CAIXA-POSTAL



O futebol é mesmo incrível.

Juro que não imaginava que o post anterior daria tanto “pano pra manga”…

Aos temas da semana:

Gustavo (entre vários) escreve: O que você acha da idéia de torcida única nos clássicos? Atestado de incompetência ou remédio inevitável?

Resposta: Opção 1. Atestado da nossa incompetência para realizar jogos de futebol. Não tenho nenhum problema com os projetos dos clubes para aumentar a rentabilidade de seus estádios, o que, obviamente, tem impacto na configuração dos setores. Já temos vários exemplos pelo Brasil. Nesses estádios, público dividido pela metade em clássicos, hoje, é impossível. Ok. Mas jogo de uma torcida só representa falência organizacional.

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William escreve: Qual a lógica de um juiz que, durante 45 minutos, avalia que o jogo deve ter mais 3, 4 ou até 5 minutos de acréscimo, depois de muitas faltas, atrasos de reposição, substituições, etc… e só porque há uma “cerinha” nesses acréscimos, impõe mais um ou dois minutos? Que critério é esse?

Resposta: É um critério polêmico, como tudo o que é subjetivo. Já percebeu como os “3 a mais” já se transformaram em “minutos regulamentares”? Atualmente, cada tempo de jogo tem 48 minutos, e não 45. O acréscimo ao acréscimo também gera discussão. O que acontece é que os árbitros calculam um minuto por gol, mais um minuto por substituição. Se rola uma cera, aí já viu.

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Bruno escreve: Qual a diferença do MASTERS 1000 para o MASTERS 500, dois torneios de tenis da ATP?

Resposta: Na verdade, são duas categorias de torneios, não dois torneios. Os torneios que eram chamados de “Masters Series” (que um dia se chamaram “Super 9”), agora têm o nome de “ATP World Tour Masters 1000”. São os nove maiores torneios do circuito, excluindo os Grand Slams. O “1000” é o número de pontos que rendem ao campeão. O mesmo vale para o “ATP World Tour 500” (12 torneios) e “ATP World Tour 250” (40 torneios).

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Denis escreve: André, será que para ser técnico da seleção tem que ser teimoso?

Resposta: (modo bom humor acionado) Para ser técnico de qualquer coisa é preciso ser teimoso. Alguns exageram.

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Obrigado pelas mensagens. Até a próxima semana.

(e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Você vai aprender a bater quando aprender a ficar seco.”

Mr. Miyagi, em “Karate Kid”.



  • Willian Ifanger

    Esse pergunta do Bruno me veio agorinha, vendo o Masters 1000 na SporTv e não tinha a menor idéia do “por que dos 1000”.

    Valeu pela explicação.

  • Jovaneli

    Já que se falou em teimosia de treinador, experiência no cargo à parte, você, André, não acha que Muricy seria tão ou mais teimoso que o Dunga na seleção brasileira?

  • BASILIO77

    Sobre jogos de uma torcida só, não creio que represente a falencia organizacional e sim a falência do espírito esportivo do público, da educação básica e da civilidade.
    Quando milhares de pessoas estão dispostas a TUDO, praticamente cegas e a rivalidade vira ódio…não há organização que segure.

    Ouvi uma frase interessante, acho que o nome do filme é “os donos da noite”…é a seguinte:
    “É melhor ser julgado por 12 do que ser carregado por 6.”

    Abraço.

  • bruno

    André, me parece que um tal de Natalino está fazendo sucesso em terras estrangeiras não….

    E o badalado K-9 sumiu diante de André Dias.

  • bruno

    Dunga não será o técnico do Brasil na Copa.

    Quanto a isso tenho certeza absoluta e não se trata de mero palpite.

  • Henrique

    André, me parece que o termo “Master 500/250” é errado, os torneios que dão 500 e 250 pontos no ranking são apenas os ATP, por exemplo o do Brasil, que foi o ATP 250 – Brasil Open, a nomenclatura “Master” é destinada apenas aos 9 maiores torneios seguida pelo “1000” para facilitar o entendimento da pontuação dada ao vencedor, é isso mesmo? Abs.

    AK: Você está certo. O “Masters” não se aplica aos torneios 500 e 250. Um abraço.

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