SENHORES, DESLIGUEM SEUS CELULARES



Jogo da NBA, domingo passado.

Milwaukee Bucks x Boston Celtics.

No intervalo, com o placar em 41-41, o ala Charlie Villanueva entra no vestiário, ouve o que o técnico Scott Skiles tem a dizer, e saca seu telefone celular.

Tecla uma mensagem para sua página no Twitter: “No vestiário, escapei para postar. Estamos jogando contra os Celtics, jogo empatado no intervalo. O técnico quer mais pegada. Preciso melhorar.”

Villanueva (conhecido na liga como “Charlie V”) volta para a quadra, faz 11 de seus 19 pontos no último quarto, e ajuda os Bucks a vencer o jogo por 86-77.

Para os não-iniciados: o Twitter é um serviço de micro-blog que permite que seus usuários escrevam e leiam mensagens curtas em páginas da internet. A mensagem é exibida na página do usuário e enviada para as pessoas que optam por recebê-las. Cada mensagem é mais ou menos uma resposta para a pergunta “o que você está fazendo?”.

Criado em 2006, o serviço se transformou na nova febre de relacionamento na web. Atletas, políticos e celebridades o usam para se manter próximos de suas redes de contatos. Em segundos, uma mensagem qualquer pode atingir uma quantidade astronômica de pessoas.

De volta ao caso de Charlie V. Na segunda-feira, Skiles fica sabendo do post. E obviamente comunica a seu jogador que seu post “ao vivo” foi o primeiro e o último.

O Milwaukee Bucks teme que o episódio passe a mensagem (não pelo Twitter) de que o time não está levando o jogo a sério. Pelo menos, Villanueva tem sua performance (contra os Celtics, foi o cestinha do time) para usar como argumento.

De qualquer maneira, o Twitter está banido do vestiários dos Bucks.

Mas que a história é boa, isso é.

A quem se interessou: o nome de usuário (o termo correto é “screen name”, ou “nome de tela”) de Charlie Villanueva é “CV31”.

Shaquille O’Neal (“THE-REAL-SHAQ”) e Lance Armstrong (“lancearmstrong”) também são usuários ativos do Twitter.



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