CAIXA-POSTAL



A primeira de 2009.

Aos temas da semana:

Roberto Carlos escreve: Não discuto as qualidades do novo presidente eleito do Palmeiras (Luiz Gonzaga Belluzzo), e muito menos discordo de que se trata de um caráter totalmente diferenciado da maioria dos dirigentes dos nossos clubes. Porém, será que parte significativa da imprensa, incluindo você, não exagerou no apoio ao mesmo? Até que ponto esse apoio entusiasmado de vocês jornalistas não compromete a credibilidade nas análises futuras, pois com certeza nem tudo serão flores na nova administração?

Resposta: São duas coisas diferentes. Elogia-se a eleição de Belluzzo justamente pelos motivos que você mencionou. A análise da gestão dele é uma outra etapa, que deve ser vista com os mesmos olhos críticos de outras administrações.

______

Klaus escreve: como torcedor de futebol, queria ter tido mais uma opinião sua sobre a demonstração de “respeito” do técnico Muricy Ramalho com a imprensa, que é a simples intermediadora entre o técnico e o torcedor – em última análise, a fúria é com o torcedor.

Resposta: Como já escrevi aqui várias vezes, tenho admiração pelo Muricy como técnico e como pessoa. Nunca tivemos problemas em nosso relacionamento profissional, ao contrário. E nunca deixei de fazer a ele alguma pergunta que julgasse pertinente. Mas isso não quer dizer que eu não perceba quando ele passa dos limites. E está claro que o pós-jogo da derrota para o Santo André foi um desses momentos. Muricy declarou, no final de 2008, que pretendia melhorar nesse aspecto. Tomara que esse objetivo seja atingido.

______

Rafael escreve: Sou torcedor do Barcelona, e, principalmente, do futebol bem jogado, bonito. Pergunta: Na sua opinião, que time é melhor? O Barça do Messi, ou o Barça do Ronaldinho? Que time encanta mais?

Resposta: Cedo para responder. O Barcelona é, por DNA, o time que mais “corre riscos” entre aqueles que são considerados os melhores do mundo. Por isso é tão admirado por quem gosta do futebol jogado para a frente, como você (e eu). O “Barça do Ronaldinho” era ótimo de ver, e ganhou uma UCL. O “Barça do Messi” é um time muito interessante e promissor. Seu sucesso será medido por títulos.

______

Wellington escreve: Estava pensando sobre a garotada que mal joga no Brasil e já é vendida (às vezes a preço de banana) para o exterior e tive a seguinte ideia: por que ao invés de um clube, por exemplo, o Corinthians vender o Dentinho por 5 ou 10 milhões de reais para a Inter de Milão, não o empresta para esse clube por uma ou duas temporadas e depois consegue um negócio melhor pelo jogador?

Resposta: Por várias razões. A principal: esse clube teria de explicar ao seu torcedor por que abriu mão de um jogador importante, em troca de uma possibilidade que pode não se realizar. Situação difícil, não?

______

Obrigado pelas mensagens, e até o próximo sábado.

(e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)

“Não se preocupe, ele não pode se defender – ele não tem cabeça.”

Johnny Quid, em “RocknRolla”.



  • Bruno

    André, sem querer ser repetitivo, mas, me parece que felipão está balançando no comando do Chelsea não???

    Você não acha que o Chelsea errou em ter contratado um “treinador” que nunca havia disputado campeonatos de pontos corridos????

    Felipão é inexperiente com relação a clubes europeus, nunca havia participado de Champions League…..

    Ele é um dos casos em que sua principal qualidade é ser um técnico motivador….que não entende muito de táticas….e isso é dito desde seus tempos de Palmeiras….

    AK: Sem querer, já sendo… (brincadeira). Eu acho que não, o Chelsea não errou. Mas percebo um problema de ambiente (posso estar enganado, claro) que me surpreende. Fora isso, reveja seus conceitos sobre os conhecimentos táticos do Felipão. Não pelo que eu digo, mas pelo que os jogadores que trabalharam com ele dizem. Um abraço.

  • Roberto Carlos

    Andre
    Referente ao post anterior concordo com o Bruno acho que pelo estilo motivador o Felipão é tecnico para torneios tipo mata-mata ao contrário por exemplo do Murici que se da melhor em pontos corridos.

    Um abraço

  • Rodrigo Lepera

    Andre,
    Nunca tinha parado para pensar, porem o Wellington tem razao, porque vender por no “maximo” 9,10milhores de dollares/euros (salvam-se excessoes) e nao emprestar os jogadores para tais clubes? Da mesma forma que os mesmos fazem com os times do Brasil… Kleber jogou no Palmeiras por emprestimo e terminando o mesmo o Palmeiras tinha preferencia pela compra. Vejo jogadores europeu muito mais fracos e com mais idade que os nossos sendo vendidos por muito mais, esses dias li que um volante russo foi vendido por 15milhoes de euros (nao estou falando do meia Arshivin seila o que hehe), um goleiro ai da vida de 30 e poucos anos por 8milhoes de euros e o Diego Cavalieri que eh mais jovem foi vendido muito barato minha opiniao ao Liverpool, falta planejamento e visao aos clubes, nao acha?

  • GilbertoRSRJ

    Acho o Felipão excelente tb no plano tático. O esquema do Grêmio era muito bom, no Palmeiras tb. Nada revolucionário, mas muito bem organizado. E quem é revolucionário, afinal? Luxa parou à muito tempo de mostrar algo legal, depois dos Brasileiros com o Corinthians…

  • Teobaldo

    Prezado Klaus, discordo que “a imprensa é a intermediária entre o técnico e o torcedor” , como você escreveu. Sem querer generalizar, mas já generalizando, pois é, para mim, impossível nominar todos os entrevistadores, o comportamento é de torcedor mesmo. Nas entrevistas coletivas que acompanho, a maioria das perguntas, via de regra, e infelizmente, já vêm a resposta pronta. Aquele tipo de coisa “eu levanto e você corta”, facilmente perceptível, desde que vista com maior senso-crítico. Em diversos programas esportivos os debatedores criticam os técnicos, as táticas, os erros de substituição e os jogadores, mas nas presenças dos mesmos, a postura crítica, simplesmente, desaparece. Saudações.

  • Caramba, essa ideia do Wellington é bem interessante. Também acho muito improvável, principalmente por causa das questões nebulosas que envolvem a negociação de jogadores, mas acho que vale uma reflexão. Um ou dois anos acho um período muito comprido, mas por que não um empréstimo de seis meses? Assim, se o jogador não se adaptar, ele retorna ao Brasil e o clube europeu tem um prejuízo relativamente pequeno. Mas se o jogador se adaptar, o clube europeu provavelmente se disporia a pagar um valor consideravelmente maior do que gastaria em condições normais, porque já saberia que o jogador iria render bem no time. Por consequência, palhaçadas como a do caso Thiago Neves não ocorreriam. Bom, sei lá, é só uma ideia…

MaisRecentes

Legionário



Continue Lendo

Paraíso



Continue Lendo

Daquele jeito



Continue Lendo