UMA QUARTA NA TELA



(lamento os problemas técnicos que vitimaram este blog nas últimas horas. O post abaixo está pronto desde às 8 da manhã. Aqueles que entendem do assunto – obviamente não me incluo – estão trabalhando para resolvê-los.)

Para quem está acostumado a trabalhar nas noites de quarta-feira nos estádios, é divertido estar casa e poder ver tudo.

O programa que a ESPN Brasil levará ao ar sobre o Super Bowl XLIII (ainda sem data, mas com boooooas chances de ser exibido também pela ESPN Internacional) me manterá fora da escala de reportagem nas próximas semanas, o que me permitirá ser apenas um telespectador nas noites de rodada.

Campeonato Paulista…

Vitórias suadas de Corinthians (3 x 2 no Paulista – Chicão goleador, Felipe escorregador, trio de arbitragem de dar dor), e São Paulo (2 x 1 no Bragantino – Washington afiado, Rogério machucado, Muricy menos pilhado).

Estadual do Rio…

Vitórias mais tranquilas de Flamengo (4 x 1 no Mesquita – Zé Roberto estreando, Bruno marcando, banco ajudando), e Vasco (3 x 1 no Resende – Nilton fez o primeiro, e é artilheiro, Tiago não é só goleiro, e Pimpão fez o derradeiro).

E Pré-Libertadores…

Outra vitória do Palmeiras (2 x 0 nos céus de Potosi, com um gol de Claiton Xavier em jogada que remete imediatamente – na estética – ao quarto gol do Brasil na final da Copa de 70), acelerando para a fase de grupos.

Ocorre que o futebol teve um adversário fortíssimo no meu controle remoto: Knicks x Cavaliers, na Meca do basquete. E como valeu a pena invadir a madrugada (mesmo porque as únicas alternativas eram “Os Ferozes Crocodilos Africanos” e/ou Pachuca x U. de Chile).

Os Knicks (eu, um dia, torci para eles, mas atualmente estou licenciado) são, hoje, muito melhores do que os bizarros times da era Isiah Thomas. Quer dizer, dá para ver os caras, sem ter vontade de me asfixiar com o travesseiro.

Mike D’Antoni, ex-técnico do Phoenix Suns, está conseguindo aplicar o mesmo estilo “tomamos-muitos-pontos-mas-fazemos-mais”, sem maiores constrangimentos.

Mas o problema é que todo superastro que pisa no Madison Square Garden parece estar numa missão para impressionar o Universo. E duas noites depois de Kobe Bryant fazer 61 pontos (apenas a maior pontuação individual já atingida naquela quadra sagrada) na vitória dos Lakers por 126 a 117, LeBron James deixou 52p/10r/11a, na vitória dos Cavs por 107 a 102.

Foi o primeiro triplo-duplo com mais de 50 pontos, desde que um senhor chamado Kareem Adbul-Jabbar atingiu tais números, em 1975.

Eu digo o seguinte (e estou pronto para o debate): Depois de Michael Phelps – quanta estupidez… – James é, do ponto de vista físico, o mais talentoso atleta dos nossos dias.

Um cara daquele tamanho (2,07m e 113kg) simplesmente não pode ser tão rápido e ágil.

E ele tem só 24 anos.

ATUALIZAÇÃO, 19h23 – Esqueci de dizer uma coisa. O jornalista Fernando Santos, editor-executivo do Diário Lance! em São Paulo, foi ver o SB XLIII a convite da ESPN. É um costume da empresa, em vários países, para promover seus principais eventos. Mordomia monstro.

Fernando fez apenas um pedido, antes de aceitar o convite: queria voltar a São Paulo por Nova Iorque. O motivo não era um parente que ele pretendia visitar, e sim o calendário de jogos da NBA. Ele quase caiu para trás quando checou a tabela e viu que os Knicks receberiam os Lakers na segunda-feira, e os Cavaliers na quarta.

Sim, ele estava no MSG nas duas noites.

E, sim, ele também estará em Boston logo mais, para ver uma reprise da final da última temporada.

Isso, depois de ver, na faixa, o melhor Super Bowl da história.

Só tenho uma coisa a dizer a ele: ao voltar ao Brasil, será uma boa idéia pagar alguém para ligar seu carro todo dia pela manhã.

Não diga que eu não avisei.

ATUALIZAÇÃO II, sábado 07/02, 13h07 – Cassaram o triplo-duplo do Rei. A NBA revisou o jogo e descobriu que um rebote foi equivocadamente computado como dele. Os números corretos: 52p/9r/11a, um duplo-duplo gigantesco, porém não estatisticamente histórico.



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