CAIXA-POSTAL



Juliano escreve: Você não acha que o Felipão fez uma “panelinha” no Chelsea, contratando jogadores brasileiros como Deco e Mineiro e escalando Belletti? Isso não pode ter criado um problema com os jogadores consagrados do time?

Resposta: Não posso afirmar com certeza, mas não acho que isso aconteceu. Mineiro foi contratado porque Essien se machucou, portanto não se tratou de uma substituição de um jogador por outro, pela vontade do treinador. Quanto ao Deco, não é a primeira vez que vejo uma referência a ele, como se fosse um jogador inferior. Deco é bicampeão da UCL, algo que nenhum jogador do Chelsea é. Não consigo imaginar que ele fosse visto como um “protegido” de Felipão.

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Thiago escreve: Por que existe a bendita regra do impedimento? Fala-se tanto em instrumentos para aumentar a emoção (leia-se gols) nas partidas de futebol, e eu sinceramente não entendo a incoerência em se manter uma regra que privilegia defesas e que causa tanta discórdia em sua aplicação. Por centímetros (nem sempre vistos por árbitros e auxiliares), gols são impedidos. Num campo com mais de 100 metros de comprimento, um ou dois centrímetros decidem a história de um jogo de forma, às vezes, indevida. Você não crê que essa regra poderia ser revista? Quais aspectos (positivos ou negativos) você consegue perceber com a eventual eliminação desta regra?

Resposta: Essa pergunta aparece na caixa de mensagens do blog com incrível frequência. Eu a publico, de quando em quando, porque acho que vale a pena tocar no assunto. Não há dúvida de que a regra do impedimento é polêmica, é que não há um jogo de futebol em que o trio de arbitragem não se atrapalhe com sua difícil aplicação. (ESSE PROBLEMA, DESCULPE SER REPETITIVO, SERIA RESOLVIDO COM A INTRODUÇÃO DO APITO ELETRÔNICO NO FUTEBOL, mas esse não é o ponto aqui) Mas, pessoalmente, também não tenho dúvida de que é uma regra necessária. O motivo é simples: qualquer pessoa que já jogou bola conhece a figura do “banheira”. É aquele cara (quase sempre acima do peso, com sérios problemas de mobilidade e que só quer saber de fazer gols) que fica no ataque gritando e pedindo a bola. Pois bem, sem o impedimento, esse cara ganharia um upgrade para o jogo profissional. E isso, bem, isso seria terrível.

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Henrique escreve: De onde você tira as frases de cinema que usa no blog? Não é possível que lembre de todas elas, mesmo que tenha uma ótima memória. Achei muito engraçado o que você escreveu sobre o Karate-Kid, concordo totalmente.

Resposta: Cara, durante algum tempo, eu tratei esse negócio das frases com “sigilo profissional”. Só que tem uns blogonautas regulares por aqui (que perdem tempo comigo desde a época do IG) que já descobriram minhas fontes. São sites especializados em cinema, que têm todas as informações sobre todos os filmes que você possa imaginar. É possível encontrar diálogos de cenas inteiras, e aí é só escolher a frase. Verdade que, desde que comecei a fazer isso, venho anotando frases que acho interessantes, a cada filme que vejo. Mas os sites sempre estarão aí. Sobre o Karate Kid, tive a mesma reação que você, ao ler o Bill Simmons (colunista da revista e do site da ESPN, nos EUA) escrever que a vitória do Daniel-San foi irregular. Ele fez uma comparação do Daniel com o Eli Manning (quarterback do NY Giants), e eu a adaptei para o Fernando Henrique (post anterior). Se você lê em inglês, as colunas do Simmons são obrigatórias, cheias de citações cinéfilas.

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Felipe escreve: quando vai ao ar o programa da ESPN sobre o último Super Bowl?

Resposta: O “Diz Que Fui por Aí – O Nosso Super Bowl” será exibido tanto na ESPN Internacional quanto na ESPN Brasil. Estreia na sexta-feira, dia 20, na Internacional, às 21h30. No dia seguinte, vai ao ar na Brasil. As reprises ainda não têm horários definidos, mas serão depois do Carnaval.

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Obrigado pelas mensagens. A Caixa-Postal volta no próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Seus amigos se vestem como seus inimigos, e seus inimigos se vestem como seus amigos.”

Ed Hoffman, em “Rede de Mentiras”.



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