CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Luiz Fernando escreve: Por conta do livre trânsito de jogadores – e cada vez mais novos, antes da formação – me parece que o estilo do futebol jogado em cada lugar do mundo está cada vez mais coeso e parecido. Se há fronteiras que caíram com a globalização, as do futebol parecem ser um dos melhores exemplos. Com relação à própria vontade de um jogador servir à seleção brasileira, não é muito mais uma questão de defender uma “marca” do que o país de origem? A pergunta que fica é se as “marcas” que são algumas seleções nacionais não serão uma hora engolidas pelas “marcas” que vêm se tornando os times de ponta. Enfim… desculpe a longa exposição, mas você vê futuro longo para as Copas do Mundo de Seleções? Ou acha que, uma hora, será absorvida (pela própria perda de interesse dos torcedores) por uma espécie de Copa do Mundo de Clubes?

Resposta: Obrigado pela mensagem, você tem um interessante ponto. Eu ainda acho que lgumas seleções preservam um estilo de jogo de acordo com suas tradições. Cito Itália e Alemanha como exemplos. Mas concordo com você sobre a uniformização do jeito de se jogar futebol hoje em dia, e claro que isso tem a ver com o trânsito de jogadores. Também acho que a Copa do Mundo não durará mais muito tempo, pela diminuição do interesse dos jogadores pelos seus times nacionais, e a consequente perda de identificação dos torcedores com suas seleções. A única coisa que me intriga, nessa história, é que não vemos essa tendência muito clara na Europa. A última edição da Euro, neste ano, mostrou, além de bom futebol, a verve de jogadores/torcida que não vemos todos os dias. Talvez isso aconteça porque os jogadores europeus que não atuam em seus países, atuam perto. A pouca distância mantém os sentimentos acesos, e cada reunião das seleções não significa tantas horas dentro de um avião. Eu tinha uns doze anos de idade, se me lembro bem, quando ouvi falar pela primeira vez que uma liga continental de clubes europeus seria o torneio mais legal do futebol mundial. É o que virou a UCL. Copa do Mundo de clubes? Pode parecer muito complicado, mas acho que não estamos longe.

______

Luís Roberto escreve: Vendo o último CQC e sua presença lá fiquei pensando em como é a convivência entre os jornalistas e os humoristas. De vez em quando parece que os jornalistas gostam da presença deles, outras vezes parece que a vontade é de falar pra eles irem brincar em outro lugar. Gostaria de saber a sua opinião.

Resposta: Essa relação não é nova, né? Lembro-me de dividir a zona mista da Seleção Brasileira com o pessoal do Casseta e Planeta, na Copa de 98. Os caras do Pânico também são presentes no esporte, e agora o CQC, que é uma franquia de um programa que existe há muito tempo em outros países. Já os vi em ação na seleção argentina, bem recebidos por jogadores e jornalistas. Eu não vejo nenhum problema, acho que cada um faz o seu e todos ficam felizes. Há ocasiões, como a apresentação de Ronaldo no Corinthians, em que a entrevista é restrita a veículos de jornalismo esportivo. Mas humor, quando é inteligente, só faz bem.

______

Fred escreve: O Dunga não convoca o Amauri, o que você pensa sobre isso?
Ele é bom, muito bom ou craque?
Ele não merece uma oportunidade na seleção brasileira, uma vez que até o Afonso Alves teve a sua? Ou estamos bem servidos com os atuais centroavantes que temos?

Resposta: Que deveria convocar.

Pelo que já vi, é, no mínimo, bom. Mas precisamos ver mais.

Claro que merece.

Sempre estaremos bem servidos.

______

Ricardo escreve: Estou apostando que a LDU ganhará o Mundial de Clubes (amanhã x Man Utd.), o que você acha?

Resposta: Que a crise dos mercados o fez mudar de “cassino”, mas que você ainda gosta de correr riscos. Time por time, simplesmente não dá para pensar que os equatorianos têm chance. Mas, claro, é futebol. Já vimos coisas parecidas. Acho que dá Manchester.

______

Obrigado pelas mensagens. A Caixa-Postal volta no próximo sábado.

(e-mails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link do lado direito da página.)

“Não importa o que digam. Nunca haverá alguém em quem você possa realmente confiar.”

Bill Sullivan, em “O Bom Pastor”.



MaisRecentes

Cognição



Continue Lendo

Sete dias



Continue Lendo

Em voo



Continue Lendo