CR9 CHEGOU



Primeiro, o serviço:

Não viu a apresentação de Cristiano Ronaldo no Real Madrid? Então veja.

Agora, algumas considerações:

Cristiano usará a camisa 9 no novo clube. Nas costas, o mesmo nome e o mesmo número de um atacante brasileiro que passou pelo Real Madrid entre 2002 e 2007. Interessante.

Claro que ele queria a 7, que usava no Manchester United. Mas, em Madri, o dono dela é Raul, tratado pela torcida e por boa parte da imprensa como se fosse feito de ouro.

Não é bom negócio chegar criando problemas com o rapaz.

Estou preparando uma coluna para o jornal, no sábado, sobre a noite em que esperei quase duas horas por uma declaração de Raul, após uma derrota da Espanha pelas Eliminatórias para a Copa de 2006. A reverência dos repórteres a “el capitán” beirava a vassalagem.

A melhor coisa que o Real Madrid pode fazer (sei que soa impossível) é agradecê-lo e, com toda classe do mundo, se livrar dele.

Entre outras vantagens, liberaria a 7 para o português.

Na entrevista coletiva, falou-se muito sobre relacionamentos (com as espanholas e com os companheiros de clube), vida fora dos gramados, e pouco sobre o jogo de futebol.

Assim como aconteceu com David Beckham, Ronaldo parece estar no caminho de ser um pop star, um “ícone fashion” (há gosto para tudo), uma personalidade que pode ser vendida de diferentes formas, e, também, um jogador de futebol.

Em sua defesa, diga-se, ele joga muito mais bola do que Becks jamais jogou.

Não parece que os novos galácticos, Kaká e Ronaldo, terão uma convivência difícil. Os dois são muito diferentes para que isso aconteça.

No gramado, basta que cada um faça o seu para que as coisas andem bem.

É o que deve acontecer, com o mundo todo olhando.



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