NOTINHAS PÓS-VICE DO CRUZEIRO



Nos últimos anos, vimos um filme parecido com Palmeiras (2000), Santos (2003) e Grêmio (2007): festa argentina em gramados brasileiros.

As notas do tetracampeonato do Estudiantes de La Plata (2 x 1 no Cruzeiro: Henrique, Fernández e Boselli – 64.800 pagantes no Mineirão):

* A mesma paciência, a mesma organização, o mesmo equilíbrio que o Cruzeiro precisava ter, também eram obrigações do Estudiantes.

* Só que os argentinos tinham uma vantagem: quanto mais o tempo passasse, com 0 x 0 no placar, pior seria para quem estava em casa, apoiado pela torcida e pressionado pela responsabilidade de atacar.

* Os argentinos também tinham a picardia e a malandragem futebolística (que, pelo jeito, sempre nos faltarão) para tocar a bola e transformar o tempo em aliado.

* A diferença do jogo não foi tática, nem técnica. Foi o que aconteceu com o Estudiantes depois do gol de Henrique, e com o Cruzeiro depois do empate.

* O Estudiantes não saiu de seu rumo nem por um minuto, e empatou (bolaça de Verón para Cellay) em seis.

* O Cruzeiro foi tomado por um “e agora?” geral, e levou a virada quinze minutos depois do empate, período no qual não ameaçou o gol argentino.

* O Cruzeiro não jogou mal, e não envergonhou sua torcida. Apenas foi superado mentalmente, como acontece com frequência quando clubes brasileiros e argentinos se encontram em decisões.

* Os bons (nem precisam ser muito bons) times argentinos são mais inteligentes, mais obedientes, mais conscientes do que podem e não podem fazer.

* E não têm absolutamente nenhum problema em jogar aqui, em estádios cheios e com pressão contra. Parece que estão em casa.



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