NOTINHAS PÓS-VICE DO CRUZEIRO



Nos últimos anos, vimos um filme parecido com Palmeiras (2000), Santos (2003) e Grêmio (2007): festa argentina em gramados brasileiros.

As notas do tetracampeonato do Estudiantes de La Plata (2 x 1 no Cruzeiro: Henrique, Fernández e Boselli – 64.800 pagantes no Mineirão):

* A mesma paciência, a mesma organização, o mesmo equilíbrio que o Cruzeiro precisava ter, também eram obrigações do Estudiantes.

* Só que os argentinos tinham uma vantagem: quanto mais o tempo passasse, com 0 x 0 no placar, pior seria para quem estava em casa, apoiado pela torcida e pressionado pela responsabilidade de atacar.

* Os argentinos também tinham a picardia e a malandragem futebolística (que, pelo jeito, sempre nos faltarão) para tocar a bola e transformar o tempo em aliado.

* A diferença do jogo não foi tática, nem técnica. Foi o que aconteceu com o Estudiantes depois do gol de Henrique, e com o Cruzeiro depois do empate.

* O Estudiantes não saiu de seu rumo nem por um minuto, e empatou (bolaça de Verón para Cellay) em seis.

* O Cruzeiro foi tomado por um “e agora?” geral, e levou a virada quinze minutos depois do empate, período no qual não ameaçou o gol argentino.

* O Cruzeiro não jogou mal, e não envergonhou sua torcida. Apenas foi superado mentalmente, como acontece com frequência quando clubes brasileiros e argentinos se encontram em decisões.

* Os bons (nem precisam ser muito bons) times argentinos são mais inteligentes, mais obedientes, mais conscientes do que podem e não podem fazer.

* E não têm absolutamente nenhum problema em jogar aqui, em estádios cheios e com pressão contra. Parece que estão em casa.



  • Quem sou eu?

    Essa questão de “jogar fora de casa” é uma das coisas que os times brasileiros têm que largar de usar como desculpa. Besteira pura. Até parece que torcida entra em campo e joga. Quem joga é jogador, que tem que aprender a ignorar o que ouve da torcida adversária, aprender a jogar sem depender de grito de incentivo. Tem que se concentrar no seu jogo, e pronto.

  • Ricardo Pires

    Venho aqui dar minha cara a tapa André ainda em dor. Foi muito triese. Mas nao era pa ser nosso. Ficou claro depois do gol do Henrique… o Cruzeiro começou a querer tocar a bola mas em um vacilo (e acho que o fabio foi mal no lance) o empate que representou a derrota.

    Dois jogadores de quem o Cruzeiro dependia muito sequer foram vistos em campo, a nao ser quando perdiam bolas que ligavam o contra-ataque do Estudiantes: Wagner e Ramires. O primeiro, notorio pipoqueiro. O segundo, super valorizado e claramente limitado, principalmente nos passes.

    Nao acho que devemos promover uma caça as bruxas. Bruxa, ontem, soh uma… e como jogou La Brujita. Parabens ao Estudiantes pela postura sobria e pelo futebol consistente. Força Cruzeiro! Sua torcida acredita em voce.

    Sei que muitos atleticanos vao passar por aqui para provocar. A voces, meus mais sinceros sentimentos de desprezo e pena. Sou amante do futebol e felizmente tenho mais aegrias do que tristezas para compartilhar. Soh perde quem chega. Chegamos e nao levamos. Nao era dia de Kleber e Fabio. Era dia de Veron.

    Saudaçoes Celestes ainda com a alma dolorida

  • Paulo Neiva

    Eu Verón
    Tu Verón
    Ele Verón
    Nós Verón
    Vós Verón
    Eles Verón

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!

    Ninguém Verón as meninas em lugar nenhum no fim do ano como estavam me dizendo.

    Parabéns ao legítimo Vice CAMpeão da américa…

  • Ricardo Inocencio

    É exatamente aí que está a diferença…os clubes brasileiros não possuem essa facilidade de jogar em qualquer lugar…isso é cultural, qualquer time argentino vem aqui e joga de igual pra igual…o próprio Estudiantes ganhou o jogo final da Copa Sul-Americana no ano passado por 1-0 dentro do Beira-Rio, mas pelo regulamento havia prorrogação (já que o Inte vencera lá) e aí Nilmar fez o gol do título colorado.

    Esse é o espírito da coisa, eles são muito competitivos sempre, em qualquer lugar, não se desesperam e vale mencionar aqui a quantidade de torcedores argentinos no Mineirão hein…bonito de se ver.

    * Verón jogou demais, que passe foi aquele no 1º gol ???

  • leonardo atleticano

    Compro passagens para Dubai, pago 20% do valor. Negócio sigiloso, o vendedor não precisa se identificar.

  • Marcel Souza

    Concordo com o comentário do “Quem sou eu?”. Já é a terceira Libertadores seguida que o time brasileiro perde a decisão em casa. Será que é tão vantajoso assim decidir em casa? Até que ponto a pressão atrapalhou o Cruzeiro?

    E concordo com você André, ainda falta essa “manha” que os times argentinos tem pros times brasileiros. É impressionante como eles não mudam o rumo do jogo quando tomam o gol e quando empatam o jogo. É todo ano assim, e não surge um time brasileiro que faça igual.

    Cadê os cruzeirenses agora? 😉

    1 abraço

  • David Pimentel

    Fora as decisões de Libertadores, não esqueçamos à eliminação do Corinthians para os argentinos sempre em casa (contra o Boca 1 vez e contra o River 2). Os clubes brasileiros são mais ricos, acho que também são mais bem estruturados (nem se compara o tamanho do Cruzeiro com o do estudiantes), mas os argentinos jogam com a “alma” mesmo, enquanto os brasileiros parecem burocráticos. Até as torcidas, os argentinos apoiam os times mesmo nas derrotas, enquanto os brasileiros, nem precisa falar. Será que estou falando besteira?
    Abraços André

  • Marcos

    André, você sabe dizer se o Benfica já depositou o $$ do Ramires? Pq se ainda não depositou, acho que eles não vão mais depositar! Pra mim, esse Ramires não joga, nunca jogou nada. Ele tá parecendo um Hernanes, que até é um bom 2o. volante, mas daí a achar que o cara vai ser um meia de seleção brasileira? Tá muito longe disso. Não é pq sou corinthiano, mas acho que se o Benfica fosse um pouquinho menos “português” (COM trocadilho), deixaria o Ramires aqui no Brasil, primeiro para aprender a jogar, segundo para fortalecer fisicamente, pq ele é raquitico! Um abraço, parabéns pelo seu trabalho. Marcos

  • César

    André, não são só os argentinos que parecem ser “mais inteligentes, mais obedientes, mais conscientes do que podem e não podem fazer”. Se das últimas 6 derrotas brasileiras 4 foram para argentinos 1 foi para equatorianos e outra para paraguaios. E TODAS com o jogo final aqui no Brasil.

    A verdade é que desde de 2000, não ganhamos uma final contra estrangeiros.

    O que acontece? É psicológico? Não aguentamos a pressão? Somos pipoqueiros? Minha opinião? Deve ser o tal bug do milênio!

  • Fábio

    Bom dia,

    A situação do Cruzeiro se complicou no gol perdido na Argentina, infelizmente os times brasileiros não sabem jogar contra os argentinos com alguma vantagem, sempre entram com a cabeça fora de foco e com o ar de ja ganhou.

  • eduardo pieroni

    bom dia andre! voce viu o que eu escrevi ontem, o gol do kleber fez falta,e não sei o que a maioria da imprensa esportiva ve no time do cruzeiro,so tem refugo a não ser dois ou tres bons garotos surgindo,wellington paulista,leonardo,fabinho,fabio vai ser campeão do que ?????

  • Gomes

    ” TODA A ARROGÂNCIA SERÁ CASTIGADA”

    O ADILSON É UM DOS MELHORES TREINADORES DO BRASIL, MAS ESTÁ FICANDO ARROGANTE IGUAIS A LUXA E LEÃO. MENOS ADILSON BEM MENOS.

    O VERÓN JOGA DEMAIS E JOGA PARA O TIME E NÃO PARA A TORCIDA, MÍDIA ETC. UM VERDADEIRO JOGADOR DE FUTEBOL.
    O CARA QUE DISPENSOU FORTUNAS, PARA TENTAR CONSEGUIR VAGA NOVAMENTE NA SELEÇÃO DE SEU PAÍS. ESTE É O CARA.

  • leonardo atleticano

    Ricardo pires quebrado, aqui é o monotítulo, esse papo de que só perde quem chega é um discurso bem batido meu amigo, nunca discuti a superioridade do Cruzeiro perante ao Galo nos últimos anos, devido as desatrosas administrações nossos grandes fregueses cresceram e nos superaram, veja bem, a quantos anos vcs estão por cima e ainda assim na história ainda temos muitas vitórias a mais no confronto, e futebol é ciclo, tenho certeza que nossa vez vai voltar. O que bati na tecla a semana inteira, é que a sua superioridade ao Galo os tornou arrogantes demais para ver que essa superioridade é caseira, e mais por falta de adversário do que por mérito, para o resto do País, vcs são nada. vc me desafiou a aparecer aqui na quinta, pois aqui estou, e feliz porque a arrogância foi castigada, e não me diga que não são arrogantes, pois vcs são demais. Saudações atleticanas meu caro. Quanto as brincadeiras, são só brincadeiras, um abraço.

  • kappen

    Marcel Souza disse: “E concordo com você André, ainda falta essa “manha” que os times argentinos tem pros times brasileiros. É impressionante como eles não mudam o rumo do jogo quando tomam o gol e quando empatam o jogo. É todo ano assim, e não surge um time brasileiro que faça igual.”

    eu, gremista, sempre me encantei com o futebol dos hermanos; da mesma forma quase toda torcida tricolor. somos execrados quando ‘imitamos’ as coisas que eles fazem, quando exigimos raça e garra do time, quando cobramos o ‘jogo-feio’, a falta mais dura, a pegada, a catimba, ou seja, quando queremos nosso time o mais parecido possível (nesses aspectos) com os times de lá. muitas vezes somos acusados de não torcer pela seleção (o que é, muitas vezes, verdade…).

    e agora vejo todo mundo exaltando essas virtudes no estudiantes. a pior coisa para um time brasileiro que joga em casa a segunda partida e obter um resultado bom na primeira.

    e que falta fez aquele gol do kléber, hein?!

  • Ricardo

    Verón deu na cara de Ramires com 2 minutos e, daí em diante, Ramires se descontrolou. E levou boa parte do time do Cruzeiro junto.

  • Cruvinel

    Sei muito bem o que o Cruzeiro deve estar sentindo nesse momento! Meu time também perdeu uma final de Libertadores em casa e para um time argentino!
    É de chorar!!!!

  • Jovaneli

    Se me permite, André, gostaria de recomendar neste espaço o texto do colega Mauro Cezar Pereira (La copa se mira y no se toca – http://tinyurl.com/kqug85) e, principalmente, o vídeo do lado direito da tela do blog dele, em que o Mauro falava do time do Estudiantes, do retrospecto dos times argentinos contra brasileiros na década e do oba-oba, segundo ele inclusive entre jornalistas.
    Não se pode generalizar, mas de um modo geral concordo com ele que a maioria menosprezou a possibilidade de vitória dos pincharratas.
    Detalhe: o vídeo (http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/video/61868_VIDEO+O+GRANDE+DESAFIO+DO+CRUZEIRO+E+FICAR+LONGE+DO+OBA+OBA+DA+TORCIDA+ANALISA+MAURO+CEZAR+PEREIRA#) é da participação do Mauro no programa Bate-Bola, da ESPN Brasil, de terça-feira, dia 14, ou seja, antes da final.
    Na minha opinião, o Mauro Cezar é um monstro do jornalismo esportivo brasileiro. Sensacional. Recomendo. Sorte sua, André, em tê-lo como colega de emissora. Se tiver a chance e puder, mande um abraço a ele e transmita esse meu sentimento em relação ao trabalho dele. Valeu!

  • Vagner Luis

    E então, o técnico que não sabe jogar fora de casa desaprendeu a jogar dentro. A farsa se revelou ontem…

  • Marcel

    Não podemos esquecer que o Ramires pipocou em 3 jogos finais, na final da Copa das confederações e nesses 2 último jogos.

  • elson

    Sabe qual a Semelhança entre o time do cruzeiro e o Michael Jackson???
    Os dois prometeram dar show e acabaram morrendo dentro de casa!!!
    Ahahahhahahahahahahahaha!!! É galo doidooooooooooooo!!!!!

  • Rafael

    Quando o Veron deu aquela “chegada” no Ramires logo aos 2 minutos ele estava dizendo exatamente assim: “olha garoto, vc esta falando com um verdadeiro craque,jogador de 2 copas do mundo, campeao italiano, campeao ingles etc. Se coloca no seu lugar”. Nao deu outra: o raquitico e supervalorizado Ramires tremeu, amarelou, perdeu-se em campo e nao foi mais visto, a nao ser arrumando confusao.

  • Mario Neto

    Impávido colosso são os times argentinos! Os caras tomam um gol e a banda continua na mesma toada.

  • Fernando Amaral

    Quarta feira 15/07 21:00 Hs Cruzeiro já é campeão libertadores 2009,
    Quinta feira 16/07 00:10 Hs estudiantes Campeon.

    Nada é ganho na véspera, aprendam Cruzeirenses (torcida, imprensa, treinador, dirigentes)

  • Marcos Vinícius

    A Todos,Cruzeirenses ou não:

    O fato é o seguinte:Ganhou quem tinha mais futebol pra jogar..Tô vendo muita gente dizer que o Estudiantes não sentiu a pressão de jogar fora,mas não concordo.Acho que o time argentino mostrou ser muito superior tecnicamente ao brasileiro,que conseguiu um empate na Argentina pq jogou para empatar,e quiçá achar um gol em algum contra ataque fortuiuto,além de uma ótima atuação do Fábio.O Estudiantes tem um cara que desequilibra(precisa dizer quem é?),e que deveria ter marcação especial,coisa que não aconteceu,acho até que por excesso de confiança do bom time do Cruzeiro(eu disse apenas bom).Concordo com quem disse que Adilson está ficando,ou foi,arrogante,pois achou que seu time era superior,ou talvez que o fator campo iria pesar contra um time argentino muito bom e muito equilibrado,pois esse time não chegou a final dos dois mais importantes torneios sul americanos,Libertadores e Copa Sul-Americana, por sorte.Lembro que,na Copa do Mundo de 98,o treinador do Chile disse que perdeu para o Brasil(4×1,oitavas de final)pq não tinha um Dunga em campo,um líder,alguém que organizasse o time.Ontem,lembro de ver o Verón organizando o posicionamento do time em cobranças de escanteio,prós e contras.Talvez tenha sido esse o diferencial do time,ter um líder,um treinador em campo,além de ser um extra classe com a bola nos pés,vide o primeiro gol do Estudiantes,uma linda inversão de jogo para um companheiro completamente desmarcado.

    E o que está havendo com a torcida cruzeirense?até antes do jogo Ramirez era um cracaço,Kléber merecia vaga na seleção,Vagner era o maestro do time,e hoje eles não passam de jogadores medianos?isso pq não conseguiram sair da ótima marcação feita pelo Estudiantes?Sério mesmo?Dou risadas de quem diz que o time argentino bateu,como fazem,geralmente e principalmente,River e Boca.Gente,os caras jogaram muita bola e mereceram!Os jogadores cruzeirense antes citados,que deveriam desequilibrar,foram peças nulas em campo,sucumbindo a marcação e nervosos.

    Sou vascaino,e o que digo agora digo de cadeira,vide o momento do meu time:Não é hora de culpar ninguém,é hora de apoiar esse bom time que o Cruzeiro tem,pois esse time tem plenas condições de levar esse brasileiro ou de,no mínimo,voltar a Libertadores do ano que vem.O time tem um comando e uma direção eficientes,devem chegar reforços na janela de agosto,e os resultados prometem.
    No mais,é levantar,sacudis a poeira e dar a volta por cima,aguentando encarnações e brincadeiras atleticanas,pois isso faz pate do futebol.Nada como um dia após o outro.

    Saudações Vascainas!

  • AOS NOBRES ATLETICANOS:

    O atleticano é mesmo um sujeito fálico. Fálico e voyeur. Jamais participa, apenas olha. Claro que é um voyerismo às avessas. Um voyerismo perverso, que a alegria só vem quando o outro sente dor. Quando o outro se iguala, mesmo que momentaneamente, ao seu mundo de dor.

    Não haveria nenhum problema nisso. Se não fosse o de NÃO se aceitarem “apenas” como voyeur. Eles tentam SER “aquele” em que observam. E acreditam, mais das vezes, que podem estar no lugar deles.

    Num momento de delírio, imaginam: “E se nós fossemos BI campeões da Libertadores? E se nós disputassemos o TRI da Libertadores? E se nós fossemos TETRA da Copa do Brasil, Bi da SuperCopa…”

    Mas aí vem o tombo. Percebem que não são. E não podem ser. Nem se quer passam perto dessas conquistas.

    E aí que a sensação de vazio e desepero parece crescer ainda mais.

    E então, voltam a se lembrar das seguidas agruras e humilhações que o futebol lhes causaram, e recolhem-se novamente ao seu mundo voyeur, perverso e autista, com esporádicos momentos de gozo sádico(embora nunca sejam eles que proporcionem esta dor), quando percebem este outro numa posição de sofrimento.

    A diferença, a sutil deferença entre “nós” e “eles” é que a nossa dor vai passar…

  • Luiz Felipe

    Inacreditável era considerar o Cruzeiro favorito! Vou contar uma história.

    Quando o Verón resolveu voltar da Europa, o Fernando Carvalho tentou trazê-lo para o Inter. O jogar, educadamente, os argentinos são muitos educados, agradeceu o interesse, mas disse que não iniciaria as tratativas, pois estava voltando a tempo de, ainda jogando um futebol de alto nível, vestir a camisa do Estudiantes para ganhar uma libertadores, como o seu pai fizera. Disse também que pretende ser presidente do clube.

    No mundo em que se corre mais atrás do dinheiro do que da bola, essa atitude demonstra a “gana” (como os hermanos mesmo dizem) que ele tinha por esta taça.

    Parabéns ao Verón. A sua história deveria virar um filme.

    Parabéns ao Estudiantes: venceu o melhor.

  • Rita

    Que peninha que o kleber – diga-se que acho um baita jogador, mas com ódio sobrenatural ao seu time de formação – não pôde oferecer o título aos palmeirenses. Tenho a ligeira impressão que essa é maior frustração dele.

  • ADSON CARVALHO

    André, a “diferença” do jogo chama-se: JUAN SEBASTIAN VERON…

    AK: Discordo. Verón é craque. Mas também jogou em La Plata, e o jogo foi 0 x 0. Um abraço.

  • Coringão Z/L

    André,

    É incrível a força mental dos times argentinos.

    Não se intimidam com a torcida adversária.

    Mesmo quando estão perdendo, continuam jogando da mesma forma.

    Não são afobados, não se desesperam e são malandros ao extremo.

    Por esta razão é que sempre colocam os times brasileiros no bolso.

    Com o Cruzeiro não foi diferente.

    OBS: Mas quando o assunto é seleção, as coisas se invertem…

    A seleção argentina – nos últimos anos – tem apanhado bastante da nossa.

    Confesso que ainda não achei uma explicação plausível para essa inversão…

    Abs.

    AK: O jogador médio argentino, por ser mais bem formado – em todos os aspectos – e mais inteligente, é um jogador melhor (mais disciplinado taticamente, em especial) do que o médio brasileiro. Nos clubes, os jogadores médios são maioria nos dois lados, e aí está a vantagem deles. Mas quando se fala em seleção, é top contra top, elite contra elite. E duas coisas entram em ação: o nosso jogador top, polido pelo futebol europeu, é insuperável. E por algum motivo, isso sim inexplicável, os argentinos ainda não conseguiram cultivar na seleção o mesmo ambiente de “jogar à morte” que vemos em seus clubes. Tem sempre alguma coisa atrapalhando. Um abraço.

  • leonardo atleticano

    A diferença entre nós e eles, é que gostamos nós demais do Galo, e eles gostam demais é de si mesmo, são simpatizantes, por enquanto o time está bem, faz bem para seu ego, quando não estiver vão bandiar para outro lado qualquer, só vcs mesmo para se acharem seres humanos melhores por torcer pelo cruzeiro, como são bestas, arrogantes, petulantes e . Tirando a farra, a cerveja com os amigos, as brincadieras, o futebol não é nada, a não ser para vcs cruzeirenses, que se acham elite, vcs são uns bestas mimados, tudo menino criado com a vovó.

  • Massara

    Não deu.

    A dor é indescritível.

    Domingo, recomeçaremos a caminhada, contra o Corinthians. De cabeça erguida.

    Aos rivais: comemorem. Esta é a hora e a ocasião certa. Coloquem o dia de ontem no hino, ao lado de “somos campeões do gelo”.

    Voltaremos um dia, podem crer.

    Abs.

  • Anna

    Eu fiquei triste pelo Cruzeiro… 🙁

  • Ricardo Pires

    Leonardo Monotitulo, nao generalize. Essa arrogância faz parte do futebol e da cultura do torcedor. Seja ele do Cruzeiro, do Atlético ou do Manchester United. Nao me acho melhor do que ninguém por ser torcedor do Cruzeiro. Isso seria de uma ignorância e infantilidade absurda. Provocaçao faz parte do pacote e quando o tiro sai pela culatra temos que ser homens o suficiente para admitir a derrota e aceitar que os outros nos provoquem em retorno. Isso é muito obvio, pelo menos para mim.

    Ontem a bola nao perdoou a ineficiência e falta de espirito campeao do Cruzeiro. Eu tinha muita fé que seriamos campeoes, mas claro jah tinha guardada a força interior caso o titulo ficasse com o Estudiantes. Ainda continuo amando e apoiando o Cruzeiro esteja ele aonde estiver. Na primeira, segunda ou quarta divisao. Nao sou simpatizante nao. Sou amante feroz acostumado a grandes titulos. Essa ultima parte é exatamente o que nos difere, jah que vocês, prezados atleticanos, sao amantes que continuam fiéis mesmo apanhando todo ano. Vale acrescentar que eu, inclusive, lhes dou muito crédito por isso.

    Eu também levo tudo na brincadeira e acho que paixao é assim mesmo. Traz alegrias na mesma proporçao que ocasionalmente causa dor. Mas tem como largar?

    abraços e saudaçoes Celestes

  • ADSON CARVALHO

    André, na Argentina o Veron também desequilibrou e o Cruzeiro não tomou um chocolate devido ao Fábio, que incontestavelmente estava no dia dele. Ontem “La Brujita” participou dos dois gols, dominou o meio de campo e ainda fez o Ramires amarelar na primeira bola do jogo, fator primordial para a perda do título. De qualquer forma respeito sua opinião.
    Outro abraço!!!

  • Alexandre

    Torci para o Cruzeiro, mas a verdade é que não há nada de bom que se possa tirar desta final. O Cruzeiro jogou mal nos dois jogos, foi completamente dominado em La Plata e “cozinhado” no Mineirão. A sua torcida foi apática durante quase todo o jogo de ontem, exceto apenas nos 5 minutos em que o time esteve na frente, o que só reforça o vexame. Após o gol de empate, não há outra palavra que defina melhor a reação cruzeirense: amarelou! O time e a torcida. Uma vergonha, um Mineirazo. Parecia impossível que algum time brasileiro decepcionasse mais do que o Flu do ano passado. O Cruzeiro fez isso. E viva os argentinos, que sabem “ganar una copa” como ninguém!

  • Paulo

    Infelizmente, o Cruzeiro não jogou bem e parecia, logo no começo da partida, que estava realmente longe de seus grandes dias. Fora isso, não soube lidar com a tradicional catimba argentina e a fibra de um brilhante jogador como Veron. Lamentável, para os mineiros, já que não há senso de nacionalidade verdadeira, quando o assunto é futebol ou Libertadores… Só que o chileno que apitou o jogo, o árbitro escalado pela Sulamericana também soube complicar a vida dos brasileiros com a não marcação de algumas faltas claras e evidentes. O cenário já está mesmo armado para 2010 e o Todo Poderoso Timão do PAC do Presidente Lula. Em rota de colisão com o Senado Federal, o Melhor Amigo do Corinthians, fará de tudo no ano que vem, para aliar a sua imagem ao time do Fenomenal Ronaldo… Com a popularidade em alta e o Timão Campeão da Libertadores vai eleger a sua sucessora com toda a facilidade! Isto se não tomar medidas mais enérgicas e alarmantes, de um outro tipo! Não sou nenhum profeta, mas arrisco até um palpite… Esta decisão será contra uma equipe argentina, derrotada “finalmente”… Que feito! E Andrés Sanchez será eternizado como “melhor presidente do clube em todos os tempos”! Pobre Cruzeiro que tentou ganhar um importante torneio, só na bola… Que ingenuidade…

  • Alexandre

    André, essa discussão sobre os jogadores medianos e os “top” é boa, mas vejo um “furo” no seu raciocínio: mesmo quando os jogadores “top” ainda jogavam por clubes sulamericanos, até os anos 80, nossos times também apanhavam com frequência dos argentinos (e, naquela época, também dos uruguaios).
    E a nossa seleção tem muito menos Copas América do que a deles (9 a 14, acho). Só nos últimos 15 (atípicos) anos é que a seleção argentina deu uma “travada geral” e parou de ganhar títulos (ainda sim, só a principal, vide as olímpiadas e os mundiais sub-20).
    De modo geral, percebo que contra times europeus, seja em clubes seja na seleção, nós sempre tivemos um desempenho muito melhor do que o deles, e é por isso que temos 5 Copas contra 2.
    Já contra times sulamericanos e em embates diretos, eles levam boa vantagem nos clubes. Na seleção, você explicou bem porque as coisas são mais equilibradas historicamente. Volto a dizer, os últimos 15 anos tem sido exceção, mas com o Messi, não sei não se isso não pode mudar logo, logo…

    AK: Sobre a Libertadores nos anos 80 e a Copa América: não se pode esquecer que, durante muito tempo, os clubes brasileiros não deram à Libertadores a importância que ela tem hoje. E a Copa América também foi vista como uma competição menor. Um abraço.

  • Waldemário França

    André nem sempre o melhor ganha, mas o Estudiantes mereceu. Só não entendi pq depois do Cruzeiro fazer um zero não voltou todomundo para trás, para se defenderem, pois o resultado erao bastante para ser campeão, apesar de sermos Bi parece que nãoaprendemos a jogar a Libertadores. Os grandes campeões são sempre calmos na hora da decisão. Parabéns ao Estudiantes pelo feito.

    PS: Que os atleticanos, são paulinos, gremistas, etc, comemorem pois faz parte, pois se não fosseassim não teria graça. e AINDA EXISTEUM GRANDE CLUBE NA CIDADE.
    abçs

  • Willian Ifanger

    Incrível como um time mediano argentino (esse time do Estudiantes não é nenhum baaaaaita time) consegue se manter focado o jogo todo sabendo exatamente o que fazer. Sabiam que não seria impossível tomar o 1×0……muito pelo contrário, até provável, e estavam preparados para essa situação.

    Já o Cruzeiro parecia que sabia exatamente o que fazer pra marcar o gol……marcou o gol……só que não sabia o que fazer depois disso. Me lembrou aquela cena final de Procurando Nemo quando os peixinhos chegaram no mar dentro dos saquinhos e um deles falou “e agora?”.

    Esse time do Cruzeiro que já vem batendo na trave em alguns campeonatos, só vai consumar um título importante quando tiver no elenco um pouco mais de experiência, com algum líder em campo. Pena que muita gente vai sair e vai desmontar um bom time.

    Apesar de são paulinos (como eu), gremistas, etc…estarem com aquela cara de Mutley hoje, tenho certeza que no fundo bateu um desgosto…..porque nós sabemos o que é perder uma final de Libertadores…….e dói demais……aliás ontem eu estava com uma inveja monstro de ser Cruzeirense só pra curtir o dia da final. Inveja até o começo do jogo…..hehehehe.

  • Eu fui indicada a um premio de melhor blog, recebi um selo e indiquei seu blog, o do juca, o da jessica, o da silmara, o do pvc, o do maurocezarpereira, o do dilallo e o do jotajr.
    Agora voce tem que seguir essas regras, que eu já segui. 😉

    1 – Escrever uma lista com 8 características suas
    2 – Convidar 8 blogueiros para receber o selo
    3 – Comentar no blog de quem lhe premiou
    4 – Comentar no blog de nossos escolhidos, para que saibam da “indicação”

  • BASILIO77

    Interessante o debate sobre jogadores e times brasileiros e argentinos.
    Lendo e aprendendo.
    Sobre a decisão, ví pouco…num bar entre um copo e outro…e só o primeiro tempo.
    Mas antes do jogo achava que a juventude do time azul poderia atrapalhar, não sei se foi o caso ou foi a tal diferença entre os “médios”.
    Os “médios” argentinos são melhores que os nossos….pode ser.
    Abraço.

  • Joilson Duarte

    Rapaz…Acho que você ainda tem que ver muito futebol…..você acha então que “o nosso jogador top, polido pelo futebol europeu, é insuperável”???

    (1) Como é possível reconciliar tal afirmação com o vexame de 2006? e;
    (2) Por que os jogadores “não polidos” de 1958,1962 e1970 foram “insuperáveis”?

    Ahhhh….. Eis o motivo “inexplicável”………..Não tem motivo nenhum! É só um jogo!

    AK: (1) Lembrando o óbvio: ter os melhores jogadores, no futebol e em outros esportes, não significa vencer sempre. A seleção americana de basquete, com jogadores da NBA, perdeu competições quando não se preparou adequadamente.

    (2) Porque eram os melhores jogadores do mundo, numa época em que os melhores jogadores do mundo atuavam no Brasil. E porque se preparararm adequadamente.

    Se você não acha que o jogador de futebol brasileiro é o melhor do mundo (o que não quer dizer – antes que você pergunte – que não existam extraordinários jogadores não-brasileiros), e quer ir na contra-mão do que o mundo pensa, fique à vontade.

    Só não venha para o debate com excesso de ironia e carência de argumentos. Um abraço.

  • Joilson Duarte

    Desculpe….Acho que vc não entendeu bem. Vamos ver se eu consigo explicar…

    (1) Acho o jogador brasileiro o melhor do mundo, sem dúvida. Nisso, eu estou “à vontade”, com certeza….hehehehe…Melhor que o argentino? Acho que sim…
    (2) Não usei de ironia…Eu apenas simplifiquei o argumento (“é só um jogo”) e você achou que era ironia. Não era!!!…Era SIMPLIFICAÇÃO!!!!……Se ainda não entendeu, procure pelo principio da Navalha de Occam,…(na internet tem!)
    (3) O fato do grupo “polido” de 2006 não ter se preparado adequadamente, apenas prova o meu ponto. Ou seja, o grupo NÃO FOI POLIDO pela profissionalização dos europeus! Se tivesse sido – obviamente – teria sido profissional….hehehehe…….Era um bando de excelentes jogadores deslumbrados…Notou o paradoxo? Eles eram excelentes…mas não eram profissionais…E não eram profissionais porque não foram devidamente “polidos” pelo profissionalismo europeu…Confuso? Nem tanto…
    (4) Agora….O que não dá pra entender é a sua frase…”Porque eram os melhores jogadores do mundo, numa época em que os melhores jogadores do mundo atuavam no Brasil. E porque se preparararm adequadamente…………..” Ótimo!!!! Concordo inteiramente..Aliás, não podia concordar mais!……Mas cadê o tal do “polimento” que os faria “insuperáveis”? Não houve necessidade?….Parece que não, certo?…E como fica o seu argumento?

    Francamente……Quem é que não tem argumentos?

    Finalmente…Vou entender se você não postar a minha resposta…

    Boa sorte….

    Grande abraço.

    AK: Companheiro, apesar de você não ter percebido que a conversa era entre Brasil x Argentina, vamos seguir:

    (2) “acho que você ainda tem que ver muito futebol…”

    (3) Não se trata de “polimento profissional” (isso varia de pessoa para pessoa), e sim de aprimoramento na forma de ver e jogar futebol. Aprendizado tático. O grupo de 2002 ganhou a Copa, lembra? O que houve em 2006 foi uma preparação pessimamente mal feita.

    (4) Exatamente. Era outra época e não havia necessidade. O meu argumento é esse.

    Sua resposta (como sempre) foi postada, e comentada. Meu tom aqui é o mesmo do comentarista. Com quem quer conversar, há conversa.

    Um abraço.

  • Ricardo

    André

    Achei seu ponto de vista comparando os jogadores brasileiros x argentinos excelente.

    Eu talvez substituísse o adjetivo inteligentes por, menos acomodados e com mais personalidade

    E na minha opinião o que atrapalha a seleçao deles é algo relacionado a uma palavrinha de 3 letras: EGO.

    O brasileiro já sacou que se a seleção não for para uma Copa sob forte cobrança, já era.

    Já os hermanos…..adoram chegar lá achando que já levaram

    E sobre o comentário do amigo acima, é complicado comparar épocas….1958 x 2009….sao outros tempos!

    Abraço

    AK: Você andava sumido… obrigado pela visita e pelo comentário. Um abraço.

  • Leonardo

    “O cenário já está mesmo armado para 2010 e o Todo Poderoso Timão do PAC do Presidente Lula.”

    Como sempre. Numa discussão acerca do jogo entre o time mineiro e o time argentino, algum torcedor do Teoria da Conspiração F.C. tem que colocar o Timão na conversa.

    Aliás, sempre disse isso: se o Corinthians deixasse de existir, seria muito doloroso para os que o amam, mas mil, um milhão de vezes, mais devastador para os que amam odiá-lo.

    Olha, rancoroso amigo, será sensacional se o Timão conquistar essa taça ano que vem, mas se for contra um time argentino vai dar um pouco de pena, os argentinos são bacanas.

    Agora, tentar incluir numa mesma maçaroca sucessão presidencial e favorecimento da arbitragem ao alvinegro (puxa, essa é de doer, hein? ainda se fosse algum outro time…), vai ser paranóico assim lá longe.

    Hey, então o fato de o Corinthians ter sido rebaixado também faz parte de um maquiavélico plano arquitetado pelo Governo?

  • André,
    só não entendo porque a análise da derrota do Cruzeiro às vezes descamba para uma suposta crise dos clubes brasileiros na Libertadores.
    Já li em alguns lugares que os times brasileiros não tem garra, que tremem para os argentinos, etc. A Inglaterra colocou times na final das últimas 5 UCLs e, mesmo perdendo 3 dessas, é considerada a força hegemônica do continente hoje em dia. O Brasil fez a mesma coisa, com o mesmo número de conquistas e com uma variedade maior de times (SP, Atl-PR, Inter, Grêmio, Flu e Cruzeiro).

    Síndrome de vira-lata pouca é bobagem.

    (sei que não é o seu caso, mas com você dá pra conversar)

    Abraço

    AK: Também não acho que há “crise”. Mas a sequência de derrotas, em casa, para estrangeiros, dá pano para a manga. Um abraço.

  • claudio

    os direngentes cruzeirenses sempre tiveram inveja do galo, para começar o mascote é a raposa…quando o cruzeiro ganha algum título eles falam do galo, quando perdem falam do galo, então o melhor marketing do galo é o cruzeiro que convenhamos depois que ganhou o brasileiro não ganharam mais nada(o rural segundo o perrela não vale nada)só para lembrar ao perrela aquela bandeira do flamengo no meio da sua torcida o que seguinifica? voces só comemoram com sua camisa!KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Joilson Duarte

    André
    Antes de qualquer coisa, parabéns por responder aos leitores. São poucos os blogueiros que fazem isso. Legal!

    Mas isso não quer dizer que eu “aceite” a sua resposta……rsrsrs.

    (1) Se eu não tivesse percebido que a conversa era entre Brasil x Argentina, eu não teria feito o comentário que eu fiz! Não sei de onde você tirou essa idéia…
    (2) A Navalha de Occam é um princípio lógico que diz que se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor….Logo…
    (3) No que diz respeito a “Polimento profissional”, vamos deixar claro o seguinte: você “sugeriu” que a ida do jogador brasileiro para a Europa o faria imbatível. E eu contrapus que isso não era necessariamente verdade…E mostrei meu ponto com o exemplo de 58, 62 e 70

    No mais, boa sorte.
    Abs.

  • Robini

    Discordo quando dizem que o Cruzeiro jogou em casa, contra o Estudiantes. Ambos eram visitantes, pois o Mineirão é a casa do Galo!

  • Robini

    Ao “AOS NOBRES ATLETICANOS” você nos chamou de voyeur, mas pelo menos estamos gozando vocês.

    E vocês que fazem todas as “premilinares” e na hora NADA???

  • Há 30 ou 40 anos dizia-se, aqui no Brasil, que o maior exemplo de futebol mal jogado era o praticado na Inglaterra. Na terra da rainha o futebol resumia-se a levantamentos de bolas para a área adversária com o claro objetivo de que os atacantes, normalmente grandalhões e desengonçados, contassem com a sorte de se antecipar aos defensores adversários e transformassem esta jogada banal, simples, sem nenhuma imaginação e criatividade, também conhecida na maior parte do Brasil como “chuveirinho”, em gol. Era este o consenso geral entre os especialistas do futebol
    brasileiro.
    Como diziam os mais antigos, a língua é o chicote da bunda. Por mais que os chamados especialistas não queiram reconhecer o que nós praticamos em matéria de futebol hoje é exatamente o que tanto criticávamos no futebol inglês. O “chuveirinho” é a tônica do futebol praticado por todos os times do futebol brasileiro, a começar pela própria Seleção Brasileira, como vimos recentemente na Copa das Confederações realizada na África do Sul. Salvo duas jogadas individuais dos brilhantes Luis Fabiano e Kaká os demais gols praticamente foram assinalados como conseqüências de levantamentos de bola para a área, com a nítida intenção de seja lá o que Deus quiser, ou seja, pura sorte. É muito pouco para quem sempre se disse o melhor futebol do mundo. Talvez devamos rever esta colocação para os praticantes do menos ruim futebol do mundo.
    Nas grandes decisões que envolvam times brasileiros contra times estrangeiros ou mesmo a Seleção Brasileira contra alguma outra seleção, os adversários devem ter quatro preocupações básicas para conter os ataques brasileiros: 1) Montar um rígido esquema defensivo com preocupação de não proporcionar espaços vazios e dificultar as manobras individuais daqueles que têm capacidade para isto; 2) Colocar dois atacantes um de cada lado do campo com a incumbência de impedir os alas brasileiros, ou quem por ali se deslocar, efetuarem o cruzamento tipo chuveirinho, já no nascedouro da jogada; 3) Preocupar-se em não cometerem faltas, sob hipótese alguma, próximas da intermediária ou mesmo da área grande deles; e, por último, 4) Ter a mesma preocupação em não ceder escanteios para os times brasileiros.
    Com estas providências e muito preparo físico para não cansar e dificultar possíveis contra ataques qualquer time estrangeiro tem grande chance de conseguir vencer qualquer um dos chamados grandes times brasileiros, por menos talentosos que sejam.
    Um exemplo claro é o do Estudiantes de La Plata diante do Cruzeiro em pleno Mineirão lotado. Quais as opções ofensivas que o Cruzeiro tem contra um time bem armado defensivamente. Nenhuma. A não ser contar com descuido defensivo do adversário. Como o adversário, no caso o Estudiantes, jogou concentrado, cem por cento focado nas minúcias do jogo e não se esgotou fisicamente, só restou ao Cruzeiro tentar superar suas deficiências técnicas, no final, com o máximo de voluntariedade e esforço físico, o que na maioria dos casos revelam-se insuficientes.
    É a união da melhor técnica possível com o que existe de melhor e mais eficaz em termos de preparo físico, ou seja, o resgate do verdadeiro futebol brasileiro a alternativa mais inteligente para minimizar a quantidade de frustrações que ultimamente o futebol vem proporcionando aos torcedores brasileiros, mesmo que os chamados especialistas e os profissionais que vivem do futebol teimem em tentar esconder a realidade com o único objetivo de manter o público sempre interessado, de tal forma que o afastamento dos anunciantes de suas transmissões e, por conseqüência, o questionamento do trabalho deles não ocorram. Apontar alternativas a esta forma medíocre de jogar, até para valorizarem-se profissionalmente, parece ser algo que nossos “especialistas”, infelizmente, não reúnem competência para formulá-las.

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