CAIXA-POSTAL



Você não imagina como é difícil olhar para a piscina do hotel… e continuar trabalhando.

Aos temas dessa semana:

Rodrigo escreve: Sempre escuto, ao assistir as transmissões de jogos internacionais, que o dono de tal
time está na tribuna, que o dono do outro time vai tentar a compra de não sei quem, e fiquei com uma pergunta na cabeça. Quem é então o dono de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e outros grandes clubes brasileiros? Se algum investidor de petróleo multimilionário quisesse comprar algum desses times, como deveria proceder? Quem seria o responsável por conversar e, supostamente falando, aceitar ou não a venda do time? O presidente é uma pessoa que está exercendo um cargo, porém não é o dono do clube. Os sócios pagam suas mensalidades, porém não têm participação de posse do clube, diferentemente de uma empresa de capital aberto, cujas ações representam proporcionalmente uma fração de posse da empresa. Afinal, quem são os donos dos clubes brasileiros?

Resposta: Ninguém. Quer dizer, figurativamente falando, os donos dos clubes de futebol no Brasil são seus torcedores. Na prática, alguns dirigentes (a maioria?) se apoderam deles como se fossem donos. Mas, de fato, nenhum clube brasileiro tem dono, como na Europa e nos EUA, porque não são empresas. O modelo brasileiro é distinto. Nenhum investidor pode chegar ao Brasil e comprar um clube. O que se pode fazer – e se faz – é “arrendar” o departamento de futebol, administrar suas receitas e despesas, num formato de parceria.

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Gustavo escreve: O que você acha do formato da Copa do Brasil ? Estratégia da direção da CBF para captar os votos de todas as federações ou fórmula democrática de integrar esportivamente o país ? Se algum dia os grandes clubes se libertarem da CBF e passarem a organizar as competições, eles manterão a CB?

Resposta: Eu gosto da Copa do Brasil, mas gostaria muito mais se os times que jogam a Libertadores não fossem proibidos de disputá-la. A CB atende quem gosta do mata-mata (meu caso, exceção feita ao campeonato que pretende determinar o melhor time de um país, que tem de ser em pontos-corridos), e leva (ou deveria levar) os grandes times do país a lugares onde eles normalmente não vão. Como é tradição no Brasil, ela também é usada politicamente. Se algum dia os clubes passarem a organizar as competições, não sei se manterão a Copa do Brasil. Mas deveriam.

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Marco Aurélio escreve: Você não acha muito estranho, no mínimo, esta postura do Ronaldo em entrar e sair de campo escoltado por seguranças? Fica uma coisa antipática? Na Europa é assim que os craques são tratados quando vão jogar?

Resposta: Não, na Europa não é assim. Mas se lembre de que, em termos organizacionais, o futebol europeu é um duplex (com piscina e sauna) na cobertura, e o futebol brasileiro é um depósito na garagem (sem vaga marcada). Não sei se a “escolta” do Ronaldo, nos gramados, é um pedido dele ou uma imposição do Corinthians. Realmente, não é legal.

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Ricardo escreve: Como você avalia as chances (de classificação) do Palmeiras na Libertadores?

Resposta: Claro que a situação é complicada, mas eu não diria que a segunda fase está fora do alcance. O jogo mais difícil é o próximo (Sport, na Ilha, 8 de abril). O Palmeiras não conseguiu vencer o Sport em 4 jogos no ano passado, e parece que ninguém consegue sair da Bombonilha com um ponto. Então esse é um jogo crucial. Não acho impossível uma vitória contra o Colo-Colo, no Chile. Mas, definitivamente, o Palmeiras precisará vencer LDU e Sport em casa.

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Obrigado pelas mensagens, até o próximo sábado.

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“Bem, eu estava tentando cortar a cerca porque eu quero sair.”

Capitão Hilts para o Coronel Von Luger, em “Fugindo do Inferno”.



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