MALDITOS PÊNALTIS



O futebol é mesmo cruel.

Alguém tem dúvida de que, se o Fluminense tivesse conquistado a Libertadores naquela noite de 02 de julho no Maracanã, tudo teria sido diferente?

Tudo.

A campanha no BR-08 teria habitado o lado oposto da tabela, pois time para tanto não faltaria.

Condições psicológicas, também não.

E neste momento, em vez de assistir ao êxodo dos melhores jogadores do clube, o torcedor tricolor estaria assistindo ao Mundial de Clubes, já se animando para a final contra o Manchester United.

Mesmo que voltasse do Japão sem o título, o planejamento para o ano que vem seria bem mais animador: nenhum jogador sairia das Laranjeiras seduzido pela chance de jogar a Libertadores em outro clube.

Claro que não seria possível segurar Thiago Silva. Mas dá para apostar que Washington (negócio fechado), Arouca (encaminhado) e Júnior César (conversando) não se transformariam em reforços de um rival doméstico.

Por ironia, o mesmo rival que o Fluminense eliminou da Libertadores.

Também dá para apostar (com menos chance de ganhar, é verdade) que o presidente Roberto Horcades estaria mais ocupado e, portanto, com menos tempo para declarações preconceituosas.

Que diferença faz uma disputa de pênaltis…

ATUALIZAÇÃO, 17h44 – Júnior César assinou com o São Paulo. Contrato de quatro anos.



  • Antonio

    Se tivesse ganho a Libertadores este ano, não precisaria de vaga na do ano que vem pelo Brasileiro, já estaria nela.

  • Nem me fale…

    Marcelinho Carioca ajeita a pelota na marca da cal… aperta um pouco o cadarço da chuteira (calçando 35? Ortopé ou Bubble Gummers, fácil…), toma distância, respira, avança, prepara o chute………. bateeeeeeu…

    DEFENDEUUUUUU, SAO MARCOOOOOSSSSS!!!

    A partir desse lance, desse “maldito pênalti” numa semi de Libertadores, minha vida de torcedor Corinthiano passou a ser saco de pancadas dos torcedores palmeirenses, sao paulinos, santistas, XV de Piracicaba, Flamengo de Guarulhos…. e por aí vai…

    Malditos pênalties!

    Cáspita…
    Abraço.

  • Danilo

    Afinal, Junior Cesar fechou ou não com o São Paulo, tem muita gente falando que o negócio tah fechado já!!!

    AK: Enquanto teclo esta resposta, o representante dele está em reunião com o presidente JJ. O anúncio oficial deve ser feito ainda hoje. Um abraço.

  • Eduardo Mion

    E, puxando pela memória, o próprio Manchester United só está no Japão por um escorregão do Terry nos penaltis – como você, aliás, testemunhou. Precisa perguntar para o PVC quantas vezes já aconteceu dos representantes da Europa e da América do Sul se classificarem para o mesmo Mundial nos penaltis…

  • Anna

    Muito melhor seria ver Manchester e Fluminense do que a final contra a LDU. Concorco com o Carsughi quando disse que ficou triste do Flu nao estar. Apesar de ser vascaina,eu tambem. E o Roberto Horcades pensaria duas vezes antes de dizer a bobagem que disse pois estaria em Yokohama prestes a encarar os reds. Ele deveria recontar os seus proprios neuronios. Lamentavel. Otimo post,Anna

  • Iran Né

    Caro André, pênaltis realmente pode nos levar do ceu ao inferno ou vice-versa. Ao céu quando nós ganhamos como no caso da final de 94, ou ao inferno como em 86, náquele dia infeliz do galinho.
    André eu não preciso dizer que você deve ter um orgulho muito grande do seu pai. Pois eu que apenas sou um fã dele, fiquei maravilhado, extasiado e profundamente contente e feliz com à coluna dele na Folha de hoje(18). Emfim alguém elegeu o verdadeiro esportista do ano no Brasil. Ele já escreveu ou como sempre escreve grandes colunas, contudo na de hoje, foi brilhante, superou-se. Já que eu não consigo dá-lhe, um abraço parabéns por favor, dê por mim.
    Um grande abraço !
    Iran Né

  • henry

    andre, ate agora nao acredito q o meu Flu perdeu aquele jogo nos penaltis. Qnd fizemos 3 x 1 era certo q o quarto gol viria..
    to esperando ate agora.

    um abraço

  • Francisco Martins

    Gostei do título e do que escreveu..rs.. Digamos que os pênaltis tem diversas facetas, quando se perde, com a ajudinha de horcades, óbvio, ocorre o que vc mesmo disse, se ganhar, o mero impulso de jogar um Mundial mudariam as coisas nas Laranjeiras, mesmo com a ineficiência de Horcades.

  • Iran Né

    Caro André, como eu nunca vou escrever bem como seu pai. E para quem não leu ou lê a Folha, não sabe ou vai saber de quem ele falou e
    corrigiu uma injustiça muito grande feita pêla imprensa desse país. Foi o esportista do ano, o técnico da seleção feminina de vôlei, campeã olímpica em Pequim. E é o único ser humano campeão no masculino e feminino. Desculpe a falha, o enchimento de saco e um grande abraço.
    Iran Né

  • Rogerio J

    André, para variar um pouco, vou aproveitar um assunto abordado por você para entrar em outro relacionado a ele…
    Há aqueles que são contra as decisões por pênaltis e que consideram como “loteria”. Outros, favoráveis, acreditam que não tem nada de sorte e que as penalidades máximas premiam os mais competentes.
    Pois bem, a Uefa utiliza (e a Conmebol copiou) a valorização do “gol fora de casa” para reduzir a chance de ter um confronto decidido na marca da cal. Mas, por conta desse maldito “gol fora”, às vezes uma partida perde a graça por completo. Um gol e tudo acaba.
    Por exemplo, o time “A” ganha em casa por 2 a 0 no primeiro jogo. Com o “gol fora” supervalorizado, caso o perdedor sofra 1 gol do time “B” no jogo decisivo, passa a necessitar de 4, ou seja, tem que virar a partida para 4 a 1, missão pra lá de difícil.
    Já sem o “pesado gol fora”, com a disputa limitada ao saldo de gols, esse mesmo time “A” que perdeu o primeiro jogo por 2 a 0 e que teve a infelicidade de sofrer 1 a 0 do time “B” na segunda partida, precisa apenas e tão somente de um 3 a 1 para ao menos ficar em igualdade, levando a decisão para as penalidades.
    Okay, a idéia de premiar o “gol fora” dos seus domínios tem lá a sua lógica, mas pode acabar com a graça do segundo jogo. Sem contar que acho cruel demais essa penalidade excessiva por sofrer um golzinho em casa (ou por não tere feito fora).
    Particularmente, sou a favor das penalidades. E digo isso ciente que se pensasse diferente (a favor do “gol valorizado”) veria o Fluminense, e não a LDU, no Mundial, já que a 1ª das finais da Libertadores foi 4 a 2 para a LDU, e a 2ª partida, 3 a 1 para o Flu (placar agregado 5 a 5, com vantagem para o Flu, que anotou mais gols fora).
    E você, André, o que prefere: “gol fora valorizado” ou o critério usado nas finais da Libertadores? E o pessoal que comenta no blog, o que preferem?
    Abraço!

  • Rogerio J

    Que surpresa essa notícia: Amauri descarta seleção italiana: ‘Sou brasileiro’
    E com aspas e tudo…
    “Estão falando no jornal que chegou meu passaporte, que eu vou jogar lá [na Itália]. Mas não tem nada definido. Não sei o porquê desses comentários. São coisas que os jornais inventam só para dar noticia”
    “Sou brasileiro. Quando chegar minha oportunidade na seleção brasileira, com certeza o meu sonho se realizará”, disse.
    André, será que Amauri recebeu telefonema do Rio de Janeiro, digo, do Rio Grande do Sul? Abraço!

  • ERIK DOS SANTOS OLIVEIRA

    Eduardo Mion disse:

    18.dez.2008 às 16:03

    E, puxando pela memória, o próprio Manchester United só está no Japão por um escorregão do Terry nos penaltis – como você, aliás, testemunhou. Precisa perguntar para o PVC quantas vezes já aconteceu dos representantes da Europa e da América do Sul se classificarem para o mesmo Mundial nos penaltis…

    EM 2001, TANTO O BOCA QUANTO O BAYERN FORAM AO MUNDIAL (OU COPA INTERCONTINENTAL, COMO QUEIRAM) SENDO CAMPEÕES NOS PENALTIS.

    BOCA CAMPEÃO CONTRA O CRUZ AZUL DO MEXICO.

    BAYERN SUPERANDO O VALENCIA.

  • paulo cassar

    Prezados,
    Equipes brasileiras sempre passam pela experiência sofrida que é perder nos penalties. Vejam a história. Não somos emocionalmente preparados para este tipo de disputa. Entregamos nosso destino a sorte. Contudo nossos adversários latinos (lingua espanhola) sabem de nossas dificuldades emocionais e aproveitam ao máximo, isto sem falar nos juízes também latinos (lingua espanhola).
    O sofrimento foi que o Fluminense perdeu aos poucos. Perdeu no Equador, perdeu no placar do jogo corrido no Maraca, perdeu do juiz e perdeu nos penalties. Antes perdeu na imprensa que não queria ver o Fluminense campeão, indo além, promoveu a adesão de outros torcedores brasileiros, se é que existe verdadeiramente o termo, ao timeco da LDU. Foi muito sofrimento mas ficou claro que no futuro deveremos nos fechar e esquecer ( bloquear acesso, desprezar totalmente) a cobertura da imprensa e dos outros clubes e seus respectivos torcedores. Nossa desportividade não deve fazer parte do comportamento sórdido e venenoso dos jornalistas que trabalham somente para clubes de massa. “O Fluminense não tem a maior torcida mas é a torcida que tem mais gente.” Nenhum clube do Brasil possui história tão marcante no cenário desportivo internacional como o Fluminense. A expressão que alguns clubes conseguiram nas últimas duas décadas conquistando os títulos de torneios mundiais de futebol nós já tínhamos tanto no futebol como em outros esportes. Pesquisem a história.
    O torcedor Tricolor, o verdadeiro Tricolor, não precisa de jornalista algum para recriar a realidade ou potencializar falsa ilusão sobre sua paixão. Temos autocrítica, temos educação. Não somos areia no deserto ou água no oceano, somos únicos. Não fazemos parte da cultura esportiva, nem queremos, do cube R$ 1,99. Nosso nome é Fluminense Football Club.
    No mais fica a frase do Nelson : ” o Flu perdeu a Libertadores…pior para a Libertadores.”
    Abs

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