CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Roberto Carlos escreve: A queda do Luxemburgo no Palmeiras, e a sua contratação pelo Santos, foram divulgadas pelo blog do próprio treinador, a desistência do Palmeiras pelo Muricy foi divulgada pelo próprio presidente do clube, via twitter. Com esse novo formato de divulgação direta da notícia para o público, sem a intermediação da imprensa, qual o impacto que a sua profisão de reporter poderá ter?

Resposta: Boa pergunta. Novas formas de comunicação são sempre interessantes e úteis. Pessoas públicas têm usado essas ferramentas, que permitem um contato direto e instantâneo com os outros, e isso é bom. Ocorre que jornalistas sempre tiveram, e sempre terão, a obrigação de procurar esse contato com quem é notícia. Normalmente, quando esse tipo de divulgação acontece, não é surpresa. Jornalistas não podem e não devem esperar pelo anúncio de um fato no twitter. Mas ele agora faz parte do cotidiano das redações.

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Marcelo escreve: Uma equipe brasileira perdeu novamente para uma estrangeira, para fazer a alegria das torcidas brasileiras rivais. São raros os torcedores brasileiros que se unem aos rivais pra torcer pela equipe de sua nação, em uma disputa internacional. Você acha que isso é normal? Ajuda? Atrapalha? É uma pena? Qual a sua opiniao?

Resposta: Acho normal. A relação das pessoas com seus times é uma coisa muito particular, tem fronteiras bem estabelecidas. Esse negócio de “tal time é Brasil na Libertadores…” é uma fantasia. O mesmo ocorre nos outros países em que o futebol é uma paixão. Quem não liga muito para futebol, e “torce” para um time de forma desinteressada, pode até querer que o rival, por ser brasileiro, se dê bem. Mas, para quem gosta, isso parece meio “doentio”, não? O problema do fanatismo é a não-convivência com o diferente. Mas ninguém precisa torcer pelo time dos outros.

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Mário Sérgio escreve: Minha pergunta não é especificadamente pra você, pois sei que não cobriu ‘in loco’ a
Copa das Confederações. Assim, gostaria que algum colega seu esclarecesse se as vuvuzelas atrapalham o
trabalho da imprensa no estádio… se o barulho é mesmo infernal e se a FIFA deve ou não proibir em 2010.

Resposta: Pelo que ouvi de quem esteve lá, o barulho é realmente infernal e atrapalha muito. A Fifa ainda não decidiu o que fazer, mas se falou em proibir. Acho meio complicado.

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Marco escreve: Cara, com a demissão de técnicos “top de linha” como Muricy, Luxa, Parreira e outros menos cotados, e a demora deles em arrumarem times para continuarem trabalhando, pergunto: Será que finalmente os dirigentes descobriram que nossa realidade financeira é diferente da européia? Será que descobriram que é bem melhor contratar melhores jogadores do que um técnico caro? Ou tudo isso é só circunstancial?

Resposta: Tudo na vida é circunstancial, creio. E técnicos considerados “vencedores”, com currículo, sempre serão muito valorizados. E sempre haverá aqueles clubes que não se importarão em exagerar na dose, e provavelmente se arrependerão. Não se esqueça de que o modelo de gestão dos clubes brasileiros permite que um dirigente gaste como quiser, e o quanto quiser. Independentemente de nossa realidade ser distante da européia, os valores que circulam no futebol são altos. Não faço parte do grupo de pessoas que acha que jogadores e treinadores “ganham demais”, não me importo com isso. Penso que o mercado em que eles trabalham é diferente dos outros, e, principalmente, creio que são remunerados pelo trabalho que fazem, não estão roubando ninguém. Mas claro que quem assina o cheque precisa, ou deveria, pensar no custo/benefício. Só mais uma coisa: os técnicos que você mencionou (Luxemburgo acertou com o Santos) não estão demorando para voltar a trabalhar. Convites não faltam, desde o primeiro dia de “desemprego”.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens. Até o sábado que vem.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Aquilo está comendo as pessoas.”

Marlena Diamond, em “Cloverfield – O Monstro”.



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