FALA FIFA



“Uma análise exaustiva revelou que a decisão foi tomada através de trabalho em equipe entre o árbitro da partida e seu assistente número um, Mike Mullarkey.”

Essa é a conclusão da Fifa sobre a “suspeita” de arbitragem eletrônica, levantada pelos egípcios em protesto formal, na marcação do pênalti a favor do Brasil.

É absolutamente lógico que o posicionamento da entidade seja esse, uma vez que a interferência externa no trabalho do trio de arbitragem não consta nas regras do futebol.

Suponhamos, por um segundo, que a Fifa esteja mentindo.

E que o lance de ontem tenha sido marcado por um “quinto árbitro”, com auxílio de um monitor de televisão.

Concluiremos que:

1 – O que realmente aconteceu no campo (e não o julgamento errado de um árbitro, ou de seus assistentes) prevaleceu.

2 – A demora para a correção da marcação praticamente inexistiu.

3 – Um jogo de Copa das Confederações terminou com o resultado justo.

Não pretendo mudar a opinião de quem considera que o “erro da arbitragem faz parte do jogo”, “estimula as conversas de bar”, ou, pior, “é o que torna o futebol apaixonante”.

Meu único ponto (como já deixei claro uma centena de vezes aqui) é que não há nada pior do que jogos e campeonatos decididos por julgamentos errados, feitos por quem deveria ser auxiliado – e não impiedosamente derrotado – pela televisão.

O que vimos ontem é (com um pouquinho de imaginação) mais uma prova de que o “apito eletrônico” é necessário.



  • Iverson

    E eu acho que a questão vai além.

    Não está na regra essa ajuda eletrônica. Supondo que a FIFA mentiu, discordo do item 3, o resultado não foi justo. A “ajuda eletrônica” foi utilizada apenas, e tão somente, no lance que decidiu o jogo.

    E em lances anteriores (inversão de faltas, impedimentos, etc… a favor do Egito?)

    E eu acho que os árbitros deveriam ser auxiliados por replays, etc. Não vejo mal nenhum em um árbitro mudar sua marcação. Só não concordo em ser feito na surdina, prejudicando ou beneficiando qualquer time que fosse.

    Uma pergunta, e se o penalti fosse cometido na área brasileira e o árbitro marcasse com a suposta ajuda eletrônica, como a imprensa reagiria? (Não você André, sei que pra você tanto faz)

    Mas, pra variar, o pior aconteceu… A FIFA negou a “ajuda eletrônica” e o assunto vai morrer aí…

    AK: Claro que não pode ser algo utilizado em apenas um momento. Mas no caso em questão (ainda que outras marcações erradas certamente tenham acontecido), foi um lance decisivo. Um abraço.

  • gustavo

    Concordo plenamento com você. Dane-se as conversas de bar, o apaixonante do futebol é a técnica e as vitórias devem vir da capacidade, não de ajuda externa. Muito bem. E sou totalmente a favor da ajuda de recursos modernos para que a justiça no jogo seja maior.

  • Luiz Fernando Paes

    o grande problema é:

    em lances como impedimentos, mão na bola e se a bola passou pela linha do gol ou não, tudo bem … imagens e cameras bem posicionadas podem dar ao lance cerca de 99% de certeza do que aconteceu ..

    mas e em pênaltis ou faltas próximas?

    como marcar uma falta é extremamente interpretativo, como foi o lance do Tardelli ano passado no Mineirão

    vendo e revendo o lance de todas as câmeras, não fica 100% claro nada, uns acham que se jogou, outros acham que foi derrubado ..

    essa linha é tênue entre um e outro ..

    e aí?

  • Felipe colorado

    André, meu camarada,

    A discussão acerca do que é justiça, para um operador do direito, inicia no primeiro semestre da faculdade e não termina nunca mais; mas, ainda assim, me permito algumas considerações.

    A palavra “fair”, por exemplo, muito mais do que o significado de justiça, é, em verdade, um indicativo de lisura em um procedimento.

    Exemplo.

    São Paulo x Liverpool no mundial de 2005. O São Paulo levou o maior sufoco que já vi na minha vida.

    Muitos discutiram se a vitória são paulina foi justa ou não, mas a lisura do processo ninguém discutiu. Por quê? O jogo foi “fair”.

    Esse é o problema de uma decisão com o apito eletrônico, pois, como esse dispositivo atualmente é estranho às regras do jogo, qualquer decisão que o tenha como alicerce retira a lisura de todo o procedimento.

    Utilizar a obtenção de um resultado “mais justo” para legitimar a aplicação de um procedimento alheio ao regulamento é literalmente considerar que “os fins justificam os meios”.

    Por isso ocorreu o protesto do Egito. E a resposta-cara-e-pau da FIFA não poderia ser outra mesmo.

    A decisão do arbitro inglês, utilizando o apito eletrônico, poderia ter feito justiça, mas, com certeza, passaria longe do “fair play”.

    Eu sou completamente favorável à regulamentação e consequente utilização do apito eletrônico. Tomara que esse fato implique a legitimação desse meio.

    Um abraço,

    Felipe.

  • renato

    Concordarei no dia em que houver uma solução para os casos que permanecem contoversos MESMO com as câmeras, como o caso do pênalti no Tardelli mencionado nos comentários.

    O que fazer com esses casos?

    AK: Nesses casos, muuuuuuuuuito raros, o futebol será como… é hoje. Acho que vale a pena. Um abraço.

  • Joao Luis Amaral

    Fala, André!
    Li os comentários dos colegas e entendo que, mesmo com lances interpretativos, duvidosos, etc, o saldo da balança para o “apito eletrônico” seria bastante positivo.
    O que complica é que, se a FIFA ao menos permitisse que testes fossem realizados em campeonatos – digamos – paralelos (o Paulistao, por exemplo), muitas das dúvidas que temos, sejam a favor ou contra – seriam tiradas… mas para que raios facilitar, não é mesmo?
    Essa discussão vai longe…
    Grande abraço,
    Joao Luis Amaral

  • ROBERTO CARLOS JUNIOR

    PARABÉNS ANDRÉ PELO SPORTSCENTER

    BOA SORTE E BOAS RISADAS

    UM ABRAÇO

    AK: Obrigado! Um abraço.

  • Flávio Chubes

    concordo plenamente. um esporte que envolve bilhões de dólares não pode ficar sujeito a erros.
    meu único medo é: um esporte que envolve bilhões de dólares também está sujeito a análises seletivas de lances, de acordo com a conveniência deste ou daquele time.
    ou faz pra todo mundo, ou não faz pra ninguém.

  • Jovaneli

    Concordo André. E para aqueles que acham que foi uma injustiça para com os egípcios, eu lembro que após o lance o jogador envolvido diretamente, de forma malandra e suja, vinge sentir o rosto por ter levado uma bolada quando todo mundo viu pela tevê que ele defendeu com o braço. Isso sim é ilegal. Esse atleta deveria ser punido severamente.
    Quanto à verdade sobre o que de fato ocorreu, acho justo a gritaria para que se descubra se houve ou não ajuda eletrônica no lance (embora pareça bem claro que isso aconteceu).
    Mas entendo que se deva dar a mesma atenção ao fato de que a eventual irregularidade corrigiu uma marcação de jogo totalmente equivocada. Ou seja, que a tecnologia é benéfica para esclarecer lances duvidosos como esse, de forma clara e rápida, como bem lembrou. É preciso tirar lições. O episódio nos deu a chance de ver como funciona, na prática o uso da tecnologia para auxiliar o árbitro.

  • Rodrigo Costa

    AK,
    Parabéns pelo SportsCenter.
    A dupla será fixa mesma, como o Amigão e Antero???
    Ah, ensina o Arnaldo a dar o nó na gravata.
    Abcs e sucesso na nova função.

    AK: Obrigado pela mensagem. A dupla será a mesma. Um abraço.

  • Fabiano

    André,

    eu sei que você já deve ter rebatido este argumento uma centena de vezes, mas ainda mantenho meu sentimento com relação ao que torna o futebol o esporte mais apaixonante: as mesmas regras que foram aplicadas ontem em Brasil x Egito podem ser aplicadas também no campinho de várzea perto aqui de casa. De todos os esportes populares, o futebol é o mais barato e mais simples de se praticar. A ajuda eletrônica, ao meu ver, irá acabar com este encanto.

    Parabéns pelo trabalho primoroso que você vem realizando em sua carreira. Abraço!

  • Edouard Dardenne

    É isso mesmo oq eu acho. Não faz mal nenhum ao esporte fazer bom uso da tecnologia que hoje serve apenas para desmoralizar os profissionais. “Ah, mas e os casos em que o lance é duvidoso?”. Bom, nesses casos, não vai haver prejuízo, vai? O que vai ocorrer é, unicamente, reduzir a influência de erros nos jogos. No mais, eu tenho certeza que o tempo de espera por uma decisão “foi pênalti/não foi pênalti” seria ansiosamente aguardada pela audiência do jogo. Valeria até uma inserção comercial…
    No mais, eu não sabia que você tinha começado a apresentar o SC à tarde. Eu não estou em casa no horário. De todo modo, desejo sorte na empreitada. Quando você decidiu pelo jornalismo, achava que poderia apresentar a versão brasileira do ‘jornal nacional’ do esporte mundial?
    Um abraço.

    AK: Não, não achava. O SC era algo muito distante. Acima de tudo, que bom que ele existe aqui no Brasil, também. Obrigado e um abraço.

  • Paulo

    André… Concordo com você há muito tempo. Acredito que somente o advento do “apito eletrônico” poderá tornar o futebol ao mesmo tempo, menos passional e mais justo. Espero que esta importante mudança seja realizada o mais rapidamente possível, pois diminuiria também ao meu ver, a possibilidade de manipulação de resultados e de que alguns clubes, mais ricos ou mais fortes politicamente do que outros continuem a exercer a sua força de lobby nos bastidores do esporte/ negócio chamado futebol. Só que também não acredito que os dirigentes da FIFA neste momento, estejam realmente interessados em modernizar as regras do jogo, já que estão seriamente comprometidos com o cenário atual e os seus poderosos representantes.

  • Anna

    Sou a favor do apito eletronico. Aquele seu post com estudo sobre isso é muito interessante.

  • Marco Freitas

    A dúvida é: e se o lance fosse a favor do Egito?

  • Rodrigo

    André, a discussão vai muito além mesmo, como disse o Iverson. Suponha que a bola nõa tivesse saído pela linha de fundo, mas voltado para o campo e, num contrataque, o Egito marcasse o gol. Não haveria tempo dos jogadores brasileiros pressionarem tanto quanto fizeram, teriam de correr atrás da bola, e o o árbitro não poderia parar para conversar com ninguém. O lance seria decisivo de qualquer modo, mas sua solução via eletrônica demoraria muito mais. Quer piorar a situação? Imagine que nesse contrataque não saísse gol do Egito porque o último zagueiro brasileiro cometesse uma violenta falta por trás, com um carrinho, para impedir a vitória adversária. Pronto. estaria armado um banzé tremendo, como diria minha avó. Tanta confusão quanto a marcação equivocada de uma penalidade.

  • Massara

    Correto.

    Investe-se muito, trabalha-se muito e “gasta-se” muito tempo no negócio chamado futebol para que se tenha uma variável (um risco, na verdade) tão grande como é o erro de arbitragem.

    Trabalhos inteiros podem ser jogados fora por causa disso. O esporte não é mais (se é que um dia foi) brincadeira.

    Abs.

  • Olá, André,

    Tudo bem?

    Temos todos quase a certeza de que o pênalti foi marcado pelas imagens da TV. Assim como tivemos todos uma grata surpresa pela velocidade com que o lance foi marcado.

    Porém, continuo discordando de você: Sou contra à ajuda eletrônica aos árbitros. E não uso nenhum de seus argumentos.

    Com a ajuda eletrônica, as marcações seriam indiscutivelmente mais corretas. Menos tempo se gastaria falando sobre erros de arbitragem, maior foco se daria ao jogo, etc. São todos argumentos válidos e bons. Eu sou contra porque isto praticamente eliminaria a figura mais humana do futebol: O juiz.

    Será que valeria a pena eliminar o juiz, em nome da justiça? Para mim, não. Em nome da justiça, teríamos um jogo mais correto e menos gracioso. O futebol não perderia toda sua graça, é claro. Mas boa parte dela.

    Fora isso, creio que o futebol é diferente da transmissão do futebol. Enquanto no futebol tudo ocorre a olho nu, sem tempo para deslizes, na transmissão do futebol há toda uma regressão no tempo, zooms e closes. O futebol é uma coisa, a transmissão dele é outra.

    Grande abraço!

    André Cintra

    AK: Não se trata de eliminar o juiz, mas de ajudá-lo. Na maneira como eu vejo as coisas, o árbitro em campo solicitaria o replay quando achasse necessário. Ele só seria corrigido em lances de gols duvidosos. Um abraço.

  • David Marinelli

    Concordo com tudo…

    Só que a respeito desse lance, fico imaginando o seguinte:

    E se a bola não vai pra fora apos bater no braço salvador do egípcio e ao invés, cai no pé de um companheiro de equipe que sai em velocidade pra um contra-ataque???

    O juiz não ia ter aqueles minutos pra pensar, ouvir ou ver qualquer otra coisa… sairia pra acompanhar a jogada, deixaria o lance pra la e dai, ja era!

    É o mesmo problema da tal ajuda eletronica pra casos de impedimento… Deveria se deixar seguir TODOS os lances de impedimento ate que o lance fosse revisto no monitor? Ou somente em casos de duvida do bandeira? Pq se ele para o lance e depois o ajudante do monitor ve o erro, nao tem como recuperar a jogada! Alias, sobre isso, nao me lembro se ha solução naquele seu texto sugerindo as regras pro apito eletronico.

  • Queridos amigos,

    Sou jornalista e trabalho em um dos mais divertidos e surpreendentes blogs futebolísticos! Vêm sendo considerado o novo fenômeno da internet brasileira:
    http://www.ligadonabola.com.br

    Obrigado e um grande abraço a todos!

  • Paula

    Se fosse a favor do egito o lance a fifa agiria da mesma forma pq ela NUNCA VAI VOLTAR ATRAS NO RESULTADO.

  • Pingback: Fique por dentro Eletrônicos » Blog Archive » FALA FIFA » André Kfouri()

  • Milton

    Infelizmente os velhinhos da Board e FIFA não aceitam esse auxílio eletrônico que já deveria estar no futebol há muitos anos. Lembra dos casos (teve um na Europa e um aqui em um jogo do Atlético-PR) recentes de gols que foram validados sendo que a bola “entrou” por fora do gol? Quer coisa mais injusta que aquilo? Esse lance do Brasil também. Aliás, o jogador do Egito deveria ser suspenso por tentar ludibriar o árbrito, afinal ficou com as mãos no rosto como se a bolada tivesse sido lá.
    O futebol deveria fazer como o vôlei que não tem medo de mudanças. Outra coisa lamentável no futebol é passividade de todos com a cera. Todo jogo que o time está ganhando o goleiro “se machuca” ou alguém sai na maca e na lateral do campo sai saltitante. Isso TEM que acabar de alguma forma, não acha? Ou parando o cronômetro (só em casos de atendimento) ou então fazendo com que jogadores que são atendidos tenham que ficar fora do jogo por X minutos. Só assim acho que os jogadores iriam parar de dar uma de “malandro” não acha?

  • murilo sc

    ola andre, eu concordo com voce na analise do lance, pra mim ate uma copa ja teve ajuda eletronica, e com interferencia no resultado ao meu ver. Na final da copa de 2006 a expulção do Zidane, nenhum arbitro viu, mas ele foi expulso pq alguem viu, onde ninguem sabe.rsrsrs. abraço e sucesso na nova empreitada. parabens.

  • Rodrigo

    A meu ver, os lances duvidosos em que a ajuda eletrônica não ajudaria não são tão raros assim. Excepcionando os casos de impedimento, a maior parte das infrações decorrem da interpretação pelo árbitro de um elemento volitivo por parte do infrator que, independente da imagem que se veja, varia de acordo com a pessoa que faz tal julgamento. Aliás, mesmo nos lances de falta em que não há necessidade de intenção para que seja marcada, muitos são os casos de difícil interpretação. Vide os programas de jornalismo esportivo onde poucas vezes há unanimidade em relação ao que a imagem do replay mostra. Raro é que um lance de mão na bola seja acintoso, como no caso de Brasil x Egito. Na maior parte das vezes a eletrônica não estabelece uma verdade absoluta. Creio que se houver uma mudança de regra, permitindo a ajuda eletrônica, que essa se restrinja aos lances de impedimento. Caso contrário, haverá somente perda de tempo. A chideira continuará.

    AK: Não se pode excluir o impedimento, maior fonte de polêmicas do futebol. O “apito eletrônico” jamais erraria uma marcação de impedimento. Quanto aos lances em que a dúvida permanece, discordo de você. São raríssimos. Um segundo trio de arbitragem, na cabine, com TV, resolveria quase a totalidade das dúvidas com a visão de quem é especialista nas regras do jogo. Um abraço.

  • andré também

    André, caro,

    sei que a discussão não tem fim, mas não acho que “esquentar a conversa de bar” seja o principal argumento contra a ajudinha das câmeras. Lembro-me de um pênalti cometido por Júnior Baiano na Copa de 1998, contra a Dinamarca (foi isso mesmo? Não tenho certeza). O juizão marcou na hora e a gente ficou furioso, pois as câmeras mostravam claramente que ele não tinha tocado a mão na bola. Galvão estrilou, etc. Horas depois, porém, uma imagem gravada por outra câmera mostrou com muito mais clareza ainda que o pênalti tinha realmente acontecido. A questão é: se câmeras valerem, quem escolherá qual delas mostra a verdade? Nesse sentido, talvez fosse melhor continuar confiando apenas em um olhar (o do árbitro), pois, apesar de muito suscetível a erros, pelo menos é um só, e não gera esse tipo de encrenca interpretativa. Você não acha?

    AK: Cara, eu tenho uma proposta sobre o “apito eletrônico”, que já publiquei aqui. Em termos gerais: um segundo trio de arbitragem fica na cabine, com TV, para resolver as dúvidas. Três árbitros decidem melhor do que um ou dois, nos casos mais duvidosos. A cabine só é acionada pelo árbitro no campo, via rádio, quando ele quer. E só pode corrigi-lo nos casos de erros do árbitro em GOLS E PÊNALTIS. Cada técnico tem direito a um “desafio”, se julgar que uma marcação não foi correta. A grosso modo, é isso. Mas há também uma mudança na regra do impedimento. Se for do seu interesse, posso te enviar por e-mail. Um abraço.

  • Rodrigo

    Quanto aos lances de impedimento, André, quis dizer o mesmo que você. O apito eletrônico nunca erraria, portanto seria benéfico. Como nos casos em que há dúvida se a bola ultrapassou ou não a linha do gol. Só discordo com relação aos demais lances que haja necessidade de interpretação. Se é para interpretar, que se dê prioridade ao árbitro do jogo. Mais pessoas participando seria complicado. As infrações no futebol são diferentes das de outros esportes. Há um elemento de subjetividade inexistente naqueles esportes que utilizam recursos eletrônicos para avaliação das jogadas. Cansamos de ver lances em que especialistas em arbitragem discordam sobre a marcação de penaltis, por exemplo. E não chega a ser nem uma questão de critério de avaliação. É porque é muito difícil analisar imagens reprisadas e em “slow motion” e ter a correta noção de intensidade no contato entre jogadores, intenção ou não de levar a mão à bola, se uma cotovelada foi proposital ou mera conseqüência de um movimento de braço em um salto, etc. Talvez se a regra do jogo fosse mais objetiva (como bola bateu na mão é falta, carrinho é falta, etc) o recurso eletrônico fosse imprescindível. Do modo como é (e eu adoro) acredito que o apito eletrônico não seria benéfico nos pontos que seus defensores acreditam ser, mas somente nos casos em que a interpretação da imagem não é necessária. Não sei se compreende meu ponto, mas é minha opinião.

    AK: O problema não é a interpretação da regra. É a interpretação da regra em 0.5s. Um abraço.

  • BASILIO77

    Também sou favorável à arbitragem eletronica.
    O argumento de que ela não seria usada em TODAS as competições não cola.
    Outras coisas também não são comuns em TODAS as competições de futebol, como por exemplo o ANTIDOPING.
    Abraço.

  • Rodrigo

    Sem querer ser chato, mas aproveitando minha folga hoje, é exatamente esse tempo limitadíssmo que na minha opinião absolve o árbitro e me faz contrário a uma comissão para interpretar um lance. Ela não teria esse benefício se sua interpretação fosse contestada depois, pois poderia analisá-lo com um pouco mais de calma. Pelo contrário. Lances de pênalti que depois de muita discussão não se chega a decisão unânime entre comentaristas especializados e que fossem confirmados ou anulados gerariam muito mais controvérsia. Haveria margem para muito mais teorias conspiratórias do que temos hoje. Portanto, minha opinião não se baseia em brincadeiras entre torcedores e discussões que morreriam com o auxílio tecnológico.

  • Leonardo Pires

    André, estava já há algum tempo querendo te parabenizar pelo SC mas só agora me sobrou um tempinho. Neném recém-nascido em casa não é mole, vc sabe disso. De todo modo, antes tarde do q não te parabenizar. Não me sentiria confortável até q o fizesse. Vc merece ainda mais! Dá um prazer danado ver o seu trabalho.

    Em tempo, a expressão correta é ‘grosso modo’ e não ‘a grosso modo’.

    Abç.

  • Quide

    Andre,

    forte abraço e parabens pelo sportcenter.

    Discordo da arbitragem eletronica. Acho que ela não resolverá os problemas, só criará mais um foro de discussão e acrescentará outro elemento para ter a mãe devidamente homenageada (o arbitro eletronico) já que existem inúmeros lances que não são dirimidos e geram polemica mesmo com replay da tv.

    Uma coisa é o chip eletronico pra dizer se a bola passou da linha ou nao. ai concordo, pois não há margem para interpretação. Passou da linha, que a bola fique laranja, solte fogos de artifico, toque uma sirene o escambau.

    Alem disso, vejo problemas de implantação nesse modelo. quem será o responsável pela geração de imagens? serão criadas TV´s FIFa, Tv CBF, TV Uefa, etc para gerar essas imagens? Porquê senão, o diretor de imagem pode divulgar ou não o lance a favor dos seus interesses.

    Vejamos dois exemplos absurdos e hipotéticos (mas nem tanto…)

    1- Milan x Real, semifinal da UeFA, jogo em milão, a RAI do Berlusconi transmite o jogo. Ultimo minuto de jogo, 0x0 classifica o Milan, Ambrosini poe a mão na bola em cima da linha. O juiz dentrod e campo não v´^e só a TV tem o replay. e aí?? Vc acha que o diretor de tv do berlusconi ia eliminar o milan? Duvideo dó!!!

    2- Mesmo lance num jogo Flamengo e aguia de marabá. Final da copa do Brasil (só a globo transmite dessa vez, a espn nao renovou…rsrsrs), se o Fla passar pega o Corinthians na final dos sonhos da audiencia. vc acha que a globo ou qualquer outra emissora não pode interferir no resultado para dar uma mãozinha pra final dos sonhos? Já até imagino o edilson Pereira fazendo curso para operador de imagens e sonegar a imagem do penalti que tiraria o fla da final.

    E as transmissões com “delay” de imagem? Já não servem para se precaver de eventuais aparições de “seios” nas transmissões ao vivo do superbowl??

    sei não, prefiro ainda os juizes em campo, na intuição. Porque o cara pode ate roubar, ams tem que ser muityo macho pra roubar na cara dura, ali na frente de 22 marmanjos, fora torcida e tv…

    Falo isso pq esse finde fui eliminado da final do campeonato do clube por causa de um erro grosseiro do juiz. ainda assim, prefiro que o “ladrão” esteja a meu alcance…

    abraço..

    AK: Obrigado pela mensagem. Para não nos alongarmos aqui: se for do seu interesse, enviarei minhas idéias sobre a arbitragem eletrônica para o seu e-mail. Um abraço.

  • wanderson

    Alguém poderia me responder se o lance do penalty fosse para Seleção do Egito voltariam atrás?

    Estou cansado de ouvir sempre a mesma coisa para algumas seleções e times de futebol. Imaginam quantos titulos São Paulo, Flamendo e Corinthians iriam perde se usasse esse recurso!

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