NOTINHAS PÓS-RODADAS (edição do Oscar)



Em São Paulo, o G-4 já pode ser chamado de 4-G:

* Portuguesa e Palmeiras (2 x 2: Keirrison-2, Edno e Christian) foi o grande jogo do Campeonato Paulista, até agora.

* Mostrou a já conhecida capacidade ofensiva do Palmeiras, a capacidade de reação da Portuguesa, e, principalmente, a capacidade técnica de uma cara chamado Cleiton Xavier.

* O passe para o segundo gol do Palmeiras e a tabela com Fabinho Capixaba são lances que só saem dos pés de quem conhece.

* A única crítica ao clássico é que não houve um vencedor, conclusão que deve incomodar Fellype Gabriel até agora.

* Em tarde de Elias, o Corinthians já começou vencendo o jogo (3 x 1: Cristian, Nenê e Elias-2) contra o Guaratinguetá, com um gol antes dos dois minutos.

* E deveria ter ficado, também, em vantagem numérica. Pois se Jorge Henrique não foi derrubado em “situação iminente de gol” (é o que a regra diz), não dá para saber o que é isso.

* Outro detalhe incompreensível: Felipe armou a barreira protegendo o canto direito. Após o apito, pulou para a direita. Se você toma o gol por cima da barreira, é ruim, mas é mérito do cobrador. Se toma o gol no seu canto…

* No São Paulo (3 x 1 no Grêmio Barueri: Éverton, Borges-2 e Diego-contra), é quente a briga por posições em determinados setores.

* Mas sempre haverá lugar (seja onde for) para Jorge Wagner, jogador que faz sua presença em campo se refletir no placar, com impressionante regularidade.

* E Borges deixou mais dois…

* Os santistas paulistanos mais uma vez receberam bem (18.878 pagantes, 20.981 presentes) o time no Pacaembu, na vitória (1 x 0: Fabão) sobre o Botafogo.

* Deu a impressão de que Kléber Pereira tentou dominar a bola que entrou, o que pode ter atrapalhado (mas não é boa desculpa para a falha) o goleiro Paulo Musse.

* Léo disse que ele e Augusto Recife não mereceram ser expulsos, mas dá para ver claramente os dois pés mais altos, e os empurrões. Não há como criticar o árbitro.

* Talvez eu esteja sendo muito rigoroso, mas só há um caso em que dá para aceitar um dirigente do FLAMENGO culpar a arbitragem por uma derrota para o RESENDE (3 x 1: Bruno Meneghel-2, Hiroshi e Josiel), numa semifinal de Taça Guanabara.

* Se houver imagens que comprovem, sem contestação, que o homem de preto pegou três vezes a bola com as próprias mãos, e colocou dentro do gol rubro-negro.

* O árbitro Felipe Gomes da Silva não foi perfeito, mas ficou beeeeem longe de eliminar o Flamengo, como comprovam as declarações de Fábio Luciano e Cuca.

* Após o empate do Cruzeiro – escalação genérica – com o Uberaba (2 x 2: Jancarlos, Michel Cury, Gérson Magrão e Ivonaldo), não há mais nenhum clube da Série A com 100% de aproveitamento em 2009.

* Não creio que a torcida cruzeirense esteja passando um Carnaval tenso por causa disso.

* Belíssimo passe de Márcio Araújo (se é que a bola não desviou em Tardelli) no lance do primeiro gol da vitória do Atlético Mineiro (2 x 0: Carlos Alberto e Éder Luís) sobre o Rio Branco.

* O Atlético venceu com um a menos: perdeu Carlos Júnior (Leão disse que a expulsão foi justa), aos 42 minutos de jogo.

* Quando o goleiro Victor foi expulso, logo no início do jogo (2 x 0: Alex Mineiro-2) contra o Juventude, a torcida gremista achou que estava revivendo 2008.

* Além de Alex Mineiro, Ruy foi decisivo para a classificação do Grêmio às semifinais do Campeonato gaúcho.

* O jovem Taison (Internacional 2 x 1 Ulbra: Taison, Índio e Tatá) já é perigosíssimo quando bem marcado. Com a ajuda do adversário (como a “assistência” de Cuca, da Ulbra), então, é covardia.

* Mas a torcida do Inter bem que poderia ter sido poupada do sufoco no final.

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Não me lembro de um ano em que tenha visto tão poucos filmes indicados ao Oscar. Com crianças pequenas em casa (e a questão que fazemos – no meu caso, quando dá – de ficar com elas até a hora de dormir), ir ao cinema passou a ser um luxo.

A boa notícia é que, um dia, tudo volta ao normal.

Não vi (mas pretendo) “Quem Quer Ser Um Milionário”, nem “Milk – A Voz da Igualdade”, e nem “O Leitor”.

Mas conferi “Cavaleiro das Trevas”, no cinema, e “Vicky Cristina Barcelona”, no avião, com as deliciosas interrupções da comissária (em inglês, português e japonês).

Portanto, não posso dizer muito sobre as estatuetas de Sean Penn (melhor ator) e Kate Winslet (melhor atriz), fora que tenho certeza de que eles merecem.

Meu principal interesse nesse ano era o que aconteceria com o Oscar de melhor ator coadjuvante, por causa da polêmica criada sobre a premiação de alguém que já faleceu.

Como entendo que o prêmio é para a atuação, mais do que para o intérprete, não conseguia ver razão para o debate.

Ótimo que Heath Ledger ganhou, como um Coringa lendário.

Chamá-lo de “coadjuvante” é quase um equívoco.



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