NOTINHAS PÓS-RODADAS (com um link inglês)



Decisões estaduais. Começando com o Morumbi:

* O futebol tem caprichos que são mais decisivos do que sistemas táticos e “propostas de jogo”: se o Corinthians tomasse o gol de Borges (cabeçada no travessão, aos 40″ do segundo tempo), não teria mais o contra-ataque, e poderíamos estar aqui falando sobre outro resultado – a frase é de Mano Menezes.

* Mas falemos sobre o que aconteceu: Ronaldo decidiu o jogo (Corinthians 2 x 0: Douglas e Ronaldo) com o passe para Jorge Henrique e o gol em sexta (sétima?) marcha. Parecia um velocista, soltando o ar.

* Sobre o segundo gol: a maneira como ele saiu do impedimento criou a vantagem sobre Rodrigo, antes mesmo da arrancada. Pois o zagueiro estava de costas para o gol, e teve de se virar (literalmente) para perseguir Ronaldo. Já era.

* O gol que decidiu as semifinais foi o de Elias, no Pacaembu. Empate imediato, que manteve os nervos do Corinthians no lugar e criou as condições para tudo o que aconteceu depois.

* Não seria justo cobrar atuações decisivas de Neymar, no primeiro mata-mata de sua carreira profissional. Mas muita gente estava pronta para detonar o menino, se ele fosse mal contra o Palmeiras.

* E o que ele fez? Simplesmente se envolveu no placar dos DOIS jogos. Gol, passe, pênalti.

* O Santos (2 x 1: Madson, Kléber Pereira e Pierre) jogou mais, na Vila e no Palestra. E (como em 2002) “esquentou” na hora certa.

* Sobre a confusão entre Domingos e Diego Souza: se o Santos “encomendou” a provocação ao meia palmeirense, não seria mais inteligente (ou menos desinteligente) fazê-lo com um jogador que já estava em campo, em vez de arriscar jogar fora uma substituição? E por que seria tão importante cavar a expulsão de Diego, aos 35 minutos do segundo tempo, com o Santos (que podia empatar) vencendo por 2 x 1?

* O gol-contra de Emerson (Flamengo 1 x 0 Botafogo) me lembrou um que Oséas fez para o Corinthians, no Campeonato Paulista de 1998. Gol – o de Oséas – que será eternamente inexplicável.

* E os caprichos do futebol também apareceram no Maracanã: chute de Maicosuel, na trave, aos 19′ do primeiro tempo.

* Agora, a decisão no Rio de Janeiro é ainda mais psicológica: o Flamengo está no modo (declarado) “deixaram-a-gente-chegar-agora-segura”. O Botafogo, no modo (inconsciente) “será-possível-que-vamos-perder-de-novo?”.

* Alguém (Cuca ou o Botafogo) será vice-campeão pelo terceiro ano seguido. Mas é bom lembrar que Cuca é tricampeão da Taça Rio.

* No primeiro tempo do jogo contra o Caxias, o Internacional (8 x 1: Magrão-2, Taison, Nilmar-2, Guiñazu, D’Alessandro, Cristian Borja e Álvaro) ficou, no máximo, 9 minutos sem marcar um gol.

* O Inter comemora o bi, ganhando a Taça Fábio Koff (que os colorados acharão melhor chamar de “Segundo Turno”) e iniciando o ano do centenário da melhor maneira.

* O 0 x 0 com o Náutico, nos Aflitos, deu ao Sport o tetracampeonato pernambucano, invicto (19V e 3E).

* E com o bônus de não precisar de jogo extra ou final em dois jogos, três datas economizadas em nome do descanso e da dedicação à Libertadores.

* As vitórias do Atlético (1 x 0 no Rio Branco: de quem? adivinhe) e do Cruzeiro (2 x 1 no Ituiutaba: Wanderley, Leonardo Silva e Paulinho Pedalada) marcaram o encontro dos dois rivais na decisão do título mineiro. Chocante, não?

* O Cruzeiro continuará priorizando a Libertadores, ou a rivalidade estadual falará mais alto? O mesmo vale para o Atlético e a Copa do Brasil.

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Com dois lançamentos espetaculares de Frank Lampard, o Chelsea virou o jogo contra o Arsenal e disputará (contra o Everton, que eliminou o Manchester United) o título da Copa da Inglaterra.

Interesante, para dizer o mínimo, a comemoração do francês Florent Malouda, autor do primeiro gol azul.

Será que a Justiça Comum inglesa irá atrás dele?



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