A FALTA QUE CRISTIAN FARÁ



Uma das commodities mais valorizadas no mercado do futebol é o jogador de meio-campo que sabe atuar nas duas dimensões do jogo.

Muitos times não têm nenhum jogador assim, e povoam o meio de volantes especializados em recuperar a bola.

É só metade da equação. A outra metade – e o problema – aparece no momento em que é preciso saber o que fazer com ela (tocar de lado não é opção válida).

Alguns times têm um jogador que corre, marca, passa e chuta. O impacto da presença desse jogador é evidente até para quem não presta atenção.

Outros times, privilegiados, têm dois. Não por coincidência, são os mais bem-sucedidos.

O Corinthians tinha dois, até o final da tarde de ontem, quando foi anunciada a transferência de Cristian (e do lateral-esquerdo André Santos, que precisa de reposição imediata) para o Fenerbahçe.

A dupla Cristian e Elias foi uma das principais razões dos títulos recentes. Por causa da proteção que ela oferecia, a defesa foi tão sólida no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil.

E por causa da qualidade dos dois, com a bola, o ataque (e, talvez até mais importante, o contra-ataque) foi tão eficiente.

No jogo que, de fato, deu o título paulista ao Corinthians (primeira semifinal contra o São Paulo, no Pacaembu), os gols foram marcados por Elias e Cristian. O primeiro, numa jogada de atacante, entrando na área. O segundo, numa bola que ele mesmo roubou e mandou para o gol, nos acréscimos.

É só um jogo, mas um bom exemplo.

Ao perder Cristian (compreendo as necessidades do clube e o significado da oportunidade para o jogador), o Corinthians desfaz um encaixe que não é fácil de encontrar.

Ao mesmo tempo, quem poderia prever que essa dupla daria tão certo?

Se havia alguém, é o técnico que terá de reconstruir (por enquanto) um setor vital de seu time.

O Corinthians tem sorte por ter Mano Menezes.



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