estão acontecendo. Só que fazer isso com a Olimpíada, durante quase um mês, é impossível. Nunca passei por essa experiência, e espero não passar. Realmente deve ser frustrante.

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Gabryel escreve: o que você acha sobre a regra que predomina no futebol brasileiro, de que três cartões amarelos suspendem o jogador por um jogo? Com certeza a regra foi concebida pra evitar que os jogadores fizessem faltas mais duras, mas o que eu percebo é que isso não inibe em nada os jogadores, causando inclusive o efeito contrário, como no jogo Palmeiras X Náutico, onde o Obina forçou o cartão pois não poderia jogar contra o Flamengo, ou o Pierre contra o Santo André, retardando uma falta, para garantir presença no clássico com o Corinthians. Até agora os jogadores forçaram com jogadas leves, mas não se corre o risco de algum dia acontecer alguma confusão devido a esse “desejo” de levar o cartão. Não seria mais prudente aplicar uma multa em dinheiro, como na Libertadores?

Resposta: São coisas diferentes. Uma é o jogador saber que não pode ficar levando cartões à vontade, porque ficará fora de muitos jogos. Outra é forçar o terceiro cartão para não correr o risco de não disputar um jogo considerado importante. No último caso, não há necessidade de uma jogada violenta. Basta um puxão na camisa, por exemplo.

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Gabriel escreve: Vários joagdores sulamericanos já foram campeões da Champions League (nos últimos anos é difilcil um time grande europeu não ter um sulamericano), mas e o contrário? Quantos jogadores europeus já ganharam a Libertadores?

Resposta: Não tinha uma mais fácil? Vou checar e voltarei com a resposta.

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Gustavo escreve: Quais as razões para a melhora do rendimento brasileiro na Libertadores, a partir dos anos 90? Você acha que o treinamento intensivo de mata-mata proporcionado pela Copa do Brasil (nascida em 1989) justifica parte desse sucesso?

Resposta: Pode ser. A repetição ensina. Mas creio que a principal razão seja a forma como os clubes brasileiros passaram a encarar o torneio sulamericano. Em 2006, fiz uma entrevista com o Pedro Rocha (ídolo do São Paulo e multicampeão da América pelo Peñarol) na qual ele disse que, por aqui, o Campeonato Paulista era mais importante do que a Libertadores. Felizmente isso mudou.

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Muito obrigado pelas mensagens, e até o próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Você tem de ser legal comigo agora, Willy”.

Ted Crawford, em “Um Crime de Mestre”.



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