COLISEU MODERNO



Eis o Stadio Olimpico di Roma, que na quarta-feira receberá a final da Liga dos Campeões da Uefa pela quarta vez na história.

A foto é cortesia do meu camarada Marcelo dos Santos, cinegrafista da ESPN.

O Olímpico já está se vestindo para a festa com seu traje mais elegante. Caimento impecável, corte perfeito, como exigem os italianos.

Entramos no estádio hoje à tarde, e só pude pensar numa coisa: como deve ser bom jogar bola num gramado simplesmente perfeito.

As pessoas que trabalham no mercado de campos de futebol conseguiram um feito: a grama natural pode ser tão uniforme, tão parecida com uma mesa de sinuca, que é preciso tocar nela para ter certeza de que não é uma superfície artificial.

Passeando pelo Olímpico, um detalhe (foto abaixo) me chamou a atenção. As poltronas da Tribuna de Honra têm telas atrás do encosto de cabeça, como nos aviões. Dá para ver o gol ao vivo, a olho nu, e no replay da telinha.

Roma segue sendo grelhada por um calor maluco para uma simples primavera. O termômetro encostou nos 36 graus hoje.

Tem gente se jogando nas fontes das piazzas. E fazendo o sacrifício de tomar os melhores sorvetes do mundo.

Os times chegam amanhã.

______

Rápida história: ontem fomos ao Coliseu para gravar a taça (dois posts abaixo) da UCL em exposição. Quando atravessávamos a rua, ouvimos alguém falando em português. Até aí, nada demais.

Mas percebemos que eram quatro pessoas vestidas com a roupa dos voluntários que estão trabalhando para a Uefa na organização do jogo.

Fui conversar com eles. Eram os quatro únicos voluntários brasileiros. Tinham preparado as nossas credenciais. Enquanto comentávamos sobre a coincidência, perguntei se eles podiam nos dar uma rápida entrevista. Eles toparam. Primeiro, pedi que dissessem seus nomes, de que cidade brasileira eram, e o que faziam na Itália. Quando uma das meninas começou falando que era de São João da Boa Vista, interior de São Paulo… interrompi na hora.

O cinegrafista Marcelo dos Santos, ao meu lado, começou a rir. Marcelo nasceu e viveu 28 anos em São João. Mesmo morando em São Paulo desde 1998, é como se ele continuasse lá. Conhece todo mundo, e todo mundo o conhece. Dizem que ele se elegeria se fosse candidato a qualquer coisa na cidade.

Os dois começaram a conversar sobre amigos, parentes. Descobriram que são primos.

Qual é a chance de uma equipe de televisão do Brasil, andando em Roma, cruzar com os únicos brasileiros trabalhando no jogo que ela vai cobrir?

E qual é a chance desse encontro envolver duas pessoas que se viram três vezes na vida, e que são da mesma família?



MaisRecentes

Perversidades



Continue Lendo

Arturito



Continue Lendo

Terceirão



Continue Lendo