AINDA ESTOU AQUI



(perdão pelo sumiço temporário, é que as últimas horas foram especialmente alucinadas por aqui. E hoje é dia de escrever a coluna para o jornal…)

Não faço idéia do caminho profissional que minhas filhas tomarão. Isso ainda está muito distante e, é claro, meu estímulo será sempre no sentido da felicidade delas.

Mas ontem encontrei um cara que não está conseguindo esconder o orgulho do filho e, no caminho, transformando-se numa das melhores histórias desse Super Bowl.

Larry Fitzgerald é um wide receiver do Arizona Cardinals, baita jogador. Fez três touchdowns na vitória sobre o Philadelphia Eagles, que trouxe o time para Tampa.

Há um cara circulando pelo centro de imprensa (quase sempre com alguém com um microfone ou um bloquinho de anotações a um metro de distância) com o mesmo nome. É pai dele.

Larry Fitzgerald, o pai, estaria aqui mesmo se o filho não estivesse. Ele é jornalista. Trabalha para um jornal de Minneapolis e para uma emissora de rádio. Larry Pai cobriu todas as edições do SB desde 1981.

Larry Filho diz que é uma “experiência incrível” ter o próprio pai por perto (apesar de quase todos os jogadores dos dois times, obviamente, estarem acompanhados de suas famílias nesta semana) num momento tão especial. Imagine o que o pai dele está sentindo.

Ele topou me dar uma entrevista – você pode ver a matéria no site da ESPN Brasil, ou no 360 – rápida (acredite, o assédio está realmente atrapalhando), desde que fosse depois que terminasse as próprias entrevistas com os jogadores dos Cardinals. Contou que se sente especial por ter a sorte de ver o filho jogar um Super Bowl, mas que nunca imaginou que cobriria tal situação.

Perguntei como ele age quando tem de entrevistar Larry nas coletivas. “Eu tento fazer minhas perguntas como qualquer um, mas é meio embaraçoso, porque ele acha que devo entrevistá-lo quando estamos apenas entre nós. Eu tento acomodar a opinião dele”, disse, rindo.

É evidente que, por dentro, Larry Pai torce pelo sucesso do filho, o que consequentemente significa torcer para os Cardinals no domingo. Mas ele disse que, durante o jogo, Larry Filho será “apenas mais um dos 22 jogadores em campo”.

Dura, e doce, missão para um jornalista.

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Atualização dos números do Super Bowl XLIII: transmissão pela TV para 230 países e territórios, em 34 línguas.

Em alguns países, por mais de um canal de TV. Serão dois no Canadá, na Inglaterra, e na China. Três no Japão e no México.

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Na TV americana, a crise financeira não atrapalhou o faturamento. Ao contrário. O comercial de 30 segundos no intervalo custa US$ 3 milhões. Depois do show de Bruce Springsteen e sua E Street Band, os americanos verão dois minutos e meio de comerciais em 3D.

Springsteen deu, ontem, sua primeira entrevista coletiva desde 1987. Disse que será difícil fazer um show de apenas 12 minutos (os dele costumam bater nas 3 horas…), mas é o jeito.

Há 4 playlists diferentes de 4 músicas. Na última hora, “O Chefe” escolherá o que vamos ouvir.

Duvido que ele não tocará “Glory Days”.

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Cancelaram a sexta edição do “Lingerie Bowl”, jogo de futebol americano disputado por modelos praticamente sem roupa, porque não se chegou a um acordo sobre o local.

Primeiro seria na rua, mas não deu certo. A última opção, se é que é possível que alguém tenha tido tal idéia, era fazer o jogo num resort de nudismo chamado “Caliente”.

Mas aí perceberam que o impacto na torcida masculina inviabilizaria a transmissão pelo pay-per-view.

Algumas jogadoras também se recusaram a jogar diante de gente nua.

Tudo isso é verdade.



  • André, a reportagem ficou ótima. A sacada de pegar essa história,já que jornalista conta histórias como bem disse o grande Everaldo Marques, foi genial. Muita sensibilidade sua. Quanto ao Bruce,eu queria ouvir Born in USA. De repente vocês(vc,Everaldo e Paulo) acabam descobrindo as músicas do playlist antes da hora(furo). Lingerie Bowl ,como diria Eduardo Elias, pra nós mulheres,é ridiculoooooo. Grande abraço,Anna

  • Danyllo Magalhães

    Putz, além de estar recebendo pra transmitir o Super Bowl, vai ver um mini show do Boss na aba…
    Isso que é vida hein André…
    Parabéns e abraços

  • Jovaneli

    Fala André, conta aí como será o seu trabalho no campo, durante a transmissão. Você conseguirá trabalhar em igualdade de condições com os demais, ou terá limitações.
    Fora isso, seria bacana você falar também sobre a rotina da equipe (Everaldo e P.Antunes já chegaram, né) nesses dias de pré-SB, da zueira fora dos microfones e quando a câmera está desligada.
    Certamente, diciplinados que são, vocês devem ter feito uma boa pré-temporada e, portanto, já têm condições de atuar no domingo se o professor precisar…hehehe
    Abraço, velho!

  • Roberto

    Só uma correção, os shows do Bruce Springsteen costumam bater nas 4 horas!!
    Fui pros EUA ano passado apenas pra ver dois shows de The Boss em New Jersey (sua cidade natal), um deles na beira do palco. Sensacional.

    Quais são os 4 setlists?
    1 ou 2 das novas devem tocar (Working on a Dream e/ou My Lucky Day). Born to Run também deve ser uma das escolhidas. Bobby Jean é a melhor (das curtas), mas muito difícil tocar. The Rising tem boas chances, mas já tocou nas solenidades do Obama.

  • Juninho

    Andre,

    eu moro aqui no US e acompanho o futebol americano com frequencia.

    O estadio do Buccanears eh realmente fantastico. um dos mais bonitos que ja fui. meu preferido ainda eh o de Miami, mas ja fui no do Kansas, Patriots (meu time), Giants e Chicago Bears, este ultimo tb muito bonito por parecer uma arena de batalha de guerra.

    de qq forma, qq um que escolhermos, nao tem a menor comparacao com os estadios de futebol do Brasil. uma grande pena, principalmente pq a maior parte dos estadios sao usados 10 vezes por ano. alguns sao usados para Baseball (caso do Dolphins Stadium) ou para os jogos de College Football (nao mais que 6 jogos), mas se eles conseguem construir estadios lucrativos para 15 ou 20 jogos por ano, pq no Brasil onde um clube joga mais que 40 vezes em casa, os estadios dao prejuizos e sao tao precarios?

  • Thiago

    30/01/2009 – 17h16

    PONTO-CEGO NO MORUMBI É UMA DAS PREOCUPAÇÕES DA FIFA EM VISITA A SP

    Thales Calipo
    Em São Paulo

    A delegação da Fifa iniciou a sua maratona de inspeções nas candidatas à sede da Copa do Mundo de 2014 por São Paulo. Nesta sexta-feira, os membros da entidade máxima do futebol, entre outros eventos, participaram de uma apresentação técnica sobre o Morumbi, estádio que representará a capital paulista. Uma das preocupações levantadas pelos inspetores foi a presença de pontos-cegos no local.

    Como os representantes da Fifa não irão se pronunciar durante a viagem sobre os detalhes técnicos da inspeção, não foi divulgado quais e quantos são os pontos em que o torcedor não tem visão total do gramado do Morumbi. Além disso, outros aspectos foram abordados no encontro, segundo o secretário municipal de esportes, Walter Feldman, que participou da apresentação.

    “Foi uma reunião bem técnica. Eles perguntaram sobre a visibilidade, os vestiários e a estrutura que será montada para a imprensa”, revelou Feldman, sem dar mais detalhes sobre a participação dos membros da Fifa na apresentação, conduzida pelo arquiteto Ruy Othake, responsável pelo projeto de modernização do Morumbi.

    Logo após a reunião, que aconteceu no auditório localizado no Museu do Futebol, no Pacaembu, os membros da Fifa posaram para fotos e, depois de uma breve explicação do presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho, o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, discursou.

    “Tivemos uma reunião aqui em São Paulo e começaremos a nossa viagem de nove dias pelas 17 candidatas para colher o máximo de informações e decidir quais serão as 12 cidades que receberão jogos da Copa do Mundo”, afirmou Weil. A decisão final da Fifa sairá no dia 20 de março, quando a entidade anunciará o nome das escolhidas em Zurique, na Suíça.

    Ainda em São Paulo, a delegação da Fifa sobrevoou de helicóptero alguns pontos da cidade. Na sequência, o grupo participou de uma reunião com representantes da Infraero. As melhorias que serão feitas nos aeroportos de Cumbica e Congonhas, além do Campo de Marte, estavam na pauta.

    Logo após o encontro com os responsáveis pela candidatura de São Paulo, os representantes da Fifa viajam a Porto Alegre para dar sequência às inspeções. Além da capital gaúcha, a comitiva passará ainda por Florianópolis (SC) neste sábado.

    A viagem continuará por Curitiba e Rio de Janeiro (01/02), Belo Horizonte e Brasília (02/02), Goiânia e Campo Grande (03/02), Cuiabá e Rio Branco (04/02), Manaus e Belém (05/02), Salvador, Recife e Natal (06/02) e, por último, Fortaleza (07/02). Maceió não entregou os documentos necessários dentro do prazo e, por isso, está eliminada da disputa, ficando fora também da inspeção.

    http://www.uol.com.br

  • Thiago

    SOBRE AS MÁS CONDIÇÕES DO MORUMBI:

    “O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.”

  • Leandro Azevedo

    E ai André… outro dia o pai do Fitzgerald estava no PTI da ESPN e falando sobre isso e como seria no mídia day entrevistar o próprio filho… sem contar que já rolaram várias teorias que ele iria cobrir os treinos dos Steelers e passar informações para o filho.

    Uma dica se já não souber… não deixe de visitar a Bern’s Stakehouse ai em Tampa…além de uma carne deliciosa, eles tem o maior cárdapio de vinhos do mundo, tem pra todos os gostos e bolsos hehe

    Abraço

    AK: O único jeito de visitar é pelo site… brincadeira, obrigado pela dica. Um abraço.

  • Ola amigo! Nao sou de ficar fazendo comentario, mas eu queria parabeniza-lo pelo otimo site que voce tem! Continue com esse otimo trabalho!

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