BELLUZZO NA ÁREA, E OUTRAS COISAS…



Cinco toques, na “estreia oficial” do blog em 2009:

* É verdadeiramente chocante que um cara como Luiz Gonzaga Belluzzo tenha vencido a eleição no Palmeiras por 22 votos. Isso significa que 123 pessoas (145 a favor, e 6 em branco) votaram contra o candidato que o clube deveria aclamar como presidente. Sim, aclamar. A coisa tinha de ser assim: a partir do momento em que Belluzzo aceitou a candidatura, a eleição deveria ser uma formalidade, simbólica. Como foi simbólica a aparição dos dois adversários no pleito, com a bandeira do Palmeiras nas mãos, depois do anúncio do resultado. Com Belluzzo no comando, o Palmeiras salta para a vanguarda da administração de futebol no Brasil, um túnel longo e escuro, com pouquíssimos focos de luz. Se ele falhar, não será por defeito de capacidade ou (o que é virtude em nosso país) de caráter.

* A primeira medida do novo presidente palmeirense bem que poderia ser um telefonema para seu colega são-paulino, Juvenal Juvêncio. Para saber se JJ estava falando sério quando recuperou o discurso sobre a criação de uma liga de clubes. Perguntar se a conversa não era apenas uma alfinetada na Federação Paulista de Futebol, que não desfruta – no momento – de boas relações com o Morumbi. E dizer que, se for para valer, o Palmeiras está dentro. Já imaginou? Que os clubes brasileiros precisam se libertar das amarras das federações (e da Confederação, também) e organizar suas competições, é conversa velha e óbvia. O problema é que a cartolagem não quer. Isso também é velho e óbvio.

* Por falar em cartolagem, de olho na reforma da Lei Pelé. O deputado federal José Rocha (PR-BA) propôs o fim da responsabilização dos dirigentes de futebol pelas dívidas por eles contraídas, em seu texto de alteração já enviado ao Ministério do Esporte. O mecanismo foi um dos principais avanços da Lei, ao equiparar os clubes às outras atividades econômicas. Por ele (parágrafo 11, artigo 27, Lei 9615, de março de 1988), um dirigente que faz uma gestão catastrófica (escolha um, entre tantos) e enterra o clube em dívidas, pode responder com seu patrimônio pessoal pela “incompetência”. Se o sumiço do parágrafo for aprovado na Câmara e no Senado, os dirigentes voltarão aos tempos do faço-o-que-eu-bem-entendo-porque-o-problema-não-é-meu. O nobre deputado foi presidente do Vitória entre 1983 e 85, e já recebeu R$ 150 mil em doações da CBF em suas campanhas políticas. É um legítimo membro da “Bancada da Bola” no Congresso Nacional. Perguntado pelo Diário Lance!, na semana passada, se a mudança não significa um retrocesso, José Rocha disse o seguinte: “Se a retirada do parágrafo estiver salvando os dirigentes, vou retificá-la. A minha posição é de que os dirigentes devem arcar com seus bens. Vou manter a responsabilidade”. Tic-tac-tic-tac…

* O amistoso Brasil x Itália (ou seria melhor chamar o jogo de “Troféu Cesare Battisti”, em homenagem ao incidente diplomático entre dois países amigos?) é o tipo de jogo que a gente para para (não é fantástica a nossa reforma ortográfica?) ver. Adversário à altura, clássico mundial. Que não seja uma exceção no calendário da Seleção em 2009. Mas acho que é pedir muito.

* Thiago Neves não vem mais para o Fluminense. O torcedor – o que enxerga e ouve, não o que gosta de ser iludido – já deve estar vacinado. Mas essa, justiça seja feita, não foi uma obra da diretoria.



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