AMAURI VAI CUIDAR DA VIDA



O jornal italiano “Tuttosport” informa que o brasileiro Amauri, atacante da Juventus, será convocado pela seleção italiana.

Poderá até estrear contra o Brasil, no dia 9 de fevereiro próximo, num amistoso em Londres.

Amauri nasceu em Carapicuíba, mas está providenciando passaporte italiano, documento que não só lhe permite jogar como atleta comunitário na Europa, como também lhe dá a opção de fazer uma escolha.

Por qual seleção quero jogar?

Na brasileira, não basta querer (mais sobre isso adiante). Na italiana, parece que sim.

Tudo é uma questão de oportunidade e ambição. Há jogadores que sonham com a amarela e desse sonho não desistem. Rodrigo Taddei, da Roma, é um exemplo. Já foi sondado pelo menos duas vezes pela Azzurra, agradeceu e recusou. Quer jogar pelo Brasil, ainda que não saiba se um dia terá essa chance.

Quer, também, manter intacto seu ambiente entre os companheiros de clube que atuam e/ou pretendem atuar na seleção, e não ser visto como o “estrangeiro que tomou a vaga de um italiano”.

Sobre Taddei, vale dizer, as pessoas em quem ele confia são unânimes ao aconselhá-lo a cuidar da vida e se vestir de azul. Por enquanto, ele resiste.

Deco, do Chelsea, para citar outro exemplo, resolveu se mexer. A porta se abriu na seleção portuguesa, e quem sabe qual seria o tamanho da fila por uma vaga no meio-campo do Brasil?

Se eu fosse o Amauri, após sete temporadas na Itália e fazendo gols pela Juventus, consideraria seriamente jogar pelos atuais campeões do mundo.

Por outro lado, se a seleção brasileira deu chances para Afonso Alves, uma ligação para o celular de Amauri, penso eu, não pode estar longe. Sério, pode?

Mas quem garante?

E quanto tempo um jogador de 28 anos, a 18 meses de uma Copa do Mundo, deve esperar?

Se Amauri realmente fez sua escolha, e pela Itália, boa sorte para ele.

Criticar o cara é hipocrisia.



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