CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Márcio escreve: A questão marketing da contratação do Ronaldo foi perfeita. Porém na questão financeira, em relação ao lucro para o Corinthians, os números parecem que deixam a desejar. Como um time precisando desesperadamente de dinheiro, fecha um contrato com um jogador dando 80% dos valores contratuais ao jogador, e ficando com apenas 20%? O que você achou da contratação do Ronaldo em relação à questão financeira do negócio?

Resposta: Impossível criticar. Veja: a partilha das receitas geradas pela chegada do Ronaldo foi a forma que o Corinthians encontrou para tornar a contratação possível. Mesmo assim, esse foi um ponto em que a negociação emperrou por um tempo. Os agentes de Ronaldo queriam mais, e o Corinthians teve de dizer não. Mas esses 20% que ficarão para o clube simplesmente não existiam antes de Ronaldo. Tradução: lucro. Se o projeto todo der certo, ou seja, se Ronaldo voltar a jogar futebol competitivamente, o Corinthians ganhará dinheiro com ele. (Nota: chegaram alguns e-mails perguntando sobre e/ou criticando o momento da contratação de Ronaldo pelo Corinthians, que teria como principal objetivo ofuscar o título do São Paulo. Por favor… menos álcool. É simplesmente impraticável que o Corinthians tenha determinado o dia, ou mesmo a semana, em que a negociação foi concretizada. Aliás, o café-da-manhã de terça-feira passada, em que Ronaldo disse “sim”, começou sem que alguém pudesse imaginar que um acordo verbal seria selado. A coincidência de momentos foi, como toda coincidência, casual).

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Marcelo escreve: Ano passado muito se falou sobre a polêmica da taça de bolinhas, entre São Paulo e Flamengo. Esse ano todos pregam o São Paulo como único Hexacampeão do Brasil, mas ninguém levanta debates sobre a válidade dos campeonatos anteriores a 1971. Antes disso os campeonatos eram disputados pelos melhores times do Brasil em moldes parecidos com os campeonatos pós-1971 (inclusive com direito a vaga na Libertadores) apenas com nomes diferentes. Então por que não considerar os campeões dos campeonatos pré-1971 como campeões brasileiros? Se formos seguir a linha de raciocínio de hoje ao pé da letra, não deveriamos considerar o Vasco como campeão brasileiro de 2000. Qual sua opinião?

Resposta: Que devemos respeitar a nomenclatura das competições. É um assunto polêmico em que há argumentos válidos para todos as linhas de pensamento. A minha é que não se pode chamar um time de campeão brasileiro, se ele ganhou um campeonato que não tinha esse nome. Mesmo porque, depois, o Campeonato Brasileiro foi criado. Isso não tem nada a ver com a importância da conquista. Os “campeonatos nacionais” que o Santos ganhou, antes do CB existir, eram (e devem continuar sendo) considerados como os mais importantes do futebol brasileiro, em sua época. Mas não acho que o Santos deva ter mais do que dois títulos do Brasileirão. O mesmo vale para os “mundiais” do São Paulo. São duas Copas Intercontinentais e um Mundial de Clubes. O valor dos títulos é o mesmo? Sim. Mas os nomes são diferentes. Campeão Brasileiro de 1987? Mesma coisa. É o Sport. Mas quem ganhou o campeonato mais importante de futebol no Brasil naquele ano foi o Flamengo. Finalmente, sobre a Copa João Havelange: o torneio foi oficializado pela CBF como o Campeonato Brasileiro daquele ano.

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Jorge Luis escreve: O que você achou da contratação de Dorival Júnior pelo Vasco?

Resposta: Ótima. Júnior é um técnico de muita capacidade, e muita personalidade. O fato de encarar o momento atual do Vasco mostra também que não lhe falta coragem. Que ele tenha o respaldo dos que estão acima, na montagem de um time que possa devolver o Vasco à Série A.

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Fábio escreve: Com ligeira vantagem, Pacino “venceu” De Niro em “Righteous Kill”, na sua opinião. Sem pestanejar, qual dos dois, diante de duas carreiras brilhantes, é o melhor?

Resposta: Vou pestanejar. Não dá para responder essa. Nesse último filme, nenhum dos dois teve uma atuação tão boa, mas achei o personagem de Pacino mais interessante. No conjunto das obras, eles são tão bons que é difícil escolher um. Eu passo.

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Obrigado pelas mensagens, até o próximo sábado.

(e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link do lado direito da página, abaixo da foto)

“Eu sou motivado pelo meu dever.”

James Bond, em “Quantum of Solace”.



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