SUPER CAMAROTE



Depois que a Seleção Brasileira foi eliminada da Copa de 2006, meus chefes me enviaram para cobrir a Itália. Sorte minha, pois os italianos não só foram à final, como ganharam a final.

Mas o jogo que eu sempre vou lembrar é a semifinal contra a Alemanha, em Dortmund.

É das experiências mais marcantes que tive num estádio de futebol, mas essa é outra história.

Uma das lembranças legais desse jogo é que meu ingresso me permitiu ver os dois gols da Itália com absoluta clareza, pois eu estava sentado na terceira fila de cadeiras (de baixo para cima, portanto bem próximo do campo), e exatamente na linha da risca da grande área.

Os gols de Fabio Grosso e Alessandro Del Piero saíram na minha frente.

Tudo isso para dizer que, ontem, a sorte me presenteou de novo.

Santonio Holmes, wide receiver do Pittsburgh Steelers, fez a recepção que decidiu o Super Bowl XLIII a cinco metros de onde eu estava.

O pessoal do NFL Films, que coordena a presença de repórteres e cinegrafistas dentro de campo, agrupou todas as equipes de TV estrangeiras no mesmo local do gramado, durante o último quarto do jogo.

Era uma medida para organizar o acesso à cerimônia de entrega do troféu.

Eles poderiam ter escolhido qualquer lugar, mas preferiram a lateral da end zone onde o touchdown aconteceu.

Só não deu para ver se Holmes tinha pisado dentro do limite (acho que ninguém viu, tanto que a jogada foi para revisão), mas foi incrível acompanhar toda o lance, num “camarote” dentro do campo.

Esse é um dos momentos que eu vou levar para casa, junto com Bruce Springsteen fechando o mini-show com “Glory Days”, e, claro, a transmissão que fizemos na ESPN.

O SB XLIII foi um baita de um jogo.

No final das contas, é isso que vale.



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