DRAMAS (de tornozelo e consciência)



Primeiro, é triste ver um jogador de futebol sofrer uma lesão séria. O blog deseja a Rogério uma recuperação completa, independentemente do tempo.

Mas lesões fazem parte da carreira de um atleta, e alguns (que o diga Marcos, por exemplo, para ficarmos apenas entre goleiros), por diferentes circunstâncias, são forçados a lidar mais vezes com cirurgias, fisioterapia e o longo caminho de volta.

Os parentes e amigos de Rogério certamente demorarão a vê-lo de bom humor. Mas aos 36 anos, 18 de carreira, essa é a primeira vez que ele passa por algo assim. Seus períodos de afastamento dos gramados sempre foram por causa de problemas musculares sem gravidade.

Em quatro, cinco, ou seis meses, não importa, o maior goleiro da história do São Paulo estará de volta. A questão é o que acontecerá enquanto ele não estiver de uniforme.

Há muitos casos de times que perderam figuras importantes temporariamente, e superaram essa ausência.

Ocorre que, para o São Paulo, Rogério é obviamente mais do que isso.

A parte “boa” é que, sendo o viciado em trabalho que sabemos que é, Rogério estará 20 horas por dia enfurnado dentro do CT, em contato direto com os companheiros, exercendo a liderança que nenhum outro são-paulino tem.

Não duvido de que ele viajará com o time, também, desde que isso não comprometa seu tratamento.

Bosco, reserva imediato, assumirá o posto em campo. Ele não é um goleiro do nível de Rogério, mas está perfeitamente apto a jogar num grande clube do futebol brasileiro. Sentirá falta de ritmo amanhã na Colômbia, domingo no Morumbi, e em mais alguns outros jogos. Não há o que fazer.

Rogério e o São Paulo estão diante de algo novo. Um terá de seguir em frente sem o outro, por seis meses.

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Não conheço um são-paulino que não se pergunte o que teria acontecido, nas últimas três Copas Libertadores, se o time tivesse o direito de decidir os mata-matas em casa.

Em 2006 (final, Internacional, 1 x 2 e 2 x 2), 2007 (oitavas, Grêmio, 1 x 0 e 2 x 0) e 2008 (quartas, Fluminense, 1 x 0 e 3 x 1), o São Paulo decidiu fora e perdeu.

Até ontem, o discurso de buscar a melhor campanha na primeira fase estava ligado.

Mas ao deixar seis titulares em São Paulo (Miranda, Junior Cesar, Hernanes, Jorge Wagner, Borges e Washington), mesmo sob a alegação de risco de perdê-los por lesões, o clube muda de rota e trata o Campeonato Paulista com uma importância que ele não tem.

Não há nenhum problema em mudar de idéia. Desde que seja pelos motivos certos.

ATUALIZAÇÃO, 10h28 – Na Libertadores 09, o São Paulo tem 10 pontos em 4 jogos. Dos times com o mesmo número de partidas, só o Boca Juniors (12 pts) tem campanha melhor. Nacional e Grêmio também têm 10 pontos.

ATUALIZAÇÃO, 13h20 – Trocadilho enviado pelo blogonauta são-paulino Admar Gardiano, que, creio, fala por todos os tricolores: “Que Deus esteja com Bosco”.



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